50 Tons De Desavença

20 Pov. Christian Grey


Notas iniciais
Estou ficando louca, amando cada comentário, cada opinião. Vocês nem imaginam o quanto isso é importante para minha pessoa. Acho que esse foi um dos melhores Pov. Christian que eu escrevi, eu tentei fazer esse capítulo pequeno pois, eu não quero que seja cansativo, mas tudo o que tem nele é importante e por favor não me matem, Beijos Música: http://www.youtube.com/watch?v=WLRpiu-eQvY#t=144 Boa leitura ;)

– Nós dois fizemos Amor. –

– Se você sair por essa porta, vou sumi da sua vida para sempre. –

Suas palavras e a tristeza que vi em seu rosto não saem da minha mente, não parei de pensar em Anastácia nem por um único segundo. Depois de dirigir sem rumo por horas, resolvo voltar para o escala, espero encontrá-la. Chego em alguns minutos ao escala, entro no elevador e sinto um aperto no coração, eu fui muito duro com ela, por que não consigo fazer o certo quando estou com ela, sempre acabo estragando tudo. O elevador nunca demorou tanto para chegar ao meu andar, entro feito um louco no meu prédio a procura dela, mas não a encontro. Quando entro no escritório vejo Taylor com uma cara preocupada.

– Onde está Anastácia – Pergunto assim que o vejo.

– Ela se foi senhor – Ele diz e percebo a inquietação na sua voz.

– Lhe dei ordens para não deixá-la sair – Gritei passando a mão no cabelo exasperado.

– Ela estava muito abalada, saiu daqui aos prantos. – Ele diz e vejo tristeza na sua voz. Sei que Taylor tem muito carinho por Anastácia, se não fosse pela relação dele com Gail eu ficaria louco de ciúmes.

– Deixe-me sozinho Taylor – Digo irritado e ele sai do escritório.

Assim que Taylor sai, jogo tudo o que tinha em cima da minha mesa no escritório no chão. Estou possesso de tanta raiva, mas raiva de mim mesmo, por ser um fodido filho de uma puta. Sorrio com a ironia, eu realmente sou filho de uma puta, uma puta que quando eu era criança amei.

Vou para a minha suíte, arrastando a carcaça de um homem fodido. Entro no banheiro de roupa e tudo, quero que a água lave todo o meu passado de merda. Depois de tomar banho por um longo tempo, deito-me na minha cama que ainda tem o seu cheiro, o cheiro doce da minha Anastácia. Depois de algumas horas eu adormeço pensando nela.

Minhas poucas horas de sono não foram nada tranquilas, ultimamente estou tendo os piores pesadelos com Anastácia. Essa noite meu pesadelo foi que Anastácia voltava a namora com Eliot e esquecia de tudo o que passamos juntos. Se eu continuar a ter esses pesadelos eu prefiro não dormi nunca mais. Levanto-me, tomo um banho rápido determinado a ir atrás de Anastácia e não deixá-la escapar nunca mais. Entro na cozinha e encontro Gail, mas não sinto fome, apenas bebo uma xícara de café. Vejo que meu Black Berry vibra, sorrio ao ver que é uma mensagem de Anastácia.

“Eu não sei muita coisa do seu passado, por que você não me permite, não sei qual é motivo que não gosta de se tocado, ou como tem essas cicatrizes, queria saber mais sobre sua vida e lhe conhecer melhor, por mais que diga que é um fodido eu não acredito, sei que você é melhor que tudo isso Christian, melhor que seu passado fodido e sei que você pode fazer bem mais que o BDSM.” Mais Christian Grey não pode se abrir com uma SUBMISSA, realmente é só isso que eu sou para você?

Meu sorriso se desfaz depois de ler três vezes sua mensagem, ela não tem um osso submisso no seu corpo. Se eu quiser fica com Anastácia, e eu quero muito, vou ter que te contar tudo sobre o meu passado, mas ela já sabe que eu não tive uma introdução ao sexo normal, sabe que sou adotado, ela podia se contentar com isso, mas não, ela sempre quer mais. Ela tem que entender que eu não posso amar. Resolvo-lhe ligar, para lhe dizer que estou indo-lhe buscar.

Seu celular chama duas vezes e no terceiro toque para minha total surpresa e raiva quem atende é o meu irmão. Meu sangue ferve imediatamente, sinto uma fúria assassina só de pensar no meu pesadelo dessa madrugada. Ele me pergunta o que eu quero com Anastácia, eu quero coisas que te deixaria em estado de choque se soubesse, penso. Mas antes que eu pudesse dizer algo Anastácia atende o celular.

– ANASTÀCIA O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM ELIOT – Estou tão furioso que eu poderia foder a mente dela por telefone.

