50 Tons De Desavença

42 Tarde demais...


Notas iniciais
Olá amorecos... Quem aqui está ansiosa levanta a mão? KKKKKKKKKKKKKKKK Gente vocês estão me torturando com os comentários de vocês, vocês estão loucas para saber o que aconteceu com o Christian e eu estou louca para saber qual vai ser a reação de vocês diante desse capítulo. ;/ Sejam boazinhas viu. Quero agradecer a Camila e Tamires Taylor pelas incríveis recomendações. Camila que começou a ler ontem e não parou mais e ainda recomendou, seja bem vinda Greyzete. Tamires Taylor obrigada pelos elogios e pelas palavras, vocês tinham que ver os pulinhos de alegria que eu dei. Esse capítulo é para vocês duas, beijocas. PS: Leiam as notas finais. Música: http://letras.mus.br/bianca/chained/traducao.html A música está com a tradução. Boa Leitura ;)

No dia seguinte, acordo com a luz da janela invadindo o quarto. Olho para o relógio e vejo que faltam dez minutos para o relógio alarmar. Minha vontade é de fica aqui a manhã inteira.

Olho em volta do quarto à procura de Christian. E penso se foi um sonho ou pesadelo o que tive ontem à noite. Ontem foi uma das noites mais intensas da minha vida, sorriu ao lembrar-se de cada toque e de cada palavra de amor ditas entre nós. De fato ele deixou tocá-lo, mas ainda não sei o que fez com que ele chegasse tão transtornado. Tomo um susto quando escuto o celular dele vibrar. Pego o aparelho que está em cima da cômoda e vejo que tem várias ligações de Taylor e que acabou de chegar uma mensagem do mesmo.

“Senhor Grey, precisamos do senhor urgentemente”. Coloco o BlackBerry de volta na cômoda.

O que será que aconteceu? Vejo Christian sair do banheiro totalmente vestido. Vejo a preocupação nos seus olhos por mais que ele tente disfarçar.

– Bom dia, meu amor – Sussurro e me levanto para lhe abraçar.

– Bom dia, baby. – Murmura e me abraça de volta.

– Taylor te ligou várias vezes e tem mensagem dele no seu celular. – Digo e entro no banheiro. Sei que ele vai ver que vi a mensagem, então achei melhor informar logo.

Tomo um banho caprichado, depois do mesmo seco o cabelo e saio do banheiro com apenas uma tolha. Tenho que caprichar no visual, pois tenho que está apresentável para o meu primeiro dia de trabalho. Quando saio do banheiro, Christian está sentado na beira da minha cama. O olhar dele não parece um olhar feliz como estava há alguns dias atrás. O Christian que está aqui hoje não é o mesmo que foi viajar no sábado de manhã e nem o mesmo que me amou com tanta urgência na noite passada.

Começo a me vestir, eu quero-lhe perguntar o que aconteceu, mas sei que ele não vai-me dizer. Estou perdida, não sei o que fazer. Por um momento eu me lembro de Leila e talvez seja algo a ver com ela, talvez ela tenha invadido a casa dele novamente.

– Alguma notícia de Leila? Pergunto. A última vez que falamos sobre ela foi quando ela invadiu o apartamento dele. Até hoje eu não sei como é essa mulher e acho que nunca vou querer saber. Vejo como sua mandíbula fica tensa ao ouvir o nome dela.

– Estou resolvendo esse assunto, não se preocupe. Os seguranças vão continuar aqui na sua porta. Quero que ande com eles o tempo inteiro, entendido.

– Sim, Senhor. – Murmuro sorrindo.

– Não estou brincando Anastácia. – Diz sério.

– Tudo bem, Christian. – Murmuro. Que falta faz o Christian descontraído.

– Vou precisar-me afastar essa semana, pois preciso resolver alguns assuntos de trabalho. Então se comporte e se precisar de algo é só me ligar. – Murmura.

– A gente vai fica sem se ver? Pergunto.

– Preciso me afastar, Anastácia. – Diz e acaricia meu rosto. Vejo que sua mão está começando a cicatrizar. Mas essas feridas me dão um arrepio terrível.

