50 Tons De Desavença

62 Feliz aniversário parte final.


Notas iniciais
Hello! Sorry pela demora, mas aqui está mais um capítulo. Obrigada por todos os comentários. Espero que gostem e não surtem com o final, hahahhaha. Música: https://www.youtube.com/watch?v=oQDsKAdHFao Boa leitura ;)

Quando Elena se aproxima de nós, murmuro.

– Elena querida. – Digo fingida.

– Anastácia você me saiu melhor que a encomenda, não dava nada nessa sua cara sem sal, e agora vai casar com Christian. Diz e vejo que Christian fica com raiva.

– Elena isso não é da sua maldita conta. – Diz irado.

– Christian você não vai casar com ela... – Vejo que Elena está prestes a perder o controle. Antes que Christian diga alguma coisa interveio.

– Elena, você não quer fazer um show na frente de todos, né? Principalmente na frente de Grace. – Digo e ela parece cair na real.

Vejo que Grace tá vindo à nossa direção, e antes que ela se aproxime pego Elena pelo braço e a levo até a sala de jantar.

Jogo-a com brutalidade na poltrona, ela cai sentada. Surgiu uma força em mim que nem imaginava que eu tinha.

— Não teria pensado em você como uma adversária à altura, Anastácia. Mas você me surpreende a cada instante. – Diz se levantando.

— Eu simplesmente não pensei em você — minto, friamente.

— Que diabo você pensa que está fazendo, concordando em se casar com Christian? Se você acha por um minuto que é capaz de fazê-lo feliz, está muito enganada.

— O que eu concordei em fazer com Christian não é da sua conta. — Sorrio com uma doçura sarcástica. Ela me ignora.

— Ele tem necessidades, necessidades que você não pode nem começar a satisfazer — ela gaba-se.

— O que você sabe das necessidades dele? — rosno. Meu sentido de indignação explode violento, queimando dentro de mim à medida que uma onda de adrenalina me atravessa o corpo. Como essa vagabunda de merda ousa passar sermão em mim? — Você não passa de uma doente que abusa de crianças, e, se dependesse de mim, eu jogava você no sétimo círculo do inferno e ia embora sorrindo.

— Você está cometendo um grande erro aqui, mocinha. — Ela balança o indicador longo e magro para mim, a unha muito bem-feita. — Como você se atreve a julgar o nosso estilo de vida? Você não sabe de nada, você não tem ideia de onde está se metendo. E se você acha que ele vai ser feliz com uma garotinha tímida e oportunista, que só pensa em dinheiro, feito você... Já chega!

Desfiro uma bofetada na cara dela que a deixa em choque.

— Não ouse me dizer onde estou me metendo! — grito para ela. — Quando você vai aprender? Não é da sua conta!

Ela me encara embasbacada, o horror estampado no olhar.

Ela está prestes a descontar, mas eu sou mais agiu. Seguro sua mão e dou outra tapa no outro lado da sua face. Christian aparece na porta e fica lívido com a cena que vê. Elena com as marcas dos meus dedos no rosto e eu começo a tremer de raiva.

Ele se aproxima e para entre nós duas.

— Que merda que você está fazendo, Elena? — diz.

Sua voz é glacial e repleta de ameaça.

Ela pisca para ele.

— Ela não é a pessoa certa para você, Christian — sussurra.

— O quê? — grita ele, assustando a nós duas. Não posso ver seu rosto, mas todo o seu corpo está tenso, e ele irradia animosidade. — E quem é você para saber o que é certo para mim?

— Você tem necessidades, Christian — diz ela, a voz mais suave.

— Já falei: isso não é da sua conta, porra! — ruge ele.

Merda: o Christian Muito Bravo deu as caras nada feias, aliás. As pessoas vão acabar ouvindo.

— Qual é o seu problema? — Ele faz uma pausa, olhando para ela. — Você acha que é você?

Você? Acha que você é a pessoa certa para mim? — Ele acalma a voz, mas ela está carregada de desprezo.

E, de repente, não quero estar aqui. Não quero testemunhar esse encontro íntimo. Estou paralisada.

Elena engole em seco e parece erguer o corpo. Sua postura muda sutilmente, tornando-se mais imponente, e ela dá um passo na direção dele.

— Eu fui a melhor coisa que já aconteceu na sua vida — rebate ela, arrogante. — Olhe só para você agora. Um dos empresários mais ricos e mais bem-sucedidos dos Estados Unidos, controlado, obstinado, você não precisa de nada. Você é o mestre do seu universo.

Ele dá um passo para trás, como se tivesse levado um golpe, e a encara, boquiaberto de descrença e indignação.

— Você adorava, Christian, não tente enganar a si mesmo. Você estava no caminho da autodestruição, e eu o salvei, salvei você de passar a vida atrás das grades. Acredite em mim, meu bem, é lá que você teria acabado. Eu ensinei a você tudo o que você sabe tudo de que você precisa.