– Bom dia, para você também. – Ela diz sem responder a minha pergunta e sem se importar com a minha raiva.

– Não brinque comigo, me responda – Peço furioso com sua dissimulação.

– Não Christian, eu não pretendo trabalhar para você – Ela diz e a cada segundo estou com mais raiva, sinto a veia do meu pescoço pulsar.

– O que você está fazendo, estou indo na sua casa agora. – Digo já fazendo sinal para Taylor preparar o carro.

Quando ela me disse que não estaria em casa nos próximos dias, fiquei com dificuldade de respirar, a raiva me consumindo.

– O QUE – Gritei, mas ela desligou o telefone. Gail olha para mim, com uma expressão de choque no rosto, ela nunca me viu correr atrás de uma mulher.

– Taylor, vamos para a casa de Anastácia – Disse passando por ele e seguindo para o elevador.

– Quero que dirija o mais rápido possível – Disse quando estávamos no carro.

Taylor dirigiu rapidamente e passou por todos os sinais vermelhos, mas mesmo assim não encontramos Anastácia, a única coisa que encontrei foi um resto de celular no chão. Quando estou novamente dentro do carro, resolvo-lhe enviar uma mensagem, mesmo sem saber se ela vai ver.

De: Christian Grey

19 de abril de 2012

Para: Anastácia Steele

Assunto: Brincando com fogo.

Você quebrou o celular achando que eu não ia-lhe encontrar, nada nesse mundo vai-me deter de te encontrar.

Christian Grey CEO Furioso,

Grey Participações e Empreendimentos Holdings Inc.

Assim que chego ao escala vou para o meu escritório ligar para Welch. Dou-lhe algumas informações sobre Anastácia e mando-o verificar no aeroporto de Seattle e rastrear a conta de email dela. Fui ao escritório resolver algumas pendências com Ros e Andrea, pedi para que elas cancelem algumas reuniões até que eu volte. Depois de passar um dia de cão no escritório resolvo ir para casa, mas vejo que tem uma nova mensagem no meu Mac Book, abro.

Welch

“Senhor Grey, o aeroporto não quis-me informar nada sobre os passageiros, tive que invadir o sistema e descobri por me mesmo. Descobrir que a senhorita Steele viajou para o Rio De janeiro com o Senhor Eliot Grey, eles estão hospedados no hotel Rio Othon Palace, mas estão em quartos separados. Isso foi tudo o que conseguir senhor, deixe-me saber se precisar de algo mais.”

Jogo tudo o que tinha na minha mesa no chão, fazendo um barulho estrondoso, inferno! Toda vez que eu faço alguma merda Eliot aparece, parece até que é seu herói. Eu com certeza sou o vilão. Sempre que faço algo de errado ele está por perto, parece que está esperando a oportunidade de levá-la de mim. Assim que chegar em casa pretendo pilotar até o Rio Janeiro e trazer o que é meu de volta. Quando entro no escala, peço Taylor que prepare Charlie Tango, pois pretendo sair, ele me olha com um olhar de preocupação.

– Senhor Grey está tudo bem? Ele sonda para saber o que está acontecendo.

– Não Taylor, não está nada bem – Digo entre os dentes, só em pensar naqueles dois sozinhos, meu sangue ferve. Eu sei que Eliot gosta dela e na primeira oportunidade ele vai tentar algo com ela, meu pesadelo não pode se tornar realidade. Não sei o que está acontecendo comigo nunca fui atrás de nenhuma mulher na minha vida.

– Já descobriu onde Anastácia está – Ele pergunta.

– Ela está com o imbecil do meu irmão, que é também seu ex-namorado. Digo furioso. Taylor abre a boca para falar algo, mas a fecha novamente. Saio do escritório deixando Taylor sem palavras, vou para minha suíte, quando estava preparando uma pequena mala meu Black Berry vibra. Penso que poderia ser Anastácia, mas quando atendo vejo que Jonh Flynn

– Eu não vi você esta semana. Acredito que você está ocupado. – Diz ele. É a sua maneira de sondar e ver qual é o problema.

– Estou muito ocupado ultimamente. – Digo.

– Ahm. — Interpretação: o que foi?

Nem sei por onde começar.

– Eu conheci alguém, e estou indo viajar atrás dela nesse momento. — Eu digo.

Acho que ouvi um som abafado perto da asfixia.

– Você está bem? — Eu sondo.

– Sim. — Sua voz soa como um grito. Depois, ele limpa a garganta, e responde de uma forma mais viril. — Sim, eu estou muito bem Christian. Eu era, Ah... De qualquer maneira, você estava dizendo? — Diz ele com muito entusiasmo em sua voz, completamente interessado quando normalmente ele fala comigo em seu tom profissional, quando temos as nossas sessões, e dada a minha escolha de um estilo de vida. Ele conhece tudo sobre minhas submissas, e ele sabe que eu sou um dominante e estou interessado apenas neste tipo de relação, bem como esta é a única forma de relacionamento que eu conheço e tenho experiência.