– Não vai-me dizer o que aconteceu com sua mão? Pergunto e pego a mesma e começo a beijar. Quero cicatrizar todas as cicatrizes desse homem.

– Tive um ataque de raiva e quebrei a janela do meu carro – Christian murmura, tirando-me dos meus pensamentos. Meus olhos se arregalam com suas palavras.

– Por que fez isso, Christian? Ele sorrir tristemente.

– Por que quando a gente menos espera uma grande merda acontece. – Murmura, mas mesmo assim fico sem entender nada.

– Tenho que ir baby. Tenha um bom dia de trabalho. – Murmura, beija minha testa e se vai, deixando-me cheia de dúvidas e insegurança. Termino de me arrumar e encontro Kate no café da manhã.

– Bom dia. – Murmuro cabisbaixa.

– Depois da noite que você teve como tem coragem de acordar com um desânimo desses. – Kate murmura sorrindo e eu não aguento e dou risada também.

– Deve ser por causa da noite perdida. – Murmuro e resolvo guarda minhas preocupações.

Kate e eu saímos juntas de casa e ela me deixa no trabalho, já que é caminho para o dela, o segurança/motorista veio atrás.

Assim que saio do carro de Kate, meu BlackBerry toca, Christian.

– Oi meu amor. – Atendo.

– Não quero que você fique andando por ai sem seu segurança, todo lugar que você for ele vai-te levar. Entendeu?

Senhor controlador está de volta com força total. Minha vontade é de gritar com ele e pergunta se ele ficou doido, mas como não quero estragar meu primeiro dia de trabalho, resolvo ignorar seu descontrole.

– Entendido, Christian. – Murmuro.

– Obrigada, baby. – Murmura e desliga. Olho para o BlackBerry sem entender nada. Christian e suas oscilações de humor vão-me matar.Chego e assim que os seguranças ver meu crachá libera minha entrada.

Vou para minha mesa que é em frente à sala de Jack e vejo que ele ainda não chegou. Sento-me e começo a dar um toque feminino na minha mesa, pensei em trazer um porta-retratos meu e de Christian, mas desistir. Não quero que as pessoas saibam que o meu namorado é um dos CEOS mais importantes de Seattle.

– Bom dia, Ana – Disse meu chefe assustando-me com sua presença. — Levantei-me imediatamente.

– Bom dia, senhor Hyde.

– Pode-me chamar de Jack, por favor. Venha comigo até minha sala.

O restante do dia passou num piscar de olhos, conheci várias pessoas novas e tive um dia interessante ao ver as rotinas de trabalho de Jack. Ele fez questão da minha presença nas reuniões que teve durante a tarde. Às cinco horas me despedir dele e fui para casa. Ao sair da SIP, avistei o carro do segurança a minha espera. Revirei os olhos e entrei no carro.

Durante todos os dias da semana fiquei sem ver Christian, apenas nos falamos por telefone. No final de semana sair com Kate para lhe mostrar os melhores lugares de Seattle. Christian me disse que estava muito ocupado no trabalho e por isso não poderíamos nos ver. Isso me deixou muito triste, mas tentei compreender.

Na segunda-feira à noite Kate parecia nervosa.

– Kate aconteceu alguma coisa? Pergunto.

– Você não imagina quem eu vou ter que entrevista na segunda que vem. – Murmurou.

– Do jeito que você está falando parece que vai ser o presidente. – Digo sorrindo.

– Vou ir entrevista Eliot. – Ela diz e meu sorriso some. Ouvi o nome de Eliot quando estou numa situação tão delicada com Christian não foi legal.

– E porque está nervosa? Vocês pareciam ter-se dado bem naquela vez em búzios. – Murmuro.

– Não estou nervosa. Só queria que você soubesse. – Murmura e voltamos a assistir o filme.

E assim seguiu a minha rotina nos últimos dias, levantar, trabalhar, assistir um filme com Kate e falar com Christian antes de ir dormir. Não estou gostando muito disso. Christian e eu, nós nos falamos por telefone toda noite, mas não está como antes e penso com tristeza que a minha relação com Eliot, antes de terminar também ficou assim.

