50 Tons De Desavença

43 Pov. Christian Grey


Notas iniciais
Olá babys... Estou hiper, mega, ultra feliz com todos os comentários e principalmente pela Magnifica recomendação da Lana B, ainda bem que você deu uma oportunidade a minha história e gostou. Seja muito bem-vinda e esse capítulo é dedicado a você. Estou ansiosa para saber a opinião de vocês sobre esse capítulo. Ele demorou mais do que eu esperava para sair, mas espero que gostem. Beijos Música: https://www.youtube.com/watch?v=DP-d_d7Zi-o PS: Never Gonna Be Alone > Nunca vai estar sozinha. Achei essa música perfeita para o capítulo. Boa leitura. ;)

Christian Chega da Califórnia. (Viagem)

Depois de dois dias de viagem e angustia, finalmente estou de volta e poderei fica com Anastácia. Apesar de que não ficamos realmente sem nos ver, pois eu a vi ontem de manhã antes de viajar e vou ver ainda hoje de noite. Encontro Taylor na saída do aeroporto e seguimos para o escala. Durante o caminho penso nesses dias em que fiquei longe, nunca sentir tanta falta de uma mulher como sentir a falta de Ana. Os dias que temos passado junto estão sendo tão perfeito que às vezes penso que estou sonhando e vou acordar a qualquer momento. Nos jantares de negócio quando pedia sobremesa eu só tinha vontade de comer torta de baunilha, nunca na minha vida pensei que fosse gostar tanto de baunilha. Anastácia conseguiu me fazer sentir coisas que jamais sentir por ninguém. Eu disse que a amo e pretendo lhe dizer e lhe mostrar isso todos os dias. No bolso da minha calça pego a caixinha com o Anel que comprei para ela, é um anel de compromisso. Quero que ela veja que ela me pertence e que eu pertenço a ela. Quero que ela seja minha para sempre e que ninguém nem nada nesse mundo posa mudar isso. Preciso apenas pensar no momento certo para fazer isso, quero que seja inesquecível. Taylor estaciona na garagem.

– Vai pedi a mão da senhorita Steele? Taylor pergunta quando saímos do elevador.

– Sim, Taylor. – Respondo sem conseguir disfarçar meu sorriso.

Assim que entramos na sala, avistamos Leila sentada no sofá. Paramos no lugar instantaneamente. No lugar do meu sorriso aparece a minha mascara impassível.

– Senhor Grey a senhorita acabou de chegar, achei melhor deixa-la subir. – Gail diz.

– Mestre... – Leila sussurra com um pequeno sorriso no rosto.

Nesse momento me lembro da invasão na casa de Anastácia e as coisas que Leila fez.

– Nunca mais chegue perto de Anastácia. – Grito com Leila e a pego pelo braço. – Taylor ligue para Flynn e diga a ele que vou levar Leila. Pretendo interna Leila urgentemente. Ela precisa da ajuda de um terapeuta, não é normal uma pessoa querer se matar.

– Você está me machucando. – Leila diz. Solto seus braços e vejo que ficou vermelho. Já fiz pior que isso, ela nunca reclamou.

– O que ela tem que eu não tenho? – Leila pergunta com a voz chorosa. Nesse momento a minha raiva alivia, lembre-se Grey, ela está dessa forma por sua causa. Vejo que ela parece cansada e magra demais para o meu gosto.

– Foi você que enviou aquela mensagem para Anastácia? Pergunto ao me lembrar da mensagem que chegou ao celular de Ana. “Tenho algo dele que você jamais vai ter”. Ela confirma com a cabeça. Passo a mão pelo cabelo tentando conter a raiva.

– Que porra você tem de mim, Leila? Só tenho pena de você. – Cuspo as palavras na sua cara.

– Um filho, Christian. Estou esperando um filho seu... – Ela grita.

Parei. Estanquei em estado de choque. Filho? Não isso não pode ser possível. Ela coloca a mão na barriga e diz novamente.

– Um filho...

Raiva, confusão, ódio, ódio e muito medo. Caralho, isto não pode está acontecendo. Jogo Leila no sofá, caralho minha vontade é de jogá-la pela janela. Não posso fazer nada disso.

– Não acredito que esse filho é meu. – Digo e começo a andar pela casa. Pego as chaves do carro e saio sem ouvir sua resposta. Soco o botão do elevador. – Senhor Grey onde vai? Taylor pergunta e vejo a preocupação nos seus olhos.

