50 Tons De Desavença

53 Confiança parte dois.


Notas iniciais
Olá!!! Meninas quero que me desculpem pela demora. Mas acreditem eu estava impossibilitada de postar o capítulo. Passei por um sufoco horrível e também tem os estudos é muito prova para fazer e fica difícil de postar. Mas farei o possível para recompensar vocês na sexta-feria, com um capítulo novinho em folha. ;) Pretendo não fica tanto tempo sem postar novamente. Música do capítulo: Link:: http://www.youtube.com/watch?v=p2Rch6WvPJE Boa leitura ;)

Pov. Christian Grey.

Acabei dormido no chão do quarto vermelho. Não queria abrir os olhos, mas meu corpo estava dolorido. Fui para o meu quarto, e o silêncio e a solidão foi à única coisa a me cumprimentar. Quando entrei no banheiro, não aguentei olhar para o meu próprio reflexo, acabei quebrado o espelho e machucando a minha mão. Porém, nada tem importância. Nenhuma dor é maior do que a que sinto no coração. Taylor ouviu o barulho vindo do meu quarto e apareceu com a senhora Jones. Ela rapidamente fez um curativo, Taylor me fez algumas perguntas, mas não tinha vontade de responder nenhuma delas. Quando eles saíram do quarto tranquei a porta e não abrir mais. Fiquei o dia inteiro na mais completa solidão. Pensando no dia em que conheci Anastácia, nos seus beijos, no jeito como ela ficava ruborizada, seus sorrisos e nos tempos maravilhosos que tive com essa mulher. A noite cinzenta e chuvosa chega e eu continuo do mesmo jeito, esperando que você venha me salvar da escuridão que é minha vida sem você...

Conserte Meu Coração

Não me deixe com toda essa dor

Não me deixe aqui fora na chuva
Volte e traga de volta o meu sorriso
Venha e jogue essas lágrimas bem longe
Eu preciso dos seus braços para me abraçar agora
As noites são tão cruéis
Traga de volta noites quando eu tinha você aqui ao meu lado

Conserte meu coração
Diga que me amará novamente
Desfaça essa dor que você provocou
Quando você saiu por aquela porta
E saiu de minha vida
Enxugue as lágrimas
Que chorei tantas noites
Refaça meu coração, meu coração

Volte atrás naquele triste "adeus"
Traga de volta a alegria em minha vida
Não me deixe aqui com estas lágrimas
Venha com seus beijos fazer esta dor passar
Não consigo esquecer o dia que você se foi
O tempo é tão insensível
E a vida é tão cruel sem você aqui ao meu lado

Conserte meu coração
Diga que me amará novamente
Desfaça essa dor que você provocou
Quando você saiu por aquela porta
E saiu de minha vida
Enxugue as lágrimas
Que chorei tantas noites
Refaça meu coração, meu coração...

http://www.youtube.com/watch?v=p2Rch6WvPJE

No dia seguinte, Taylor bate na minha porta. Não faço a menor ideia de que horas são. Foi um verdadeiro sacrifico não ligar para Anastácia ontem. Esperei que ela respondesse minha mensagem, mas a resposta nunca chegou. Ignoro as batidas de Taylor, até que ele diz que tem algo de Anastácia para mim. Levanto da cama no pulo. Abro a porta, mas não digo nada. Pego a carta na mão dele e fecho a porta novamente.

Minhas mãos tremem ao abrir a carta. Será que ela está com medo de me ver, não suportaria se ela estivesse com medo de mim, preferia morrer se isso acontecesse. Começo a ler.

Christian...

Neste momento já devo está há caminho para Nova York, estou indo passar alguns dias com meus pais. Preciso desse tempo sozinha, por favor, respeite isso. Quero muito que você faça as pazes com Eliot, e só para você saber ele e Kate ficaram juntos, foi isso que conversei com ele naquele dia. Estarei de volta no dia da exposição de Jose, espero te encontrar lá. Taylor me falou que você está sem comer e sem se cuidar, então, peço que você se cuide. Te amo muito.

Sua Ana XX.

Li a carta várias vezes. Ela não vai me deixar... Ela ainda é minha. Foi à única coisa que conseguir assimilar. Não me importo com Eliot, tão pouco com a exposição, só quero a minha mulher ao meu lado. Só isso. Guardei a carta junto com o convite da exposição. Tomei banho e voltei a ser Christian Grey, ainda não estava me sentido completo, mas era um começo.

Pov. Anastácia.

Quando desembarquei e encontrei meus pais esperando-me, me desfiz em lágrimas. Lágrimas de saudades. Nunca chorei tanto como nos últimos dias.