Na sexta-feira estava tão desanimada que só consegui tomar um copo de iogurte.

– Tudo bem, Ana? Jack pergunta quando percebe que não estou prestando atenção ao que ele está falando.

– Sim, tudo bem. Desculpe Jack. – Murmuro sem graça.

– Como estava falando, preciso que você revise aqueles textos e me entregue na segunda-feira.

– Claro. – Murmuro e me levanto.

– Se precisar de algo é só falar, Ana. – Jack diz.

– Obrigada, Jack. – Digo e saio da sua sala. Esses últimos dias Jack tem sido muito legal, me ajudando e tendo paciência para me mostrar as coisas relacionadas ao meu trabalho, deixando-me participar de funções que competem a ele próprio, estão sendo uma experiência maravilhosa para meu primeiro emprego.

Às onze horas meu telefone toca. Vejo que é Mia. Quanto tempo que não falo com ela.

– Olá, Mia. – Atendo.

– Amiga... Precisamos ir almoçar hoje. Tenho tanta coisa para te contar. – Diz empolgada.

– Ta legal, passa aqui no trabalho e vamos juntas. – Murmuro sorrindo.

Passo meu endereço para ela e marcamos de nos encontrar daqui uma hora. Ao meio-dia vou até a recepção onde encontro Mia.

Vamos até um restaurante próximo ao meu trabalho e fazemos nossos pedidos. Ela começa a me conta como foi sua viagem e que conheceu o dono de uma joalheria, chamando Marcos. Ela está quase dando pulinhos na cadeira.

– Ele é muito romântico, cada coisa que ele fez para mim que é difícil não se apaixonar. – Diz e suspira.

– E como vocês vão fazer para fica junto? Pergunto-me referindo à distância. — Ele vem no dia do meu aniversário. Tenho que começar a organizar, pois vou fazer uma festa inesquecível. – Murmura toda contente.

O aniversário de Mia é vinte de abril e no dia três de maio a apresentação de Jose, na qual eu ainda não lhe dei nenhuma resposta. Tenho que me lembrar de ligar para ele.

– Como estão as coisas entre você e Christian? Mia pergunta de repente e fica-me olhando atentamente. Não quero falar desse assunto, tenho fugido de Kate e das suas perguntas, e agora vem Mia.

– Bem... – Digo vagamente, mas a verdade é que nem eu sei como estamos.

– Ontem quando ele foi-me buscar no aeroporto não parecia nada bem. – Murmura e sinto meus olhos marejarem. Ela pega na minha mão e pergunta – O que aconteceu, Ana?

– Esse é o problema Mia, eu não sei o que aconteceu. A gente tem-se falado pelo telefone todas as noites, mas sei que tem algo errado. Só não sei o que... – Digo e deixo as lágrimas descerem.

– Sinto como se nosso relacionamento estivesse acabando, ele disse que me amava, mas estou achando que ele está enjoado de mim e não tem coragem para me dizer. – Digo e sinto um nó tão grande no peito que me sinto sufocada.

– Sinto muito, Ana. – Murmura com sinceridade.

Perdi o apetite e não quis nem sobremesa. Ultimamente estou com repulsa a essa palavra. Volto para o trabalho e me esforço ao máximo para me concentrar no mesmo. No final do expediente, Jack quis que eu fosse a um bar chamado cinquenta, quase chorei de rir quando ele disse o nome do bar. Lhe disse que estava indisposta e lhe prometi que quando eu completasse um mês iria comemorar com eles.

Quando sair da SIP naquele dia o motorista estava-me esperando como todas as noites, mas resolvi ignorá-lo completamente, se Christian não quer mais me ver. Então que se exploda. Quando desviei do segurança, mostrando minha intenção de pegar um táxi o motorista veio atrás de mim.

– Senhorita, por favor, entre no carro. – Pediu-me. Ignorei-o e entrei no Táxi. Assim que o taxista parou em frente à minha casa percebi que o segurança estava logo atrás. Bufei de raiva e entrei em casa batendo a porta com tudo. Kate ainda não tinha chegado. Fui para o quarto, preparei um banho de espuma bem relaxante e afundei na banheira. Já faz quase duas semanas que não nos vemos isso está-me matando. Sinto tanto a falta dele.

