50 Tons De Desavença
29 Consequências parte final.
Notas iniciais
– O que ouve...
– Eliot sofreu um acidente de carro hoje pela manhã...
Minhas pernas fraquejaram e caio de bunda no sofá contenho um soluço.
– Como ele está Mia, por favor, me diz que ele está bem. – Peço e não contenho mais os soluços e as lágrimas.
– Ele está inconsciente, mas o médico disse que é questão de tempo até que ele acorde. – Não consigo ouvir mais nada tamanho é meu desespero, preciso vê-lo.
– Estou chegando ai Mia. – Digo enquanto procuro forças para me levantar.
– Não acho que seja uma boa ideia – Diz.
– Não quero saber de Christian, nem de ninguém só me importa ver Eliot. – Digo e desligo. Choro copiosamente, sentido uma dor profunda no eu peito. Meu Deus... O que eu fiz a culpa disso tudo é minha. Eu não fui verdadeira com ele, nunca fui verdadeira com ele. Devia ter evitado o irmão dele... Resolvo parar de pensar, pois meu pensamento está-me levando a um lugar onde não quero. Christian é uma das melhores coisas que já aconteceu na minha vida, não vou deixar a culpa falar mais alto.
Entro no táxi com lágrimas nos olhos e choro durante todo o trajeto até o hospital. Dentro do táxi meu celular começa a tocar, vejo que é o número de Kate. Deixo tocar e não atendo. Ai amiga como eu queria que você estivesse aqui. Não vou atender se não ela vai fica preocupada e não quero isso. Entro desesperada no hospital, falo com a recepcionista e ela diz que os Grey estão em uma sala separada no hospital. Sigo até onde os Grey estão e vejo Mia sentada numa poltrona, falando ao celular. Ela me vê, desliga o celular e me abraça.
– A culpa é minha Mia... Sinto tanto por não ter sido sincera com ele. – Digo entre soluços.
– Não se culpe Ana. – Sussurra com a voz embargada.
– Cadê seus pais e Christian? – Pergunto ao vê que ela se encontra sozinha.
– Christian veio aqui hoje pela tarde e depois foi para GEH, mas disse que volta. Meus pais estão com Eliot.
– Eu preciso vê ló Mia – Peço com a voz chorosa.
– O que ela faz aqui – Ouço a voz irritada de Grace. Carrick fala algo no ouvido dela. Contenho o choro.
– Sinto muito por Eliot, eu tenho muito carinho por ele. – Digo com a voz embargada.
– Deve sentir mesmo – Diz Grace, Seu ataque me surpreendeu, pois Grace sempre foi tão carinhosa comigo.
– Obrigada por seu apoio, Ana. – Carrick murmura. Assinto de cabeça e me sento ao lado de Mia.
– Mia me leva no quarto de Eliot, só saio daqui depois de vê ló. – Peço. Ela suspira e acaba concordando.
Nós seguimos até o quarto de Eliot. Ao entrar no quarto e ver o estado de Eliot meu coração se desfez em pedaços e minhas pernas fraquejaram.
O homem que era meu namorado, e uma pessoa que tenho muito carinho, estava deitado em silêncio completo, imóvel em uma cama. Estava com alguns ferimentos no rosto, um dos braços estava engessado e pelo outro ele tomava soro. Aproximei-me da sua cama enquanto me aproximava chorava aos soluços lágrimas grossas e mornas escorriam por meu rosto.
A única coisa que consigo fazer é chorar, a culpa me consumindo por inteira. Eu nunca me arrependi por ter-me envolvido com Christian, até esse momento. Sento-me ao lado da sua cama e pego na sua mão e acaricio.
– O médico disse que é questão de dias até ele acorda. – Ouço a voz de Mia, nesse tempo as minhas lágrimas já secaram. A enfermeira entrou e disse que tinha que fazer alguns exames nele e precisávamos sair. Eu não queria ir, não queria sair de perto dele, mas Grace ia passar a noite no hospital.
