50 Tons De Desavença
19 Problema resolvido?
Notas iniciais
Christian tenta passar pela porta, mas eu não permito. Não quero que ele se aproxime de Eliot com essa raiva que estou vendo nos olhos dele, não quero nem imaginar o que poderia acontecer.
– Deixe-me passar, ou... — Ele passa a mão pelo cabelo visivelmente furioso.
– O que você vai fazer Christian – Digo dando ênfase no Christian.
– Se eu te pegar agora, você não vai andar por uma semana. – Diz-me fuzilando com os olhos.
– Vem comigo – Digo passando por ele, fecho a porta do quarto de Eliot. Abro a porta do meu quarto, fico esperando por ele, mas ele não se move.
– Christian – Chamo. Ele se vira, e me olha e parece que está em uma confusão interna consigo mesmo.
Afasto-me da porta, para que ele possa passar. Ele entrar e fecha a porta a porta, e encosta a cabeça na mesma.
Ele respira fundo várias vezes, como se estivesse se controlando, vira-se para mim, e pergunta.
– Você transou com o meu irmão? – Ele rosna.
Por mais que as circunstâncias possam mostrar que algo aconteceu na noite passada, dói-me saber que ele pense tão pouco de mim.
– Não Christian, eu não transei com Eliot, por que o que ele queria era fazer amor comigo – Digo dando ênfase no Amor. É hoje que você vai fica com o rabo vermelho, diz meu subconsciente.
Christian pega-me pelos meus braços, aperta-os e me joga contra a parede. Ele olha nos meus olhos e por um momento eu penso ter visto dor nos seus olhos.
– Você sabe o que eu vi fazer aqui – ele rosna. Eu nego com a cabeça. Ao mesmo tempo em que sua atitude me irrita, me excita. Depravada, Diz meu subconsciente.
– Eu vim expor todos os meus sentimentos, que estão-me sufocando. Não sei como agir com você, você deixa-me louco, nunca sei qual será o seu próximo passo. Eu não quero te dividir, quero dizer a Eliot tudo o que aconteceu entre nós, quero que ele saiba que você é minha. Você é minha Anastácia. – Ele rosna.
Estou perplexa com suas palavras, ele tem “sentimentos”. Ele pode ter sentimentos por qualquer um, diz meu subconsciente, mas eu o ignoro. Ele quer falar com o irmão dele, não sei se estou preparada para esse momento, e também do que adianta falarmos com ele se nós dois não temos nada, além de uma relação de DOM e SUB.
– Quando chegamos em Seattle conversamos com ele, aqui não Christian. Não quero atrapalhar o trabalho dele, ele está em um projeto que é muito importante para ele. Eu vou para búzios hoje e quando eu chegar no sábado, conversamos. Ele me olha... Olha... E não diz nada.
– Christian você está machucando meus braços, olho para suas mãos.
– Você... Transou com Eliot, essa é a última vez que lhe pergunto. – Ele grunhiu.
Uma lagrima involuntária cai do meu olho.
– Não Christian. – Digo num sussurro. Sinto suas mãos afrouxarem um pouco.
– Por que você está vestida assim? Ele me olha dos pés a cabeça. Vejo como a fome crescer nos seus olhos. Suspiro, cansada com essa briga.
– Depois que eu o rejeitei, ele sumiu. Eu estava dormindo aqui no meu quarto e quando apareceu era de madrugada e estava completamente bêbado. Eu o ajudei e acabei dormindo no seu quarto. – Digo cansada.
Vejo alívio nos seus olhos.
– Ele abraça-me. Depois de uns segundos afasta-se de repente, passa as mãos pelo cabelo como se estivesse se recordando de algo ruim.
– Meu deus Anastácia, se você não tivesse-me impedido de entrar naquele quarto, eu teria feito uma besteira. – Ele diz em choque.
– Christian, eu sei que você jamais machucaria... Deixo as palavras se perder no ar.
– O abraço por trás e sinto como a tensão que estava nas suas costas se aliviou com o meu abraço.
– Eu quero você, agora. – Digo cheia de desejo. E a minha deusa interior já está se despindo. Ele retira minhas mãos do seu corpo, e se afasta. Agora a minha deusa interior está fazendo bico, e batendo o pé.