– Eu a conheci no jantar na casa dos meus pais logo quando cheguei a Seattle, nesse mesmo jantar eu conheci a namorada de Eliot, Anastácia. — Eu digo com uma reverência inesperada no tom da minha voz. John faz outro som chiado. Eu deveria fazer isso mais frequentemente, como ele nunca se surpreende comigo.

– Anastácia é a mulher que eu estou correndo atrás, a partir do momento em que a conheci na casa dos meus pais eu não faço outra coisa a não ser ir atrás dela, até que ela se separou do meu irmão para fica comigo — Digo finalmente.

– Então, você foi tirou a... — Ele faz uma pausa – Namorada do seu irmão?

– Sim. — Eu digo com firmeza.

– E esta jovem não compartilha seu estilo de vida.

– Ainda não, mas eu gostaria que compartilhasse. — Eu digo.

– Eu vejo... — Diz o Dr. Flynn e pausa. — No entanto, ela esta pouco ciente deste estilo de vida que você está tentando apresentá-la? — Ele pergunta detalhes.

– Ela não tinha ideia. Ela é... — Eu me corrijo. — Era virgem. — Eu digo.

Outra voz embargada seguida por tosse forte. Desta vez, eu espero. Eu não quero causar a morte de meu melhor amigo agora.

– Você está bem John? — Peço realmente preocupado neste momento. Sons de tosse continuam longe do telefone. Eu ouço sua voz distante falando em um interfone ainda meio sem ar. — Eleanor, poderia trazer um copo de água, por favor?

Ele continua a tossir. Eu ouço a voz de sua assistente distante e urgente, — Imediatamente Doutor Flynn! — Eu espero. Isto pode demorar um pouco. Eu ainda o ouço tossir. Dificilmente. Poucos minutos mais tarde, sua tosse desaparece, e ele está de volta ao telefone.

– Sinto muito Christian. Você teve uma revelação hoje, e de todos os anos de terapia que eu venho proporcionando-lhe, eu acho que eu nunca ouvi essas palavras de você.

Você, perseguindo uma virgem e que era namorado do seu irmão – Ele tem dificuldade para manter a incredulidade em sua voz. — Você é muito específico com o tipo de parceira que você escolhe, e uma inexperiente, uma não submissa, uma virgem não faz o seu estilo. Estou muito interessado em saber o que mudou na sua circunstância. – Diz ele.

– Nós corrigimos esta situação. Ela não é mais virgem. — Eu digo.

– Eu vejo. — Diz ele pensativo. — E o que ela acha de sua prática de sexual hardcore?

– Nós apenas fizemos amor na sua primeira vez. Sem brinquedos... — Eu digo, mas altero a minha escolha. — Bem, se você não contar a minha gravata de seda prata. Mas, foi o meu primeiro baunilha. — Eu digo calmamente.

Ele começa a engasgar novamente. Quando ele para com sua explosão de tosse, eu digo exasperado: — Veja. Você acha que podemos continuar essa conversa sem você morrer John?

– Absolutamente. É que você nunca revelou que tinha interesse em baunilha, ou em fazer amor. Você tem um conjunto de regras que exigem que todas as suas parceiras a sigam. – Diz ele e eu o corto.

– E isso é a coisa! Ela não se encaixa no projeto de lei de qualquer maneira! Exceto, talvez, por ela ser morena. Mas diferente do que, mesmo que eu presumi que ela estaria inclinada a ser uma submissa, porque ela foi toda 'sim senhor', 'não senhor' ela ainda é muito tímida, eu não acho que há um osso submisso em seu corpo! E antes de você engasgar de novo. — Eu dou-lhe uma advertência: — Eu tenho outras revelações. — Eu digo.

– Eu estou ouvindo. — Diz ele segurando a respiração.

– Nós dormimos juntos uma vez na casa dela. Você sabe... Dormir o sono. Ontem nós fizemos amor em minha cama, na sua primeira vez eu fiz, por que jamais apresentaria o meu mundo a ela na sua primeira vez, queria que fosse perfeito, e foi. Mas ontem a tarde simplesmente aconteceu, fizemos amor depois de uma briga. Eu também penso nela em cada minuto de cada dia, e tudo é muito bonito o tempo todo quando estou acordado. E, à noite, ela está em meus pesadelos!

– Curioso! — Pronuncia Dr. Flynn com seu sotaque londrino. — Que tipo de pesadelos você vem tendo?