Quando estava indo para a recepção avistei Christian chegando ao hospital, mas não estava sozinho, estava com Sra. Robinson.
Com ela ele conversa, quanto a mim prefere-me manter no escuro. Quando ele pretendia-me contar sobre o acidente de Eliot. Minha vontade é de desafiá-lo, mas não tenho forças para isso.
Christian olha-me com um olhar impassível e em seguida olha para Mia. Ele anda na minha direção, com um olhar gélido.
–Não quero você aqui, Anastácia – Grunhiu.
Como ele se atreve a falar assim comigo, como se atreve. Seu jeito faz a minha cabeça latejar. Olho para ele, mas não consigo dizer nada. Sinto que tem um caroço instalado na minha garganta. Desvio o olhar dele e falo com Mia, vejo que Elena abraça Grace. Achei que minha dor não podia ser maior, mas aumentou e muito. Agora o meu corpo todo dói.
– Mia, amanhã cedo eu volto, eu preciso descansar. – Sussurro e lhe dou um abraço. Vou até Grace para lhe dá um tchau, mas ela fica conversando com Elena e nem se dá ao trabalho de me responder.
– Mãe, Anastácia está falando com a senhora. – Christian diz e percebo a irritação na sua voz. Nem espero ela fala nada, apenas sigo para fora do hospital.
Arrasto-me para fora do hospital, com raiva, tristeza, culpa, e vergonha tão grande que sentir vontade de sumir do mundo. Sentir a mão de Christian nas minhas costas, e assim seguimos para o carro.
Christian abre a porta do carro, e entramos. Taylor arranca o carro assim que nos sentamos. Fico observando a rua pela janela, e não olho na direção dele, mas sei que seus olhos estão em mim. Assim que Taylor estaciona em frente à minha casa, não espero nem que ele abra a porta, pulo fora antes mesmo de Christian sair do carro. Procuro as chaves na minha bolsa e minha mão treme durante todo o tempo, encontro as chaves e abro a porta.
– Nunca mais faça isso – Christian grita enquanto agarra os meus braços. – Você que se matar – Grunhi.
– Por que não me disse que Eliot tinha sofrido um acidente. – Pergunto furiosa.
– Fiquei sabendo durante o café da manhã, não te disse por que você tinha entrevistas essa tarde. – Murmura furioso. Engulo em seco.
Começo a chorar novamente e me jogo nos braços dele. Christian acaricia as minhas costas durante todo o tempo. – A culpa é minha, Christian – sussurro soluçando e chorando desesperadamente. Christian leva-me até o sofá. Sento no seu colo e me aninho nos seus braços.
– Shiii Baby, a culpa não é sua, não é sua. – Sussurra e vejo que sua voz está chorosa. Olho nos olhos dele e vejo que tem lágrimas contidas. O abraço ainda mais apertado. Ficamos deitados no sofá não sei por quanto tempo...
Abro lentamente os olhos e vejo que Christian me observando.
– Bom dia – Ele sussurra. Observo-o e vejo que ele já está tomado banho e com roupas limpas. Percebo que tem algo de estranho com ele, como se não tivesse dormido nada essa noite. com certeza está se culpando tanto quanto eu.
– Bom dia – Sussurro.
Espreguiço-me, olho para o relógio e vejo que já são oito horas da manhã. Quando vou-me levantar para toma banho, Christian pega na minha mão e sussurra.
– Não vai me dá um beijo – Pede. Franzo a testa e lhe dou um selinho. Ele está estranho.
Levanto-me e me jogo no banheiro, deixo a água lavar a minha tristeza, mas de nada adianta. Só de pensar em encontrar Grace sinto-me mau, ela não me que por perto, mas por Eliot vale a pena o sacrifício. Quando ele acorda quero que ele saiba que estive presente o tempo todo, mesmo que me odeie.
