50 First Dates
2 Capítulo Dois – 2nd Date
Notas iniciais
Quando o Sábado chegou Phil já estava se sentindo mais do que ansioso. A cabeça dele estava a todo vapor dizendo-lhe que Melinda nunca o ligaria! Com certeza, ela só tinha dito aquilo pra ser simpática – o que funcionou -, Phil sentia-se feliz quando pensava nela. Não podia dizer que estava apaixonado, mas sem dúvidas, encantado por ela. Só que ela não ligava e ele não tinha ideia de onde ela morava. Deveria ter pedido o telefone dela – mesmo ela dizendo eu estava no conserto -.
De repente ele parou no meio da sala de casa. Mas, era claro! Tudo combinava perfeitamente, afinal, quem hoje em dia fica sem celular? E ele mesmo tinha feito uma pequena pesquisa (stalker) pelo Facebook e não tinha encontrado nenhuma Melinda May! Talvez, esse nem fosse o nome verdadeiro dela!
Por esses instantes Phillip já estava hiperventilando.
Sentou-se no sofá confortável da sala de estar e encarou o teto; passou as mãos pelos cabelos castanhos, fechou os olhos e balançou a cabeça tentando tirar aquelas ideias sem cabimento de sua mente. Bufou quando sentiu que fora em vão.
Alcançou a coleira de Lola próxima à porta de entrada de seu apartamento e chamou o animal, que veio correndo e se apresentou fronte ao dono.
– Vem Lola, vamos dar uma volta, você precisa ir ao banheiro e eu preciso de ar fresco! – ele conversava com a cadela enquanto saia do apartamento e trancava a porta, logo se dirigindo para o elevador.
Depois de esperar o que pareceram minutos fronte ao transporte, ele decidiu ir de escada mesmo, que os santos ajudassem-no.
***
Passava das cinco, mas Melinda decidiu sair de casa mesmo assim. Estava se arrumando em seu quarto quando Maria apareceu à porta.
– Vai sair?
– Não deveria, afinal hoje é Sexta e o centro vai estar lotado, mas eu gosto de ver gente nova! – a asiática comentou enquanto passava a máscara de cílios.
Maria sorriu fraco. Ela sabia que hoje era Sábado, que o mês não era o que Melinda pensava e nem o ano.
– Quer que eu vá junto?
– Seria ótimo! – May comentou. – afinal você tá precisando mesmo de um carinha! – ambas riram.
– Tá falando a pegadora né Mel?
– Ah, você sabe que Andrew está viajando e quando ele voltar nós vamos conversar sobre a gente! – Melinda comentou sentando-se na cama pra calçar suas botas.
Mais uma vez Maria sorriu tristemente. Se ela se lembrasse...
– Vai ficar ai na porta ou vai se arrumar? – Mel indagou se levantando.
– Queria só aquele seu vestido roxo emprestado!
– Claro! – ela sorriu e foi até o closet pegar a peça de roupa. – não demora! – Melinda pediu antes de entregar o cabide com o vestido para sua amiga.
– Pode deixar! – dito isso saiu do quarto e entrou no seu.
***
Phil ainda rodava com Lola em seu encalço. Eram quase seis horas quando ele parou numa banquinha de café. O vento começava a soprar e ele não tinha trazido nenhum casaco.
– Depois desse café, eu prometo que te levo pra casa Lola. – ele conversava com a cadela, enquanto pegava o copo e pagava o vendedor. Quando olhou o café com creme e marsmellow ele se voltou pro animal e comentou: — talvez depois de um ou dois desses eu te leve pra casa....
Sentou-se próximo foodtruck ou coffeetruck, como ele gostava de chamar e saboreava a bebida, enquanto Lola se distraia com algo ao seu lado. Foi quando ele virou-se e então pode ver Melinda do outro lado da rua. Ela conversava com uma mulher da sua altura, ambas pareciam se divertir, estavam sorrindo e andavam de braços dados.
O instinto de se levantar e ir até ela foi quase que imediato. Porém, ele titubeou. E se a mulher fosse namorada dela? Nos dias atuais, podia se esperar de tudo afinal. Ele começava a desistir da ideia, quando as duas atravessaram a avenida e caminharam em direção ao carrinho de bebidas, onde antes ele tinha comprado seu café.
Coulson agarrou a coleira de Lola e se dirigiu até as mulheres.
– Hey! – ele cumprimentou meio sem jeito.
Maria foi a primeira a se virar e sorrir pra ele.
– Posso ajudar? – a morena perguntou quando o encarou.
May ainda nem o tinha visto estava pedindo a bebida para ambas.
– Eu queria... – ele estava pensando o que dizer, parecia que s palavras tinham sumido da sua cabeça. – ela... – ele apontou pra Melinda.
Maria fez uma cara de “hã?”. Esse cara é estranho, fofo, mas estranho...
– Melinda! – Coulson chamou e a asiática olhou pra trás. Porém, não esboçou nenhuma emoção. – Melinda?
– Sou eu! – ela deu uma risadinha e olhou pra amiga. A morena não fazia ideia de quem era aquele cara, mas ele parecia conhecê-la.
– Você não está lembrada de mim? – Phil inquiriu. – sou o cara do parque lembra? Sou eu, Phil!
Maria encarou ambos um pouco preocupada. Com certeza, ele não sabia da situação na qual Melinda se encontrava e ali não era a hora certa pra conversar sobre isso.
Como May ainda parecia não se lembrar dele Phil colocou Lola a sua frente.
– Você encontrou a Lola, e a levou pra mim, não faz nem uma semana... – ele dizia na esperança de fazê-la lembrar.
– Desculpe, você deve estar me confundindo com outra pessoa... – Melinda comentou enquanto entregava um café pra Maria e tomava um chá-verde pra si.
– Não! – Phil exclamou um pouco desesperado. – era você! Eu te chamei pra tomar um café, e você me disse que preferia outra bebida, por que não gostava de café! – ele disse e ouviu Lola latir logo após, como se confirmasse o que ele falava.
– Eu nem fui correr semana passada, na verdade, faz um bom tempo que não faço isso! – May disse e tomou um gole do chá quente.
Phil passou as mãos pelos cabelos, demonstrando como ele estava exasperado.
– Tudo bem... – ele disse. – eu não estou te confundindo, talvez você esteja sendo evasiva, eu entendo, mas um “não” seria melhor do que esse teatrinho! – ele falava e dava passos pra trás, a fim de se afastar das mulheres.
Melinda, mesmo que não se lembrasse de conhecê-lo, não queria ter causado essa impressão. Ela se sentiu um pouco chateada, mas assistiu enquanto ele se virava com o cachorro ao seu lado e saia a passos rápidos dali.
– O que fio isso? – a asiática indagou virando-se pra Maria.
– Com certeza, ele te confundiu com alguém Mel... – embora não muito certa de suas palavras, Maria ousou dizê-las.
– Eu nunca o vi na vida Maria! – ela riu. – deve ser uma cantada nova talvez! – elas caminhavam na direção de casa. – com direito a cachorro e tudo!
Maria sorriu fraco enquanto ouvia a amiga comentar sobre o ocorrido.
Talvez, o tal Phil não estivesse tão confuso afinal.
Fale com o autor