– Antes era com o cafetão, como você já sabe, mas ultimamente tem sido com Ana e Eliot juntos, fazendo amor, ou eles dois voltando a namorar e para a minha desgraça hoje eu descobrir que eles viajaram juntos para o Rio de janeiro. – Digo com a raiva na minha voz.

– Você gosta dela. — Diz John categoricamente.

– Essa é a sua opinião profissional? — Eu digo secamente zombeteiro. — Achei o máximo. — Mas o Dr. Flynn é imperturbável.

– O que você acha que sente por ela Christian? — Pergunta ele.

– Não é amor! — Digo fervorosamente tentando-me fazer acreditar.

– É muito interessante que você diga isso. — Ele diz interessado. — Por que você tirou essa conclusão?

– Eu não faço amor John! Eu acho que é uma mistura de gostar, reverência, admiração, desejo, luxúria, gostar... – Eu digo à deriva.

– Você disse isso. — Exclama.

– O que?

– Gostar... — Diz ele. — Você indicou que gostava dela, já duas vezes. — Diz ele. Aonde ele vai com isso?

– Eu gosto dela. Um monte de fato. Na verdade, eu me pego pensando sobre ela, sonho com ela, querendo, desejando-a em uma constante sem fim, não, a uma taxa crescente! Apesar do fato de ela não ter um único osso, obediente e submisso em seu corpo, como estou descobrindo. — Eu digo exasperado.

– E, no entanto, você ainda deseja estar com ela... Curioso! — Diz o Dr. Flynn, como se estivesse vendo a sua versão favorita de "Melhor de Freud”.

– Fale-me sobre seu pesadelo. — Diz ele. Eu conto detalhes do meu pesadelo. – Você tem medo de que ela deixe você? — Pergunta ele.

Eu pensei que ela estava-me deixando sem me dar uma palavra na noite de ontem. Ela me mandou um e-mail dizendo se ela era apenas uma submissa, e que queria saber mais do meu passado! – Eu digo levantando minha sobrancelha.

– E como foi que você se sentiu? — Pergunta ele, eu rolo meus olhos, como se fosse o seu “bordão favorito”.

– Louco! Em uma perda... Eu não tenho nada para comparar o sentimento. Nunca me senti assim antes! — Eu digo com a emoção.

– Certamente, você já teve outras submissas com quem você não era compatível, ou que desejava mais do que você poderia oferecer, e que se separaram sem qualquer escrúpulo ou um segundo pensamento. Você está amando esta jovem? — Pergunta ele, sua pergunta me pegando totalmente desprevenido.

Eu olho para o meu telefone incrédulo: — Não! — Eu digo com fervor. — Eu não faço amor! Eu não posso amar. Eu sou ruim para ela, mas eu não consigo chegar a mim mesmo longe dela! Ela é a mesma em torno de mim! É como uma mariposa e a chama. — Eu corro a mão pelo meu cabelo com uma profunda respiração.

– Mas, ainda assim, você diz que isso não é amor. O seu medo de perdê-la se manifesta nos seus pesadelos onde geralmente Eliot a leva de você, e ainda assim ele conseguiu inserir-se em seu maior medo: a perda desta jovem mulher na forma mais profunda. Este é o seu subconsciente lhe dizendo que você precisa mudar seus modos decorrentes dos danos que você sofreu em seus primeiros anos se você quiser continuar a estabelecer um relacionamento com ela. — Diz ele.

– Você pode estar certo. Mas eu não estou interessado em qualquer outro tipo de relacionamento, com exceção de um Dominante e Submissa. — Eu digo com fervor.

– Suas palavras podem indicar isso, mas você está pronto para acomodar suas necessidades no relacionamento, como fazer amor com ela... — Diz ele, mas eu o corto rapidamente. — Isso foi apenas um meio para um fim.

– Eu digo secamente: "O amor é como uma ampulheta, quando o coração enche-se, o cérebro esvazia...

– Ele responde "Nós só amamos o que não podemos possuir.". Você gostaria de possuí-la? – Ele pergunta.

– De certa forma, sim. Mas eu não sei se ela pode ser possuída. Como você pode conter um tornado? — Eu peço.

– Vamos supor que você conseguiu possuí-la, e depois? — Pergunta ele.

– Primeiro, eu gostaria de dar-lhe uma boa surra por me desafiar em cada esquina! — Eu digo exasperado.

– Interessante, mas você acha que ela está desafiando você, ou se expressando em seus próprios termos?

– É a mesma coisa. — Eu digo categoricamente.

– Mas você gosta dela ser quem ela é. Sendo uma boca inteligente, expressiva como você colocou mais cedo. Como se sentiria se tudo tivesse acabado. Você só teria uma concha vazia de uma mulher que uma vez foi Anastácia. É isso o que você deseja? — Pergunta ele me fazendo ofegar.

