50 Tons De Desavença
45 Pov. Christian Grey
Notas iniciais
Pov. Christian.
Fiquei tão desesperado por ter perdido Anastácia que não conseguia mais me concentrar em nada. Na segunda-feira, levei Leila para fazer o exame.
– Se arrume que vamos ao médico. – Murmurei.
– Não, Christian. Não quero ir. – Disse. Olhei-a com meu olhar frio e impassível. A raiva que sinto dela nesse momento é tão grande que não suporto vê-la nem mais um dia na minha vida.
– Você vai nem que seja amarrada, tem cinco minutos para mudar a roupa. – Murmurei e sair do quarto.
Passou dez minutos e Leila não desceu do quarto. Subi as escadas de dois em dois, é melhor essa cadela não me provocar. Não estou com nenhuma paciência.
– LEILA vamos. — Grunhi.
– Não mestre. Não quero ir. – Chorou.
– É um exame de rotina. – Mentir.
– Não é um exame de DNA. – Diz e isso só me faz ter certeza que esse filho não é meu, mas eu quero a prova no papel.
– Não Leila. – Digo. Arrasto-a até o carro e coloco-a no banco de trás e vou à frente com Taylor. Estou com tanta repulsa da cara dela que não aguento fica em um lugar tão apertado com a mesma.
Assim que chegamos ao local, peço para que não lhe digam que tipo de exame é, já que ela vai fica anestesiada. Tive que pagar uma fortuna para fazerem esse exame, mas isso não é nenhum problema.
Tudo é preparado e a levam. Fico com Taylor do lado de fora. Taylor me informa que o motorista de Anastácia está no escala, pois ela disse que iria fazer uma queixa dele se ficasse na porta dela. Minha menina deve está tão magoada comigo, mas isso vai acabar em breve.
Foi o que eu pensei, mas me disseram que o resultando do exame só sairia em uma semana, o pior de tudo foi fica sabendo que Leila teve uma complicação e que ia precisar fica internada. Merda. O que foi que eu fiz. Eu sabia que tinha complicações fazer o exame dessa forma, mas estava desesperado.
– Vai fica tudo bem, Senhor Grey. – Taylor diz.
Assim seguiu o restante da minha semana, de casa, para a porta da casa de Anastácia, em seguida trabalho. Eu a via sair todas as manhãs para ir trabalhar e já estava esperando para vê-la sair do trabalho. Só ter esse prazer de vê-la pelas manhãs e pelo fim de tarde, era um alivio para mim, pois eu tinha certeza que daria tudo certo. Até que na sexta-feira pela manhã Leila teve alta. Tive que ir com Taylor busca lá. O médico disse que ela teria que fica em repouso e não poderia se estressar. Mau sabe ele que o estressado desse história sou eu.
Fui para o trabalho. Depois de um dia longo de reuniões e muito trabalho sair para ver Anastácia larga o serviço. Ela saiu com um homem, que eu conhecia de algum lugar. Mas que porra ela está fazendo com esse cara. Era o chefe dela. Seguir os dois, durante todo o tempo os dois apenas conversaram respeitosamente, e foi isso que me manteve longe. Ele é o chefe dela, mas isso não o impede de tentar algo. O mesmo a deixou na porta dela e foi embora, respirei aliviado por não ter acontecido nada demais, mas mesmo assim não gostei dela ter saído com outro homem. Espero que não tenha me superado, baby, pois eu não superei e nem vou deixar você me superar.
Fui para casa e algo me dizia para pesquisar um pouco mais sobre essa tal de Hyde. Depois de fazer várias pesquisas não encontrei nada demais. Taylor entrou no meu escritório e lhe mostrei a foto de Jack.
– Taylor já viu esse cara em algum lugar. – Digo.
– Claro senhor, ele estava em um dos vídeos no mesmo prédio da senhorita Leila. – Taylor diz.
– Será que Jack e Leila tinham algo?
– Vou imprimir uma foto dele, e vou passar no apartamento de Leila e procurar saber quem ele foi procurar lá. – Taylor diz e se retira.
As peças estão começando a se encaixar. Assim que tiver o exame de DNA e saber quem é o pai do filho de Leila, vou atrás da minha mulher.
No dia seguinte, Taylor me diz que o porteiro disse que o Senhor Hyde tinha ido ver Leila algumas vezes antes.
Então ele pode ter sido um ficante, ou namorado dela. Estou começando achar que Flynn têm razão, com certeza fui dopado por essa maluca.
– Advinha com quem falei ontem à noite? Leila diz entrando no meu escritório. Pela cara de alegria dela está muito melhor.
– Deixe-me em paz. – Digo calmamente.
– Eliot teve aqui e já sabe que você vai ser papai. – Diz fazendo com que a raiva tome conta de mim.
– Esse filho não é meu. – Grulho e bato contra a mesa fazendo ela se assustar.
– É seu... – Diz.
