50 Tons De Desavença

44 Quando seus segredos vão ter fim?...


Notas iniciais
Demorou, mas saiu. Espero que tenham curtido os capítulos e as reviravoltas da história. HAHAHA. Eu estou amando e tendo muito trabalho para colocar meus pensamentos em ordem. Eu sei coisas que vai acontecer daqui a 5 capítulos, mas não sei o que vai acontecer a antes disso. Entenderão? Estou meio assim, kkkkkkkkkkk. Mas estou empolgada e feliz com os comentários e a recomendação que ganhei. >>Tati Oliveira Muito obrigada pela maravilhosa recomendação e pelos elogios, esse capítulo é dedicado a você, beijocas. A música a seguir está no capítulo. Música: http://letras.mus.br/lea-michele/if-you-say-so/traducao.html Boa Leitura e não queiram matar a autora, kkkkkkkk

Assim que abro os olhos no dia seguinte, sentir como se estivesse anestesiada, tanto por fora quanto por dentro. Ainda não acredito no que estava acontecendo. Foi a apenas uma semana que você disse eu te amo. Como você pode me deixar assim? Inacreditável. Não consigo fugir da dor e da queimação. Mas tenho que da o primeiro passo.

Levanto-me e vou tomar banho. Aproveitei ao máximo a água escorrendo pelo meu corpo. Fechei os olhos para conter as lágrimas que ameaçavam cair, com as lembranças que inundavam minha mente. Pretendo não chorar mais. Depois do banho fui para a sala e me encontrei com Kate, ela estava fazendo pesquisas no MacBook. Com apenas um olhar ela entendeu tudo o que eu estava sentindo e o que eu estava precisando. Deixou sua pesquisa de lado e veio me abraçar.

Esforcei-me ao máximo para não chorar enquanto lhe contava o que estava acontecendo. Lhe disse que ele estava com outra no seu apartamento e que acabou.

– Aquele cretino. Vou mata-lo. – Disse brava.

– Não quero que faça nada, apenas quero esquecer. – Murmurei.

– O que você vai fazer? — Perguntou.

– Quero manter distância dos Grey. Sem excluir Mia. – Murmuro.

– Que tal comida chinesa? Pergunta mudando de assunto.

– Ótimo. – Digo e Kate vai em direção à cozinha.

Depois do almoço resolvi voltar para o meu quarto. Olhei meu Black Berry e vi que não tinha nem uma ligação perdida. Ele não me ligou e nem veio me procurar. Deito-me na cama e tento dormir, quero acordar e ver que isso não passa de um pesadelo.

Ao menos quando durmo a dor é menor, é o único momento que consigo não sentir nada.

Horas mais tarde Kate entra no meu quarto.

– Anastácia você vai sair dessa cama agora. – Diz puxando minhas cobertas.

– Não quero Kate. – Murmuro.

– Você não pode fica assim. – Diz.

– Você não me entende Kate. – Digo e meus olhos marejam. Quando eu durmo é o único momento que consigo esquecer ló.

– Eu entendo mais do que você imagina, Anastácia. – Diz e lembro-me do homem que ela conheceu em Aspen. Suspiro e resolvo levantar.

– Mude de roupa, estamos-te esperando na sala. – Diz saindo do quarto.

Estamos? Mudo de roupa rapidamente e quando vou para a sala encontro Kate, Mia, Jose e Ethan. Abro um sorriso na mesma hora. Kate requisitou todos meus amigos.

– Aninha já estava indo-lhe buscar no quarto. – Ethan diz do seu jeito de sempre.

– Já estou aqui. – Digo e o abraço.

– Saudades de você. – Jose diz e me abraça. – Também – Respondo.

– Ana porque não me ligou. – Mia perguntou-me abraçando. — Queria fica sozinha. – Digo e dou de ombros.

– Eu não sei o que ouve entre vocês dois, mas tenho certeza que é passageiro. – Diz.

– Não quero falar nisso agora. – Digo.

– Que tal pedi pizza. – Kate grita. Eu quero de calabresa, Mia grita do outro lado. Escolhemos alguns filmes e começamos a assistir, conversar e comer. Divertir-me bastante com as palhaçadas de Ethan e as conversas de Jose. Pela forma como todos estavam se tratando parecia que já se conheciam de longa data e eu amei isso.

Fui à cozinha com Mia buscar mais refrigerante e quando estava colocando os copos ela disse.

– O irmão da Kate é um gato. – Diz sorrindo.

– E o Marcos? Pergunto-me referindo ao homem que ela conheceu em Paris.

– Está longe nesse momento. – Diz sorrindo.

