Notas iniciais
Filosoporquia

Eu estava prestés a pular do prédio da escola quando aquilo caiu na minha frente.

Lilith estava com lágrimas no rosto e nas mãos segurava uma carta contendo tal texto:

MÃE, ME PERDOA POR ISSO. EU SEI QUE NÃO EXPLIQUEI NADA E NUNCA DEI

SINAIS DE TAL COISA, NÃO VOU EXPLICAR O MOTIVO DO MEU SUICIDIO NESSA

CARTA PORQUE EU QUERO PROTEGER VOCÊ E MINHA IRMÃ. DIZ PRA MANINHA

QUE EU AMO ELA, ASSIM COMO AMO VOCÊ. ESPERO MESMO QUE VOCÊ ME

PERDOE.

Quando Lilith ia pular, aquele clarão rompeu o céu e parou na frente dela. Nesse momento, tudo

em volta dela ficou branco e quente.

– Aonde eu estou? Porque estou aqui? — Lilith se pergunta nervosa.

Lilith olha para o chão e vê uma carta branco, ela simplesmente o pegou e leu o que estava escrito

em sua frente.

– Desejo? — Pensa Lilith sem acreditar. — Se... Se eu tenho um desejo? Mas é claro, merda! Eu vou...

Eu queria que isso não fosse um sonho. Lilith abre a carta e nele tinha um papel com as palavras

SIM e NÃO, ela tinha que marcar uma delas e claro que foi o sim.

Toda aquele imensidão branca some e o tempo volta a correr.

Lilith caminha de volta para casa pensando em como aceitou aquilo fácil de mais, isso mostrava o

quanto ela estava desesperada.

Alexandre estava voltando para seu apartamento quando tal coisa ocorreu.

– Eu... Eu morri por acaso? — Alexandre se perguntava confuso.

NÃO

Aparece a palavra em sua frente o fazendo cair para trás com o susto.

– Então... Fiquei louco? — Alexandre pergunta sentado no chão.

NÃO! AGORA PEGUE A CARTA E PARE DE ENROLAR!

– Ta bom, ta bom. — Fala Alexandre pegando a carta no chão e lê ela. — Desejo? Bem... Se eu assinar

vou vender minha alma pro diabo? Hahahahaha.

QUASE ISSO

Isso faz com que Alexandre fique sem reação.

– Se eu assinar... Eu ganho meu desejo de imediato? — Alexandre pergunta sério.

NÃO

– Eu vou mesmo ganhar meu desejo? — Alexandre pergunta novamente.

SIM

– Então tudo bem. — Fala Alexandre marcado o SIM no papel. — E agora?

ADEUS

Tudo volta ao normal para Alexandre.

Milena estava conversando com suas amigas quando ela percebe um tremor e olha para trás, ela

enxerga uma bola de fogo branca indo em direção a ela e só tem tempo para fechar os olhos. Ela os

abre e percebe tudo em volta branco e ela sentada no chão e se alevanta rapidamente desesperada.

– Que diabos... — Fala ela olhando em volta. — Que merda é essa?! O que aconteceu? Onde eu estou?

HEY

Fala uma voz na frente dela, acompanhanda das letras.

– AAAAAAH. — Grita Milena caindo no chão.

NÃO PRECISA GRITAR

– O que diabos é você?! — Grita Milena ainda assustada.

EU FALEI QUE NÃO PRECISA GRITAR!

Alugns minutos se passam e Milena está mais calma, depois da explicação da voz.

– Você quer que eu marque o sim? — Pergunta Milena.

ÓBVIO!

– Tudo bem. — Fala Milena marcando o SIM. — E agora?

Sem resposta, Milena volta para o lado das amigas.

– O que houve? Parece pálida. — Fala uma delas.

– Na- Nada. — Responde Milena voltando a sorrir.

– Você está mais feliz também. — Fala outra amiga dela.

– Não... Não é nada. — Responde Milena.

James estava em seu escritorio esperando Lilith chegar.

– Aquela vadia. — Fala James um pouco irritado. — Eu mandei ela chegar na hora certa e ela já se

atrasou 5 minutos.

James bebe seu whisky e gira a cadeira para a janela.

– Que linda vista. — Fala James olhando o mar. — Ter essa casa de frente pro mar, foi a melhor ideia.