– Não a deixe sair Taylor. – Digo.

Quando o elevador se fecha, grito de raiva e frustração. Olho meu reflexo no espelho, não existe nem sinal daquele homem feliz de alguns minutos atrás. Não aguento olhar para o meu próprio reflexo, assim que as portas se abrem saio em disparada para o carro.

Paro em frente à janela do meu carro e é como se eu visse o rosto de Eliot e o sorriso cretino no seu rosto me dizendo que sou um fracassado e que fracassei com Anastácia.

A raiva que sinto é tão grande que é como se meu corpo fosse explodir. Soco seu rosto no vidro da janela. Ela não vai-me deixar, ela não vai-me deixar... Fui até a casa de Anastácia com esse pensamento. Assim que entrei no seu quarto tirei o blazer que estava usando, tirei a camisa branca e enrolei na minha mão que estava sangrando. Sentei-me na sua poltrona e a olhei, fiquei pensando em várias formas de lhe conta a verdade, mas nenhuma delas me deu segurança. Se eu contar ela vai-me deixar, eu sei. Solto um gemido de dor do fundo do meu coração. Como as coisas podem mudar tão rapidamente.

Anastácia acorda e me olha confusa. Ela se levanta e fica tão assustada quando vê minha mão, eu não consigo falar nada, sou um covarde, filho da puta e covarde. Ela me alisa, beija e acaricia minha mão e rosto, mas não consigo responder suas perguntas. Nesse momento tudo que eu dizer pode-me afastar dela e isso é o que eu menos quero. Ouvi a preocupação na sua voz e a forma como ela quer cuidar de mim, me matar aos poucos, pois eu estraguei tudo, sou um merda fodido que vai acabar com o coração dessa pobre mulher e por mais que minha cabeça diga para ir embora e resolver todos os meus problemas meu coração grita e pedi pelo amor dela. Quando ela diz para eu ir embora, ela faz exatamente o que eu temia. Como lhe contar a verdade se essa maldita verdade vai-me fazer perder lá para sempre. Ajoelho-me aos seus pés. Essa é a única saída que vejo no momento. Eu sou submisso, sou submisso desse amor que me faz perder todo e qualquer controle da minha própria vida.

Submisso

Anastácia me chama e implora para que eu não faça isso, mas eu quero que ela veja o que ela faz comigo e o que eu sou capaz de fazer por ela. Ela pede para que eu fale com ela e lhe lembro da sua promessa.

— Você disse que nunca iria me deixar e estar me rejeitando. — Murmuro, mas eu sei que se ela souber da verdade ela vai mandar essa promessa para o inferno. Ela fica me olhando por um tempo sem saber o que fazer e me surpreende ao se ajoelha na minha frente.

— Christian, você não tem que fazer isso — implora. — Não sei o que aconteceu com você, mas eu amo você, Christian, e se você me deixar, o mundo vai ser um lugar sem luz. Eu vou estar na escuridão. – Suas palavras transbordam pelo meu coração e é como se fosse uma pequena luz no fim do túnel. Será que essa pequena luz vai ser suficiente para nos salvar.

— Você vai ficar aqui de joelhos a noite toda? Por que também posso fazer isso — Diz e tenho que me conter para esconder um pequeno sorriso. Até nessas horas ela me faz rir.

Depois de muito Anastácia implorar para que eu fale, resolvo fazer mais que falar. Vou lhe dá algo que lhe neguei dês do inicio e que agora preciso para ser curado dessas feridas no meu corpo. Nenhuma das dores que sentir na minha infância se compara ao medo que estou sentido de perder lá. Pego sua mão e coloco sobre meu coração. Meu coração que sempre vai pertencer a ela. Não quero que nada fique no nosso caminho, quero que ela seja a única mulher a qual eu permitir ser tocado, pois se ela me deixar eu não terei outra oportunidade. Solto sua mão e deixo que ela me toque, ela faz menção de retirar a mão, mas não permito. Eu preciso disso.

– Não quero te perder. – Sussurro. Lutando contra mim mesmo, entre dizer e não dizer a verdade. Não aguentarei viver sem seu amor.

– Isso só irá acontecer se você não me quiser mais. – Sussurra. Você que não vai me querer mais, baby. Penso.