– Você é impossível. – Digo e voltamos para a sala.

– Ana já sabe se você vai fazer as fotos? Jose pergunta quando estamos todos conversando na sala.

– Não tem mais nada me impendido. – Murmuro.

– Então isso é um sim?

– Sim – Digo sorrindo.

Kate me olha sorrindo, enquanto Mia balança a cabeça. Deve está imaginando que o irmão dela não vai gostar nada disso. Ignoro qualquer pensamento sobre ele.

– Essa é minha Ana. – Jose diz sorrindo.

– Kate muito obrigada por tudo. – Digo quando o pessoal vai embora. Se não fosse por ela até agora estaria no quarto chorando por Christian.

– Só quero que você siga em frente. — Boa noite. – Diz e vai pro quarto.

Volto para o meu quarto vazio. E olho em volta, já retirei todas as fotos que tinha de Christian, coloquei todos em uma caixa e deixei em cima do guarda-roupa, vai fica lá até eu criar coragem e jogar fora.

Deito-me na cama, mas custo a dormir. Não consigo parar de pensar nele. Em todos os momentos que tivemos e todas as experiências que tive. Nunca mais vou voltar a ser a Anastácia que era antes de conhecer Christian. O que será que ele está fazendo? Durmo com meus pensamentos nele, ao menos hoje não teve mais lágrimas...

Na manhã seguinte levanto-me cedo e tento parecer disposta para ir trabalhar. Resolvi que vou viver um dia após o outro... Saio do quarto e encontro Kate na cozinha, se virando nos trinta para tomar café.

– Atrasada. – Digo sorrindo.

– Sim, fiquei até tarde fazendo pesquisa para entrevista de hoje. – Diz e me lembro de que hoje é a entrevista dela com Eliot.

– Kate, por favor, não comente nada com Eliot. – Digo.

– Jamais falaria disso com ele. – Diz ofendida.

– Obrigada – Sussurro. Não quero pensar no que ele vai fazer quando souber, pois afinal ele acabou tendo razão.

Quando saímos de casa naquela manhã o motorista estava no mesmo lugar. Fiquei puta da vida.

– Se você não sumir da minha porta irei fazer uma queixa de perseguição. – Digo ao motorista e lhe dou as costas. Entro no carro de Kate e ela me deixa no trabalho.

Durante o restante da semana segui minha vida com o sorriso de mona lisa. No trabalho e em casa com Kate eu ficava muito bem e forte, mas era só fica na solidão do meu quarto que ele vinha atormenta minha mente, com suas lembranças, a falta do seu sorriso, seu beijo, toque, tudo vinha quando eu estava sozinha e eu não conseguia impedir isto. Nessa mesma semana já marquei as fotos com José e vou fazer as fotos neste final de semana.

Hoje é sexta-feira e estou no final do expediente.

– Vamos? Jack pergunta parado em frente minha mesa. Franzo a testa em confusão.

– Um mês Ana, hoje você completa um mês de serviço. Você prometeu que iria ao bar comigo.

– Tenho mesmo que ir? Pergunto fazendo bico.

– Você prometeu. – Diz.

– Tudo bem – Resmungo pegando minha bolsa.

Durante o caminho até o bar, Jack me diz que só iriamos nós dois, pois o restante do pessoal não pôde ir.

Chegamos ao bar que é simples e confortável. Sentamos numa mesa ao fundo e Jack pediu duas bebidas. Durante nossas conversas Jack me perguntou algo.

– Você sabe por que você teve participação nas reuniões e cumpriu algumas tarefas que cabiam a mim?

– Para que minha experiência fosse melhor. – Digo.

– Isto também, mas estou-te preparando para provavelmente assumir o meu lugar. – Diz e quase cuspo a bebida.

– Como assim? Pergunto em êxtase.

– Ainda não é algo certo, mas talvez eu vá embora para Nova York e assuma uma empresa de lá. – Diz.

– E você quer que eu assuma o seu lugar? – Pergunto sem acreditar.

Pergunto para ter certeza que a bebida não causou uma alucinação nele.

– Exatamente. – Ele diz sorrindo.

– E Elizabeth? Pergunto.

– Quero colocar você e ela sabe disso. – Diz e me deixa em choque.

Apesar de ter pouco tempo na empresa e ser um salto muito grande, eu me sinto preparada. Estudei tanto para isso.

– Obrigada Jack. – Digo-me sentindo emocionada. Tem algo mais memorável que conseguir algo pelos seus próprios esforços.

– Não precisa agradecer, sei que você é capaz. – Diz e meus olhos marejam.

