Notas iniciais
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Depois daquilo se passou um dia, Henrique se concentrou em procurar os outros participantes, ele pediu

uma licença da escola por tempo indeterminado.

– Pela primeira vez eu realmente estou me concentrando em alguma coisa. — Pensa Henrique sério.

– Bem, eles estavam em forma negra, mas ainda dava pra ver suas formas humanas. Pela silhueta deles

talvez eu consiga algo.

Uma mulher alta e loira entra na sala.

– Senhor Henrique, mandou me chamar? — A moça pergunta se curvando para ele.

– Joana. — Fala Henrique mandando ela se aproximar de sua mesa. — Quero que procure pessoas com

essa descrição: Homem alto, entre 30/60 anos, mora nessa cidade e tem um cargo importante.

– Existe muitas pessoas assim aqui. — Fala Joana para ele. — Por onde eu começo?

– Por qualquer lugar. — Responde Henrique. — Só encontre.

Joana abaixa a cabeça e sai da sala.

– Preciso me livrar dele primeiro, ele deve ser o mais velho de todos e provavelmente o mais esperto...

Eliminar os fortes e deixar os fracos. — Pensa Henrique já contando vitória. — No momento em que eu

me levantei, deu pra ver a altura de alguns, a mais jovem com certeza era a moça sentada no lado

esquerdo do homem mais velho. Deve ter entre 12/16 anos. Nessa cidade tem somente 20 escolas de

ensino médio, metade dela é universidade. Vou visitar essas escolas... Se prepara garota.

Lilith se acorda, se arruma e sai de casa sem ver James.

– Que sorte... — Pensa Lilith respirando aliviada.

Enquanto Lilith caminhava um ar de preocupação bateu sobre ela, a fazendo olhar para trás

constantemente.

– E se eu estiver sendo seguida? — Pensa Lilith nervosa. — Não! Não! Não! Tenho que me ficar calma,

se eu entrar em panico alguém pode perceber que há algo de errado comigo. Me mantive calma por

todos esses anos... Por que não estou agora?

Lilith pode não perceber, mas no fundo dela o motivo dela estar tão calma por todos esses anos é que

em algum ponto dos estupros ela começou a gostar, para não se deixar levar ela bloqueou tal sensação

de prazer de sua mente, a transformando em ódio.

James está pensando cada vez mais sobre o ocorrido.

– Quem eram aquelas pessoas? — Pensa James nervoso. — Eu preciso eliminar eles antes de alguma das

batalhas começar.

Sentimento de proteção. Era isso que James sentia em todo o momento, desde que era pequeno James

se sentia no dever de proteger os outros. É esse motivo que ele explica o porque de fazer coisas com

Lilith. ''Enquanto ela estiver sob meu controle, estarei seguro, ela estará seguro e a família também.''

Alexandre estava sentado ao lado de uma cama de hospital.

– Oi mãe... — Fala Alexandre assegurando a mão de sua mãe.

– Filho... — Diz ela olhando para ele e percebendo que ele está um pouco chateado. — O que houve?

Você nunca faz essa cara.

– O que você faria se tivesse um desejo? — Fala Alexandre para sua mãe.

– Bem... Acho que eu iria pedir uma comida decente, haha. — Fala a mãe dele rindo.

– E se eu tivesse um desejo que machucaria a outra pessoa? Se eu pudesse escolher entre ser famoso e

te ajudar e escolhesse o ser famoso, seria errado? — Pergunta Alexandre quase chorando.

– Eu só quero o melhor para você filho. — Diz a mulher. — Se essa for a minha hora, você não poderia

mudar nada... Você tem que parar de se preocupar com os outros e começar a pensar em você.

– Mãe... — Alexandre fala chorando.

Conforto, culpa e egoísmo, todas essas emoções levavam alexandre ao extremo.

Alexandre se sentia confortável por sua mãe estar viva e era essa zona de conforto

que ele gostaria de manter, quando ele era pequeno tudo que ele queria ela conforto, acreditando que

fazendo os outros felizes ele se sentiria confortável e sempre pensou assim... Mesmo sendo egoísta com

ele mesmo, sem perceber.