Aperto meus olhos com força e continuo sentido seu toque pelo meu tórax e é como se ela estivesse me fazendo esquecer aqueles momentos horríveis na minha infância. Abro meus olhos e meu desejo por essa mulher só faz aumentar, nunca sentir tanto amor e carinho em um toque. Depois de um momento ela se abaixa e beija uma das minhas cicatrizes e foi como se a mesma tivesse deixado de existir. Gemo.

De novo. – Sussurro. Ela me beija mais duas vezes e me sinto tão grato pelo amor dessa mulher que lhe puxo para perto de mim, abraçando-lhe. Nesse momento não consigo mais conter as lágrimas e deixo que elas transbordem pelo meu rosto.

– Eu nunca quis-te magoar, nunca... – Digo sentido uma dor profunda no peito.

— Christian, por favor, não chore. Eu estava falando sério quando disse que nunca vou deixar você. Mesmo. Sinto muito se transmiti alguma outra impressão... Por favor, por favor, me perdoe. Eu amo você. E sempre vou amar. – Anastácia diz desesperada. Se ela soubesse que o problema não é com ela, e eu que achei que já tínhamos superado as dificuldades e que agora poderíamos viver em paz e felizes. Acho que minha felicidade era tão grande que me esqueci que sou um grande merda e as coisas não dão certo para mim, e acabei entrando na vida dessa inocente mulher para magoá-la com meu passado.

Tento ao menos por enquanto esquecer tudo o que está acontecendo lá fora e pego Anastácia nos meus braços, lhe peço que confie em mim, e faço amor com ela aproveitando e sentido cada toque seu. Naquela mesma noite antes de dormir eu sabia que jamais deixaria algo nos separar, eu lutaria até morrer para manter lá ao meu lado.

Saio da casa de Anastácia naquela manhã lhe dizendo que iriamos fica essa semana sem nos ver. Eu preciso pensar e resolver o que vou fazer, antes de lhe envolver nessa merda. Sei que posso fazer o exame de DNA antes do beber nascer e é exatamente isso que vou fazer. Assim que chego ao escala, Taylor me diz que teve que passar a noite vigiando os movimentos de Leila, pois ela queria ir até a casa de Anastácia. Se ela aparecesse lá eu matava. Mandei Taylor cuidar do meu carro e em seguida fui à procura de Leila. Encontrei-a no quarto de submissa, ao menos ela sabe o lugar dela.

– Você estava com A... – Antes que ela dissesse o nome dela eu a interrompi.

– Não ouse tocar no nome dela. – Grulho.

– Se arrume. Vou-te levar para fazer um exame de sangue. – Digo e saio do quarto.

Vou levá-la em uma das melhores médicas de Seattle. Dra. Greene. Quero ter certeza que ela realmente está grávida e saber de quanto tempo é. Eu posso não lembrar o que aconteceu naquela noite, mas me lembro perfeitamente bem que dia foi e se o tempo da gravides não bater com esse dia vou manda-la para o inferno.

Vou para o quarto e tomo banho. Tive que sair da casa de Anastácia apenas com o blazer, pois a camisa estava muito suja de sangue. Visto meu terno e sigo para a sala. Recebo uma ligação de Fred, motorista de Anastácia, ele me diz que ela foi para o trabalho de carona com a amiga. Isso me deixa irritado, pois contratei um motorista para ela. Eu poderia ter-lhe dado um carro, mas dessa forma não teria ninguém para vigiá-la e proteger lá quando eu não estiver por perto. Depois de fazer uma rápida ligação para Anastácia, saio com Leila. Chegamos ao consultório da Dra. Greene e a mesma se surpreende com o motivo da visita, mas não diz nada. Depois do exame a Dra. Confirma a gravidez e diz que ela tem quatro semanas de gravidez. Pela quantidade de tempo esse bebê realmente pode ser meu.

Mando Taylor levar Leila para o Escala e sigo para o escritório no meu R8. Durante todo o caminho me amaldiçoo pela besteira que eu fiz. Lembro que fiquei tão desesperado naquele dia, pois Anastácia tinha ido viajar com Eliot e só de imaginar que os dois podiam passar a noite junto, surtei. Preocupei-me tanto com o que ela podia fazer e quem fez merda fui eu. É incrível como tudo tem sempre a ver com Anastácia, todo o meu descontrole sempre tem a ver com ela.

Assim que chego ao escritório ligo para Flynn e marco para nos vermos mais tarde.