Ele percebe que tinha uma luz no mar, e se alevanta para chegar mais perto da janela para ver o que

era. Em menos de um milésimo de segundos a bola de fogo branca está cara a cara com ele, sem dar

tempo de reação ela parece o atingir.

Nesse exato momento James percebe que a janela sumiu e sua vista também, somente o branco

domina sua visão.

– Aquela bola de fogo me matou? — James se pergunta.

NÃO

James olha para trás e vê as letras.

– Então... Eu só posso acreditar que fiquei louco. — James fala brincando.

NÃO

– Só sabe responder não? — James pergunta novamente. — Afinal, você é Deus, certo? Eu acho que

estou morto. Pode me levar para o inferno se quiser.

NÃO, SOU DEUS, MAS NÃO VOU TE LEVAR PARA O INFERNO, VOCÊ NÃO ESTÁ

MORTO PARA EU FAZER ALGO DO GÊNERO.

– Então... Vai em dar uma lição de moral? — Pergunta James um pouco mais confortavel. — Eu sei, eu

sou um monstro, estupro crianças e o senhor é justo, bla, bla, bla.

NÃO, NÃO SOU JUSTO.

– Como? — James pergunta novamente.

SE EU FOSSE JUSTO EU JÁ TERIA MATADO VOCÊ, NÃO É?

– Será? — James retruca sorrindo. — Então, porque falas comigo, Ó DEUS de Abraão, Isaque e Israel?

VOCÊ TEM UM DESEJO E EU VOU DAR ELE A VOCÊ.

– Sendo generoso a um corrupto, estuprador e pedofilo? — Pergunta James cada vez aumentando seu

sorriso.

COMO VOCÊ DISSE... SOU JUSTO, CERTO?

– Achei que tinha dito que não fosse. — Fala James.

COM AQUELES QUE NÃO MERECEM, NÃO SOU.

– E eu mereço? — James retruca.

TODOS TEM DIREITO A PERDÃO... ATÉ OS COM QUEM NÃO SOU JUSTO.

– Você é interessante. — Fala James. — E eu vou sair disso e vou ver rios de dinheiro?

SÓ ASSINAR ESSE PAPEL COM A PALAVRA 'SIM'.

– Beleza. Uma caneta? — Uma caneta aparece nas mãos de James e ele assina o papel. — E agora?

ADEUS

James volta para sua sala.

– Vamos ver o que você tem pra mim... Deus... — Pensa James sorrindo, quando escuta o barulho da

porta se abrindo.

– E eu pensando que não podia ficar melhor... — Fala James saindo do seu escritório.

James chega na escada e vê Lilith na sala.

– Se atrasou, mas estou de bom humor... Não vou bater em você hoje. — Fala James já tocando o

corpo de Lilith.

Henrique estava na varanda de seu quarto olhando o céu.

– Hoje a lua está realmente linda. — Fala Henrique.

– Eae. — Fala uma garota escalando a varanda dele.

– A, é você Julia. — Diz Henrique sério.

– Sim, sim. — Responde Julio subindo na varanda. — Tem medo da sua namorada me ver aqui e pensar

besteira?

– Não. — Responde Henrique voltando pro seu quarto.

– Você é tão idiota... — Fala Julia seguindo ele.

– Como assim, idiota? — Henrique se vira e fica paralisado ao ver uma bola de fogo indo em direção a

ela. — JULIA!

– O que foi? — Julia pergunta assustada com o grito dele.

Ele pula na direção dela e percebe que ficou parado no meio do pulo...

– O... T...Te....Tem...Tempo... — Pensa Henrique.

PAROU?

Diz uma voz, Henrique cai no chão.

– Aonde eu estou? — Pergunta Henrique para as letras na sua frente.

PEGUE A CARTA

Henrique a pega e abre.

– Desejo? — Henrique fala olhando as letras que flutuavam. — Não, me desculpe. Não tenho nada.

VOCÊ TEM SIM.

– Não, não tenho. — Henrique marca a palavra NÃO. — Agora me manda de volta pra onde eu estava.

TUDO BEM.

Henrique olha pro papel que jogou no chão e vê a opção 'SIM' marcada.

– Espera... — Henrique volta a seu 'mundo' e cai em cima de Julia.

– Você ta louco?! — Julia grita dando um tapa no rosto dele.

Porque eu apresentei isso tão rapido? Ninguém quer perder tempo com bobagens. Mas nesse exato

momento eu estou vendo o que tem na caixa, sou Deus, certo?