50 Tons De Desavença
26 Surpresa...
Notas iniciais
Pov. Eliot Grey.
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Eu sou Eliot Grey, o ex. bad-boy de Seattle. Eu digo ex. bad-boy, por que o dia em que conheci Anastácia Steele essa fama ficou para trás. Já tive relações com boa parte das mulheres de Seattle, mas nenhuma delas mexeu tanto com a minha imaginação como Anastácia mexe. Anastácia é linda, engraçada, determinada e também é um desafio delicioso. Todas as mulheres com quem eu já sair, quase sempre acabava na cama na primeira semana e isso era muito fácil, porém já estou um mês com Anastácia e até hoje só rolou beijos apaixonados. Nenhuma mulher nunca resistiu ao meu charme, ficavam excitadas apenas com o meu sorriso.
Eu sei que toda essa resistência de Ana é por que ela é virgem, eu a entendo e quero esperar o tempo dela, por isso eu a respeito e trato com todo o carinho possível e tenho que me controlar a todo o momento para não assustá-la. Fiquei muito surpreso ao perceber que ela era virgem, afinal ela já tem vinte e um anos e estamos no século 20. Quem é virgem nessa época? Apesar disso eu quero ser o seu primeiro e último.
Estou na minha construtora esperando Anastácia para almoçar, passei a manhã toda trabalho com Gia Matteo, que é um pedaço de ma caminho. Se eu a conhecesse no tempo em que eu era mulherengo, já teria a levado para cama, mas agora desejo apenas uma mulher e vocês sabem quem ela é. Anastácia.
Acabei de deixar Ana na casa dela, almoçamos juntos e eu lhe informei que quero apresentá-la a minha família, ela ficou branca como um papel, porém concordou.
Sábado.
Estou a caminho da casa de Anastácia, estou indo buscá-la para lhe apresenta a minha família. Hoje passei na casa de Christian, quando apareci ele estava de bom humor como sempre. Kkkkkkkkk piada. Mas mesmo com seu péssimo humor conversei com ele, falei sobre Anastácia e sobre meu trabalho. Ele acha que ela é só mais uma na minha vida, acha que eu me apaixono todo o mês. Porém só com o tempo vou poder mostrar a todos que ela é diferente de todas as outras. Ela é mulher para casar.
As sete em ponto peguei Anastácia na casa dela, ela estava linda como sempre... No caminho percebi que ela estava nervosa, mas o que ela não sabia era que eu também estava. Pego a sua mão e vou alisando por todo o caminho. Apresento Anastácia aos meus pais, que a recebem carinhosamente, como eu sabia que seria. Grace e Carric jamais destratariam alguém, principalmente alguém que fosse importante para o filho deles. Estávamos todos conversando na sala de estar, quando Christian chegou, todos se levantaram para recebe-ló. Anastácia ficou sentada e eu fiz as honras de apresentá-los.
Então você é a famosa Anastácia, hoje ouvir maravilhas sobre você. Christian murmura e leva a mão dela aos lábios. Fico com ciúmes, mas não demonstro. Afinal ele é meu irmão e sei que quer me provocar.
Minha mãe anuncia o jantar e todos seguiram para a sala de jantar. A janta estava fluindo bem, todos conversando, comendo e bebendo. Comentei com meu pai que talvez eu fosse viajar para o Brasil. Percebo pelo comentário de Anastácia que ela não gostou da ideia de eu ir viajar e me agradou saber disso. Eu lhe expliquei que não comentei nada com ela, por que não é certo que eu vá. Lhe dou um beijo e me volto a falar com meu pai... Parei de falar com meu pai quando Christian perguntou a Ana se ela estava com algum problema. Percebi ironia na voz dele, mas só pude-me concentrar em Anastácia.
– Não nenhum problema, — Ela responde e se retira para ir ao banheiro. Fico olhando-a até ela desaparecer no corredor.
– Ana querida como vocês se conheceu? Grace pergunta quando Ana se senta ao meu lado.
– A gente se conheceu quando ele foi busca Mia para almoçar e eu fui junto com eles, Mia que foi o nosso cupido, pego a sua mão e beijo, dês desse dia só penso em você, — Murmuro. Oh... Que lindo isso meu filho. Diz Grace depois do meu gesto de carinho. Sorriu quando vejo que Ana ficou sem graça.
– Só falta Christian trazer uma namorada aqui em casa, ele nunca trouxe ninguém, Falei para provocar Christian. E quando ele tiver uma namorada espero que esteja preparando, pois vou atormentá-lo pelo resto da sua vida.
– Oh... Querido irmão não se preocupe quanto a isso eu só não encontrei a mulher certa. Ele diz, mas ignoro e penso que já encontrei a minha... Quando levei Ana para casa percebi que ela estava distraída, como se estivesse pensando em algo. Só não imagino o que estava-lhe distraindo tanto...
Na manhã seguinte acordo com o pau duro feito pedra. Tem mais de um mês que não faço sexo e isso está deixando-me louco. Mulher é o que mais tem para me satisfazer, entretanto quero-me manter fiel a Anastácia. Pressiono a mão no meu pau, que está dolorido. Levanto-me e vou para o banheiro, preciso dá uma aliviada no meu AMIGÂO. Mesmo depois de sair do banheiro não estou satisfeito, não dá nem para comparar minha mão com uma mulher... Depois de tomar café da manhã ligo para Anastácia e combinamos de ir ao clube com minha família. Só de imaginar vê lá de biquíni, fico duro. Depois de algumas horas saio do meu apartamento e vou buscar Ana. Quando chego ao seu apartamento e ela abre a porta percebo que tem algo errado. Pergunto-lhe se aconteceu alguma coisa, ela diz que só está cansada e prefere fica em casa comigo. Beijo-a apaixonadamente, e lhe mostro o quanto me agrada ficarmos sozinhos. Continuo beijando-a, passando a mão pelo corpo dela, sentindo como sua pele é macia... Imagino que quando estiver dentro dela... Afastei-me tentando-me conter. Observo-a e vejo que ela já está pronta, resolvo ir para a casa dos meus pais, estaremos sozinhos e ainda vou poder vê lá de biquíni. Quando Ana foi buscar a bolsa, enviei uma mensagem para Mia informando que Ana e eu não iríamos ao clube. Em meia hora chegamos à casa dos meus pais. Aproveitamos que o sol estava forte e fomos direto para a área da piscina, assim que chegamos a mesma Anastácia retira a roupa, revelando seu corpo perfeito e seu biquíni vermelho incrivelmente sexy. Devia ser um crime uma mulher usar um biquíni desses. Não consigo parar de olhar o seu corpo, minha vontade de deslizar sobre ela aumenta cada dia mais... Quando vou passar bronzeador nas suas costas engulo seco e tento me controlar para não ter uma ereção. Assim que termino de passar o bronzeador, me jogo na piscina. Acho que nem a água vai-me acalmar nesse momento. Dou vários mergulhos de um lado para o outro, quando saio da água Anastácia está dormido na espreguiçadeira.