Depois do meu banho percebi que meu BlackBerry estava tocando. Christian. Pensei em ignorar, mas não resistir.

– Oi meu amor. – Atendi do jeito doce de sempre.

– O que deu em você para ignorar o segurança. – Ele ignorou totalmente meu lado doce de ser.

– Sinto sua falta. – Murmurei com a voz chorosa. E sentia mesmo, hoje já faz 12 dias que não nos vemos.

– Eu também, baby. – Murmurou mais calmo.

– Onde você está? Pergunto. Nas últimas vezes que nos falamos ele me disse que estava saindo tarde do escritório e indo para casa.

– Ainda estou no escritório.

– Venha aqui em casa. – Imploro. Preciso tanto da sua atenção, do seu carinho, do seu toque e do seu amor. – Sussurro. Ele suspira.

– Não posso. – Diz.

– Não pode, ou não quer? Até quando vai ser assim Christian. – Digo irritada.

– Confie em mim, baby. – Murmura.

Vou o fazer aparecer aqui nem que seja a força. Pensei comigo mesma, já com um plano na cabeça. Peguei meu MacBook e sentei-me na cama. Sei que o que tenho em mente vai deixa-lo tão puto de raiva que ele não vai aguenta e vai acabar vindo aqui.

– Aceite minha chamada de vídeo. – Disse e desliguei antes que ele dissesse algo. Tirei o robe e mandei a chamada de vídeo. Fiquei com a respiração acelerada de ansiedade e excitação. Christian demorou tanto para aceitar que achei que ele iria recusar.

Quando ele aceitou e me viu completamente nua, percebi que seus olhos escureceram. Não sei se foi de raiva ou desejo.

– Preciso de você – Murmurei do jeito que achei ser sedutoramente enquanto começava a tocar meus seios. Os olhos de Christian se arregalaram por um breve momento, mas percebi que sua respiração estava irregular. Olhei atentamente para o seu rosto e pude ver a tensão que exalava dele.

– Não faça isso. – Ordenou, mas eu como uma menina má desobedeço completamente ao seu pedido. Ele não tem atendido aos meus, porque vou atender aos dele. Desço lentamente a minha mão mostrando qual é a minha intenção. Nunca fiz isso na minha vida, espero está fazendo certo. Olho para o seu rosto furioso e imagino que são as mãos dele me tocando, me acariciado, me abrindo para o seu prazer...

– Quero você, Christian. Quero-te sentir-me tocando... – Murmuro com os olhos fechados, mas quando abro os mesmos Christian já não estava mais lá.

Dominada pela raiva de ser rejeitada, continuo me tocando. Coloco o computador de lado e deito-me na cama e começo a descobrir os prazeres do meu corpo, imagino sua boca me beijando, lambendo todas as partes do meu corpo e me tomando em seus braços forte e duro do jeito que só ele sabe fazer... Chego ao ápice do prazer chamando por Christian.

Deixo os tremores de meu orgasmo aliviar e quando meus olhos se abrem o vejo em carne e osso na minha frente. Christian com um olhar mortal. Sorrio internamente ao ver que meu plano deu certo. Acho que nunca o vi tão bravo em toda minha vida. Ele começa a se despir e imagino se vou aguentar a sua punição. Quando ele retirar a camisa passo meus olhos pelo seu tórax e penso se ele vai-me deixar tocá-lo hoje. Não tenho coragem de dizer nada, apenas espero o meu castigo. Não acredito que já estou molhada só de imaginar o que ele vai fazer.

Christian se despiu e pegou o cinto. – Christian, o que você...

E antes que eu pudesse dizer algo ele deu uma cintada no meu sexo. Uma única cintada me deixou mais excitada do que estava. Ele ficou entre minhas pernas e começou a me beijar. Prendeu minhas pernas entre seus quadris. Penetrou-me freneticamente de um jeito desesperado. Suas mãos tocavam cada parte do meu corpo, sua boa mordiscava e chupava meu peito de uma forma que eu tenho certeza que vou fica cheia de marcas. Suas socadas e os nossos gemidos de prazer era o som que ecoava pelo quarto. Gemi de prazer ao sentir que éramos um só, não havia espaço para nada entre nossos corpos. Deslizei minhas mãos pelas suas costas até seus quadris, pressionando a base das costas dele para incentivá-lo a continuar. A falta de linguagem deixava tudo ainda mais animalesco. Christian estava no frenesi delicioso e logo chegamos ao êxtase junto.