Quando saio do banho, Christian estava sentado na cama. Peguei uma calça jeans, uma blusa branca e um tênis. Christian me observou durante todo o tempo. Não conseguia olhar para ele, sei que ele está triste e abatido tanto quanto eu, mas eu não sei o que fazer e nem como me expressar. Tudo o que eu quero é que Eliot acorde e fique bem, depois eu posso seguir com minha vida ao lado de Christian.
– Não me evite – Christian sussurrou tão baixo que quase não ouvi. – Percebo uma tristeza na sua voz que me assusta.
– Não estou te evitando só não consigo, não consigo agir como se não tivesse acontecido nada. Tento segurar o choro. – Eliot está numa cama de hospital, e sua mãe me odeia... E tudo isso está acontecendo porque não disse a verdade para ele... Digo no sussurro e deixo o choro me dominar. Christian veio no mesmo instante e me abraçou. – Essas são as consequências das nossas atitudes, eu entendo que você não consegue controlar o que está sentido, mas quero que você saiba que vamos enfrentar tudo isso junto. Não deixe que isso nos afaste. – Pede olhando nos meus olhos.
– Eu te amo Christian – Digo e o beijo. – Eu sei que temos culpa pelo que aconteceu, mas eu não vou-me afastar de você por isso. Eu sempre vou lutar pelo meu amor. – Digo. Se ele acha que vou deixá-lo pelo que aconteceu está enganado, não vou fugir dele nunca mais.
Depois que Christian me obrigou a comer algo, saímos para o hospital. No carro Christian me disse que conversaria com a mãe dele. E eu lhe pedi para que não se irritasse com as coisas que Grace me dissesse, pois eu sabia que um dia a raiva dela iria passar. Talvez se fosse com meus filhos agiria da mesma forma.
Christian segurou-me pela cintura e entramos no hospital. Encontramos Grace no quarto de espera.
– Christian sabe que não a quero aqui. – Grace murmurou assim que me viu. Olho para Christian e balanço a cabeça, não quero que ele se irrite com a mãe dele.
– Você não quer mãe, mas Eliot quer – Mia diz entrando no quarto com dois cafés na mão.
– Como assim Eliot quer? Christian perguntou.
– Eliot chamou pela Ana durante a noite toda. – Mia murmurou. Christian apertou tanto minha cintura que chegou a doer.
– Ele acordou? Pergunto.
– Não, ainda está inconsciente. – Grace murmura.
– Eu quero está com ele quando acordar – Murmuro.
– Você não acha que já chega de brincar com meus filhos – Grace murmura.
– Mesmo que a senhora não acredite, eu me importo com Eliot – Digo e saio do quarto.
– Ana espera – Escuto Mia falando e vindo atrás de mim.
– Não se preocupe Mia, eu estou bem – Digo e limpo uma lágrima solitária.
– Ela está magoada e preocupada com tudo o que aconteceu, mas no fundo eu sei que ela está feliz por Christian ter arrumado uma namorada, ela só não queria que Eliot estivesse apaixonado pela mesma. – Diz e me abraça.
Mia foi atender um telefonema e eu fiquei esperando por Christian na recepção, quando ele apareceu fomos ao quarto de Eliot, pois não voltaríamos mais. Christian tinha que ir trabalha e eu não queria fica aqui sozinha.
Entrei no quarto e Eliot estava da mesma forma que o deixei ontem, inconsciente. Sento-me ao lado da sua cama e lhe seguro a mão, Christian fica em pé, próximo à porta me observando. Rezo silenciosamente para que ele acorde e acabe com a aflição de todos, mesmo que ele se lembre do que aconteceu, tudo o que eu quero é que ele fique bem. Quando eu tiver certeza que ele está bem, vou lhe pedi desculpas, mesmo que isso não seja suficiente. Sei que nada do que eu fizer vai fazer com que ele me perdoe, mas eu faria tudo para que ele ficasse bem...