Fico o dia inteiro no escritório e trabalho o máximo que posso. Deixei tantos trabalhos inacabados para ir resolver o problema que tive na Califórnia que agora estou acumulado de trabalho. Durante a ida até o escritório de Jhon pensei em tanta besteira para me livrar de Leila que até tenho vergonha de dizer em voz alta.

– Christian o que o traz aqui? Jhon pergunta ao me receber.

– Estou fodido, Jhon. – Murmuro e me cento na poltrona.

– Você não parece nada bem, aconteceu algo com Anastácia?

– Leila está grávida. – Vou direto ao ponto.

Jhon me olha perplexo.

– O filho é seu? – Pergunta chocado.

– Eu não tenho certeza. – Murmuro.

– Caralho Christian, você traiu Anastácia. – Jhon diz revoltado e nesse momento eu sei que não é mais meu terapeuta falando e sim meu amigo.

Desabafo com ele tudo o que aconteceu.

– Você já pensou na possibilidade de ter sido dopado? Esse esquecimento que você disse ter é muito estranho.

– Não pensei nisso na época. A única coisa que conseguia pensar era em ir buscar Anastácia no Rio de Janeiro.

– Preciso fazer algo Jhon, não quero perder Anastácia. – Murmuro transtornado.

– Você queria que eu a internasse, mas não posso manter lá numa clínica gravida. – Diz.

– Quero fazer o exame de DNA, mas é bem provável que ela não queira. – Digo.

– Não lhe aconselho a fazer isso sem que o bebê tenha nascido, é um procedimento muito arriscado e ela pode perder o bebê. – Diz.

Isso me traz uma culpa enorme. Esse bebê não tem culpa de nada do que está acontecendo. O coitado vai ter uma mãe desequilibrada e um pai de merda. Esse pensamento me entristece, pois lembra a minha infância.

– Eu não quero ser responsável pela morte de ninguém, mas também não quero perder Anastácia. – Digo.

– Christian o melhor que você pode fazer nesse momento é ir descansar e depois ir falar com Anastácia. – Murmura.

Saio do consultório com minhas esperanças desfeitas. Não posso interna-la, não posso fazer o exame, ou seja, vou ter que esperar nove meses para saber a paternidade dessa criança. Minha vontade é de ir para a casa de Anastácia e me refugiar nos seus braços, mas sei que agora é a hora de ser forte e lutar pelo meu amor. Chego em casa e Taylor me diz que Leila não saiu de casa. Excelente. Vou para o meu quarto pretendendo me jogar na cama e desmaia por lá mesmo, mas me surpreendo ao ver Leila na minha cama. Inferno.

– Estava te esperando meu a... – Interrompo-a. Eu sei o que ela ia dizer. Que caralho ela pensa que está fazendo. Era só o que me faltava, Leila querer brincar de casinha comigo.

– Que porra você faz aqui? Quem te disse que sou o seu amor? Você não é nada para mim. – Pego-a pelos braços e a levo para fora do meu quarto. – Nunca mais entre aqui. – Cuspo as palavras na sua cara. Nesse momento já tinha até me esquecido da sua gravidez.

Vejo as lagrimas nos seus olhos.

– Você estava com ela? Pergunta.

–Estava arrumando um jeito de me livrar de você. – Digo rispidamente. Vejo as lágrimas cair dos seus olhos, mas mesmo assim minha raiva consegue ser maior. Quero ver até onde consigo ir.

– Eu não acredito que esse filho seja meu, pois mesmo que estivesse bêbado, dopado, chapado sei que jamais me esqueceria de Anastácia. Jamais trairia Anastácia, pois é ela que eu amo. – Digo com tanta convicção que acho que foi isso mesmo que aconteceu nessa suposta noite. Mas infelizmente não tenho como provar nada.

– Pense o que você quiser, mas isso não vai mudar o fato que estou gravida e quando esse bebe nascer você saberá que ele é seu e terá que cuidar de mim e dele pelo resto da sua vida. – Murmura e começa a limpar as lágrimas.

– Não esteja tão certa disso, nada nesse mudo vai me fazer fica longe de Anastácia, nem essa criança. – Murmuro. Quando essa criança nascer e se for meu filho vou tirar ele de Leila.

– Vou até o inferno Christian, mas não vou deixar vocês ficarem juntos, e se ficarem você jamais terá paz, pois se você for atrás dela eu me mato e esse bebê que estou carregando vai junto e a culpa vai ser sua. – Diz com uma frieza incrível.