Fico admirando a sua pele através do sol, e penso como é bela a minha namorada. Penso em como quero que ela confie em mim para ser o seu primeiro, por isso tento me controlar ao máximo quando estou perto dela. Quero que ela queira se entregar a mim, pois eu já a desejo dês do primeiro dia em que a vi. Dou um beijo nos seus lábios, em seguida vou até a cozinha e preparo lanches para nos dois. Quando retorno ela já está acordada, sorrio ao vê o seu belo bronzeado. Quando terminamos de lanchar a pego de surpresa e caímos juntos na piscina. Dou risada e jogamos água um no outro. Puxo-a pelo braço, cheiro seu pescoço e faço caminho até a sua boca. Beijamo-nos, nos acariciamos e namoramos por um tempo. Anastácia estava cada vez mais envolvida até que o estraga prazer do meu irmão aparece.
– Agora vejo porque vocês não foram ao clube – Ele murmura como se fosse uma critica. Não posso fica sozinho com a minha namorada, imbecil. Penso irritado com a interrupção. Percebo que Anastácia se afastou, imagino que seja por vergonha, mas mesmo assim irrita-me.
– E você irmãozinho ta fazendo o que aqui? Pergunto.
– Nada de importante. Diz rispidamente. E enfim vai embora, ao menos, foi o que pensei.
– Ana, recebeu as flores que te mandei. Ele diz.
– Recebi – Murmura.
Ãm? Flores? Como assim? Encaro-a, e espero ele sair para falar.
– Foi por isso que você não quis ir ao clube? Pergunto irritado.
– Não, eu só queria fica um pouco sozinha com você. – Murmura.
– Poxa Ana, porque você não falou das flores. Resmungo, agora Christian teve uma chance de me provocar.
– Eu esqueci completamente, desculpe-me. Sussurra.
– Tudo bem, não vou brigar por causa dele. Digo, mas ainda estou irritado. Vou ao meu antigo quarto, que minha mãe insiste em manter, tomo um banho rápido, mudo de roupa e levo Anastácia até sua casa. Seguimos o caminho em silêncio e eu não posso deixar de pensar por que Christian está agindo dessa forma, ele nunca agiu assim com nenhuma namorada minha. Assim que entramos Anastácia me mostra as flores e um cartão e assim que leio, penso que ele está fazendo isso para me provocar, porém não vou lhe da essa satisfação.
– Realmente eu tenho muita sorte por ter você ao meu lado – Digo sorrindo.
– Você não esta bravo? Pergunta surpresa.
Penso se eu deveria estar, mas não devo, ele é meu irmão. Chato, Mal-humorado, brigam, insuportável... E muitas outras qualidades que vou citar depois, mas é meu irmão.
– Não anjo, isso é besteira são só flores e afinal ele é meu irmão, vem deixa eu te dar um abraço.
– Obrigada pelo dia Eliot – Ela murmura.
– De nada meu anjo, agora eu vou deixa você ir toma seu banho, e já vou indo quando você for dormi ligue-me. – Digo e a abraço e vou embora...
Quando estou no meu apartamento janto e em seguida vou ao meu escritório, abro meu Macbook e verifico meus emails por horas. Quando ia desligar meu computador, vejo uma foto do rosto de Anastácia que fica no protetor de tela do meu computador e penso em como estamos progredindo... Pelo menos é assim que penso, até ver que já é meia-noite e ela não me ligou. Vou dormi com uma sensação estranha que não sei identificar...
Segunda-feira após o café da manhã eu recebo uma ligação do Brasil, para confirmar a minha presença em um novo projeto de engenharia... Apesar de não querer fica longe de Anastácia sinto que devo aceita, afinal esse projeto também é importante para mim... Hoje faz duas semanas que sair da casa de Anastácia, dês de então estamos nos comunicando pelo celular toda noite. E o fato de nos falarmos apenas durante cinco minutos contribuiu para eu achar que tem algo de muito errado acontecendo. Sei que estamos atolados de trabalho, ela da faculdade e eu da construtora. Mas eu só estou adiantando todos os meus trabalhos para poder encurtar a minha viagem para o Brasil.
A cada manhã tenho acordado duro e excitado, a falta de sexo está-me deixando alucinado... Hoje antes de ir para o trabalho bate uma puenta, o tempo todo pensado na boca de Anastácia. Quando cheguei a construtora encontrei com Gia, que estava a minha espera... Trabalhamos a manhã toda e em seguida saímos para almoçar. Caminhamos até um restaurante próximo ao trabalho. Gia é bonita, já saímos algumas vezes, mas nunca rolou nada, não por que ela não queria, porém sempre mantive distância, não gosto de ter relações onde tem trabalho. Tivemos um bom papo no almoço, voltamos para a construtora e trabalhamos pela tarde, estávamos resolvendo as últimas papeladas quando percebi que ela estava próxima, muito próxima, e eu pude vislumbrar a curvatura dos seus seios sobre o decote. Por um momento quase joguei para o alto o fato de trabalhamos juntos, lembrei-me do tempo em que eu tinha sexo casual quase todas as noites e eu poderia ter isso agora mesmo com Gia... Passei a mão pelo cabelo, levantei-me e disse.
– Gia, enceramos por hoje – Murmurei, peguei minhas coisas e sair da sala sem olhar para trás. Entro no carro chateado com meus próprios pensamentos. Gosto de Anastácia, com ela não seria sexo casual, com ela não seria apenas por uma noite. Eu quero-a por todas as noites, sinto falta do sexo, afinal eu sou homem, mas vou saber esperar, vou esperar por ela, Anastácia.
Quarta-feira, depois de um dia cheio de trabalho e o dia em que termino a maioria dos meus projetos. Por volta das sete da noite saio da construtora e vou para a casa da minha namorada e pretendo sair de lá somente pela manhã, quero avançar com ela, quero dormir na cama dela, mesmo que a gente só durma. Eu pretendia que a primeira vez que dormisse com ela fosse por que fizemos amor, mas está demorando mais do que imaginei para acontecer, por isso vou-me contentar somente em dormi...
– Oi Ana, estou morrendo de saudades vim o mais rápido que pude – Digo assim que ela abre a porta, mas seu corpo fica tenso e percebo que tem algo de errado.
– O que foi anjo? Esta preocupada com a formatura. – Pergunto. Vejo as lágrimas descendo pelo seu rosto.