– Anastácia, eu ainda estou com raiva, se eu te tocar agora posso acabar-te machucando.
Faça o esquecer da raiva, diz meu subconsciente. Sorriu maliciosamente.
Mordo o lábio, consciente do efeito disso nele. Seus olhos estão inflamados de desejo, como os meus. – Não me tente Anastácia, pois se eu começar não vou querer parar – ele diz sussurrando.
– Eu não quero que você pare – Digo enquanto abaixo as alças do meu Baby-doll e deixo-o cair aos meus pés, ficando apenas de calcinha. Seus olhos passeiam pelo meu corpo. Ele se desfaz da sua camisa de linho branco, sapatos e sua calça jeans. Ficando apenas de cueca Box.
– Não esqueça que foi você que pediu por isso, Anastácia – Ele diz e sorri diabolicamente.
Ele anda lentamente até a minha cama, senta-se, sem tirar os olhos dos meus. Meus mamilos enrijecem, só de olha ló. Não importa a hora, o momento nem o lugar... Eu o desejo.
– Venha aqui – Ordenou, em tom duro.
Ando lentamente na sua direção, deixando-o observa o meu corpo. Minha deusa interior está lambendo os lábios.
– Quero você nos meus joelhos – Ele diz.
Fiz exatamente como me foi dito, e quando eu estava na posição, ele passou, lentamente, a mão ao longo da minha cintura, quadril e bunda, sentir meu corpo se arrepiar.
– Essa é a posição que você vai tomar uma surra sobre os joelhos. Você entendeu? Perguntou acariciando minha bunda. Toma uma surra não é exatamente o que eu tinha em mente, o que eu preciso é ele. Tanto tempo longe, eu e meu corpo sentimos saudades do seu toque, mas não de uma surra.
– Sim – Disse e engole em seco.
Ele da á primeira palmada, muito forte.
– Ah... Tento escapar, mas seu braço prende-me.
– Sim o que? Ele rosna.
Nesse momento tenho vontade de arrancar seus dedos, Você atiçou o leão, agora o alimente. Diz meu subconsciente.
– Sim senhor – Digo. Ele retornou a acariciar minha bunda.
Ele ergueu a mão e bateu na minha nádega direita, depois á esquerda e caricia. Direita, esquerda e caricia. Comecei a gemer mais alto que o normal. Morde o lábio para parar de gemer, se não, vou acabar chamando atenção de todo hotel. Seus golpes são precisos e firmes, minha bunda está queimando e ardendo, mas é um ardor gostoso. Estou muito excitada, eu preciso sentir ló, sei que o deixa muito excitado espancar-me, toda vez que ele dar um tapa na minha bunda, sinto seu pau pulsar contra mim. O calor da sua ereção através do tecido da cueca ressoa em minha pele.
De repente ele parou, e respirando ofegante, agarrou minha bunda e levantou minha virilha, esfregando contra seu pênis. Gemo. Meu clitóris deixou de queimar, está pronto para explodir. Devido á pressão e a consciência aguda da sua ereção. Eu quero montar no seu colo e pressionar meu clitóris... Trepar contra seu pau como uma louca selvagem, sem vergonha.
– Oh... Christian... Não. Gemi, contorcendo-me em seu colo.
– É muito doloroso? – Ele perguntou.
– Não, mas eu estou queimando.
Por um momento ele não se moveu. Em seguida, ele deslizou minha calcinha entre minhas pernas. Choraminguei quando seus dedos deslizaram através da minha fenda.
– Cristo... Você está toda molhada – Ele pronunciou. Você fica excitada quando está sendo punida, acho que isso não está sendo, exatamente um castigo – Ele diz enquanto faz movimentos de vai e vem com os dedos. Eu só consigo gemer em resposta. Isso deixa-me eufórica, em pensar que ele não está me castigado e no momento eu só sinto prazer...
Levanta-se comigo nos braços e coloca-me na cama. Abro minhas pernas, para que ele veja o quanto estou disposta a receber ló. Ele retira sua cueca, mostrando o quanto está excitado.
– Mantenha suas mãos para cima, ou vou-te foder, mas não vou-te dar o prazer de gozar.