Christian fica branco, encarando-a horrorizado. Ao falar, sua voz é baixa e incrédula.

— Você me ensinou a foder, Elena. Mas isso é vazio, vazio como você.

A bile me vem até a boca. Eu não deveria estar aqui. Mas estou congelada no mesmo ponto, morbidamente fascinada enquanto eles se atacam.

— Você nunca me abraçou — sussurra Christian. — Você nunca disse que me amava.

Ela estreita os olhos.

– Eu amo você, Christian. Do meu jeito, mas eu te amo e sempre te amei. – Diz fazendo com que Christian e eu fiquemos sem reação. Não acredito que ela disse que o ama.

– Eu quero você de volta Christian, quero que me domine, serei sua submissa o que você quiser. — Murmurou. Fiquei morrendo de raiva. Peguei o copo com a bebida de Christian e joguei na cara dela.

— O amor é para os tolos, Christian. Murmurei com raiva. Não foi isso que você disse a ele durante os anos que você o fez de escravo, sua puta. Estava pronta para avançar nela, quando Grace entrou.

— Saia da minha casa. — A voz furiosa e implacável de Grace assusta a todos nós, e viramos a cabeça rapidamente para onde ela está, sob o umbral da porta.

Está encarando Elena, que empalidece sob seu bronzeado de Saint-Tropez. O tempo parece parar enquanto nós três respiramos fundo, e Grace entra, determinada, na sala. Seus olhos estão ardendo de raiva, sem se desviar de Elena, até que está diante dela. Elena arregala os olhos de susto, e Grace lhe dá uma tapa com força no rosto, o som do impacto reverberando nas paredes da sala de jantar.

— Tire as patas imundas do meu filho, sua vadia, e saia da minha casa. Agora! — sussurra por entre os dentes.

Elena leva a mão até o rosto vermelho e encara Grace horrorizada, chocada, piscando para ela. Em seguida, corre para fora da sala, sem se preocupar em fechar a porta atrás de si.

Grace vira-se lentamente para Christian e um silêncio tenso se instala feito um cobertor grosso sobre nós quando os dois encaram um ao outro. Depois de um tempo, Grace fala.

— Ana, antes que eu o entregue a você, você se importaria de me dar um minuto ou dois a sós com meu filho? — Sua voz é calma, rouca, mas poderosa.

— Claro — sussurro e saio da sala o mais rápido que posso, dando uma olhada rápida e ansiosa por cima do ombro.

Mas nenhum dos dois se vira para me ver sair. Eles continuam a se encarar, com todas as palavras não ditas praticamente berrando entre eles.

No corredor, vejo-me perdida por um instante. Meu coração está pulando, e o meu sangue dispara pelas minhas veias... Estou em pânico, isso tudo é muito mais do que posso compreender. Deus do céu, aquilo foi pesado, e agora Grace sabe. Não consigo imaginar o que ela vai dizer a Christian, e sei que é errado, mas me inclino contra a porta, tentando ouvir.

— Por quanto tempo, Christian? — A voz de Grace é baixa. Mal posso ouvi-la. Não consigo escutar a resposta dele. — Quantos anos você tinha? — A voz dela é mais insistente. — Diga-me.

Quantos anos você tinha quando tudo isso começou? — Mais uma vez não posso ouvir Christian.

— Está tudo bem, Ana? — Mia me interrompe.

— Tudo. Tudo bem. Murmuro. Voltamos para a festa onde todos me felicitam sobre o casamento. Todos querem saber se já tem data, ainda nem combinamos isso. Ligo para os meus pais, mas para minha total surpresa eles já sabem do casamento, disse que Christian ligou para eles e já até marcou a data. Para daqui a três meses. Como ele faz isso sem me consultar.

Depois de um tempo, fico com vontade de ficar sozinha. Recobrar o meu juízo. Vou pro segundo andar e entro no quarto de Christian.

Caminho até a sua cama, jogo-me em cima dela e fico encarando o teto branco e liso. Minha nossa. Este deve ser, sem dúvida, um dos confrontos mais excruciantes que já tive de suportar, e agora me sinto entorpecida. Meu noivo e sua ex-amante — nenhuma noiva deveria ter que passar por isso. Dito isto, parte de mim está feliz que ela tenha revelado sua verdadeira faceta, e que eu estivesse lá para testemunhar.

Meus pensamentos se voltam para Grace. Pobre Grace, ter que ouvir aquilo tudo. Agarro um dos travesseiros de Christian.

Depois de um tempo pensando nas besteiras da Mrs. Robinson, resolvo ir atrás do meu amor. Nada do que ela disse vai me afetar ou mudar o que sentimos um pelo outro, acho que até tenha sido bom Grace descobrir, para que assim o passado possa ser enterrado de uma vez por todas.