– Ana – Tomo um susto com a voz de Eliot. Olho para Christian que está com o rosto impassível. Não sei por que mais ao ouvir sua voz começo a chorar, não sei se de alegria ou tristeza... Ele começa a acaricia o meu rosto, com a mão que está com o soro.
– Não chora anjo – Murmura com a voz grossa. Arregalo os olhos, como assim anjo. Pensei que ele iria-me gritar e me mandar ir embora. Olho para Christian e vejo a surpresa nos seus olhos.
– Vou chama o médico – Diz com a voz seria e sai do quarto.
– Nem percebi que ele estava aqui, — Eliot murmura e tenta se sentar, mas se contorce de dor.
– Fica quietinho – Sussurro. Mia entra em disparada no quarto e se joga na cama do irmão e começa a chorar.
– Nunca mais me assuste desse jeito, idiota – Murmura e o abraça com cuidado.
Christian aparece no quarto com o médico e Grace ao seu lado.
– Meu filho... – Grace sussurra e se aproxima do filho. Afasto-me e deixo que ela acaricie seu filho. Fico ao lado de Mia, Christian somente me observa e vejo que está carrancudo.
O médico faz algumas perguntas a Eliot e constata que Eliot está com perda de memória, e pode demorar horas ou dias até que ele se lembre dos últimos acontecimentos. A última coisa que ele se lembra é que passou na minha casa para me buscar para o baile, e lembra-se de uma conversar que teve com o pai.
Todos saíram do quarto e deixamos as enfermeiras fazerem o trabalho delas. A minha mente está aturdida, não acredito que vou passar pela mesma situação. Não quero que eles briguem novamente. Olho ao redor e vejo Christian conversando com um médico, quando ele termina vem na minha direção. Nesse momento meus olhos já estão cheios de lágrimas.
– Vai fica tudo bem, Ana – Diz e me abraça. Ele sempre sabe como estou-me sentido. O abraço bem apertado. Ficamos um pouco conversando com Grace e Carrick e depois vamos embora.
Durante todo o caminho vou pensando em Eliot, ele chamou o meu nome durante a noite toda, mesmo estando inconsciente. Quando acordou chamou meu nome, suspiro ao pensar que ele ainda gosta muito de mim. Quero tanto que ele se apaixone por outra pessoa e seja feliz. E principalmente que me perdoe um dia. Saio do meu devaneio quando Christian pega na minha mão, fazendo com que eu olhe para ele.
– Você vai fica bem? Christian pergunta quando Taylor estaciona em frente à minha casa.
– Sim, vou comer algo e descansar – Digo e lhe dou um selinho e saio do carro. Meu estado emocional está destruído, não consigo nem prestar atenção no meu namorado como ele merece.
Tomo um banho relaxante durante um longo tempo, saio da banheira quando meus dedos ficam enrugados. Durante o banho penso em Eliot, sinceramente espero que quando ele se lembrar do que aconteceu seja fora do hospital. Depois do banho coloco um robe e faço algo para comer, como no automático, mas não sinto fome. Vou comer porque meu corpo precisa. Depois resolvo ligar para Kate, ontem ela me ligou e eu não atende. No terceiro toque ela atende.
– Ana... – Atende com empolgação.
– Oi amiga – Sussurro.
– O que houve Ana, porque está com essa voz. – Diz.
– Nada Kate, eu estou gripada – Tento disfarçar.
– Não minta para mim, me diz o que aconteceu – Pede. Sei que não tem como fugir disso e eu realmente quero desabafar com alguém.
Conto-lhe como Eliot descobriu tudo, a briga dele com Christian, e a forma como Christian mudou e me tratou durante o fim de semana. Falo sobre o acidente de Eliot e a culpa enorme que estou sentido e que não estou conseguido fica normal com Christian. Digo a forma como a mãe de Christian está-me tratando e finalmente falo que Eliot não se lembra dos últimos acontecimentos. – Digo tudo com a voz embargada e com as lágrimas escorrendo pelos meus olhos.