– Não! Eu estou apenas tentando protegê-la! De si mesma! Eu amo sua tenacidade, e sua boca inteligente, e amo suas habilidades de negociação, mas às vezes ela pode ser imprudente, ela tentou ser uma submissa, só dizia sim senhor, não senhor. Isso me deixou louco, por que eu sabia que ela estava tentando-me provocar. Ela estava tentando ser quem ela não era e eu não quero isso, gosto dela como ela é. – Digo.

– Mas a questão é como você vai reagir? Como você vai acomodar sua personalidade? — Diz ele.

– Eu gosto da sua personalidade. Eu não gosto de desafio. Você sabe que eu gosto de controle. Eu sou um sádico fodido. — Eu digo amargamente.

– Você e eu discordamos nisso Christian. Você não é um sádico. O estilo de vida que você tem foi apresentado a você quando você era tão jovem, e você não tentou mais nada, você nem tinha vontade de fazê-lo até que você conheceu esta jovem mulher. Mas, na última semana você tentou tantas coisas diferentes que estão fora do seu âmbito de aplicação pessoal, fora do que você está acostumado, e descobriu que você gosta e com uma jovem inocente nisso. Eu acho que esta jovem conseguiu o mesmo que a terapia que venho tentando administrar em você durante os últimos dois anos! Estou admirado com ela. Eu realmente gostaria de conhecê-la! — Diz ele entusiasmado.

Ótimo! Eu faço uma cara carrancuda... Outro admirador! Será que ela nunca deixa de me surpreender e impressionar os outros? Ela não tem mesmo de exercer qualquer esforço para impressioná-los em tudo. Eu sinto esse ciúme subindo em mim, embora meu subconsciente saiba que eu não tenho nada para me preocupar, Dr. John Flynn, está muito feliz no casamento e ama sua esposa.

– Só vou-te dizer uma última coisa Christian – Ele diz.

– Se ela for mais que uma submissa para você, vá atrás dela e enfrente as cosequências com seu irmão, mas se o que você realmente quer é uma relação de DOM e SUB, deixe-a. Você acha que vale a pena estragar a vida dessa jovem e do seu irmão apenas para ter uma submissa, estou-te dizendo isso como seu amigo. Esfrie um pouco a cabeça e depois de refletir sobre o que você realmente quer, vá atrás do que você deseja. Ele diz. Engulo em seco.

– Sim. — Eu digo e desligo.

Fico olhando para as roupas que joguei em cima da cama e pensando nas coisas que Jonh acabou de dizer, eu sei que ele tem toda a razão. Não quero estragar a vida do meu irmão, muito menos, a vida de Anastácia. Pego a chave do meu carro, quando estava indo para o elevador falei com Taylor para ele ir deitar que amanhã resolveria se iria viajar.

Fui para um dos meus pubs preferidos, assim que estou sentado em uma das mesas o garçom vem diretamente me atender, Senhor Grey vai querer o de sempre, afirmo com a cabeça. E minha bebida chega em um minuto. Esse era o bar que eu vinha para encontrar minhas submissas. Quando estava na minha terceira bebida avistei alguém conhecido, Leila. Ela veio na minha direção.

– Mestre – Ela disse e baixou a cabeça. Meus olhos escureceram, apesar de não sentir nada por ela, meu extinto dominante apareceu na mesma hora.

Ela se sentou ao meu lado, pude ver o desejo nos seus olhos. Ela se aproximou e beijou os meus lábios, mas antes que ela enfiasse sua língua na minha boca eu a afastei.

– Se eu ainda fosse seu mestre, eu te daria uma surra pela sua ousadia. – Bebo o restante da minha bebida, levanto e a deixo sozinha.

Quando estava próximo ao meu carro sentir uma forte tontura que tive que me apoia no carro, a ultima coisa que avistei foi Leila caminhar na minha direção.

Tentei abrir meus olhos, mas minha cabeça doía muito. Estranho, não me lembro de ter bebido tanto na noite passada. Quando abro os olhos estranho imediatamente o ambiente, passo a mão pelo rosto e vejo que estou nu, eu reconheço esse lugar, aqui é o apartamento de Leila. Que merda!

Olhei para o lado e lá estava ela completamente nua, passo a mão pelo cabelo, que merda eu fiz, levanto-me da cama e visto minhas roupas.

– Você vai embora sem me da um beijo – Disse Leila abrindo os olhos.

– Não sei o que aconteceu aqui. Estou indo embora – Digo.

– Christian você quis vir aqui para minha casa e disse que queria passar a noite comigo. – Ela disse com raiva.

– Você sabe que nós nunca tivemos nada, além de uma relação de Dom e Sub. – Digo. Vejo mágoa nos seus olhos, mas ela sabe que eu nunca quis ter “mais” com ela e nunca vou ter.

