50 Tons De Desavença

63 Sempre serei sua.


Notas iniciais
Hello!!! Espero que gostem do capítulo e não me matem, kkkk. É isso ai galera, estamos chegando na reta final e espero que concordem com a decisão que tomei no final do capítulo. Não LEIAM o final antes de ler o capítulo. ;) Música: http://www.youtube.com/watch?v=p2Rch6WvPJE Escutem essa música, aposto que muitas conhecem. Boa leitura ;)

Passaram-se duas semanas desde o aniversário de Christian. Estávamos muito bem, felizes e fazendo sexo mais que nunca. Christian não deixava de me tocar, acariciar a todo o momento, e eu adorava. No meu trabalho as coisas estavam fluido muito bem, muito contratos e novos trabalhos. Kate estava feliz com Eliot, Mia com Ethan e o único que ainda continuava solteiro era Jose, mas estava solteiro por que queria.

Faltam dois meses e uma semana para o meu casamento, e eu nem acredito nisso. Conversando com Mia e Kate, eu deixei bem claro que quero algo simples, e nada de extravagante, mas Mia tem outras ideias.

Todos os dias da semana Christian tem-me levado ao trabalho, também tem me buscado, só deixa de me buscar quando sai tarde do trabalho. Ele me disse que Linc viajou e que ainda não voltou, mas mesmo assim não me deixa dirigir meu carro novo. Isso é muito chato e cansativo, não aguento mais ter seguranças na minha cola. Não posso sair para lugar nenhum sem segurança.

– Vamos meu amor. – Christian murmurou quando terminamos de tomar café.

Depois de um beijo apaixonado ele seguiu para o trabalho. Hoje era sexta-feira e depois do trabalho eu iria me encontrar com Mia e Kate lá em casa. Meu dia foi proveitoso como todos os outros, assinei alguns contratos e li alguns livros que vão ser publicados pela Editora. Passei a tarde inteira trabalhando.

Seis horas sair do trabalho e Sawyer me levou para casa, onde me encontrei com Kate e Mia. Pedimos pizza, fizemos pipoca, brigadeiro, e tomaríamos sorvete. Hoje seria uma noite de muito papo, filme e gordices.

Começamos a conversar sobre nossos amores, e como as coisas foram complicadas para chegarmos até aqui. Foram muitas lágrimas derramadas, mas hoje em dia estamos dando risada.

– Como anda meu irmão possessivo? Mia perguntou.

– Está mais feliz que nunca. – Digo sorrindo.

– Ele vai ter um ataque quando vê o que estou planejando para sua despedida de solteira. – Mia diz para o meu choque. Eu nem tinha pensado em despedida de solteira.

– Não quero nada disso. – Murmuro.

– Deixe de ser careta, Ana. – Kate diz sorrindo.

– Vocês sabem como Christian é, e eu também não gosto dessas coisas. – Digo sorrindo.

– Vai ter despedida sim, assunto encerrado. – Mia diz autoritária. Kate e eu soltamos uma gargalhada, pois ela falou igualzinha ao irmão.

– Eliot quer que eu vá morar com ele. – Kate diz.

– Tão cedo? – Mia diz.

– Então por que vocês não se casam logo? – Murmuro sorrindo, quando surge uma ideia na minha cabeça.

– Vamos fazer um casamento duplo? Pergunto a Kate sorrindo. Ela abre um sorriso enorme.

– Gente isso séria incrível. – Mia diz empolgada.

– Então, Kate? – Pergunto.

– Por mim, tudo bem. Só temos que falar com os eles, e ver se concordão.– Diz sorrindo.

Continuamos conversando, só paramos para assistir Magic Mike, sei que já assistir mais de uma vez, mas assistir com as amigas esse filme é sempre inédito.

– Ana já pensou uma despedida de solteira com esses homens? Mia falou empolgada.

– Eu não conseguiria chegar ao casamento no dia seguinte. – Kate murmurou sorrindo.

Fiquei calada, pois o meu homem dá de dez a zero nesse filme. Só quero ser a mulher de Christian, isso para mim é mais que suficiente.

Liguei para Christian e lhe disse que iria dormir em casa com Kate e que no dia seguinte o encontraria. Ele ficou irritado, mas consegue convencê-lo dizendo que ele poderia me castigar no quarto de jogos no dia seguinte, pois ando sendo uma menina muito má. Eu até gosto de aprontar e deixar Christian louco, só para que ele me leve no quarto de jogos.

– Tenha uma boa noite, meu amor, e como te digo todas as manhãs "te amo"

– Boa noite, baby. Te amo muito mais. — Disse e assim desligamos. Agora que fiquei morrendo de vontade de correr para os seus braços, mas vou continuar conversando com Kate de depois vou dormir.

No dia seguinte acordei assustada com um barulho vindo da sala. Levantei rapidamente, comecei a mudar de roupa e quando ia pegar o celular um homem mascarado entrou no meu quarto com uma arma apontada para minha cabeça. Assustei-me tanto que não conseguir-me mover.