Levanto-me e caminho ameaçadoramente na sua direção. Pego a foto de Hyde em cima da mesa e jogo no rosto dela.
– Ele é o pai do seu filho. Não tente-me enganar mais. Pela reação dela vejo que tudo o que eu disse é verdade. Caralho.
– Você destruiu a minha vida, retirou a minha paz, me fez perder a mulher que eu amo para que?
– Eu amo você, Christian. – Diz e vejo as lágrimas descerem pelo seu rosto.
– Você não ama nem a si mesma, Leila. – Digo e tenho vontade de esmurrar lá. Leila se curvou e começou a chorar. – Não comece a chorar. Quero que você suma da minha vida, agora. – Grunhir
– Sangue, Christian meu bebê... – Sussurrou.
Peguei-a pelo braço e a levei até o carro. Merda, Merda e merda. Durante todo o caminho Leila implorava para que eu salvasse o bebê dela, espero que não seja tarde demais para seu arrependimento. Chegamos ao hospital e Leila é levada para sala de cirurgia. Passam-se horas e nada, nenhuma notícia. Quando o médico vem-me dizer algo, diz que ela perdeu a criança e está em estado de depressão.
Meu coração afunda. Eu não queria que ela perdesse a criança, só queria saber a verdade. Você é o culpado dessa desgraça, Grey. Não soube cuidar dela e veja o que aconteceu. Será que tudo que se aproxima de mim, acaba sendo destruído. Vou fazer uma visita no quarto de Leila. Ela está dormindo e parece tão fraca. Leila, Leila, o que você me fez fazer. Meu pai e se esse resultado for positivo, eu terei matado meu próprio filho. Não Grey, não era seu filho. Falta-me o ar, sinto-me sufocado. Saio do quarto desesperado e acabo desmaiado.
Acordo no dia seguinte e o médico me diz que tive um desmaio causado pelo estresse. Que isso é normal na situação em que me encontro. Quando recebo alta e me visto, vou buscar o exame de DNA e encontro Taylor e Flynn a minha espera.
– Que susto você nos deu Christian. – Flynn murmura.
– Estou sobre muita pressão nesses últimos dias. – Murmuro.
– Acho que isso vai acaba em breve. – Flynn diz e me entrega o exame.
Respiro fundo e abro o mesmo. Meus olhos se arregalam e acho que poderia chorar nesse momento.
NEGATIVO. O filho não era meu.
– Preciso ir falar com Leila. Se ela não estivesse acabado de perder uma criança eu matava-a.
– O senhor Hyde está com ela. – Taylor diz.
Sigo em direção ao quarto e chego a tempo de ouvir Leila falar.
– A culpa é dele que eu perdi nosso bebê. Ela diz para Jack. A desgraçada sabia que o filho era dele. Entro no quarto transtornado.
– Você nunca quis esse filho, é uma desalmada e sem coração. Ameaçou-me de se matar e mata o próprio filho se eu não ficasse com ela. – Digo.
– A culpa é sua que essa criança morreu. Digo e saio do quarto. Jack me olha chocado durante todo o tempo.
– Senhor Grey. – O médico chama-me quando estou saindo.
– Tenho que lhe dizer algo, para que o senhor possa preparar a senhorita Leila.
– Ela não é mais responsabilidade minha, o pai do filho dela está lá dentro. – Murmuro.
– É algo grave? Resolvo perguntar.
– A senhorita Leila não vai poder ter mais filho. – Diz.
– É um castigo que ela mereceu. – Digo e me viro antes que ele me pergunte algo.
– Tudo bem Christian? Flynn pergunta.
– Só falta uma coisa para fica tudo bem. – Digo e vou para o carro, atrás da minha mulher.
Entro no carro e ligo o som. Graças ao pai deu tudo certo. Agora vou poder ir atrás da minha mulher. Ligo o rastreado e vejo que Anastácia está na casa dos meus pais. Já é noite, o que ela poderia está fazendo lá.
Quando chego à mansão vejo que meus pais não estão em casa. Encontro Mia no quarto dela. Ela está com os olhos marejados.
– Mia o que houve?
– Por sua culpa Ana sofreu um acidente. – Grita fazendo-me perder o chão.
– Como assim?
Pergunto em choque.
– Ana ouviu que você vai ser PAPAI, — Diz com ironia. Inferno. Isso não era o que eu precisava agora.
– Onde ela está Mia? Pergunto aflito.
– Ela está bem, mas não vou te dizer onde. Já a fez sofrer demais. – Diz.
– Por favor, Mia. – Imploro. Quero tanto pegá-la nos meus braços, vou sufocar se não sentir seu amor.
– Não posso Chris. Hoje não. – Diz e sai.
Se algo acontecesse com Anastácia jamais iria me perdoar por isso. Minha vida não tem sentido sem ela ao meu lado. Saio atrás de Mia e a sigo. Não vou deixar nada nem ninguém fica no meu caminho.
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