50 Tons De Desavença
37 É o fim?
Notas iniciais
Resolvo aproveitar que ele está falando e sondo um pouco mais. — Christian me diz uma coisa, porque ela está agindo assim agora? Quando foi a última vez que você a viu?... Pergunto, mas fico morrendo de medo da resposta...
Ela só pode está agindo assim por causa de você. – Diz me puxando para os seus braços, fazendo com que eu fique sentada no seu colo. Ele alisa meu rosto e olha-me por um momento. Ela deve estar com raiva, pois você foi à única que conseguiu o que nenhuma mulher jamais conseguiu. – Murmura olhando nos meus olhos.
– E o que seria isso, Senhor Grey?
– Meu coração. – Diz deixando-me estática.
– Pensei que você não tinha um. – Murmuro e Christian apenas sorrir. Porém vejo que seu sorriso não alcançar seus olhos.
– Falta responder uma pergunta, Christian. Quero saber se aconteceu algo entre os dois enquanto estávamos juntos.
– Isso está no passado, Ana. Não quero mais falar sobre essa merda. – Murmura impacientemente.
— Posso arrancar a verdade de você sob tortura.
Ele ergue uma sobrancelha.
— Sério, Anastácia, acho que você não deveria fazer promessas que não pode cumprir.
Meu Deus, é isso que ele pensa?
— É isso que a gente vai descobrir — murmuro.
Levanto-me do colo dele e seguro a mão de Christian e o puxo na direção do quarto. Paro ao pé da cama. Christian está tentando esconder seu divertimento.
Se ele soubesse o que tenho em menta não estaria com esse sorriso de canto no rosto.
— Agora que me trouxe até aqui, Anastácia, o que vai fazer comigo? — brinca, mantendo a voz baixa.
— Vou começar tirando sua roupa. Quero terminar o que comecei mais cedo — seguro sua camiseta e levanto-a pela barra. Ele me ajuda, erguendo os braços e recuando, para facilitar sua retirada. Uma vez sem a camisa, ele me olha intensamente, vestindo apenas a calça jeans que pende provocativa de seus quadris, expondo o elástico da cueca.
Meus olhos movem-se avidamente por sua barriga musculosa e tudo o que quero é correr a língua em meio aos pelos em seu peito, saborear seu gosto.
— E agora? — sussurra ele, os olhos brilhando.
— Quero beijar você aqui — deslizo o dedo de um lado a outro de seu quadril.
Ele entreabre os lábios e inspira fundo.
— Não a estou impedindo. — Ele solta o ar.
Seguro sua mão.
— Então é melhor você se deitar — murmuro e o levo para junto da cama com dossel. Ele parece perplexo, e me dou conta de que talvez ninguém tenha tomado as rédeas com ele desde... Ela. Não, não pense nisso.
Levantando as cobertas, ele se senta na beirada da cama e olha para mim, esperando, a expressão cautelosa e séria. Fico diante dele e retiro minha calça e camiseta, ficando apenas de sutiã e calcinha.
Ele esfrega o polegar nas pontas dos dedos. Sei que está se coçando para me tocar, mas suprime o desejo.
Tomo fôlego e, reunindo toda a coragem que tenho, tiro as roupas intimas, ficando nua diante dele. Seus olhos não deixam os meus, mas ele inspira e entreabre os lábios.
— Anastácia, você é a própria Afrodite — murmura.
Seguro seu rosto nas mãos, erguendo sua cabeça, e me debruço para beijá-lo. Ele solta um gemido grave, no fundo da garganta.
Assim que minha boca toca a dele, ele me agarra pelos quadris, e, antes que eu possa me dar conta, estou presa sob o seu corpo, suas pernas forçando as minhas a se separarem, ele se aninhando entre minhas pernas. E ele está me beijando, atacando minha boca, nossas línguas entrelaçadas. Sua mão corre de minha coxa até o quadril, e então para em minha barriga e sobe até meus seios, apertando e puxando meu mamilo sedutoramente.
Solto um gemido e flexiono o quadril involuntariamente contra ele, encontrando um delicioso atrito contra o fecho de sua calça e sua ereção crescente. Ele para de me beijar e me olha perplexo e sem fôlego. E então move o quadril, empurrando sua ereção contra mim... Isso. Bem aí.
Fecho os olhos e solto outro gemido, e ele repete, mas desta vez eu respondo, movendo-me com ele, deliciando-me com seus gemidos ao me beijar de novo. Christian continua a lenta e deliciosa tortura, esfregando-se em mim, eu me esfregando nele. E ele tem razão, nós nos perdemos um no outro, e é inebriante ao ponto de me fazer esquecer todo o resto. Todas as minhas preocupações desaparecem. Estou aqui, neste momento, com ele, o sangue correndo em minhas veias, vibrando alto nos ouvidos, misturado ao som de nossa respiração ofegante. Enterro as mãos em seu cabelo, segurando-o junto à minha boca, consumindo-o, minha língua tão faminta quanto à dele. Corro os dedos ao longo de seus braços e da parte inferior das costas até o cós da calça jeans e enfio minhas mãos atrevidas e gananciosas dentro dela, incitando-o a continuar, mais e mais, esquecendo-me de tudo, exceto de nós.