Quando cheguei à casa dos meus pais foi só alegria. Conversamos bastante sobre várias coisas. Meu pai carregou minhas malas para o quarto e fiquei emocionada ao vê que estava do jeito que deixei. Minha cama no centro do quarto, meu quarto era pitado de azul bebê e tinha figuras corações e flores, espalhados sobre uma das paredes e minha pequena prateleira de livros. Estava tudo tão limpo que nem parecia que eu não vinha aqui há tanto tempo.

Tomei banho e me preparei para o jantar. Conversamos sobre meu trabalho e minha mãe perguntou como conseguir esses dias de folga, eu tive que mentir sobre isso. Ainda não sei se vou contar que estava grávida, pretendo contar sobre Christian, mas acho que vou manter isso entre nós dois.

Quando estava me preparando para me deitar minha mãe bateu na porta.

– Como está Christian? Pergunta e se senta na minha poltrona.

– Bem. – Digo. Não quero falar dele hoje.

– Uma mãe sempre conhece seu filho. – Diz.

Fico calada. Ela suspira.

– Se precisar conversar sabe que estou aqui. – Sussurrou e beijou minha testa.

– Obrigada, mãe. – Digo.

– Boa noite. – Diz e sai do quarto.

Deito-me, mas não consigo dormir. Fico revirando de um lado para o outro. Penso em Christian. Como será que ele reagiu ao ler minha carta? Será que vai vim atrás de mim? Eu quero isso? Com certeza. Não sei se vou aguentar de saudades. Estou inquieta por isso, o quero ao meu lado. Começo a pensar que fui precipitada em fugir dele, em pedir que ele me dê espaço. E se ele me deixar? Se ele pensar que não serve para fica ao meu lado e se ele não se perdoa pelo que fez. Meu Deus! Não quero perder ló. Quero tanto que ele venha atrás de mim, mas não devia querer isso. Depois de muito tempo, adormeço...

Passam-se os dias e nem sinal de Christian. Nenhuma ligação, nenhum e-mail. A única com quem tenho falado é Kate. Ela me disse que Ethan está saindo com Mia. Parece que todos meus amigos estão se envolvendo com os Grey. Perguntei a Kate sobre Eliot, mas ela disse que não tem nada para falar dele.

Hoje é domingo. Estou com minha mãe e meu pai em um clube. Estamos todos tomando sol. Quando estava passando protetor solar, avistei um homem de costas que fez meu coração parar de bater por três segundos. O homem sumiu da minha vista, eu podia jurar que era Christian. Balancei minha cabeça, não devia ser ele. Se ele viesse aqui me procuraria, né? Meus olhos ficaram marejados.

– O que houve filha? Minha mãe me perguntou.

– Lembra que te falei que tive um problema com Christian e por isso precisava me afastar dele. Mas estou morrendo de saudades, e pior é que disse a ele para não me procurar e ele está cumprindo. – Digo e as lágrimas descem pela minha bochecha.

– Eu sou uma boba. – Digo e limpo as lágrimas.

– Vocês jovem complicam tanto. – Minha mãe diz sorrindo.

– Se você está com saudades, procure-o. Não fuja do amor, Anastácia. Um dia pode ser tarde demais. – Diz e fica pensativa.

Fico pensando o quanto eu o queria aqui ao meu lado. Preciso tanto de ti, amor.

Tive dias maravilhosos com eles, sair com minha mãe, cozinhamos juntas, fomos a alguns bares, restaurantes e dançamos. Fui à casa de alguns vizinhos que não via há muito tempo.

Quando chegamos a casa mais tarde, coloquei a lasanha no forno e fui tomar banho. Estava terminado de me arrumar quando minha mãe bateu na porta.

– Você tem visita. – Disse com um sorriso enorme no rosto. No mesmo instante soube que era ele. Meu coração disparou, minha mão começou a suar, e meu estomago encheu de borboletas. Sabia que era ele no clube.

Sair disparada para a sala e encontrei Christian parado. Assim que o vi, meu sorriso se alargou. Ele sorriu de lado, como se estivesse sem graça. Meus olhos encheram de lágrimas. Ele parecia estar mais magro, e com a barba sem fazer por dois dias. Ele está vestido de um jeito simples, e isso enche meu coração.

– Oi. – Sussurrou.

– Oi – Digo de volta. Pulo nos seus braços e o beijo.

Ahram, ahram...

Escuto meu pai pigarreando e me afasto de Christian. Fico sem graça.

– Pai este é Christian, meu namorado. – Digo.

– É um prazer conhece-lo, Senhor. – Christian diz formalmente.

– Pode me chamar de Ray.

– Ana pode me ajudar aqui. – Minha mãe diz da cozinha. Deixo meu pai e Christian sozinhos na sala.

– Ele te ama muito Anastácia e estava louco para te ver. – Diz. Fico confusa.

– Como você já o conhece tão bem? Pergunto.