Nos últimos dias da semana estava até saindo tarde do trabalho e me jogando de cabeça em todas as oportunidades que aparecia no mesmo. Agora aqui está a gratificação.

Jack parece um cara tão legal, bonito, inteligente, tem um ótimo papo, mas nunca vi nenhuma ligação de nenhuma mulher para empresa, nem nada que mostrasse que ele tem namorada. Como pode um homem tão bom como este fica sozinho?

– Você tem namorada? Pergunto, mas quando vejo seu rosto fica sério me arrependo na mesma hora.

– Desculpe... – Tento dizer, mas ele me interrompe.

– É um assunto delicado. – Diz.

– Não precisa falar. – Digo e dou de ombros. Ele fica olhando pro nada pensando em algo, e de repente diz.

– Não era uma namorada, mas eu gostava dela. Pretendia-lhe pedir em namoro, mas ela me mandou uma mensagem dizendo que estava gravida de outro, e acabou. – Diz e vejo que ele fica triste.

– Sinto muito – Digo.

– Também terminei um relacionamento, não é fácil, mas estou vivendo um dia após o outro. – Digo e sorriu.

Um tempo mais tarde Jack me deixa na porta de casa. Entrei em casa e me assustei com o que vi. Kate estava sentada no sofá chorando. Fiquei em alerta na mesma hora.

– Kate o que houve? Pergunto-me sentando ao seu lado. Ela me abraça e me pedi desculpas, mas não entendo nada.

– Foi sem querer Ana. Eliot veio aqui, brigamos e eu não conseguir-me segurar. Ele sabe de tudo, sabe de Christian e saiu daqui furioso.

– Tudo bem Kate – Digo tentando acalmá-la.

– Não precisa me pedi desculpas e nem fica nervosa. – Digo, mas ainda não entendi porque ela está chorando, Kate chorar é difícil. Eu que sou a Maria mole.

– Tenho medo que ele faça algo. – Diz.

– Não posso fazer nada no momento. – Digo. A última coisa que eu quero é ter que falar com Eliot, ou pior, Christian. Vou manter minha palavra e fica longe dos Grey.

– Como não? Se tudo isso tem a ver com você. – Diz irritada.

– O que você quer que eu faça? Pergunto.

– Nada, Anastácia. Você não pode fazer nada. – Diz e vai pro quarto.

Fico na sala sem entender nada. Que merda aconteceu aqui. Nunca a vi tão brava antes. Pego meu celular e escrevo uma mensagem para Eliot.

“Por favor, não faça nada, afinal, tudo já acabou mesmo”. Aperto envia e vou para o quarto. Bato a porta do mesmo e suspiro cansada. Só quero que tudo isso acabe e tentar refazer minha vida.

No meu dia a dia tenho sobrevivido à traição de Christian e tentando superar tudo que ele me causou. O amor por ele não diminuiu nem um por cento, mas a magoa, a raiva e toda a tristeza que ele causou no meu coração também não diminuíram. Como poderia, ele não me ligou ou veio me procurar nem um só dia, varias vezes verificava o Black Berry em busca de uma ligação ou uma palavra que fosse, mas o mesmo nunca veio. Porém, a vida continua e por isso estou avançando na minha carreira e vou ser modelo para as fotografias de José...

Hoje pela manhã posso dizer que tive um dia de rainha, fui ao SPA com Kate e tivemos um tratamento excepcional. O momento que tivemos ontem foi esquecido e viemos aproveitar a regalia que Jose pagou para nós duas. Fizemos massagens, banhos relaxantes, tratamento da pele, unha, cabelo e tudo que tivemos direito, afinal, não é todo dia que posso fazer isso. No cabelo fiz um corte novo na franja e mechas no cabelo, o resultado ficou incrível. Amei-me da cabeça aos pés.

Durante a tarde fiz as primeiras fotos. Estava-me sentido muito nervosa, mas com a ajuda de Kate e Mia conseguir-me sair muito bem. Mais tarde naquele mesmo dia, cheguei à minha casa morta de cansada. No dia seguinte durante a seção final de fotos percebi que Jose estava de olho em Kate. Assim que as fotos terminaram Kate me disse que ia sair para beber com Jose, como não queria segurar vela fiquei com Mia.

– Vamos até minha casa tomar banho de piscina e comemorar o sucesso das suas fotos. – Mia diz.

– Lá não, Mia. – Digo. Como poderia encarar Grace e Carrick.

– Meus pais não estão em casa, Ana. — Diz. Mais ainda assim, não quero ir.