– Ana me diz o que está acontecendo estou ficando preocupado. – Peço.
– Eliot, não posso continuar – Sussurra quebrando em lagrimas, e isso é suficiente para me sentir um soco dentro do estômago. Penso em todos os planos que estava fazendo para nós dois, passo a mão pelo cabelo e abaixo a cabeça para que ela não veja a tristeza nos meus olhos.
– Por que Ana? Sussurro, e quase não reconheço a minha voz.
– Não sei – É somente isso que ela diz, depois de todo inferno que venho suportando, é só isso que ela diz. Ergo minha cabeça e só sinto raiva nesse momento.
– Não venha com porra de “não sei” tem que ter um motivo. – Grito fora de mim. Continuo, estou-me matando de trabalhar nessas ultimas semanas, só para diminuir o tempo da minha viagem para fica com você, e agora quer terminar ao menos diz o porquê. Ela continua chorando, se está doendo em você Anastácia eu não sei, mas o que você está fazendo está-me matando. Penso.
– Eu gosto de outro – Sinto meu coração ficando mais dolorido dentro do peito. E eu achando que não podia doer mais.
– Pensei que gostasse de mim. – Sussurro... Achei que ela gostasse de mim, tanto quanto eu dela, mas não.
– Mas gostar não é o suficiente, um relacionamento precisa de muito mais sentimentos. – Sinto muito Eliot.
– Você realmente vai sentir muito – Digo e vou embora batendo porta, mas eu nem sei por que disse isso. O único que está sentido, sentido muito é eu. Entro no carro, dou vários golpes no volante tentando aliviar meu ódio. Porém é em vão. Enquanto dirijo penso em como fui estúpido, deixei-a sozinha por duas semanas e ela já gosta de outro. Acho que ela nunca gostou de mim. Se eu pensasse nela como outra mulher para ter sexo por uma noite, não estaria me sentido tão idiota. Em meio tantos pensamentos paro em frente ao apartamento de Gia Matteo. Pego meu Blackberry e ligo para ela.
– Oi Eliot... – Ela atende.
Fico pensado por um momento, meu subconsciente me dizendo para não fazer isso. Porém estou voltando a ser promiscuo.
– Posso subir até seu prédio? Pergunto. Ouço passos do outro lado, como se estivesse correndo.
– É... Claro. – Murmura.
Deixo o carro na garagem e subo. Assim que ela abre a porta, não lhe dou a chance de falar nada. Beijo-a, pego-a pela cintura e vou entrando no seu apartamento. Fecho a porta com o pé, jogo-a na parede e ela corresponde a todas as minhas caricias. Gia foi totalmente receptiva, transamos por toda a sua sala, durante horas pude satisfazer uma parte de tudo o que sempre quis fazer com Anastácia. Na madrugada fui para o meu apartamento, não queria que ela pensasse que o que aconteceu entre nós vai se repetir, pois não vai. Apenas uma noite.
Sexta-feira pela manhã faço minhas malas e arrumo minhas coisas para a viagem do dia seguinte. Durante o café da manhã não pude deixar de pensar que hoje é a formatura de Anastácia, não quero ir viajar sem lhe dá os parabéns, não quero ir sem me despedir. Ainda gosto muito dela, não é uma coisa que posso esquecer-me da noite para o dia. Chego a sua formatura a tempo de vê-la pegando o diploma. Queria poder lhe abraçar, lhe beijar e poder levá-la para comemorar esse dia. Caminho na sua direção e digo com sinceridade.
– Ana me desculpe pela forma como te tratei na quarta-feira, não posso-te obrigar a gostar de mim.
– Eu gosto de você Eliot, não da mesma forma que você, mas gosto.
– Meus parabéns pela formatura. — Digo e foco no que vi fazer aqui, ver a sua formatura.
– Obrigada. – Sussurra.
– Posso-te dar um abraço, Ana?
Nunca pensei que um dia teria que pedi para dar um abraço em Anastácia, ou que ela seria minha ex.
– Tudo bem. – Diz, e a abraço apertado. Não consigo evitar e sussurro no seu ouvido que não vou desistir dela. Vou embora pois, no momento não posso fazer nada.
No dia seguinte estou embarcando para o Brasil, durante o voo encontro-me pensando nela. Eu lhe disse que não ia desistir, porém tenho que tentar seguir com a minha vida, pois sei que ela vai seguir a dela. Assim que desembarco pego um táxi e sigo para o hotel. Na recepção já tem um quarto reservado para mim, sigo para o quarto, tomo banho e faço algumas ligações para alguns amigos. Combino com eles para ir à balada. Dês do dia em que comecei namorar com Anastácia parei de ir, ela estava sempre muito ocupada com a faculdade e eu não queria ir sozinho... Só cheguei ao hotel pela manhã de domingo, estava acabado, bebi, dancei com várias garotas a noite inteira e a que mais me chamou atenção fiz uma rapidinha no banheiro. Acordei agora três da tarde e estou com uma ressaca desgraçada. Tento comer alguma coisa, mas a única coisa que desce é água... Passo o dia revisando alguns papeis para amanhã, quando recebo uma ligação de Gia. Ela me diz que já chegou ao Brasil e que já está tudo pronto para começarmos a trabalha amanhã. Eu sei que não devia, mas acabei convidando ela para jantar hoje à noite, eu disse que só seria uma noite, mas não resisti. Às sete horas passo no hotel em que Gia está hospedada. Fomos ao restaurante chamado Gávea, jantamos, conversamos, rimos e no final de tudo a levei para o seu hotel.
– O jantar foi ótimo – Ela murmurou.
– Foi bom – Digo e sorrio. Melhor eu ir embora antes que ela se envolva mais, não quero que ela pense que vamos ter algo serio.
– Quero falar sobre aquela noite – Ela disse-me pegando de surpresa.
– Olha Gia... Tento falar algo, mas ela me interrompe.
– Eu aceito Eliot, aceito fica com você do jeito que você quiser. Sei que não está a fim de nada serio e eu também não. Diz e sorrir.
– Só mais uma noite – Digo e sorrio. Só espero que isso não influencie o nosso trabalho. Digo e a beijo. Subimos para o seu quarto e nos envolvemos em uma noite de pura luxuria. Quando estamos saciados, me visto e vou para o hotel onde estou hospedado. Entro e passo a mão pelo cabelo exasperado, nada mudou, tentei volta para a vida de antes de Anastácia, mas nada adiantou, continuo querendo ela, desejando ela. Anastácia me enfeitiçou. Inferno. Estou tentando preencher o vazio que está no meu coração dês do dia em que Ana me deixou, mas nada adianta. Não vai adiantar eu voltar a ser promiscuo. Resolvo toma banho e ir dormi, essa semana será longa...