Culpa, é o que Alexandre raramente sente, sua zona de conforto foi abalada quando seu dilema moral

começou: Ajudar minha mãe ou sustentar a mim mesmo? Por sempre fazer tudo o que os outros querem

Alexandre nunca sentiu culpa, pela primeira vez na vida ele começou a rever seu conceito de conforto.

Egoísmo, para Alexandre o simples fato de não ajudar os outros era egoísmo... Ele nunca tinha

percebido que não pensar em si mesmo também era egoísmo próprio.

Toda sua estrutura e o que fazia ele foram quebradas e passava por um processo de reconstrução.

Alexandre está saindo do hospital, quando percebe um brilho vindo de uma garota. Era Milena.

– Sem chance... — Pensa Alexandre consigo mesmo, ele se esconde. — Ela sabe que estou aqui?

Alexandre começa a espiar e vê Milena conversando alegremente com uma garota, sem dar bola para

ele.

Milena, nesse momento estava se sentido alegre, não era só alegria, era um sentimento de realização.

Como se já tivesse ganhado todas as lutas e seu desejo já tivesse sido realizado, isso era uma pessoa

convencida. Para Milena o próprio fato de ter sido escolhida para tal competição a fez se achar maior que

todas as outras pessoas, para ela seu sonho era puro e melhor do que qualquer outro.

''Vou vencer!'' — Pensa Milena sorrindo.

Milena não tinha um sonho próprio, o sonho que ela carregava era de sua irmã. Sua aparencia de uma

pessoa boa e que amava a irmã era somente uma confusão de egocentrismo e rancor. Milena sempre ficou

na sombra de sua irmã e isso a fez ter rancor dela. No dia de sua morte, uma pequena parte de Milena,

uma parte tão pequena que nem ela percebia, ficou feliz com sua morte. O sonho de Milena nunca foi

querer curar o câncer pela sua irmã, ela se convenceu de que esse era seu sonho, ela se convenceu de

que curando o câncer provaria que ela era melhor que sua irmã.

Sem perceber Alexandre, Milena vai embora do hospital depois de conversar com algumas enfermeiras.

Alexandre também vai embora apressado.

Henrique sabia que a qualquer momento alguma batalha iria acontecer ou acontecia.

– Eu esqueci de perguntar como ele vai fazer as batalhas se somos 5... — Pensa Henrique batendo o pé.

Ele olha o sinal de uma escola bater e olha para os alunos que saiam, coincidentemente, Lilith saiu e ele viu

um brilho azul em volta dela e começa a fotografar.

– Bingo. — Pensa ele sorrindo. — Lilith Klay... A filha de James Klay. Quem imaginaria que ela estava nesse

maldito jogo... Bem, acho que vou deixar ela por enquanto. Preciso achar os outros... Eu achar ela foi o

'destino', 'coincidência' ou foi alguma manipulação?

Pela primeira vez desde que nasceu Henrique se sentia ansioso por algo. Ele nunca teve vontade de fazer

alguma coisa em especial, pois sempre era o melhor em tudo, ninguém vencia ele ou pelo menos tentava.

Isso fez ele ficar com um grande ego, esse ego inflou ao ponto dele ver as pessoas como formigas. Até

mesmo 'Deus' e 'Lúcifer' poderiam ser vencidos em seu próprio jogo. Nesse momento foi quando

Henrique pela primeira vez em sua vida se sentiu desafiado ao ponto de usar toda suas habilidades.

– Mesmo sem um desejo eu iriei vencer isso... Eu sou o melhor de todos. Enquanto eles são motivados

por desejos e sonhos, eu sou motivado pelo simples fato de que vou vencer... — Henrique pega seu

celular e liga para Joana. — Investigue o pai de Lilith, eu quero saber tudo sobre Lilith Natanielhe Klay.

ESTÁ NA HORA– Fala Deus.

QUEM VAI LUTAR?– Pergunta Lúcifer.

ALEXANDRE E JAMES...– Deus fala sorrindo. — PODE INVOCAR ELES.

Naquele momento, tudo parou para Alexandre e James.

O PERDEDOR MORRE.