— Você vai acabar comigo, Ana — sussurra ele de repente, soltando-se de mim e ajoelhando-se. Ele se desvencilha da calça num instante e debruçando-se sobre meu corpo, ele esfrega o nariz no meu, os olhos fechados, e, deliciosamente, bem devagar, entra em mim. Agarro seus braços e jogo o queixo para cima, entregando-me à plenitude extraordinária que é estar sob seu domínio. Ele corre os dentes ao longo do meu queixo, sai de mim e desliza de novo para dentro, tão lento, tão gentil, tão carinhoso, seu corpo pressionando o meu, os cotovelos e as mãos dos dois lados do meu rosto.
— Você me faz esquecer-se de tudo. Você é a melhor terapia — suspira ele, movendo-se a um ritmo dolorosamente lento, saboreando cada centímetro de mim.
— Por favor, Christian, mais rápido — murmuro, querendo mais.
— Ah, não, baby. Quero devagar. — Ele me beija com ternura, mordendo suavemente meu lábio inferior e absorvendo meus gemidos suaves.
Passo as mãos em seu cabelo e me entrego ao seu ritmo enquanto meu corpo lentamente sobe mais e mais, até cair, rápido e pesado, atingindo o orgasmo.
— Ah, Ana. — Ele suspira, entregando-se, meu nome uma bênção em seus lábios quando ele atinge o clímax.
***
SUA CABEÇA REPOUSA em minha barriga, os braços em volta de mim. Meus dedos passeiam por seu cabelo rebelde, e ficamos ali, por quanto tempo não sei. Está tão tarde, e estou tão cansada, mas tudo o que quero é desfrutar do sereno esplendor de fazer amor com Christian Grey, porque foi isso que fizemos: amor delicado e carinhoso.
Ele evoluiu muito, assim como eu, em tão pouco tempo. É quase coisa demais para digerir. Em meio a toda essa maluquice, estou perdendo de vista a jornada simples e honesta que ele está percorrendo comigo.
— Nunca vou me cansar de você. Não me deixe — murmura ele e beija minha barriga.
— Não vou a lugar algum, Christian, e pelo que me lembro você me deve uma resposta — resmungo, sonolenta.
– Pensei que você fosse-me tortura para obter a resposta. – Diz.
– Nem queira saber o que eu tinha em mente contra você. – Digo sorrindo.
– O que a senhorita pretendia fazer, Senhorita Steele. – Pergunta brincalhão.
Não sei qual será a relação dele se eu falar o que pretendia fazer, mas sei que se não falar nada ele não vai me deixar em paz. Conto uma parte do meu plano.
– Eu pensei em te prender na cama e só te soltar quando me dissesse a verdade. Vejo seus olhos se arregalarem e todo vestígio de humor desaparece do seu rosto.
– Você não faria isso. – Diz incrédulo, olhando-me nos olhos.
– Não, Christian. Não faria porque não tenho algemas. – Digo e caiu na risada.
– Isso não tem graça. – Diz seriamente. O que você tem que saber sobre Leila é que ela está no meu passado, e você é meu presente e futuro. – Murmura.
– Eu sei – Murmuro para encerar o assunto. Apesar de saber disso não posso deixar de ter minhas inseguranças. Afinal, quantas submissas antes de mim queriam mais?
Christian suspira e, relutante, move o corpo, deitando-se ao meu lado, a cabeça apoiada no cotovelo, puxando as cobertas sobre nós. Ele olha para mim, os olhos reluzentes, cálidos e amorosos.
— Durma. — Ele beija o meu cabelo e passa o braço em volta de mim, e eu apago.
***
Após um café da manhã delicioso e farto, Christian me leva de volta ao escala, com a voz suave de Eva Cassidy saindo dos alto-falantes do carro. À medida que nos aproximamos da casa dele, Christian começa a irradiar tensão, até que seu nervosismo se torna palpável. Ele sonda as calçadas e ruas transversais, seus olhos disparando por todos os lados, e sei que está procurando por Leila.
Quando entra na garagem, sua boca está comprimida numa linha tensa e austera. Eu me pergunto por que viemos para cá, se ele vai ficar tão desconfiado e nervoso. Sawyer está na garagem, de patrulha.
Ele caminha até a minha porta assim que Christian estaciona ao lado do SUV.
— Oi, Sawyer — cumprimento-o.
— Srta. Steele. — Ele acena com a cabeça. — Sr. Grey.