Foco no trabalho a semana inteira, Gia trabalhou comigo alguns dias, porém não comentamos sobre o que aconteceu fora do trabalho. Já percebi que não adianta eu passar a noite com uma, duas, ou dez garotas. Nenhuma delas consegue-me fazer esquecer Anastácia. Por isso na sexta-feira, depois de trabalha pela manhã, resolvo ir para Seattle. Quero ver como ela estar, se já está com alguém, simplesmente quero vê lá. Chego a Seattle de madrugada, tomo banho, me jogo na cama e durmo no mesmo instante.
Sábado no final da tarde resolvo passar na casa de Christian, nunca conversei com ninguém sobre o que aconteceu com Anastácia, muito menos com ele, mas quero saber o que ele faria e se tem algum conselho a me dar. Porém quando chego a casa dele, Taylor me diz que ele não está. Quando volto para o meu carro ligo para ele.
– Mano, onde está você? Fui à sua casa Taylor me disse que você saiu. –
– O que você quer Eliot? Sempre tão bem humorado esse meu irmãozinho. Ele precisa transar, para ver se melhora esse humor. Penso.
Ele nem me escuta, diz que está muito ocupada e desliga. Não sei por que pensei que podia conversar com ele. Resolvo deixar essa conversar pra lá, e vou à casa de Anastácia. Porém ela também não está em casa. Quando estava voltando para o carro a vi sentada embaixo de uma árvore, Ana está bela como sempre. Sorrio por vê lá, e caminho na direção do meu anjo. Chamo seu nome, e ao ver como seu rosto está triste o meu sorriso morre na mesma hora. Ela grita o meu nome, e nesse momento aparece um sorriso no seu rosto ao me vê. Isso enche meu coração de esperança. Conversamos e em seguida lhe entrego a pulseira que lhe comprei, quando estava indo para o aeroporto.
– Ai que linda, eu amei. Muito obrigada. – Diz e nos abraçamos mais uma vez.
– Quando vi essa pulseira, lembrei-me de você. – Digo. É incrível, nos poucos instantes que estamos juntos, ela ficou mais feliz.
– Segunda pela manhã estou indo viajar novamente, ainda não terminei o meu projeto. Está um dia tão lindo, e você está muito bonita. Por que está aqui sozinha. – Digo, percebendo como ela está mais arrumada que o normal, porém está sozinha. Percebo seu olhar triste e ela não diz nada.
– Eu sei que tem algo errado, mas não vou pressiona lá. Eu vou estar sempre ao seu lado. – Sussurro, e caminho na sua direção, ela anda para trás e acaba batendo as costas na árvore. Coloco meus braços em volta dela, – Sentir sua falta – Digo e acaricio seu rosto. Passo meu nariz no seu, e por um momento pude ver que ela não rejeitaria meu beijo. Ela pergunta como foi a minha viagem, eu sei que é para mudar de assunto. Sorriu.
– Ana disse que não vou desistir de você. – Sussurro.
– Mas você deveria – Ela murmura.
– Não vou, por que eu sei que vale a pena. – Digo, eu a quero tanto que tenho certeza que a partir do momento em que tiver ela nos meus braços, vou saber que valeu a pena a minha persistência.
– Ana está acontecendo algo, vejo que você está triste. Está acontecendo algo com ela, mas ela não quer me contar. Talvez ainda não esteja pronta.
– Não precisa-me dizer nada. Vem comigo que vou-lhe levar em casa. – Ela aceita pego-a pela cintura e caminhamos até a sua casa. Deixo-a na porta e lhe digo que volto no dia seguinte para levá-la no lugar especial. Vou para o meu apartamento e fico pensando em Ana, ela ficou feliz em me vê. Ela deve gostar de mim, eu só tenho que ser mais incisivo. Amanhã pretendo trazer Anastácia no meu apartamento, pedi comida chinesa no barco e um bom vinho. Aposto que ela não vai resistir.
No dia seguinte vou ir almoçar na casa dos meus pais, minha mãe preparou um almoço de domingo. Durante o almoço Christian não apareceu, como era de se esperar, porém o almoço foi animado e alegre mesmo sem sua presença. Meus pais não perguntaram por Anastácia e muito menos Mia tocou no nome dela, depois do almoço fui até a varanda com Mia.
– Como você está? – Perguntou.
– Com saudades dela – Nem preciso dizer o nome.
– Você sabe se ela está com alguém? Pergunto.
– Olha... Eliot –
– Me fala Mia, por favor – Peço.
– Ela disse que está apaixonada por alguém, mas não me falou quem é. – Murmurou.
– Seja lá quem for esse babaca, está a deixando muito triste. – Digo com raiva.
– Acho melhor você deixá-la em paz, você tem que seguir com a sua vida – Diz.
– Eu tentei Mia, Juro que tentei. – Digo exasperado. – Continuo, eu a vi ontem, ela estava tão triste e ficou feliz quando me viu... Não vou desistir dela. – Digo.
– Eliot...
– Interrompo-a, não vou desistir dela. Acho que o babaca com quem ela estar, está machucando-a. Vou viajar amanhã, mas volto o quanto antes para fica de olho nela.
– Vou passar na casa dela amanhã e tentar descobrir algo. – Murmura.
– Obrigada – Digo.
No início da noite me despeço dos meus pais e vou embora. Estou a caminho da casa de Anastácia, quero só ver o que ela vai achar de ir ao meu apartamento. Porém assim que ela abre a porta, sinto que meus planos vão por água abaixo.
– Ana... O que aconteceu? Pergunto atônito.
Ela me abraça e chora sem parar...
– Me Le... e...va, por favor. Leva-me embora daqui. – Ela soluça e chora ainda mais. Eu retribuo ao abraço e lhe dou conforto nos meus braços.
Quando ela fica mais calma se afasta, eu a observo preocupado. Nunca tinha visto ela nesse estado. Eu tinha razão, esse babaca só faz mal a ela.
– Ana tem que me dizer o que está acontecendo com você, se me deixar no escuro não vou poder te ajudar. – Quero tanto que ela converse comigo, que me diga o que está acontecendo.
– É melhor você não saber de nada, acredite em mim. – Ela diz. Porém eu acho que isso não é bom nem para mim, nem para ela.
– È melhor para quem, Ana? – Pergunto.
– No momento eu não posso falar, sinto muito. Diz entristecida. E decido deixar pra lá.
– Tudo bem. Digo e abraço. Não quero pressioná-la.
– Você tem certeza que quer ir viajar comigo? Pergunto, não quero que ela tome uma decisão precipitada.
– Por que não quer que eu vá com você? – Pergunta.