– Vamos Ana, não quero fica sozinha. – Pede e eu acabo cedendo. Fomos com carro de Kate, que ela deixou comigo.

Estávamos nas cadeiras aproveitando o restante do sol, não estava forte, mas dava para pegar uma marquinha. Estava-me sentido tão feliz comigo mesmo. Podia sentir que aos poucos as coisas iriam voltar ao seu lugar. Nesse momento me sinto forte, mas sei que bastará lhe ver para tudo isso acabar. Não estou preparada para vê-lo, ou vê-lo com outra, nada disso iria suportar. Seria como se os cacos que colei essa semana se quebrassem totalmente, sem jeito de colar novamente.

– Você poderia mandar uma foto sua com a marca do biquíni para Christian. – Mia disse do nada e não pude deixar de sorrir.

– Você parece bem melhor. – Mia murmura.

– Tenho que continua com minha vida, Mia. – Digo.

– Não tem vontade de procura-lo?

– Todos os dias, mas não estou pronta para vê-lo com outra e acho que nunca vou estar. – Digo

Até hoje não tive coragem de dizer a Mia que Christian estava com outra mulher. Disse apenas que não estava dando certo e que ele estava diferente, que o que ele sentia de verdade não era amor.

– Vou pegar algumas bebidas – Mia diz se levantando.

Fecho os olhos para impedir que as emoções venham à tona e me faça chorar. A dor no meu coração está presente todos os dias, mas tento esconder e evitar ao máximo.

Abro os olhos e vejo que o tempo está mudando lentamente. Um vento frio soprar meu corpo fazendo-me arrepiar. Levanto-me e cubro-me com o robe e vou à procura de Mia.

Caminho até a cozinha, mas paro quando ouço a voz irritada de Eliot.

– Ela disse que o filho é dele. Fui tirar satisfação com ele sobre o que ele tinha feito com Ana, mas ele não estava em casa, somente essa mulher.

– Você não pode dizer nada a Anastácia, agora que ela está tão bem. Não faça isso por vingança ou por está com raiva. – Mia diz.

Quando ia perguntar do que eles estavam falando, Eliot explodiu.

– O desgraçado tirou Anastácia de mim, e engravidou outra mulher. – Ele praticamente grita de raiva e bate na bancada da cozinha. O que eu falei mesmo sobre junta novamente os pedaços? Acho que isso nunca mais vai ser possível. Não contenho o soluço, e os dois viram na minha direção.

– Não tem porque esconder isso de mim, eu vou fica bem. – Digo com a voz tão inflamada pelas lágrimas. Não quero que ninguém sinta pena de mim, vou sobreviver a isso e o que vier.

– Ana... – Vejo a pena nos olhos de Eliot e que nem ele sabe o que dizer. Acho que isso foi o fim de tudo para mim. Viro-me de costas e saio correndo. As lágrimas já embaçam minha vista e quando eu saio da casa dos Grey já tem uma tempestade se formando, não me importo com porcaria de nada. Entro no carro e saio em disparada. As lágrimas que não derramei durante toda essa semana desce freneticamente pelo meu rosto. O rádio está ligado e a letra da música me faz chorar ainda mais.

“Eu não posso acreditar que é verdade

Eu continuo procurando por você

Eu verifico meu telefone
E espero para ouvir de você
Em uma sala lotada
A piada é tão cruel

E agora eu nunca saberei
Se tudo o que eu tenho dito é apenas uma mentira
Tão ousado
Eu pensei que iria envelhecer
Espelhos e a fumaça
Me deixou aqui para sufocar”

Não quero pensar, não quero chorar, não quero amar... A chuva e as lágrimas não me deixam ver para onde estou indo e acabo batendo o carro. Minha cabeça vai contra o volante e volta.

Minha cabeça e meu pé doem pra caralho. Meu Black Berry ficou na casa de Mia, está chovendo, e estou morrendo de fri, o e de dor. Encosto minha cabeça no volante e rezo para que alguém me encontre logo... Não sei quanto tempo se passou, mas alguém abre a porta do carro e sinto braços fortes me carregar para fora do mesmo. Encolho-me com o frio e sem forças meus olhos se fecham para escuridão...

Notas finais
Curtiram? Discutiram? Espero que todas estejam conseguindo acompanhar meu raciocínio, muitas coisas vocês só vão saber no decorrer da história, sejam pacientes e Carpe Diem. Postei o capítulo bem tarde, pois eu queria terminar de responder os comentários, mas como não conseguir terminar de responder tudo, resolvi postar logo. Quem será que tirou Ana do carro? Gostaram da Música? O que acharam da Ana participar da exposição de Jose?