— Nenhum sinal? — pergunta Christian.
— Não, senhor.
Christian assente com a cabeça, segura minha mão e caminha até o elevador. Sei que seu cérebro está trabalhando, ele está distraído. Assim que entramos no elevador, ele se vira e me diz:
— Você não tem permissão para sair daqui sozinha. Entendeu?
— Entendi.
Minha nossa! Segure a onda.
– Vai fica tudo bem, Christian. – Murmuro tentando acalma-lo. Ele inclina se para me da um beijo rápido e inocente.
Ergo meus lábios ao encontro dos seus, e, no instante em que eles se tocam, a natureza do beijo muda: um fogo corre por minhas veias a partir desse ponto de contato íntimo, impelindo-me para junto dele.
De repente, meus dedos estão enrolados em seu cabelo enquanto ele me agarra e me empurra contra a parede do elevador, as mãos emoldurando meu rosto, apertando-me em seus lábios à medida que nossas línguas duelam. E não sei se é o confinamento do elevador que torna tudo muito mais real, mas eu sinto seu desejo, sua ansiedade, sua paixão.
Puta merda. Eu o quero, aqui, agora.
O elevador apita e para, as portas se abrem, e Christian afasta o rosto do meu, seu quadril ainda me pressionando contra a parede, sua ereção se enterrando em mim.
— Controle-se Senhorita Steele.— murmura ele, ofegante.
— Controle-se Senhor Grey— repito sua expressão, fazendo uma inspiração bem-vinda.
Ele me encara, os olhos brilhando.
— O que você faz comigo, Ana... — Ele acaricia meu lábio inferior com o polegar.
Pelo canto do olho, vejo Taylor dando um passo para trás até sair de meu campo de visão. Levanto o rosto e beijo o cantinho da boca lindamente delineada de Christian.
— O que você faz comigo, Christian. – Murmuro olhando nos seus olhos
Ele dá um passo para trás e pega minha mão, seus olhos agora escurecidos, nublados.
— Venha — ordena.
Taylor ainda está no hall de entrada, esperando discretamente por nós.
— Boa noite, Taylor — diz Christian, cordialmente.
— Sr. Grey, Srta. Steele.
— Ontem eu era a Sra. Taylor. — Sorrio para ele, que fica vermelho.
— Soa bem, Srta. Steele — responde Taylor com naturalidade.
— Também achei.
Christian aperta minha mão e faz cara feia.
— Quando vocês acabarem gostaria de ouvir o relatório de Taylor. — Ele olha para Taylor, que agora parece desconfortável, e eu me encolho toda por dentro. Passei do ponto.
— Desculpe — gesticulo com a boca para Taylor, que dá de ombros e sorri com gentileza antes de eu me voltar e acompanhar Christian.
— Já falo com você. Só quero discutir uma coisa com a Srta. Steele — diz Christian a Taylor, e sei que estou em apuros.
Ele me leva até o seu quarto e fecha a porta.
— Não flerte com os funcionários, Anastácia — ele me repreende.
Abro a boca para me defender, mudo de ideia, depois abro de novo.
— Não estava flertando. Estava sendo simpática, há uma diferença.
— Não seja simpática com os funcionários nem flerte com eles. Não gosto disso.
Ah. Adeus, Christian despreocupado.
— Você sabe como sou ciumento — sussurra.
— Você não tem razão nenhuma para ter ciúmes, Christian. Sou sua de corpo e alma.
Ele pisca como se isso fosse difícil de processar. E se aproxima, dando-me um beijo rápido, mas sem sinal da paixão de momentos atrás, no elevador.
— Não vou demorar. Sinta-se em casa — diz ele de mau humor, afastando-se e me deixando sozinha em seu quarto, atordoada e confusa.
Por que diabo ele teria ciúme de Taylor? Balanço a cabeça em descrença.
Passo a manhã inteira na biblioteca lendo, lendo e lendo. As horas passaram voando e Christian não saiu do escritório. Ele preferiu trabalhar em casa. Só saiu do escritório na hora de almoçar, agora são seis horas da noite e ele ainda está no escritório.
Decido ir preparar um banho de banheira. Depois que a banheira ficou cheia, joguei um pouco de loção de baunilha. Faço um coque bagunçado e entro na banheira, encosto a cabeça e fecho os olhos. Deixo que a água lave e relaxe todo o meu corpo. Fico assim, não sei por quanto tempo, até que escuto a porta do banheiro abrindo, nem preciso abrir os olhos, pois sei que é Christian se aproximando. Suas mãos envolveram meu pescoço, mas elas estavam estranhamente mais leves. Abrir os olhos assustada, só tive tempo de dar um grito quando minha cabeça afundou na água. Comecei a debater os braços e pernas, mas foi em vão a inconsciência me atingiu e tudo virou escuridão...
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