– Claro que eu quero, mas quero que você Anastácia tenha certeza do que está fazendo. – Digo.
– Nunca quis tanto ir para longe... Ela diz. Continuamos conversando e resolvemos tudo sobre nossa viagem. Depois de um tempo vou embora, assim que entro no meu apartamento, reservou uma passagem para Anastácia. Em seguida tomo um bando e me deito. Fito o teto e fico pensando que essa é minha chance, é a minha chance de conquistá-la, é a chance de ela ser minha. Durmo pensando em como será ter ela comigo esses dias. Levanto-me empolgado, arrumo rapidamente minhas coisas e saio para buscar Anastácia.
– Bom dia, Ana. Está linda como sempre. – Digo sorrindo.
– Obrigada, você galante como sempre. – Diz e da uma piscada. Percebo que ela parece bem melhor, mas feliz.
– Está preparada? Pergunto sorrindo.
– Para o que der e vier – Ela diz e sorrir, realmente ela está bem melhor.
Quando o celular dela tocou e ela viu o número o sorriso dela sumiu. Deve ser o babaca atrás dela, agora vou saber quem é. Agindo por impulso e querendo proteger lá, pego o celular e atendo. Para minha total surpresa, vejo que quem está do outro lado da linha é Christian.
Será ele? Não, não pode ser ele.
– Christian o que você quer com Anastácia. – Pergunto. O sangue subindo para minha cabeça. Antes que ele pudesse responder algo, Anastácia toma o celular da minha mão. Fico observando a conversa deles e para o meu total alívio vejo que o papo deles só tem a ver com trabalho. Não sei o que eu faria se Anastácia ficasse com Christian, aliás, eu ficaria louco. Quando ela desliga lhe explico o porquê atende o seu celular, ela para minha total surpresa deixa o seu celular em pedaços. E diz que não quer que nada interrompa a nossa viagem. Eu adorei isso que ela fez, ela não quer interupiçoes, não quer que ele vá atrás dela. Entramos no carro e seguimos para o aeroporto. Durante o voo conversamos boa parte do caminho, quando ela adormeceu fiquei acariciando o seu rosto.
A noite chegamos ao hotel (Rio Othon Palace), vou direto pedi os quartos a recepcionista. Peço um quarto, na tentativa de ficarmos em um quarto sozinhos. Porém pelo que vejo no seu rosto, essa ideia não lhe agrada. Peço dois quartos, um de frente ao outro. Entrei no meu quarto, tomei um banho e fui-me arrumar para ir jantar com Anastácia. Vinte minutos depois fui para o bar do hotel, para esperá-la. Pede um coquetel enquanto esperava por ela. Enquanto bebia meu coquetel, percebe que tinha uma mulher que me comia com os olhos. Se fossem outros tempos, lhe ofereceria uma bebida e a levaria para o meu quarto, porém no momento eu só tenho olhos para a mulher que está caminhado na minha direção. E como está bela, só de pensar que tudo isso é para mim, fico duro.
– Uau, Ana. Tudo isso é para mim, está cada vez mais linda. – Digo.
– Obrigada. — Diz e pisca para mim.
Ofereço o meu braço e caminhos para o restaurante do hotel, que tem uma vista impressionante.
– Estou encantada com essa vista – Diz ao se sentar.
– E eu estou encantado com a sua beleza – Digo deixando-a vermelha.
– Estou ficando sem graça – Diz sorrindo.
– Estou tão feliz por você está aqui, comigo. – Digo sorrindo.
– Eliot, eu só vou fica aqui hoje, amanhã estou indo para búzios, vou-me encontrar com uma amiga e o irmão dela. – Diz e isso muda totalmente os meus planos, como assim? Achei que fosse fica comigo.
– Pensei que você queria fica comigo. – Digo.
– Eliot, estou com você como amiga. – Diz, mas eu não quero amizade, quero mais.
– Eu não quero ser seu amigo, Ana. – Digo.
O garçom veio anotou nossos pedidos e se foi.
– Fica um dia inteiro comigo, na quarta-feira você vai para búzios. – Peço, tenho ao menos que tentar.
– Como amigos? – Ela pergunta.
Suspendo minhas mãos, e me rendo ao seu pedido. Durante o resto da noite conversamos, brincamos e rimos durante todo o jantar...
Quando estávamos entre nossos quartos lhe dei um abraço de boa noite, cheirei seu pescoço e fiz caminho para sua boca. Anastácia não me rejeitou, me beijou avidamente. Um beijo cheio de saudades e cheio de luxuria. Eu a joguei contra a porta do meu quarto, passando a mão pelo seu corpo. Ela enrolou uma perna na minha cintura, fazendo com que sua buceta esfregasse no meu pau. Gemi de prazer... Abri a porta do meu quarto sem parar de beijá-la. Anastácia retirou minhas roupas e me deixou completamente nu, passou a mão pelo meu tórax, murmurando como é bom me tocar... Retirei a roupa dela e admirei o seu corpo, toquei seus seios que se enrijeceram ao meu toque. Beijei e lambi os dois, ela se contorceu de prazer... Voltamos a nos beijar. Ela se afastou e se deito na cama, abriu as pernas e sussurrou com a voz rouca de desejo.
“Eu quero você Eliot”. Meu pau ficou tão duro que chegou a doer. Olhei entre suas pernas e salivei com a visão da sua xoxota molhada. Finalmente vou ter o que sempre quis, Anastácia vai ser minha. Ajoelho-me entre suas pernas, deito-me sobre seu corpo e afundo o meu penis na sua buceta... Quando estava pronto para ter o maior orgasmo da minha vida acordei suando e respirando forte. Fui para o banheiro xingando e frustrado sexualmente. Tive o sonho erótico mais gostoso da minha vida. Entro no banheiro, bato varias punhetas e gozo sete vezes pensando no meu sonho com Anastácia. Quando saio do banheiro não estou totalmente satisfeito, deito-me na cama e tento pegar no sono novamente.
No dia seguinte acordo ansioso para vê lá, levantei-me, tomei banho e fui me vestir. Saio do quarto e fico esperando ela do lado de fora, espero não fica de pau duro pensando no sonho erótico que tive com ela. Um tempo depois ela sai do quarto, pego-a pela cintura.
– Bom dia – Sussurro.
– Você me assustou – Diz.
– Estou tão mal assim. – Digo rindo.
Ela me examina de cima a baixo.
– Você está ótimo. – murmura
Tomamos café no hotel, em seguida a levei para passear pelo Rio De Janeiro. Fazendo-a experimentar várias comidas típicas.
Passeamos por Copacabana, Cristo Redentor. A vista de lá é incrível, Anastácia registrou tudo com a sua máquina. Tiramos varias fotos abraçados, fazendo careta, rindo e só faltou tirar algumas se beijando. Às vezes ouvia no meu subconsciente ela dizendo “Eu quero você Eliot”... Mas era somente minha imaginação.