Levanto minhas mãos, e digo.
– Você é quem manda – Digo e ele sorrir diabolicamente.
– Hoje quero deixar você toda marcada, ele diz sussurrando no meu ouvido. O que ele quis dizer sobre deixa-me marcada, ignoro esse pensamento. No momento em que ele me toca, é como se eu ficasse em transe. Esqueço-me de tudo. Christian passeia por todo o meu corpo, beijando-me, mordendo e mordiscando. Sinto a cabeça de o seu pau passar pela minha entrada sedenta, deixando-me mais molhada que uma cachoeira. Parece que eu estou chorando pela buceta. Eu o quero, o desejo como nunca antes.
– Christian... Estou faminta. Gemo.
– Peça, eu adoro ouvir você implorar – Ele pede rouco.
– Por favor... Eu peço, e ele introduz sua ereção pulsante na minha entrada sedenta.
–Ahhhhhh, gemo com o seu total preenchimento.
– Você é minha – Ele grunhiu metendo em um ritmo frenético.
– E você é meu – Digo gemendo no seu ouvido. Christian é meu êxtase e eu estou totalmente viciada nele. Christian sussurra coisas no meu ouvido como:
“Da próxima vez que você passar a noite na cama de outro homem, você não vai se sentar por uma semana”.
“Quero que você se sinta mulher somente comigo”
– É só você Christian- Digo. Sinto o pau de Christian inchar na minha buceta. A intensidade das suas metidas deixa-me louca. Suas estocadas são fortes e precisas, com um ritmo... Delicioso.
– Isso Christian...
– Você vai-me matar Anastácia... – Ele diz rouco.
Christian vira-me, e assim eu fico em cima dele. Abaixo a cabeça e beijo seu ouvido, beijo seu pescoço enquanto ele continua a meter na minha buceta. Ele abre minhas nádegas e enfia a ponta do seu dedo no meu cu. Agora ele aperta as minhas nádegas, e com a ponta do dedo roçando no meu cu, continua a meter na minha xoxota. Estamos em extasia, gozamos juntos e totalmente saciados.
Estamos deitados e saciados, depois de fazer amor durante uma hora sem parar. Apesar de Christian dizer que “fodemos” para mim vai ser sempre “amor”. Quando nossa respiração volta ao normal, Christian resolve pedir café da manha no quarto. Eu fico o olhando enquanto ele faz os pedidos, acho que eu poderia passar o dia todo nesse quarto de hotel. Ele deita-se e ficamos um olhando para o outro.
– Posso-te fazer uma pergunta? Peço.
– Fale – ele diz apreensivo.
– Quantas submissas, você já teve? E por que as largou? Estou consciente que são duas perguntas, mas espero que ele me responda.
– Você está trapaceando, você disse que era uma pergunta. – Ele diz.
– Uma pergunta leva a outra – Digo.
– Tive vinte submissas, a maioria eu deixei por que queriam “mais” e as outras o contrato simplesmente acabou.
Nossa foram muitas, engulo em seco.
– Você sabe que, ele para por um momento e respira fundo.
– Você é mais que minha submissa – Ele diz olhando nos meus olhos e respondendo a minha maior duvida. Eu sei que ele não disse que me ama, mas já é um começo.
– Gosto de saber que não sou apenas sua submissa, mas... Quando ia-lhe perguntar o que eu sou dele, ele me interrompeu.
– Vou-te contar uma coisa que nunca assumir para ninguém, nem para o meu terapeuta que é meu melhor amigo.
Fico o olhando com curiosidade, eu nem sabia que ele tinha um terapeuta, outra novidade do senhor Christian Grey. Fico o olhando com atenção para que ele continue.
– Eu já amei muito... Uma mulher e quando ela me deixou eu sofri muito, e demorei um bom tempo para me recuperar, acho que até hoje eu venho tentando-me recuperar do meu passado de merda. Por isso eu gosto de controlar tudo ao meu redor, mas com você isso não funcionou.
Sinto uma pontada de ciúmes, na verdade, não é uma pontada é uma faca inteira de ciúmes.
