50 Tons De Desavença
54 Exposição.
Notas iniciais
Pov. Christian Grey.
Conseguir trabalhar durante a semana, mas meus pensamentos estavam todos voltados para Anastácia. No final de semana viajei para Nova-York e marquei um encontro com Carla, mãe de Anastácia. Almoçamos no restaurante do hotel onde fiquei hospedado. Conversamos muito e eu admitir que amo a filha dela e que pretendo pedir Anastácia em casamento. Ela ficou muito feliz e disse que por ela já estávamos abençoados. Durante o tempo que fiquei hospedado aqui sentia vontade de ir à casa da mãe de Ana, mas não tinha coragem. Depois do que aconteceu no quarto vermelho fico pensando que ela vai me deixar a qualquer momento. Fui ao clube e a avistei de longe. Estava ainda mais linda do que eu me lembrava. Estava tomando sol, o corpo estirado na cadeira. Minha vontade era de ir lá, abraça-la, beijá-la e cobrir o seu corpo com o meu. Resolvo me afastar antes que ela me veja. Mesmo que isso me custe muito quero respeitar o espaço que ela impôs entre nós, talvez que isso seja melhor para nós dois.
Estava arrumando minhas malas para voltar para Seattle. Estava com um humor do cão, pois não conseguir fica com Anastácia como eu queria. Estava quase pronto para ir, quando meu celular tocou. Era Carla. Sua ligação mudou totalmente o meu humor. Ela disse-me que Anastácia estava sofrendo tanto quanto eu com essa separação. Pediu-me que eu fosse almoçar na casa dela. Como podia recusar um pedido desses.
(...)
Foi difícil deixar Anastácia dormindo e me levantar para voltar a Seattle. Porém, tenho que lutar comigo mesmo e fazer isso. Afinal, foi o que ela me pediu. Pediu que eu lhe desse tempo, e pretendo continuar respeitando. Quando ela ficou tensa com o meu toque na sua barriga, foi como se eu tivesse levado uma facada, a dor que sentir com sua rejeição foi inexplicável. Fico olhando-lhe por um tempo, mas depois acabo me levantando. Escrevo um bilhete, e deixo o mesmo na mesinha.
– Te amo, minha menina. – Sussurro. Beijo sua testa e saio do seu quarto.
Encontrei com Carla e Ray na cozinha. Ela olhou-me e sorriu.
– Muito obrigada pelo convite. – Murmurei me aproximando.
– De nada. Quero que muitos outros se repitam. – Diz.
– Então, vamos nos ver novamente no casamento da minha filha? – Ray pergunta. Sorriu.
– Se o senhor me permitir. E se sua filha me aceitar, sim. – Digo sorrindo.
– Então nos veremos em breve. – Diz. Dou adeus a eles, e faço meu caminho para Seattle...
Hoje é segunda-feira, estou saindo do escritório na GEH e indo para o Escala. Estou de mau-humor. Não voltei a falar com Anastácia e essa separação está me deixando alucinado. Sinto sua falta, as noites ficam sem estrelas quando ela não está ao meu lado. Tive um dia de cão no trabalho, pois não estou conseguindo me concentrar em nada. Tem essa maldita exposição nesse final de semana. Já tentei comprar todas as fotos de Anastácia antes da exposição, mas Jose se manteve irredutível. Disse que só vai vender as fotos no dia da exposição, que Ana é sua modelo principal. Exigiu toda a minha força de controle para não acabar com ele, só não fiz isso por Ana, ela ficaria muito chateada comigo. Seria capaz dela não voltar mais de Nova-York e me deixar aqui sozinho. Porém, eu iria atrás dela e não a deixaria nunca mais. Estou ficando no meu limite nessa separação, faço isso porque os motivos que levaram ao nosso distanciamento foram muito fortes, por isso que vou aguentar até não puder mais.
Chego ao Escala e vou para o meu quarto. Entro e nem presto atenção em nada. Estou puto da vida por ter que aceitar essa separação. Eu a quero aqui do meu lado. Nem me reconheço mais, por está assim tão dependente de uma mulher. Uma coisa que não tenho duvida é que jamais voltarei a criar um quarto de jogos, o que aconteceu no mesmo foi a gota d’agua. Só de lembrar-se do que aconteceu com Anastácia, faz meu coração sangrar. Prefiro morrer, a passar por aquilo de novo...
Pov. Anastácia.