Depois de algumas horas passeando, fomos almoçar no restaurante perto da praia. Pedi feijoada e Coca-Cola, quero que ela experimente de tudo. Quando terminamos, continuamos com nosso passeio, pelo complexo do pão de açúcar e corcovado. No final da tarde voltamos para o hotel. Estamos cansados e satisfeitos... Sem dúvidas o dia foi perfeito, mas eu quero mais, quero-a como no meu sonho chamando por mim, sem reservas, sem nada, somente nos dois.
Quando estávamos entre nossos quartos, a puxei pelo braço.
– Gostou Ana? Perguntei.
– Eu adorei foi perfeito. Sussurrou.
– Fica comigo essa noite. – Peço-me aproximando.
– Eliot o dia foi tão bom, não quero estragar. – Murmurou tentando se afasta, mas não deixei.
– Ana, eu posso fazer nosso dia fica ainda melhor, eu quero você. Sempre quis. – Digo e me aproximo ainda mais.
– Eliot... Antes que ela dissesse algo a beijei. Encostei-a na parede, juntei meu corpo ao dela. Ela não tentou mais me afastar, retribuiu. E isso me deixou em êxtase, fiz igual ao meu sonho, abre a porta do quarto sem parar de beijá-la. Passei a mão pela sua perna, sentido o quanto é macia a sua pele.
– Não, não, não, isso não pode acontecer. – Ela gritou e se afastou de repente.
– Ana eu não posso te pedi desculpas por esse beijo, eu quero você. Posso fazer você esquecer esse babaca que só te faz chorar. Só tem que me dar uma chance de tentar. – Sussurro. Não vou pedi desculpas por ir atrás do que eu mais quero. Ela se sentou na cama e começou a soluçar.
– Eu... Estou aaapaixonada por outro Eliot. – Diz. Isso dói pra caralho, mas enquanto eu souber que ela gosta de mim, mesmo que seja só um pouco não vou desistir. Ainda mais sabendo que esse babaca não sentir o mesmo por ela.
– Mas acho que não é recíproco, você não tem muita importância para ele – Digo irritado.
Ajoelhei-me próximo dela, coloquei minhas mãos nos seus joelhos.
– Eu posso fazer você esquece ló, é só você deixar. – Sussurrei e tentei beijá-la, mas ela virou o rosto. Rejeitou-me.
– Seja lá quem for esse maldito, ele não lhe merece e eu espero que você perceba isso, mas não tarde de mais. – Digo e saio do quarto furioso.
Eu quase conseguir fazer lá minha. Sento-me no bar do hotel e começo a beber um whisky atrás do outro. Pensei que ela seria minha, mas insiste em sofrer por outro cara, ao invés de querer esquece ló. Bebi até o bar fechar, fui cambaleando até o meu quarto...
Acordo com a claridade entrando pela varanda. Minha cabeça dói, meu estômago está revirando. Tomo um remédio e bebo um copo de água. Vou até a varanda e tento me lembrar do que aconteceu depois que eu bebi. Lembro-me de volta para o quarto, Anastácia me ajudou, ela me ajudou depois de todas as coisas ríspidas que lhe disse. Ela não me quis e eu agi feito um imbecil, apenas tenho que aceitar. Vou fica ao seu lado do jeito que ela quiser, como amigo. Vou ao banheiro, tomo um banho longo, me arrumo e em seguida vou até o quarto de Anastácia.
– Anastácia está tudo bem? Pergunto assim que ela abre a porta e vejo como seu rosto está pálido. Ela não me responde.
– Você está pálida, está tudo bem? Pergunto novamente e coloco a mão na sua testa, para verificar se ela não está doente.
– Estou bem Eliot, não é nada. – Diz.
– Eu vim lhe pedi desculpas por ontem á noite, eu passei dos limites. – Digo com sinceridade, mas não me arrependo de tentar. Os olhos dela se enchem de lágrimas, só não sei o motivo.
– Ah... Ana o que foi que aconteceu agora. – Pergunto, e ela sorrir tristemente.
– Não precisa me pedi desculpas, não aconteceu nada mesmo. – Diz.
Tento convencer ela a não ir para búzios e fica aqui comigo, porém não consigo. Quero que ela fique ao meu lado mesmo que seja apenas como minha amiga, lhe dou um abraço de despedida, mas quando me afasto vejo a marca de um chupão no seu ombro. Vejo vermelho de raiva.
– Você está-me escondendo algo – Digo irritado. Passo as mãos pelo cabelo. Eu anseio por ela e ela passa a noite com outro. Continuo, – Eu não acredito que o babaca com quem você está saindo veio até aqui atrás de você, me diz de uma vez Anastácia, esse cara é o que seu? Por que ele se esconde? O que aconteceu ontem á noite nesse quarto Anastácia, você está toda marcada. – Inferno. Por que ela não me diz quem é, por que ele não se mostra.
– Não sei quem fez isso, mas fez por que você permitiu. – Sinto raiva dela por se permitir ser tratada dessa forma. Continuo, – Me diz quem é Anastácia, me diz quem é esse babaca mal-amado, e que não sabe respeitar e nem amar uma mulher. – Peço, quero saber quem é, e poder lhe mostrar como se deve tratar uma mulher.
– Eliot não me pressione, por favor, me entenda. – Ela pede.
– Por que todo esse mistério, ele é casado? – Pergunto. Esse só pode ser o motivo.
– Não seja estúpido – Murmura irritada.
– Faça o que quiser da sua vida – Digo exasperado dessa conversar.
– Desculpe Eliot, estou com raiva e não quero descontar em você. Diz.
– Eu não tenho o direito de saber os segredos da sua vida, não temos mais nada mesmo. – Digo, pois infelizmente essa é a verdade.
– Tem coisas que você precisa saber, somente não é o momento para falar, entende? – Diz.
– Não, só vou entender quando você finalmente me falar. Não vou insistir, quando estiver pronta sabe onde me procurar – Murmuro, beijo sua testa e vou embora. Estou-me sentido um imbecil, esse tempo todo a cortejando, e ela já foi tomada por outro. Sinto-me como um micro-ondas, esquenta para outro comer. E pior não sei se esse cara a trata da forma que ela merece. Sei que ela já é mulher e tem idade suficiente para decide as coisas na vida dela, mas ela é sensível, ingênua e tem muitos homens aproveitadores que podem se aproveitar dela, e enganá-la. Não quero isso para ela, mas isso não sou eu que decido...