– Eu te a... Eu a corto. Imagino o que ela iria-me dizer, por causa dessas três palavras a mandei ir embora.

– Você não é nada para mim... – Digo e vou embora a deixando sozinha, vou para a garagem e vejo meu carro, mas eu sinceramente não me lembro de ter chegado aqui na noite passada. Vou direto para o escala, vou buscar o que eu desejo, por que eu tenho certeza que Anastácia é mais que uma submissa.

Entro no escala e encontro Taylor com o rosto impassível, mas assim que ele me ver com as mesmas roupas da noite passada, eu vejo que ele franze a testa.

– Vou tomar banho e daqui a pouco saímos. Mande preparar o jatinho, não estou com cabeça para pilotar. Digo enquanto sigo para minha suíte. Tomo um banho rápido e pego o que preciso e mando uma mensagem para Anastácia.

De: Christian Grey

Para: Anastácia Steele

20 de abril de 2012

Assunto: Cuidado para não se queimar.

Espero que vocês estejam aproveitando a vigem, e aproveite a vista desse maravilhoso Hotel. Quando eu lhe encontrar, você vai se arrepender.

Christian Grey CEO Extremamente Furioso,

Grey Participações e Empreendimentos Holdings Inc.

Eu já fiquei hospedado nesse hotel há muito tempo atrás, conheço perfeitamente bem a bela vista que ele oferece. Eu preferia que ela aproveitasse a vista ao meu lado, mas não ela ta com meu irmão, pretendo por um fim a tudo isso assim que encontrá-la.

Como estava com muita dor de cabeça dormi boa parte do voou, chego ao hotel Othon Palace de madrugada, estou sem uma gota de sono, sigo direto para a minha suíte. Falta algumas horas para amanhecer, assim que amanhecer vou até o quarto de Eliot e fazer o que tem que ser feito.

Fico sentado na poltrona pensando em como vou fazer Eliot entender que nunca me sentir assim por uma mulher antes, como vou fazer ele me entender. Lembro-me da mensagem que anastácia me mandou, ela mandou uma música que dizia que ela já estava queimada. Adormeço com esse pensamento.

Abro os olhos no susto, outro pesadelo terrível, dessa vez Ana fazia amor com Eliot e me dizia que pela primeira vez se sentiu amada. Levanto e vou tomar um banho, quero resolver logo isso e ter ela todas as noites nos meus braços e acabar com esses pesadelos.

Depois de colocar uma calça jeans e uma camiseta de linho branco, respiro fundo e saio do quarto para encarar as consequências das minhas atitudes. Estou pronto para tudo o que Eliot quiser fazer e me dizer.

Bato na porta do seu quarto e depois de uns segundos, quem abre a porta é Anastácia. Olho ela de cima a baixo, com certeza eu não estava pronto para isso, sinto como se tivesse uma faca no meu coração. Meus punhos estão cerrados, o desgraçado está deitado apenas de cueca Box. Quero entrar nesse quarto e castra ló com as minhas próprias mãos, ele nunca mais na vida vai transar com o que não dele. Ela é minha, mas ele não sabe. Preciso bater em algo ou alguém, inferno!

Depois de tentar passar pela porta e Anastácia não permitir. Eu estou no quarto dela, com a cabeça na porta e respirando fundo e contando até dez mentalmente, tentando manter a calma, mas está sendo em vão. Ao mesmo tempo em que eu queria entrar naquele quarto e lhe castra, no fundo da minha mente a frase, ele é seu irmão, não sumia da minha mente. Mas eu preciso que ela me diga que não aconteceu nada, pois se eu ver o rosto dele na minha frente não sei se me controlaria.

– Você transou com o meu irmão? – Já não me importo em manter o controle na minha voz.

– Não Christian, eu não transei com Eliot, por que o que ele queria era fazer amor comigo – Não quero que meu pesadelo vire realidade, sinto falta de ar com suas palavras. Já não tenho controle de nada, agarro os braços dela e a jogo contra a parede.

– Você sabe o que eu vi fazer aqui. Quando ela nega com a cabeça eu continuo. — Eu vim expor todos os meus sentimentos, que estão-me sufocando. Não sei como agir com você, você deixa-me louco, nunca sei qual será o seu próximo passo. Eu não quero-te dividir, quero dizer a Eliot tudo o que aconteceu entre nós, quero que ele saiba que você é minha. Você é minha Anastácia. – Grito para ver se dessa forma ela entende.

Depois de tudo o que eu lhe disse a única coisa que ela diz é que não quer estragar o projeto dele, parece que ela não ouviu uma só palavra do que eu disse, pois ela quer ir viajar para búzios. Está louca se pensa que vou permite isso. Pergunto novamente se ela passou a noite com meu irmão, preciso saber se realmente outro homem lhe tocou.