– Não se mecha e não diga nada. – O homem falou. Fiquei muda e com o coração acelerado.

– Vai andando na minha frente. – Disse. Fiz como ele falou e ao chegar à sala encontrei Sawyer sangrando no chão. Kate estava amarrada na cadeira da cozinha, e tinha um homem apontando uma arma para cabeça dela. Um soluço saiu da minha boca, lágrimas desceram pelo meu rosto. O homem me pegou pelo braço e me arrastou para fora de casa e me jogou dentro de um carro todo preto.

Assustei-me ao vê um homem mais velho, porém forte sentado no banco. O carro foi arrastado, mas eu não estava prestando atenção em mais nada, apenas no homem que me olhava de um jeito estranho. Ele tinha um olhar frio, que me fez sentir muito medo, mas quando ele disse que se chamava Lincoln meu medo duplicou. Chorei durante todo o momento e ele apenas me olhava e parecia gostar das minhas lágrimas, eu queria parar de chorar, mas o meu medo não deixava.

Pov. Christian.

Essa noite que Anastácia preferiu ficar na casa dela, e foi a pior de todas. Não consegui dormir direito, acordei várias vezes durante a noite. Meu corpo já estava acostumado a ter o dela ao meu lado e pela manhã a ouvir dizer, Te amo. Isso era algo que já fazia parte das nossas vidas e eu não gosto quando ela não dorme comigo, faz muita falta. Passei a noite pensando no nosso casamento, e na casa que comprei para nós dois. A casa é grande, com jardim e com uma vista maravilhosa. Anastácia ainda não sabe, ela acha que vamos continuar morando aqui no Escala, mas quero separar todo o meu passado do meu futuro.

Eu não estava despreocupado com Lincoln, mas ele sumiu. Viajou e parece que não voltou, mas eu sei que ele deve está tramando alguma coisa. Assim que levantei naquele dia, liguei para Anastácia, mas ela não atendeu. Decidir ir trabalhar um pouco no escritório e esperar ela chegar. Mas as horas se passaram e nada. Liguei para Sawyer e ele também não atendia. Falei com Taylor e saímos para a casa de Anastácia, pois ele também não conseguiu falar com Sawyer durante toda a manhã.

Estava nervoso e sentido que algo de muito ruim tinha acontecido, e minhas suspeitas foram confirmadas assim que cheguei na casa de Anastácia. Kate estava desacordada e amarrada numa cadeira e Sawyer estava morto no chão. Meu sangue gelou ao pensar no que poderia ter acontecido com Anastácia.

Liguei para Eliot, eu não podia cuidar de Kate e encontrar Anastácia ao mesmo tempo. Deixei Taylor cuidado de tudo para o enterro de Sawyer, e Eliot estava a caminho do hospital para fica com Kate. Falei com ele para não comentar nada com nossa família por enquanto.

Cheguei à casa de Elena e entrei feito um furacão. Quando ela me viu seus olhos se arregalaram.

– Christian o que faz aqui... – Murmurou.

Estava muito transtornado. Peguei-a pelo pescoço e joguei sua cabeça contra a parede.

– Onde vocês levaram Anastácia? Urrei na cara dela.

– Do... Do... q... que – Ela tentou falar, mas estava apertando seu pescoço com tanta força que não conseguia dizer nada. Soltei-a, pois iria matá-la. Ela tossiu e respirou desesperadamente.

– Onde Lincoln levou Anastácia? Falei.

Não preciso investigar para saber que foi ele.

– Eu não sei Christian. – Disse. Olhei a com raiva.

– Se você não me disser juro que te mato, Elena. – Falei com raiva.

– Juro que não sei. Apenas falei com ele que vocês iam se casar daqui a três meses, não fiz nada. – Disse.

– Porra! Você estava dando informações sobre mim. – Falei pronto para esganá-la.

– Senhor Grey. – Taylor entrou na casa de Elena.

– Revistei a casa de Anastácia, encontrei o celular dela no quarto. Pelas câmeras da rua conseguir vê a placa do carro em que a levaram e já encontramos o veículo.

– Se você tiver algo a vê com isso vai se arrepender. – Falei para Elena e sair com Taylor.

No caminho ele me falou que foram dois homens mascarados que sequestraram Anastácia. Meu coração estava acelerado, não conseguia para de pensar no que podia está acontecendo com ela. Se aquele desgraçado fizesse algo com ela, eu morreria e o pior é que Linc sabia disso, e nada lhe daria mais prazer que a minha morte.

Pov. Anastácia.

Durante todo o caminho que eu nem sabia para onde estávamos indo, Linc não falou nada, mas quando o carro parou ele murmurou.

– Tire a roupa.

O que? Meus olhos se arregalaram e meu coração começou a palpitar. Prefiro morrer a deixar esse homem tocar em mim.

– Tire a roupa, não vou repetir. – Foi curto e grosso.