Encontro-me com Gia, saímos para almoçar e depois me afundo no meu trabalho. Passo a tarde inteira trabalhando e quando estava a caminho do hotel recebi uma mensagem de Mia, lembrando-me do jantar beneficente. Droga, havia-me esquecido desse jantar. Chego ao hotel e pergunto na recepção se Anastácia ainda está no quarto, e para minha surpresa ela ainda não foi para búzios. Também como ela vai, deve estar cheia de marcas de chupões. Só de me lembrar, meu sangue ferve.
– Ana estava mesmo querendo falar com você – Digo quando ela chega à recepção.
– O que houve? Perguntou.
– Lembra que quando a gente tava namorado eu comentei com você sobre um jantar beneficente, que minha mãe faz todos os anos e que a causa tem a ver com o passado do Christian mais que ele nunca vai.
– Sim me lembro – Diz.
– É que eu preciso de alguém para ir comigo e não tem ninguém – Sussurro.
– Mas Eliot... Ela tenta dizer algo.
– Ana eu entendi que não temos nada e o seu babaca já deixou claro na noite passada que você tem dono – Digo. Do jeito que ele a marcou, quer mostrar que ela tem dono, porém não tem coragem de mostrar a cara.
– Eu não tenho dono, e para lhe mostrar isso eu vou com você, afinal a causa é nobre – diz sorrindo.
– Fico-te devendo uma. Vou falar com Mia, para ela arrumar tudo o que você vai precisar para o sábado. Vou agendar dois voos para dez da noite de sexta-feira. Sexta eu passo em búzios para lhe buscar e seguimos viagem. Ok?
– Ok – Diz e sorrir. Vou aceitar fica do lado dela mesmo que seja por amizade. Vou para o meu quarto e me concentro nos acabamentos do meu projeto. Quando vou-me deitar já é meia-noite... Não quero sonhar com Anastácia essa noite, não quero ter mais sonhos como aquele. Posso não aguentar...
Quinta-feira levantei-me cedo e sentir vontade de dá tchau a Anastácia, pois ela iria para búzios hoje, porém passei direto pela sua porta e fui trabalhar, passei o dia todo fora só voltei para o hotel à noite. Sexta-feira termina tudo que tenho para fazer no Brasil, saio para almoçar com Gia, só que desta vez vamos comemorar o sucesso do projeto.
– Eliot, fiquei muito feliz por trabalharmos juntos – Ela murmura.
– Eu também gostei muito – Admito.
– Espero que tenha muitos outros projetos para que a gente fique junto. – Murmura e sorrir.
– Espero que tenha outros trabalhos – Digo.
Terminamos de almoçar e em seguida a levo até seu hotel.
– Te vejo em Seattle – Murmura e me beija. Afasta-se antes que eu consiga dizer algo. Gia, Gia não me traga problemas. Penso comigo mesmo. Em seguida vou para o hotel onde estou hospedado, arrumo minhas coisas e vou buscar Anastácia. Chego a búzios e paro em frente ao endereço que ela me falou. É uma casa muito bonita. Bato na porta e quem abre é uma loira estonteante. Muito bela não posso negar. É a loira mais bonita que já vi, ela me olha de cima abaixo. Sorriu e me apresento.
– Eliot Grey – Murmuro.
Ela ruboriza.
– Kate Kavanagh, muito prazer – Sussurra. A voz dela também é linda. Tudo nessa mulher é belo.
– Entre, fique a vontade. Vou chamar Anastácia. Ela sai andando e fico observando. Observo a casa e vejo como tudo está bem organizado e arrumado. A casa é muito aconchegante. Um tempo depois Kate volta e se senta ao meu lado, observo sua face e seus belos olhos verdes.
– Que foi? Ela pergunta.
– Nada – Sussurro e sorrio.
– Ana sentir saudades de você – Digo.
– Eu também sinto falta dela, em breve estou indo para Seattle, vou ir morar lá. Conseguir um estágio no Seattle Times, mas Ana não sabe é uma surpresa. Não fale nada para ela – Murmura.
– Esse é um segredo nosso – Digo e pisco para ela. Kate me conta o que fizeram com o irmão dela quando Anastácia chegou a búzios e começamos a rir. Quando Anastácia chegou, me despedir de Kate e fui esperar Ana lá fora. Enquanto esperava um rapaz se aproximou e disse que se chamava Ethan, irmão de Kate. Começamos a conversar e ele está-me dando alguns conselhos achando que eu sou namorado de Anastácia.
– Aninha estava dando alguns conselhos ao seu namorado – Ethan falou quando Ana apareceu.
– Ele é meu amigo Ethan, agora cala a boca e me dá um abraço – Anastácia murmura e se despede dos seus amigos.
Ana se acomodou no banco, e ficou olhando para fora da janela. Olhei pelo retrovisor e vi que estava chorando. Caramba, acho que nunca vi uma mulher chorar tanto, quando estava comigo ela sorria. Tenho até algumas fotos dela sorrindo, brincando e feliz.
– Tudo isso é por causa dos seus amigos – Digo, mas eu sei muito bem a resposta. Anastácia de hoje, não é a mesma de antes. Dói-me muito ter que fica ao lado dela e vê lá sofrendo por outro. Decido não falar mais nada e seguir a viagem em silêncio. Quando desembarcamos avistei Taylor, e ele parecia que estava esperando alguém.
– Taylor o que você faz aqui – Pergunto.
– Senhor Eliot, vim buscar uma amiga do senhor Christian Grey –. Ele diz.
– Eu a conheço – Pergunto querendo saber quem é essa amiga de Christian.
– Creio que não senhor, se me der licença – Diz apressadamente e se vai.
– Eu ia adorar ver quem é a amiga do Christian, eu nunca o vi com uma mulher, mas eu sei que ele não é gay. – Digo a Anastácia, que não diz nada.
Depois que deixei Anastácia na casa dela, fui para o meu apartamento. Liguei para o meu secretário e ele me informou como andava as coisas na minha construtora e me enviou alguns papéis por email, para que eu pudesse olhar. Depois de um tempo vou ao meu quarto e encontro o meu smoking, Mia preparou tudo exatamente como lhe pede.
Às sete horas estou na porta da casa de Anastácia e fico sem palavras ao ver tamanha beleza.
– Você está deslumbrante – digo, olhando-a de cima a baixo. Fixo meus olhos na abertura do seu vestido. Essa abertura deixou-me louco. Ela só quer amizade, fixe isso na sua mente. Repito isso na minha mente, até chegarmos ao jantar. Quando cheguei ao jantar, apresentei Anastácia a alguns amigos e conhecidos, sempre a mantendo por perto, para que nenhum homem se aproxime dela, não deixei de notar que vários homens a olhavam e a desejavam. Momentos depois, sentamos nos nossos lugares perto dos meus pais e de Mia, todos a cumprimentam carinhosamente. Ninguém faz nenhuma pergunta constrangedora, até Mia está calada, o que é muito estranho. Um tempo depois meu pai começou o seu discurso... Quando ele terminou se juntou a nós, cumprimentou Anastácia e se sentou ao lado da minha mãe. Começamos a jantar e conversar, mas percebi que Anastácia não tocou na comida, ela está distraída e com o pensamento bem longe daqui.