Estávamos embolados um no outro sem querer que nossos corpos se desgrudassem.

– Não precisa fugir de mim, só tem que conversar comigo. – Murmurei referindo-me aos últimos dias.- Estou conversando com você, mas não me ouve. – Sussurrou.

“Confie em mim”. Não é conversar, pensei.

Antes que eu pudesse argumentar, Christian começou a explorar minha boca. – Não perca a fé em nós dois. – Sussurrou no meu ouvido e voltou a me beijar ardentemente. Então acabou com qualquer nova discussão, instigando o meu corpo a se unir ao dele novamente.

Na manhã seguinte, acordei completamente sozinha e o único vestígio que tinha de Christian era o cheiro do seu perfume e do sexo que fizemos. Sentir uma grande decepção na mesma hora. Será que foi um sonho? Quando me levantei para ir ao banheiro constatei que não foi nenhum sonho, além de, está dolorida entre as pernas, as marcas no meu peito não me deixam mentir. Ontem parecíamos dois selvagens que estavam famintos um do outro, e eu estava, mas queria acordar e vê-lo ao meu lado. Passei a mão pelo meu pescoço lembrando-me de ontem, percebi algo brilhando no meu dedo anelar direito. Olho em choque para o anel de diamantes e coração. Quando foi que Christian colocou isso no meu dedo. Volto para a cama totalmente confusa. Fico olhando uma foto nossa junto e acabo dormindo por mais um tempo...

Mais tarde naquele mesmo dia, tomei um banho e fui para a cozinha. Caçar algo para comer.

– Pensei que não iria mais levantar hoje, mas depois da noite de ontem nem te culpo. Que homem insaciável. – Kate murmurou se abanando.

Dei risada da cara que ela fez, até revirou os olhos.

– Então tudo bem no paraíso?

– Não sei Kate. – Disse e dei de ombros.

– Como não sabe? Ontem estava quase me levantando para mandar vocês parar com tanto barulho. – Disse fazendo-me fica sem graça, não imaginei que estávamos fazendo tanto barulho.

– Nem conversamos Kate, não tive tempo de lhe perguntar e nem falar nada. – Digo.

– Imagino. – Murmura. Jogo uma almofada nela e ela desvia.

Como um sanduíche e bebo um copo de suco, não tenho vontade de fazer grandes refeições. Passo o sábado em casa mais Kate. Assistimos a um filme e depois ela vai dormir, resmungando que não dormiu nada na noite passada.

Tenho que confessar que passei o dia esperando uma ligação de Christian que não veio. No início da noite liguei para ele, mas não me atendeu. Fui para o meu quarto, joguei o BlackBerry em cima da cama e suspirei.

Estou cansada, estou sendo muito paciente, mas só estou-me fodendo. Ele vai ter que esclarecer isso hoje ou vou largar de vez essa relação. Estou-me sentido como um cachorrinho que fica atrás de um pouco de atenção. Isso é horrível, não como direito, não durmo direito, não trabalho direito, só faço pensar nele e fico-me corroendo para saber o que está acontecendo e se estamos bem. Depois de muito pensar sobre o que fazer, resolvo ir toma banho e me arrumar.

– Leve-me até a casa de Christian. – Digo ao motorista. Fico nervosa durante todo o caminho. Hoje vai ser tudo ou nada...

Chego ao escala e como sei o código subo direto. Estranho ao ver que não tem ninguém na entrada. Quando estava-me aproximando da sala ouvir Christian falando com Taylor. “Tenho que me livrar dela”. Sentir como se me faltasse o ar para respirar. Não consegui segurar o soluço que veio do fundo da minha garganta.