Apertei minha roupa ainda mais no meu corpo, não ia fazer isso. Não, não...

Linc veio para perto de mim, e pegou minha blusa com força e começou a arrancar.

– Me solta seu imbecil. Não foi minha culpa que sua mulher te traiu, ela que é uma vagabunda. – Falei enquanto me debatia.

Mas ele me ignorou, arrancou a minha blusa e fixou os olhos nos meus seios que graças a deus estava se sutiã. Quase vomitei com seu olhar de desejo. Quando ele tentou tocar no meu seio lhe dei uma bofetada e cuspir na sua cara. Abri a porta do carro e sai correndo.

Porém, não adiantou muito, pois o segurança me alcançou e me segurando arrancou minha calça e jogou dentro do carro. O outro homem começou a jogar gasolina no carro, acendeu um isqueiro e jogou no carro para que assim o mesmo se explodisse. Linc já me esperava em outro carro, meu corpo inteiro estava tremendo de medo.

– Sabe Anastácia, eu quero você receptiva e não agressiva. Quero que você seja tão submissa para mim, quanto foi para ele. – Diz e a bile sobe na minha garganta.

– Prefiro morrer a ser sua. – Digo.

– Teremos todo o tempo do mundo para você se acostumar e ser minha, afinal eles nunca vão-te encontrar. – Diz friamente. Tento ser forte e não chorar, mas durante todo o caminho as lágrimas não param de descer.

Chegamos a um lugar que era deserto e só havia uma pequena casa. Descemos do carro, Lincoln pegou-me pelo braço e foi-me arrastando para a casa. Era pintada de vermelho e parecia não ter mais de dois cômodos.

Ele abriu a porta, me jogou dentro e murmurou.

– Olhe bem para esse lugar, pois é aqui que você vai viver e se prepare que quando eu voltar você vai ser minha. – Saiu e fechou porta.

Chorando olhei para o lugar horrível que ele me deixou. Era um lugar macabro, que tinha jaulas, chicotes, varas de vários tamanhos, uma suspensão e muitas outras coisas de dominadores. Aqui era um lugar que daria pesadelos em qualquer um, o que ele quer fazer comigo é algo macabro e assustador. Deito-me no chão, apenas de calcinha e sutiã e choro e choro de medo, medo de não vê mais minha família, amigos e meu Christian e principalmente, tenho medo do que aquele homem pode fazer comigo.

Não sei por quanto tempo fiquei deitada, mas acordei assustada com barulho de algumas corretes sendo arrastadas. Abri os olhos e vi que era Leila que estava amarrada em uma corrente, quando foi que ela chegou aqui? Eu a olho e vejo que tem marcas por todo o corpo, e isso faz com que um arrepio percorra o meu corpo.

A porta se abre no baque e vejo Linc entrar com nada mais, nada menos que com a Mrs. Robinson. Ela me olha e sorrir vitoriosa, se agacha bem próxima de mim e murmura.

– Te disse que você não iria ficar com ele. – Diz. Cuspo na cara da vaca. Mas quando ela ia me dá uma tapa Linc a segurou.

– Não toque nela, Elena. – Diz ríspido.

– Ok. Só vi avisar que Christian está louco atrás dela, e acho melhor vocês saírem daqui.

– Pretenso passar apenas essa noites aqui com ela, e amanhã vamos para fora do país. – Diz e meu corpo congela.

Contenho o choro. Não quero que essa vaca me veja chorar.

– Viu só o que te aguarda Anastácia. – Elena murmurou sorrindo. – Já vou indo, vou deixar vocês se divertirem. – Diz e vai embora.

– Agora é somente você, e eu. – Linc murmurou se aproximando.

– Não me toque... – Gritei com as lágrimas descendo dos meus olhos.

Ele me jogou na cama com brutalidade e ficou tentando me amarrar, enquanto eu me debatia. Ele pegou a arma que estava presa na sua calça e bateu com ela na minha cabeça. Sentir algo escorrer por ela. Ouvir um soluço, tinha alguém chorando, era Leila. O que? Por que ela está chorando?

– Mestre... Não faz isso. — Ouvir a dizer chorando. – Linc ficou mais bruto ao ouvir a voz dela. Ele arrancou meu sutiã com brutalidade e agora quem começou a chorar fui eu.

– Calem a boca. Porra! Murmurou irritado, pegou a arma e pensei que fosse morrer agora, mas ele mirou em Leila e atirou. Fiquei em choque ao vê sua frieza e sabia que o meu final seria o mesmo, porque não ia permitir que ele abusasse de mim. Ouvir um tiro novamente e sabia que tinha chegado minha vez, e morreria feliz ao saber que o único homem a quem me entreguei foi Christian Grey, o meu eterno amor...

Notas finais
Será mesmo que a autora deu fim a Anastácia? Hahahhahahaha. Ouviram a música? Estão gostando? Quero a opinião de vocês. Beijocas ;)