– Não está se sentido bem, não tocou na comida – Pergunto.
– Estou bem, preciso ir ao banheiro. – Diz se levantando e indo até o banheiro. Observo-a, até que ela some da minha vista. Suspiro.
– Percebe-se de longe que você ainda gosta dela. – Meu pai diz.
– Está tão não cara assim. – Digo. E ele confirma com a cabeça.
– Se você a ama, não desista dela. Eu não desistiria se fosse a sua mãe. – Ele diz.
Fico pensando no que o meu pai diz, até que Anastácia volta. Só que Mia a arrasta até o palco. Levanto-me e me aproximo do palco. A primeira dança com Anastácia já é minha.
O leilão ocorreu bem, Anastácia ficou por ultima. Eu a olho e vejo como ela está nervosa. Não se preocupe meu anjo, eu vou ganhar.
— A maravilhosa Ana toca seis instrumentos musicais, fluente em mandarim, e está interessada em yoga. . . Bem, meus senhores — Antes que ele termine, dou um lance.
— Dez mil dólares.
– 20 mil dólares – Um homem gritou, porém não estou surpreso, deve ter muitos homens querendo dançar com ela...
O murmúrio da multidão morreu. Estão todos querendo ver o que vou fazer.
25 mil dólares – Digo.
— 30 mil, — O homem não parece querer desistir, mas eu também não.
50 mil – Digo e fico esperando a reação do homem, entretanto ele desiste...
— Cinquenta mil dólares para a linda Ana! Dou-lhe uma. . . Dou-lhe duas... — Nesta parte, estou-me sentido vitorioso, ao menos a minha dança ninguém vai-me tirar, até que... O bastardo do meu irmão da o dobro do meu lance. – Cem mil dólares –. E nesse momento percebo tudo o que não percebi antes. Olho para Anastácia, que está branca igual uma folha de papel, nos olhos dela vejo a confirmação de tudo. Viro-me e olho para o traidor do me irmão. Respiro fundo para não avançar em cima dela e causar um escândalo para minha mãe. Minha vontade é de lhe bater até que a minha raiva cesse, mas acho que nem o matando a minha raiva vai passar. Nem escuto o que o Mc diz e saio da mansão, para não acabar fazendo a maior besteira da minha vida.
– Eliot – Escuto a voz de Christian e paro de andar imediatamente, cada célula do meu corpo enrijece de ódio.
– Há quanto tempo Christian? Pergunto sem olhá-lo.
– Eliot, vamos sair daqui... – Não lhe dou ouvidos.
– HÁ QUANTO TEMPO – Grito perdendo o controle.
– Logo depois que vocês terminaram. – Diz.
– Ela terminou comigo por causar de você? Pergunto ainda sem acreditar nisso.
– Sim – Ele confirma.
– Cara você é meu irmão, — Murmurei e passei a mão pelo cabelo, querendo arrancar o meu cabelo para ver se a dor no meu couro cabeludo alivia a dor do coração.
– Eu tentei manter distância Eliot – Diz, mas eu não acredito.
– Você tentou não foder lá? Ela não é uma de suas putas. Você nunca teve um relacionamento, é um bastardo filho de uma puta. – Digo e penso em todas as vezes que a vi chorando, ele deve tratá-la como uma puta. Todas as vezes que ela estava chorando foi por ele.
– Eu gosto dela, e vou lutar por ela – Diz. Isso é piada né? Imagine se ele não gostasse dela, acho que ela estaria morta.
– Isso é uma piada, a consolei diversas vezes. A partir do momento em que ela te conheceu eu só a vejo triste, ou chorando. – Eu tenho pena por ela, que não sabe no que está se metendo. – Digo.
– Sabe de uma coisa Eliot, você vai ter que se acostumar que ela é minha, e outra, você jamais saberá como é ter ela nos meus braços, fazer amor com ela, eu posso ser isso tudo que você falou, mas é comigo que ela está. Diz sorrindo.
Agora meu coração está sangrando. – Babaca desgraçado – Digo e avanço nele, soco o seu rosto. Você fez aquilo com ela no Rio De Janeiro, ao lado do meu quarto. Desgraçaaaaaaaaaaaaaaaado, Filho de uma puta. Como ele foi capaz, ele transou com ela em frente ao meu quarto. Ele não é meu irmão, meu irmão não faria o que ele fez. – Desculpe-me por te magoar, mas eu a amo. Ele murmurou, mas ele sabia que eu gostava dela e mesmo assim se envolveu com ela. Antes que pudesse-lhe bater com mais força, Taylor me afastou. Estava ofegante com as sucessões de socos. Imagens dele a beijando, lhe acariciando, tocando nela não saem da minha cabeça. Eu olho na direção de Anastácia, que está ao lado de Mia. Como uma mulher linda, inteligente, e com essa carinha de anjo pode se deixar ser tratado dessa forma, se deixar ser tratada como uma qualquer.
– Quando você ia dizer que estava fudendo com o meu irmão – Grito, e antes que ela pudesse dizer algo, Christian me deu um soco.
– Não se refira a Anastácia dessa forma, sei que está com raiva, mas ainda não terminamos de conversar. — Como se eu ainda fosse falar com ele, bastardo.
– Vai se fuder Christian – Grito.
– Eliot me escuta, vamos conversar – Anastácia pediu.
– Acho que é um pouco tarde para isso. Você foi a maior decepção que eu já tive. – Digo, e vou em direção ao meu carro. É mais do que tarde, quantas vezes lhe pedi para me dizer quem era que estava com ela, quantas vezes pedi, perdi até a conta. E ela nunca dizia nada, descobrir tudo da pior forma. Entrei no meu carro e sair a toda velocidade. Quero fica o mais longe possível de todos eles. Lagrimas de raiva, decepção, ódio, tristeza e mágoa começam a descer pelo meu rosto. Caralho, caralho. Soco o volante de raiva. Não quero chorar, aquela... Não merece. O pior de tudo é que eu não faço a menor ideia do que eu vou fazer de agora em diante. A dor no meu coração é tão profunda, que eu acho que jamais vai passar. Fui traído por duas pessoas que gostava muito e acho que não tem dor maior que essa... Continuo dirigindo e só vejo vermelho de raiva.
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