Cheguei a Seattle, e fui direto para o Escala. Depois que Christian partiu sem se despedir, foi como se tivesse levado meu coração junto. Não iria conseguir ficar em Nova York nem mais um dia. Vou sentir muita falta dos meus pais, porém, vou vê-los no dia da exposição. Combinei com Taylor para que ele fosse me buscar e pedir para que ele não falasse a Christian da minha volta. Queria fazer uma surpresa.
– Estou feliz que vocês tenham se acertado, Senhorita Steele.
– Eu também. Muito obrigada, Taylor– Falei e lhe abracei rapidamente. Ele ficou vermelho. Fui correndo até o quarto de Christian, encontrei o mesmo dormindo. Ele estava jogado na cama de um jeito tão lindo, ao seu lado estava a minha foto. Meus olhos marejaram por vê que ele estava com uma foto minha ao seu lado.
Entrei silenciosamente no banheiro, tomei um banho rápido e sequei-me. Voltei para o quarto, completamente nua. Deitei ao seu lado e acariciei seu rosto. Ele suspirou. Encostei meu corpo ao seu e comecei a beijar seus lábios bem devagar. Christian abriu os olhos surpreso. Comecei a beijá-lo com mais paixão. Ele afastou o rosto do meu e olhou-me confuso.
– Diz que não estou sonhando, Ana. – Pediu suplicante e começou a passar a mão pelo meu corpo.
– Vou te mostrar que isso é realidade. – Sussurrei.
Beijamo-nos urgentemente. O fogo, o desejo, a saudade e amor vieram mais forte do que eu poderia imaginar. Sentir tanto a sua falta que quando Christian me penetrou escorreu lágrimas dos meus olhos.
– Te amo muito, Christian. – Gemi em seus braços.
– Também te amo, Anastácia. – Urrou. Christian me estocava com velocidade e urgência. Nossos corpos suados e emaranhados um no outro.
– Goza para mim, meu amor. Não vou aguentar por muito tempo... – Suas palavras se tornaram minha perdição.
Gozei mais uma vez clamando o seu nome. Christian não demorou a me alcançar. Gozou profundamente dentro de mim.
Christian afundou o rosto no meu pescoço e quando eu menos esperava seu corpo começou a tremer. Um soluço contido escapou da sua boca. Assustei-me na mesma hora. Sentir as lágrimas caindo dos seus olhos e pingando no meu pescoço.
– Meu amor o que houve? Perguntei e o abracei. Meus olhos marejaram na mesma hora. Ele nada disse, apenas chorou. Eu o abracei e lhe acariciei até que estivesse mais calmo.
– Pensei que tinha te perdido para sempre, Anastácia. – Ele disse depois de um tempo. Abraçou-me por trás.
– Christian...
– Deixe-me terminar. – Pediu.
– Quando você ficou tensa com meu toque, pensei que nunca mais iria deixar eu te tocar novamente. Isso acabou comigo. – Murmurou com a voz rouca.
– Nem eu sei explicar o que aconteceu naquele momento, mas já passou meu amor. O seu toque é algo que preciso tanto quanto respirar. – Murmurei e o beijei novamente. Naquela noite mostramos um ao outro que só seriamos plenamente felizes nos braços um do outro.
A semana seguiu quase tranquilamente, quase. Na terça-feira fui para minha casa. Com muita dificuldade que conseguir sair da casa de Christian, ele não queria me deixar ir embora. Porém, falei que precisava ver Kate e que ligaria para Jack informando que já tinha chegado de viagem e que pretendia voltar para o trabalho no dia seguinte. Voltei para o trabalho com todo o gás, afinal, era as últimas semanas de Jack conosco.
Enfim, chegou o grande dia. Para mim, era um dia importante, mas para Christian era o dia em que ele ficaria louco de preocupação. Kate e eu passamos o dia no SPA nos produzindo. Kate estava radiante, pois ia acompanhar Jose. Eu nem quis mencionar o nome de Eliot, não sei em que rumo eles estão. No final da tarde, Christian foi me buscar com Taylor. Sentei-me no fundo do carro com ele, e assim que me sentei ele subiu o vidro que nos separa de Taylor. Olhei-o e franzi a testa.
Sei que nesses últimos dias ele se manteve calmo em relação à exposição. Não brigamos mais sobre isso, apesar de Jose ter me dito que ele tentou comprar as telas antes mesmo do evento.
– Estou fazendo todo o possível para não te impedir de ir a essa exposição...
– Christian... Tentei falar algo, mas ele suspendeu a mão e disse que não tinha terminado de falar.