Tenho que encontrá-lo — Christian deve estar preocupado. Não tenho ideia de quanto tempo passei no quarto dele; ele vai achar que eu fugi. Reviro os olhos ao imaginar sua reação exagerada.

Espero que ele e Grace tenham terminado a conversa. Estremeço só de pensar no que mais ela pode ter dito a ele. Saindo do quarto dele encontrei-me com Grace.

– Ana... – Vejo que ela não sabe o que dizer.

– Como não percebi o que aquela mulher estava fazendo com meu filho. – Diz indignada. Quero te pedi desculpa pelas vezes que te tratei mal. – Diz.

Eu a abraço e digo que ela não precisa me dizer nada, e que tudo já ficou no passando.

– Obrigada por ter salvado meu filho Ana, por causa de você ele aprendeu a amar. Obrigada. – Diz. Meu coração enche de alegria por não existi mais mágoa por parte de Grace.

Quando estava descendo as escadas ao lado de Grace ouvir uma música. Parecia piano... A música era muito linda, expressava muito amor. Tinha uma aglomeração de pessoas no jardim, caminhei até lá e dei de cara com piano no meio do Jardim, Christian tocava e cantava. Estava repleto de flores por todo o lado... Flores por todos os cantos. Alguém criou uma câmara mágica, repleta de belas flores do campo, luzes de Natal e pequenas lanternas de papel que lançam um brilho suave e pálido por todo o ambiente. Todos os convidados estavam olhando e esperando a minha reação, que não foi outra, lágrimas, lágrimas e mais lágrimas.

Caminho na direção dele com o rosto deformado por lágrimas, sinto-me como se estivesse com o coração na boca. Christian finaliza a música que estava tocando. Ele se levanta e me observa uma expressão emocionado. Então, dá de ombros.

— Você queria flores e corações — murmura.

Eu pisco para ele, sem acreditar no que estou vendo.

— Você tem meu coração.

E então ele acena em direção ao cômodo.

— E aqui estão as flores — sussurro, completando sua frase. — Christian, é lindo. — Não consigo pensar em mais nada para dizer.

Antes que eu perceba, está de joelhos no chão, na minha frente. Minha nossa... Por essa eu não esperava! Prendo a respiração.

Ele retira uma aliança do bolso interno do casaco e ergue o olhar para mim, os olhos brilhantes, cinzentos e inchados, repletos de emoção.

— Anastácia Steele. Eu amo você. Quero amar, adorar e proteger você para o resto da minha vida.

Seja minha. Para sempre. Divida minha vida comigo. Case comigo. Pisco para ele e as lágrimas me escorrem pelo rosto. Meu Cinquenta Tons, meu homem. Eu o amo tanto, e tudo o que posso dizer em meio à onda de emoção que me invade é:

— Sim.

Ele sorri, aliviado, e, lentamente, desliza a aliança pelo meu dedo. É linda, um diamante oval num anel de platina. Uau, o diamante é enorme... Grande, mas simples e deslumbrante em sua simplicidade.

— Ah, Christian — soluço, tomada de súbito pela alegria.

Fico de joelhos diante dele, os dedos em seus cabelos, e o beijo, com todo o meu coração e toda a minha alma. Beijo esse homem lindo, que me ama da mesma forma que eu o amo; e ele me envolve em seus braços, suas mãos subindo até os meus cabelos, sua boca na minha. Sei, no fundo, que sempre serei sua, e ele sempre será meu. Percorremos um longo caminho juntos, e ainda temos muito que caminhar, mas somos feitos um para o outro. Somos almas gêmeas. Ouço as palmas dos convidados, mas nada vai tirar nossa conexão nesse momento.

Lincoln

Já tem duas semanas que viajei, mas vou voltar de carro, pois não quero que Christian descubra a minha volta, isso arruinaria meus planos. Recebi a ligação de Elena, me dizendo que Christian e Anastácia iriam se casar daqui a três meses. Eu a odiava Elena e sentia um tremendo nojo dela, mas ela seria útil para os meus planos. Aprendi da pior forma a me defender de pessoas como Christian, ele nem imagina o que o aguarda. Quero que ele pense que estou bem longe, mas quando ele menos esperar irei levar a sua doce Anastácia e transformá-la na minha submissa. Vou lhe mostrar o que é ter um verdadeiro dominante, e não um ser patético como ele.

Notas finais
Curtiram? O que será que Linc vai aprontar ? Não queriam me matar, hahaha. Link da minha nova história. Quem tiver acompanhado minha história por lá deixem um comentário para que eu saiba. Também estou postado Cinquenta tons lá. Beijocas. http://www.wattpad.com/story/23933964-lasciva