Fico perplexo com sua crueldade que não consigo dizer mais nada. Eu criei um mostro.

– Se você conseguir viver com isso, vá atrás dela. – Diz e sai correndo para o seu quarto. Fico olhando-a sem me mover. O que eu fiz com essa mulher.

12 dias depois...

Hoje é sexta-feira e nesses últimos dias tem sido um inferno. Sinto como se eu tivesse mergulhado na escuridão e a minha luz está quase sumindo. Digo quase, pois todas as noites tenho falado com Anastácia e isso tem me dado um pouco de lucidez. Tive pesadelo todas as noites, mas os pesadelos não é mais com o cafetão, dessa vez é com Leila e o bebê dela mortos. Durante esses dias fui até o apartamento de Leila e tentei achar a câmera de segurança do dia em que estive lá, mas não tive sorte. Ontem fui buscar Mia no aeroporto e ela percebeu que eu não estava bem, mas mesmo assim não lhe falei nada. Nas ultimas noites tenho saído tarde do escritório para evitar Leila, mas mesmo assim a peste me espera toda noite no sofá. Ela deve está achando que é minha mulher. A última vez que nos falamos foi quando ela fez aquela ameaça desumana, dês de então mal mente lhe olhei na cara. Eu não consigo deixar de sentir raiva, o meu ódio por ela consegue superar a pena.

Tenho evitado ir para a casa de Anastácia, pois eu sei que se eu for para lá, não sairei até amanhecer. Falei com Flynn e ele achou melhor eu me manter longe de Anastácia por enquanto.

Toda noite Fred me liga e me diz que ocorreu tudo bem na ida e na volta do trabalho de Anastácia, mas hoje ele me disse que ela voltou para casa de táxi. Minha menina deve está cansada desse distanciamento. Eu também estou cansado, mas o que tem-me mantido bem é saber que ainda estamos juntos. Ligo para ela lhe mostrando que fiquei irritado por ela ter ignorado o segurança, mas seu lado doce me faz fica mais calmo. Ouvi-a me pedi para ir até sua casa e não poder me faz sentir uma frustração sem tamanho. Não sei como não perdi o controle e fui até sua casa e lhe fiz minha. Nunca fiquei tanto tempo sem sentir lá. Estou a ponto do desespero.

Quando ela me manda aceitar sua chamada de vídeo e desliga o telefone, eu já imagino o que me espera do outro lado. Ela vai jogar sujo para que eu apareça lá. Quando eu estava viajando ela tentou fazer sexo comigo pelo computador, mas conseguir impedi-lá. Depois de muito pensar resolvo aceitar, não vou cair no seu jogo.

Minha respiração falha quando vejo seu rosto. Meus olhos escuros descem pelo seu corpo que já está completamente nu. Eu já esperava por isso, só não esperava o que ia acontecer em seguida.

– Preciso de você – Sussurra com a voz tão sexy que quase gozo. Meu pau pulsa de desejo por ela.

Caralho que falta essa mulher me faz. Ela começa a tocar seus seios. Minha mulher está se tocando, caralho eu tenho que está lá para presenciar o momento e lhe fuder muito em seguida.

– Não faço isso. – Ordeno e sai como uma suplica, pois se ela fizer isso não irei aguentar. Ela não me ouviu e vai descendo a mão pela sua pele até sua vagina.

– Quero você, Christian. Quero-te sentir-me tocando... – Sussurra. Eu fecho a tela do computador e jogo o mesmo contra a parede. Pego as chaves do carro, entro no mesmo e dirijo em disparada até sua casa. Que Leila se exploda. Não vou deixar a minha MULHER se dando prazer sozinha, o único que pode lhe dá prazer sou eu.

Mal estaciono o carro e pulo forra do mesmo, abro a porta do quarto de Anastácia e a mesma está gozando e gritando o meu nome. Como isso é excitante.

Anastácia estava tão perdida e entregue no próprio prazer que nem ouviu a potar se abrir. Quando o tremor do seu corpo se estabiliza ela abre os olhos e me ver na sua frente, olhei-a irritado e excitado ao mesmo tempo. A saudade que tenho dela é tanta que a única coisa que faço é tirar a roupa e lhe bater com o cinto uma única vez, o meu desejo por ela é maior que qualquer tipo de castigo.