– Minha vontade é de te prender dentro de casa feito um homem das cavernas, mas sei que isso é importante para você e não quero estragar esse momento.
– Ah... Meu amor. – Digo e me jogo no seu colo.
– Se seu amiguinho vender suas fotos para alguém, eu o mato. – Falou sério. Preferir ficar calada.
– A proposito, você está ainda mais linda que o normal. – Murmurou e começou a beijar meu pescoço. Meu corpo se arrepiou de desejo...
Horas mais tarde, eu estava no quarto terminando de me arrumar. Estava uma pilha de nervos. Meu vestido é um tomara que caia longo. Seria bem comportado, se não fosse as fedas laterais que se abrem em cada coxa.
Fico olhando-me no espelho quando de repente a porta se abre. Christian entra e fica encarando-me pelo espelho. Ele está incrível como sempre. Seus olhos deslizam pelo meu corpo e vejo que se demora um pouco nas minhas pernas descobertas. Seus olhos escurecem, só não sei dizer se é de desejo ou raiva, a minha resposta vem logo em seguida.
– Você não vai usar isso. – Diz rispidamente.
– Isso é um vestido, e é o que eu escolhi para usar. – Informo e pego minha bolsa. Ele passa a mão pelo cabelo exasperadamente.
– Vá se trocar. Diz irritado.
– Não vou. – Digo e tento passar por ele. Ele nunca agiu assim antes, aposto que está procurando um motivo para evitar que eu vá para exposição.
– Se você não se trocar a gente não vai sair daqui. Você tem dez minutos. – Murmura e sai do quarto.
Fico olhando para a porta em estado de choque. Sento-me na cama e penso no que vou fazer. Tenho uma ideia e começo a colocar em ação. Isso é o que vamos ver Senhor Grey...
Pov. Christian.
Estava puto no escritório, andado de um lado para o outro. Já não estava suportando a ideia de Anastácia ser modelo nessa exposição e agora ela queria ir com aquele vestido, que apesar de ser longo não lhe cobria em nada as pernas. Por um lado estava deixando meu ciúme falar mais alto, mas por outro queria fazer o possível para que ela não fosse nessa exposição. Não iria suporta aquele monte de urubus olhando-a, desejando-a, querendo o que é meu. Posso até imaginar que muitos deles vão querer se masturbar depois que virem as fotos dela, imaginando a sua boca, ou como sua pele é quente e macia... Estava ficando descontrolado de raiva.
Vou comprar todas as fotos dela. Por esse mesmo motivo já mandei Taylor ir para lá, quando Anastácia mudar de roupa nós sairemos. Passou se dez minutos em que não ouvir nem sua voz. Pensei que fosse gritar e esbravejar ou lutar contra mim, mas ficou calada. Volto para o quarto e para o meu total espanto não vejo nem sinal de Anastácia. Meu cérebro dá um nó. Ela não faria isso, ela não iria para exposição sozinha. Saio em disparada do quarto e não a vejo em lugar algum. Caralho! Ela foi sozinha...
Entro no carro parecendo um cachorro espumando de raiva. Dirijo atravessando todos os sinais vermelhos que enxergo pela frente. Ligo para Taylor.
– Senhor Grey.
– Taylor, Anastácia saiu de casa sozinha e já deve está chegando à exposição. – Informo irritado.
– Isso não é bom, Senhor Grey. Acabo de ver que a Senhora Elena e Senhorita Leila estão aqui.
– Inferno. – Grito.
– Encontre Anastácia, e não deixe ninguém se aproximar dela. – Digo e desligo.
O que vou fazer com você Anastácia...
Pov. Anastácia.
Fugi da casa de Christian sem que ele percebesse. Taylor não estava mais na casa, então foi fácil. Porém, assim que o Taxi se aproximou do local onde seria a exposição me arrependi amargamente. Agir sem pensar e agora estou ferrada. Christian vai vim atrás de mim feito um louco, e é capaz de estragar a galeria de Jose. Merda!
O táxi para, mas não tenho coragem de descer. Estou nervosa e com medo de tropeçar. Christian não vai estar ao meu lado para me segurar. Respiro fundo e tomo coragem para descer do carro. Assim que os fotógrafos me veem, os flashes vêm na minha direção. Fica tonta, mas sinto braços me rodearem.
– O que faz aqui sozinha? – Eliot perguntou-me.
– Fugi do seu irmão. – Respondo e sorrio de leve.
– Não quero nem está perto quando ele chegar. – Diz e sorrimos.