– Coitado dele, ele descobriu da pior forma – Murmura.
– Eu sei Kate, e se pudesse voltar atrás faria tudo diferente, mas eu não posso. – Sussurro.
– Ana uma coisa que você tem que colocar na sua cabeça é que a culpa disso tudo não é sua, você não tem culpa de ter-se apaixonado por Christian. Você errou de não ter dito a verdade logo, mas não pode fica se remoendo por isso. O que importa é que ele está bem.
– Eu amo tanto Christian Kate, mas estou com tanto medo. Se acontecesse algo com Eliot, eu não iria me perdoa nunca. – Sussurro.
– Fiquei surpresa com o que você me falou o piquenique, o passeio no parque e o café da manhã, ele está-te tratando como um verdadeiro namorado. Ele mudou e para melhor.
– Sei que ele está sofrendo tanto quanto eu, ele só não demonstra. Eu não vejo a hora disso tudo acabar e fica em paz com Christian.
– Isso vai acontecer amiga, Eliot tem que encontra um amor que o corresponda. Aliás, nós dois temos que fazer isso. — Diz e suspira.
– Ai amiga nem perguntei como você estar, te bombardeei com meus problemas.
– Ah... Ana, eu quero viver um amor, quero alguém que me ame de verdade e não esses moleques com quem tenho-me envolvido.
– Você vai encontrar amiga, tenho certeza disso. — Obrigada por tudo Kate – Digo me sentido um pouco melhor.
– Sempre estarei ao seu lado amiga, e eu tenho uma surpresa para você que vai-te deixar muito animada. – Kate diz sorrindo.
– O Que é? Pergunto morrendo de curiosidade.
– Você só saberá em breve, tchau curiosa – Diz e desliga. Ah... Kate, só ela para me fazer rir nesse momento.
Ao menos minha amiga me faz sorrir. Vejo que já são sete horas e nem sinal de Christian resolvo ir deitar e tentar ler um pouco. Horas depois as minhas pálpebras ficam pesadas e não aguento ler mais, acho que ele não vem hoje. Você pensou que só pelo fato dele ser seu namorado viria toda noite – Sibila meu subconsciente.
Acordo quando sinto a cama afunda ao meu lado, vejo Christian se deitando ao meu lado completamente nu.
– Christian onde você estava? Pergunto quando ele me abraça.
– Shiii sem perguntas baby, — Murmura e me beija, um beijo urgente e cheio de saudades. Como se não tivéssemo-nos visto há anos.
Esqueço a minha pergunta e lhe correspondo com a mesma urgência. Acho que é disso que eu também preciso, preciso dele, preciso sentir que ele é meu, preciso sentir seu amor e que nada vai nos separar.
– Pensei que você não viria hoje – Murmuro quando ele faz caminho pelo meu corpo e suga o meu seio. – Fazendo me arqueia as costas e gemer de prazer.
–Preciso de você se entrega para mim baby — Murmura enquanto faz caminho para o outro seio e o suga com a mesma vontade. Nessa mesma noite fizemos amor com calma, sem selvageria. Christian surpreendeu-me, fez tudo com uma lentidão alucinante, parecia que queria sentir cada parte do meu corpo como se fosse nos unir em um só corpo...
Acordo com o toque estridente do meu celular. Gemo de frustração. Quero dormir, o celular continua tocando. Levanto-me resmungando e Christian acorda. Sento-me na cama e pego o Blackberry, vejo que o número é de Mia.
– Oi Mia – Atendo.
– Christian está ai com você? Pergunta.
– Está sim – Digo e olho para Christian.
– Escute-me, mas não comente nada com Christian. Eliot já se lembrou de tudo, e ele quer falar com você... Meu coração acelera na mesma hora, minhas pernas ficam bambas. Será que vou ter coragem de enfrentá-lo.
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