Beijei-a, penetrei-a e lhe toquei em todos os lugares possíveis. Eu estocava feito um animal no cio, sedento e cheio de fome. Nossos gemidos altos e selvagens eram como música nos meus ouvidos. Eu lhe chupei, mordisquei e beijei todos os lugares que conseguir, deixando a minha marca como ela deixava a sua. Éramos um só e nada iria nos separar, nosso amor iria ser maior que qualquer coisa.

– Não precisa fugir de mim, só tem que conversar comigo. – Anastácia murmurou quando estávamos abraçados.

Eu tento falar com ela com atitudes, mostrando-lhe como lhe amo e como preciso dela. Apenas isso ela precisa saber por enquanto.

Não queria perder tempo com conversar, tínhamos muitas saudades para matar um do outro e eu ainda não tinha tido nem metade do que eu queria dela. – Não perca a fé em nós dois. – Sussurrei e comecei a lhe explorar mais uma vez...

Acordei eram seis horas da manhã, Anastácia estava envolvida nos meus braços do jeito que eu gostava, mas eu tinha que ir embora. Na noite passada desliguei meu celular e não sei se Leila fez alguma besteira. Infelizmente a realidade veio a tona. Peguei minha calça e dentro da mesma peguei a caixinha com o anel que trouxe para Anastácia. Retirei o anel da caixa e coloquei do dedo dela, aqui firma-se nosso compromisso. — Você nunca vai estar sozinha. Quero que seja minha para sempre. — Sussurrei e lhe beijei de leve.

Hoje a noite irei lhe conta tudo que aconteceu com Leila e lhe implorar que não me abandone. Se ela não me deixar pedirei ela em casamento, para que ela seja para sempre minha. Saio da sua casa ainda sem acreditar no que está acontecendo comigo, sendo chantageado por uma mulher. Eu de mãos atadas, pois é responsabilidade minha cuidar de Leila. Apesar de toda raiva que tenho dela, sei que a tratei como lixo e fiz tantas coisas com ela naquele quarto de jogos. Suspiro. Se Anastácia soubesse até onde eu já cheguei, com certeza teria nojo de mim. Sei que não sou digno do seu amor, mas desistir dele seria como deixar de viver.

Chego ao escala e encontro Taylor no Hall de entrada.

– Leila perguntou por você milhares de vezes, ela está transtornada senhor . – Taylor diz assim que me ver. Suspiro. Odeio isso, ter que viver com alguém assim. Controlando e querendo mandar nos meus passos. O controlador aqui sou eu.

– Ela tentou se ferir, Taylor. – Pergunto.

– Não Senhor. – Taylor diz para o meu alivio.

Assim que entrei em casa avistei Leila no topo da escada.

– Eu te avisei Christian. – Murmurou e se jogou escada a baixo. Não tive tempo nem de piscar, a louca se jogou de vez.

– Taylor. – Gritei.

Peguei Leila nos braços e sai correndo de casa. Taylor praticamente voou até o hospital. Leila ficou desmaiada durante todo o tempo. Durante todo o caminho a culpa transbordou dentro de mim. Que ela não morra, pedi a deus. Eu não queria viver com essa culpa. Tem sangue no seu vestido. Meu deus ela esta perdendo o bebê. Vejo que meus dedos estão tremendo. Taylor estaciona e eu saio correndo. Assim que entro no hospital somos atendidos imediatamente. Fico do lado de fora do quarto esperando a Dra. Termina de examiná-la. Depois de um tempo a Dra. Sai do quarto e me diz que foi um sangramento causado pela queda, mas que a gravides de Leila é de risco. Ela terá que fica em repouso, até que se completem dois meses de gestação. Leila fica em observação pelo resto do dia e só saímos do hospital cinco horas da tarde. Durante o caminho para casa mal consigo olhar para a cara de Leila, o que ela fez foi repulsivo. Ela não merece ser mãe, ela nem ama essa criança. Talvez fosse melhor que essa criança nem nascesse. Meu celular vibra e vejo que é Anastácia, mas não posso atender agora.

Assim que chegamos ao escala, peço a Gail para cuidar de Leila. Ligo para Jhon e conto o que aconteceu.

– Isso é muito grave Christian, você está com uma responsabilidade muito grande nas mãos, mas não se culpe, você não pode viver refém de Leila. – Murmura.