– Vocês são namorados? Um dos fotógrafos pergunta. Eu fico branca e me afasto na hora.
– Não. – Sussurro. O fotografo me olha com malicia.
– Ouvimos boatos que você estava namorando um dos irmãos Grey, isso é mentira? Perguntam-me.
– Não é mentira, ela é minha namorada. – Christian grita furioso. Eliot se afasta para evitar qualquer confronto com o irmão.
Ele olha-me furioso. Seus olhos incendeiam raiva, desejo, ódio e luxuria. Um misto de desejo tão forte que faz qualquer mulher molhar a calcinha, como acabei de molhar a minha.
– Irei-te foder tão duro que você não vai ver o sol nascer. – Sussurra com a voz rouca. Beija-me forte e duro. Os fotógrafos aproveitam e tiram fotos nossas. Depois desse momento tenso, entramos para a tão esperada exposição de Jose Rodrigues.
Estamos em um armazém reformado: paredes de tijolo, piso de madeira escura, teto branco e encanamento branco. É moderno e arejado, e várias pessoas caminham ao longo da galeria, bebendo vinho e admirando o trabalho de José.
— Boa noite e bem-vindos à exposição de José Rodriguez.
Somos recebidos por uma jovem vestida de preto, o cabelo castanho muito curto, batom vermelho e grandes brincos de argola. Ela me olha de relance, então encara Christian por muito mais tempo do que o estritamente necessário, depois volta o olhar para mim, piscando, e suas faces ficam de um vermelho-vivo.
— Nós também vamos querer a sua opinião a respeito disso tudo. — Sorrindo, ela me entrega um folheto e me conduz em direção a uma mesa com bebidas e aperitivos.
— O que você quer beber?
— Vinho branco, obrigada.
Ele franze a testa, mas fica quieto e caminha até o bar.
— Ana!
Abrindo caminho entre as pessoas, José vem em minha direção.
Está bonito, além de radiante. Abraça-me com força.
– Onde estão minhas fotos? Pergunto curiosa. Pensei que as minhas fotos estariam aqui como as das outras modelos.
– Suas fotos estão em uma sala especial. – Diz e pisca para mim.
– Jose o que você aprontou? Pergunto intrigada.
– Calma, vai circulando por ai que já, já você vai saber. – Diz sorrindo.
– Jose, por favor, não me apronte nada. Christian está uma fera. – Digo.
– Cadê ele? Pergunta-me.
— Foi buscar as bebidas.
Aponto na direção de Christian com a cabeça e vejo que está conversando com alguém na fila. Ele se vira e nossos olhares se cruzam. E, naquele breve instante, fico paralisada, encarando o homem absurdamente lindo que me olha de volta com alguma emoção insondável. Seu olhar é quente e me queima por dentro, e ficamos ali, perdidos por um momento, olhando um para o outro.
– Ana... – Kate vem na minha direção. Ela está magnifica. Está usando um vestido coladinho que vai até a altura das coxas.
– Você tem que vê a sala com suas fotos, Christian vai ter um infarto.
– O que? Quer dizer que tem uma sala com fotos só minhas.
– José você não fez isso? Ele sorrir.
– Fez o que? Christian se junta a mim, e me entrega a taça de vinho branco.
Olho para Kate e ela olha para Jose. Sinto uma vontade imensa de rir da careta que Christian faz, mas me contenho.
– Ana que fotos são aquelas? Mia chega toda eufórica. Jose se retira para ir tirar algumas fotografias e me deixa na maior saia justa.
– Ainda nem vi, Mia.
Christian pega-me pela mão, irritado e seguimos para o local onde estão minhas fotos. Durante o caminho vejo vários olhares na minha direção. Fico vermelha pela forma que alguns homens me olham.
Entramos na sala seguinte, e eu entendo o porquê dos olhares descarados. Na parede oposta a nós vejo oito retratos enormes. Meus.
Encaro as imagens, estupefata, o sangue fugindo do meu rosto. Não tinha visto as imagens antes, fiquei sem palavras ao vê como Jose é excelente no que faz. Lá estou: Ajoelhada e sentada na cama com um vestido verde e com meias-pretas 7/8, e com um sapato vermelho, em outra foto estou com um top preto, saia longa e estou sentada sobre as penas, um close do meu rosto no momento em que estou moderno os lábios.
As fotos ficaram muito sensuais, de uma maneira que eu nem imaginava ser possível. Christian está paralisado observando as imagens, uma de cada vez. Carraca!
Eu estou muito, muito ferrada...
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