– Ele está aqui em Nova York dês de sexta-feira. Mas queria te dar o espaço que você pediu. Eu fui me encontrar com ele ontem. – Diz naturalmente.

– Você o que? Digo um pouco alto demais.

– Algum problema ai? Meu pai pergunta. Christian me olha confuso.

– Não, pai. – Respondo e sorrio.

– Eu liguei para ele hoje e disse que você estava querendo vê-lo, mas não queria ligar. Então o convidei para almoçar com a gente. –Diz.

– Mas mãe...

– Mas nada, Anastácia. Conversei com ele e sei que ele faria qualquer coisa por você, seja lá o que for que aconteceu entre vocês dois, ele está arrependido e sofrendo muito por você. Não jogue fora o seu amor. – Diz e me deixa sozinha com meus pensamentos.

Olho para Christian e ele parece está se dando bem com meu pai. Vejo-os sorrindo. Minha mãe e eu arrumamos a mesa e chamamos os rapazes para a mesa. Christian beija-me na testa e se senta. Vejo minha mãe sorrindo. O almoço foi tranquilo, meu pai e Christian conversaram sobre pesca e coisas de homem. Eu fiquei maravilhada ao ver eles se dando tão bem. Chamei Christian para conhecer meu quarto, quando estávamos indo lá, meu pai falou.

– Aonde vocês vão?

– No meu quarto. – Falei.

– Mantenham a porta aberta. – Falou e piscou para mim.

– Pai...

Olhei para Christian e ele estava sorrindo.

– Corações e flores, do jeito que imaginei que seria. – Diz entrando no meu quarto.

– Quero te mostrar uma coisa. – Digo e pego meu álbum de fotos.

Sentamo-nos na cama e eu lhe mostro meu álbum de fotos.

– Posso ficar com essa? Christian pergunta. Ele pega uma foto em que estou sorrindo para o meu pai.

– Claro. – Digo e lhe entrego.

Deitamo-nos na minha pequena cama e ficamos olhando o teto.

– Sentir saudades. – Digo.

– Também, baby — Disse e beijou minha cabeça.

Estava cansada de beijinhos. Preciso de um beijo forte, duro e cheio de desejo. Subir em Christian e o beijei do jeito que queria ser beijada. Ele ficou sem reação no início, mas respondeu com o mesmo desejo que o meu. Ele estava um pouco hesitante, mas aos poucos suas mãos foram descendo pelas minhas costas.

– Devagar Crianças... – Minha mãe falou passando pela porta.

Desci do colo de Christian e cobri o rosto. Christian sorriu. Uma risada gostosa.

– Não tem graça, Christian. – Disse e me aconcheguei nos seus braços. Christian tocou na minha barriga e fiquei tensa. Não sei explicar o motivo, mas fiquei tensa quando ele me tocou nessa parte do corpo.

–Desculpe. – Disse e retirou a mão. Sentir como se tivesse um caroço na minha garganta que me impedia de falar algo.

– Tudo bem, Christian. – Murmurei e lhe beijei de leve. Depois de um tempo, estava tão aconchegante nos seus braços que comecei a sentir sono.

– Espero que você tenha me perdoado, mas só para você saber eu destruir o quarto de jogos. Ele não existe mais, virou uma sala completamente vazia. – Sussurrou e me deixou em choque.

– Você não vai mais precisar do seu quarto de jogos? Perguntei. Minha deusa interior estava decepcionada.

– A única coisa que preciso é de você. – Sussurrou.

Eu me aconcheguei nos seus braços, e demorei a pegar no sono. Não acredito que não existe mais quarto de jogos... As palavras da minha mãe vêm na minha mente. “Ele faria qualquer coisa por você”.

Acordo horas mais tarde sozinha no meu quarto. Será que foi um sonho? Vejo que são onze horas da noite. Vou para sala e encontro minha mãe no sofá.

– Mãe cadê Christian? Pergunto.

– Já foi. Você falou a ele que queria que ele ficasse? Perguntou. Meus olhos ficam marejaram.

– Sabe dizer se ele ainda está em Nova York?

– Ele disse que voltaria para Seattle hoje. – Diz.

Volto para o quarto. Ele está fazendo tudo o que eu pedir. Está me dando o maldito espaço que eu tanto queria.

Encontrei um bilhete na minha cômoda.

“Quando você decidir que não precisa mais de tempo, e que pode voltar a confiar em mim, estarei te esperando de braços abertos”... Leio seu bilhete e meus olhos marejam. Tudo que preciso é de você, Christian...

Notas finais
O que me dizem? Curtiram? O que vocês acham que Ana vai fazer? E o chris é muito fofo. *___* Quem aqui vai sentir falta do quarto de jogos? kkkkkkkkkkk. Eu já estou sentido falta. Beijocas e até o próximo ;)