– Ana... – Christian me vê parada na porta da sua casa e vejo o choque no seu rosto. Taylor se retira e Christian fica-me olhando sem saber o que fazer. Ele olha para a escada e vejo ele fica pálido.

– Não posso falar agora. – Diz.

Ele quer se livrar de mim. Ele já deve está com outra submissa. Com certeza enjoou de mim, mas não tem coragem de me dizer. Engulo o soluço e reúno toda a força que consigo para não chorar.

– Vou facilitar para você. Não precisa fica comigo por pena, ou seja, lá qual for à merda doentia que se passe na sua cabeça. Acabou Christian, não vou fica-me arrastando feito uma cadela aos seus pés enquanto você pensa em um jeito de se livrar de mim, eu mereço muito mais do que tudo isso.

– Este não é o momento. – Sua voz estava num sussurro o que me faz imaginar que tem alguém lá em cima com ele.

– Não seja covarde, assuma que você não quer mais. Enjoou de trepar comigo e foi procurar outra — Digo e olho para a escada, onde eu imagino que tenha uma mulher esperando por ele.

– Pare com isso. – Sussurrou. Olhei para ele com tristeza. O Christian que conheço estaria gritando e desesperado para que eu não fosse embora e esse homem está apenas sussurrando. Retiro o anel do meu dedo e o vejo fica pálido, mas não mudo minha decisão. Coloco o anel em cima da mesinha perto do sofá.

Não tenho mais nada a fazer, não vou-me rastejar mais para esse homem que um dia disse-me amar. Viro-me para ir embora, mas paro em estado de choque ao ouvir a voz de uma mulher chamar por ele.

– Mestre... A mulher chamou-o. Meu coração martela no peito que chega a doer de raiva.

Virei-me já com o rosto desmanchado em lágrimas.

– Você vai negar isso agora? Praticamente solucei.

– Tudo isso tem uma explicação Ana. – Sussurrou.

– Então explique. – Gritei fora de mim.

– Não grite pelo amor de Deus.

– Você não quer que sua puta saiba que estou aqui. – Gritei. – Pois bem estou saindo, Senhor Grey. – Murmurei seu nome com o maior desprezo que conseguir. Corri até o elevador com as pernas trêmulas. Tapei meus ouvidos para não ouvir os rugidos ferozes de Christian. Preciso sumir daqui, tudo nesse maldito mundo me faz lembrar-se dele.

Quando sair do escala Taylor estava falando algo com o motorista que me trouxe. Corri para longe antes que eles me vissem e controlei o choro o máximo que pude. Entrei no táxi e assim que entrei em casa, fui para o quarto e derrubei todos os porta-retratos que tinha de nós dois e em seguida desabei de tanto chorar. Kate bateu na minha porta durante um bom tempo, mas desistiu de tentar fala comigo. Fecho os olhos e tento sem sucesso aliviar a dor no meu coração...

Notas finais
Anel: http://aneis.info/anel-de-compromisso-com-diamantes-e-coracao/ Sei que vocês ainda devem ter muitas dúvidas sobre o que está acontecendo e assim que é bom, pois deixa com expectativa sobre como vai ser o restante da história. Pensem que essa pequena separação é para o bem da Fic, vocês querem que a história acabe? Eu não quero. Eu só coloquei um pouco de desavença que já estava fazendo falta, né? KKKKKKK PS: O próximo capítulo vai ser um Pov. Do Christian Grey e talvez um de Leila, para que vocês saibam tudo que está acontecendo e o que ela está aprontando. Quero saber se vocês querem o Pov. Da Leila ou preferem fica na expectativa? Diante desses acontecimentos todos entre Christian e Ana, vocês reparam que Kate vai entrevista Eliot? KKKKKKKKKKKK Podem comentar a vontade. As meninas que chegaram mais perto sobre o que aconteceu com Christian foi: Isaah Marques, IDSC, Mona Grey, Juliana Grey, Isabella Cullen Grey, Mima, Isabelle Lima, Bete Amado, Eva Grey, Carla Barbosa, Jessy Grey,lipsmango, susu swan, Nathalie Graf Guide e Juliana Vinhas. Espero não ter esquecido de ninguém. Keep Calm & Aguarde...