Finalmente ela me responde e para o meu alívio ela passou a noite com ele, mas por que ele estava bêbado e ela o ajudou. Isso me faz sentir culpado, pois aconteceu o mesmo comigo, mas diferente de Anastácia Leila e eu passamos á noite juntos, ao menos é o que parece que aconteceu. Dou-lhe um abraço, ela tem que me perdoa por ter sido tão grosso com ela, só tenho feito merda. Afasto-me dela bruscamente, só de lembrar o que eu queria fazer com Eliot sinto mais raiva ainda de mim. Não posso fazer nada sobre o que sinto por Anastácia, mas ele é meu irmão e eu queria machucá-lo.

– Meu deus Anastácia, se você não tivesse-me impedido de entrar naquele quarto, eu teria feito uma besteira. – Digo transtornado.

– Christian, eu sei que você jamais machucaria... Acho que até ela sabe o que eu seria capaz naquele momento.

Ela abraça-me por trás e relaxo um pouco quando sinto seus braços, apesar dela me tocar, no momento eu só quero sua proximidade, mas ainda estou com raiva e posso acabar machucando-a, então quando ela diz que me deseja eu me afasto.

Ela morde o lábio e olha-me nos olhos, está-me provocando abertamente. Adoro o seu jeito atrevida, quando ela quer algo não desiste até que consiga.

Não me tente Anastácia, pois se eu começar não vou querer parar – Digo lhe dando um último aviso, porem eu sei que esse aviso é em vão.

– Eu não quero que você pare – ela diz, tirando o Baby-doll. E eu não tenho mais condição de fazer a coisa certa. Desfaço-me das minhas roupas, ficando apenas de cueca.

– Não esqueça que foi você que pediu por isso, Anastácia – lhe digo, pois ela não poderá reclamar depois.

Sentei-me na cama e olhando para o seu belo corpo, que reage somente com o meu olhar.

– Venha aqui – Ordeno e ela obedece do jeito de que eu gosto.

Depois de colocá-la nos meus joelhos, acariciei seu belo traseiro. — Essa é uma ótima posição para lhe dar uma bela surra, por ser tão atrevida – Digo e lhe dou tapa forte por sua desobediência, retorno minha caricia na sua bela bunda. Comecei batendo na sua nádega direita e depois esquerda, seguida por caricia. Continuei com o mesmo ritmo por minutos, até seu rabinho fica vermelho do jeito de que eu gosto. Ela gemeu durante cada tapa, para minha surpresa ela estava ficando excitada com as minhas palmadas, esse era para ser o seu castigo, mas creio que vou ter que mudar a tática. Ela não deixa de me surpreender. Esfrego sua virilha no meu pênis, que está doendo de tanto tesão. Ela gemeu e se contorceu no meu colo. Depois que ela implora por mais, deslizo sua calcinha entre suas pernas e vejo o quanto esta excitada. Ela gemeu, quando deslizo dois dedos na sua buceta encharcada, sua buceta está faminta pois, está sugando meus dedos.

– Cristo... Você está toda molhada. Você fica excitada quando está sendo punida, acho que isso não está sendo, exatamente um castigo – Ela está perdida, absorvendo todo o prazer. Quero sua buceta sugando o meu pau, levanto-me com ela nos meus braços e coloco-a na cama. Ela abre as pernas, mostrando-me o quanto me deseja. Retiro minha cueca, quando ela coloca as mãos na cabeça, ajoelho-me entre suas pernas, deito-me e sussurro no seu ouvido que vou deixá-la toda marcada. Vou chupá-la todinha marcá-la como minha. Passeio por todo o seu corpo, beijando, mordiscando e chupando todo o caminho, adoro o seu sabor, tão doce minha Anastácia. Coloco o meu pau na sua entrada, mas não introduzo, quero ouvir lá implorar.

– Christian... Estou faminta. – Ela gemi.

– Peça, eu adoro ouvir você implorar – Peço.

– Por favor... E isso é o suficiente para que eu entre profundamente nela.

Continuo metendo freneticamente, enquanto sussurro que ela é minha. E quando ela diz que eu também sou dela. Eu concordo, mesmo que apenas mentalmente. Nunca mais quero que ela passe á noite com nenhum outro homem, isso eu não vou suportar.

Ela vai ser o meu fim. Anastácia é minha perdição. Rolo com ela na cama e a deixo por cima, seus joelhos estão no colchão e sua cabeça está beijando meu ouvido e pescoço. Abro suas nádegas e introduzo meu polegar no buraco franzindo, enquanto isso meu pau entra e sai da sua buceta, mantive meu polegar pressionado o caminho dentro de sua bunda. Ficamos em sincronia por um bom tempo, quando Anastácia joga a cabeça para trás gemendo, chegamos ao clímax juntos.