– Mas eu me sinto responsável. Antes de se envolver comigo ela era tão diferente, tão alegre e viva. Hoje em dia não restou mais nada.

– O que você pretende fazer. – Pergunta.

– Vou ir conversar com Anastácia, irei lhe conta tudo sem esconder nada e espera que ela me perdoe e fique ao meu lado. – Digo

– Boa sorte meu amigo. – Diz e desligo. Eu vou precisar mais do que sorte.

Depois de um banho e uma refeição rápida, tomo um remédio pra dor de cabeça. Quando estava saindo encontrei Taylor na sala.

– O que vai fazer com Leila, Senhor Grey? Pergunta.

– Tenho que me livrar dela — Digo. E foi com essas cinco palavras que meu mundo veio a baixo. Anastácia estava parada na porta soluçando. Pela dor no seu rosto imagino que ela pense que estou falando dela. Não posso conversar com ela aqui, não agora com Leila lá em cima.

– Vou facilitar para você. Não precisa fica comigo por pena, ou seja, lá qual for à merda doentia que se passe na sua cabeça. Acabou Christian, não vou fica-me arrastando feito uma cadela aos seus pés enquanto você pensa em um jeito de se livrar de mim, eu mereço muito mais do que tudo isso. — Diz e me controlo para não entrar em pânico. Sei que você merece mais meu amor e sou eu que vou te dá.

– Este não é o momento. – Sussurro tentando fazer com que ela para de dizer essas besteiras.

– Não seja covarde, assuma que você não quer mais. Enjoou de trepar comigo e foi procurar outra – Diz rispidamente.

– Pare com isso. – Sussurro. Caralho ela não sabe de nada. Não sabe o inferno que tem sido a minha vida nos últimos dias, não sabe como tenho lutado para salvar a vida de uma mulher que eu próprio destruir. Ela tira o Anel que coloquei no seu dedo e o deposita na mesinha. Acabou, Anastácia está terminado tudo comigo. Está levando o restante de luz que me iluminava.

– Mestre... – Ouço a voz de Leila chamando-me do quarto.

– Você vai negar isso agora? Anastácia murmurou soluçando fazendo meu coração sentir uma dor infernal.

– Tudo isso tem uma explicação Ana. – Sussurrei. Ela tem que me deixar explicar.

– Então explique. – Gritou.

– Não grite pelo amor de Deus. – Não preciso que Leila apareça aqui e deixe isso pior do que já estar, ou tente se matar novamente.

– Você não quer que sua puta saiba que estou aqui. – Gritou, ignorando-me totalmente. – Pois bem estou saindo, Senhor Grey. – Murmurou com desprezo. Anastácia correu até o elevador, mas eu não a impedi, pois Leila estava no topo da escada, olhando-me com seu olhar frio. Estou tendo o pior dia da minha vida. Olho-a com vontade de mata-la. Caralho. Nunca odiei tanto uma pessoa na minha vida. Resolvo-me afastar antes que faça uma besteira.

Peguei o Anel e fui para o meu quarto. No quarto o pânico me consome e a realidade veio nua e crua. Ela realmente me deixou. Eu somente comecei a viver quando ela entrou na minha vida, as coisas deixaram de ser cinzentas e passou a ter cor, como vou fazer agora? Não consigo respirar. Meus joelhos enfraquecem, fazendo-me cair no chão, um soluço horrível escapa do fundo das minhas entranhas e não consigo mais conter as lágrimas.

A única mulher que eu amei me deixou... E a culpa é minha, sou um fodido filho da puta fracassado. A única luz que me mantilha longe de toda aquela escuridão me deixou, é como se o sol tivesse deixado de existir e agora só existe à noite sem estrelas. Será que ainda existe uma luz no fim de tudo isso? Olho para o anel que estou apertando na minha mão e nesse momento eu sei que enquanto ela me amar, não irei desistir dela. Vou lutar pela minha mulher até o último dia da minha vida...

Notas finais
Iai meninas, curtiram? Discutiram? Quem quer matar a Leila? Eu querrrro. Quem tiver dúvidas sobre o que aconteceu com o Grey e Leila leiam o capítulo 20 e 21, mas especificamente o 21. Vocês vão entender muita coisa lá. Acho que todas mataram a curiosidade nesse capítulo. Comentem o que acharam do capítulo, e se alguém tiver alguma ideia para salvar o Grey é só falar. Antes de postar o próximo respondo todos os comentários, beijocas.