Começo a entender algumas coisas sobre esse homem, esse deve ser o motivo dele ser tão frio e distante, ele usa isso como uma armadura. Gosto muito de saber que sou diferente de todas as outras que ele já teve, e mesmo assim ele não desistiu de me ter.
Mesmo ele tentando esconder, vejo tristeza nos seus olhos, sorriu e dou um suave beijo na sua boca.
– Começamos bem, você já me disso muito sobre você. Eu ia adorar que você me dissesse um pouco sobre você todos os dias. – Digo e sorriu.
– Acho que não estamos perdidos – Ele diz
Eu dou risada.
– Eu adoro esse som – Ele diz, deixando-me confusa.
– Que som? Pergunto.
– Da sua risada adoro-te ver sorrir – Ruborizo.
– Quanto tempo não a vejo ruborizar, adoro quando você fica dessa cor, lembra-me a muitos momentos bons – Ele diz e começa a me beijar e quando íamos começar o segundo round, alguém bate na porta.
Christian fica na cama, enquanto eu vou abrir a porta.
– Não vai Anastácia, deixa o serviço de quarto para lá. – Diz enquanto eu coloco um robe.
– Calma menino faminto, já volto com o seu alimento – Digo sorrindo.
Quando abro a porta, encontro com Eliot. Fico pálida na mesma hora. Minhas pernas tremem, meu coração está a mil por hora. Meu deus vai acontecer uma tragédia nesse quarto de hotel. Os irmãos Grey vão acabar-te matando, diz meu subconsciente.
– Anastácia está tudo bem? Ele pergunta preocupado. Não consigo dizer uma palavra, apenas balaço a cabeça em confirmação.
– Você está pálida, está tudo bem? Ele pergunta novamente, colocando a mão na minha testa.
– Estou bem Eliot, não é nada. – Digo.
– Eu vim lhe pedi desculpas por ontem á noite, eu passei dos limites. – Ele diz.
Até agora não tive coragem de lhe pedir para entrar. Sinto que meus olhos se enchem de lágrimas, ele está-me pedindo desculpas, mas ele não fez nada demais, quem está fazendo algo muito errado sou eu. Eu que estou errada em toda essa história.
– Ah... Ana o que foi que aconteceu agora. – Ele pede preocupado. Eu sorrio tristemente.
– Não precisa me pedi desculpas, não aconteceu nada mesmo. – Digo.
– Não vai para búzios, fica aqui comigo. – Ele pede.
– Não posso ficar. – Digo.
– Não pode, ou não quer – Ele diz.
– Não posso, por que eu marquei de ir para búzios ver meus amigos. – Digo.
– Tudo bem. Ele diz e me puxa para um abraço, quando Eliot me abraça meu robe cai um pouco para o lado e quando ele se afasta, vejo a mudança de expressão no seu rosto.
– Você está-me escondendo algo – Ele diz chateado. Passa as mãos pelo cabelo.
– Eu não acredito que o babaca com quem você está saindo veio até aqui atrás de você, me diz de uma vez Anastácia, esse cara é o que seu? Por que ele se esconde? O que aconteceu ontem á noite nesse quarto Anastácia, você está toda marcada. – Ele diz exasperado.
Afasto-me um pouco da porta, e me olho no espelho do quarto, consigo ver chupões pelo meu ombro, até imagino até onde vai esses chupões, mas não posso tirar o robe na frente de Eliot. Olho ao redor do quarto e não vejo Christian, ele deve está no banheiro. Meus olhos enchem de lagrimas, lagrimas de raiva, vergonha, mágoa vários sentimentos ruins ao mesmo tempo. Como ele teve coragem de fazer isso. Você acha mesmo que Christian Grey não iria-te castigar, diz meu subconsciente. Deixo as lágrimas rolarem pelo meu rosto, de repente sinto a mão de Eliot no meu ombro.
– Não sei quem fez isso, mas fez por que você permitiu. – Ele diz. Sinto uma pontada de raiva e desgosto na sua voz. Eu só consigo chorar.
– Me diz quem é Anastácia, me diz quem é esse babaca mal-amado, e que não sabe respeitar e nem amar uma mulher. – Ele pede e percebo uma raiva na sua voz que nunca tinha visto antes.
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