Estamos deitados e ofegantes, um ao lado do outro. Quando nossa respiração volta ao normal, levanto-me e vou pedi o café da manhã, depois dessa transa precisamos carregar as energias. Deito-me novamente e Anastácia quebra o silencio com sua curiosidade repentina. Ela me pede para me fazer uma pergunta, mas acaba fazendo duas, mas mesmo assim eu respondo. Quantas submissas eu já tive e por as larguei, lhe digo que tive vinte submissas e que larguei a maioria por que elas queriam “mais”. E eu nunca estive disposto a querer “mais” até conhecer Anastácia. Ela parece surpresa com a quantidade de submissas, imagina se soubesse a quantidade de mulheres.

– Você sabe que... Respiro fundo.

– Você é mais que minha submissa – Digo olhando nos seus olhos. Exatamente por você ser mais que minha submissa, eu estou aqui atrás de você, penso.

– Gosto de saber que não sou apenas sua submissa, mas... Antes que ela queira saber o que ela e minha eu a interrompo.

Conto-lhe que já amei muito uma mulher, só não lhe digo que essa mulher foi a minha mãe. Não quero que Anastácia me veja como um pobre coitado. Que apesar da minha mãe ter sido uma prostituta drogada eu a amei muito. Sinto raiva e tristeza por que ela não me defendia do cafetão que me espancava e deixou as marcas de cigarro no meu corpo, mas apesar de toda essa dor ela era a minha mãe e sei que ela sofreu muito na mão daquele desgraçado. Sou muito grato por Grace e Carrick terem entrado na minha vida.

– Começamos bem, você já me disso muito sobre você. Eu ia adorar que você me dissesse um pouco sobre você todos os dias. – Ela diz sorrindo.

– Acho que não estamos perdidos – Digo e ela sorrir ainda mais, adoro vê lá tão feliz, quando ela ver essas marcas no corpo dela vai querer me matar, mas ao menos ela não vai para búzios. Levarei ela de volta para Seattle.

– Eu adoro esse som – Digo

– Que som? Ela pergunta confusa.

– Da sua risada adoro-te ver sorrir – Digo e ela ruboriza. Muito tempo que não a vejo ruborizar.

– Quanto tempo não a vejo ruborizar, adoro quando você fica dessa cor, lembra-me a muitos momentos bons – Digo e começo beijar lá e quando íamos começar o segundo round, batem na porta. Tento fazer com que ela desista de ir atender a porta, mas ela levanta-se e coloca o robe para ir.

Quando ela sai resolvo atender meu Black Berry que não para de vibrar.

Pego e vou atender na varanda.

– Senhor Grey – Diz Taylor com uma estranha urgência na sua voz.

– Diga Taylor – Digo.

– Leila, esteve aqui senhor toda desgrenhada, chamando por você.Sra. Jones tentou acalmá-la, porém ela cortou o pulso em uma tentativa de suicídio – Diz.

– O que aconteceu? Eu digo com os dentes cerrados.

Sra. Jones levou para o hospital, e agora eles estão com ela. Eu acho que ela vai ficar bem. Afirma.

Diga a Sra. Jones para ficar com ela no hospital até eu chegar lá. Mantê-la lá. Podemos ter de levá-la para uma instalação mental, e resolver seu problema. Em seguida, chame o piloto, quero o avião pronto. Estou indo de volta para Seattle – Digo e desligo.

Quando estava saindo da varanda ouvir a voz irritada de Eliot.

– Eu não acredito que o babaca com quem você está saindo veio até aqui atrás de você, me diz de uma vez Anastácia, esse cara é o que seu? Por que ele se esconde? O que aconteceu ontem á noite nesse quarto Anastácia, você está toda marcada. – Ele me chama de babaca, se fosse qualquer outro homem, eu ia lá agora e quebraria a sua cara. Vejo Anastácia se afastar da porta e olhar em estado de choque para as marcas no seu corpo. Eu continuo ouvindo o que Eliot diz.

– Me diz quem é Anastácia, me diz quem é esse babaca mal-amado, e que não sabe respeitar e nem amar uma mulher. – Ele pede a ela e vejo a raiva na sua voz, sinceramente eu quero que Anastácia lhe conte de uma vez por todas, ela me pediu para não contar por que ele está em um projeto importante para a carreira dele.

Eu vou deixar nas suas mãos, quero que Anastácia decida...

Notas finais
Iai curtiram? Discutiram? Gostaram da música? Quem vocês preferem o Vilão ou o Herói? Eu fico com o vilão kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk adoro um homem mau O próximo capítulo será um bônus. Beijos, gatas e até mais. Xoxo Maribel