5 Heroes and the DarkLord
2 Separados pelo mal, ou unidos por ele?
Notas iniciais
Todos estavam dormindo tranquilamente. Aquela tinha sido uma das melhores festas que já tínhamos feito na vila; a carne do Megar estava deliciosa. Até mesmo Tiran se divertiu, ele é sempre sério e fechado, mas, desta vez, ele até dançou. Todos ficaram realmente felizes. Fomos dormir tão tranquilamente, apenas com alguns adultos caindo de bêbados, mas nada que perturbasse nossa paz. E foi nessa noite tranquila, que nossa felicidade fora tirada.
– ACORDEM! -Gritava Galask, em desespero – Eles chegaram até aqui! Acordem as crianças, mandem-nas para floresta.
Acordamos assustados. Não entendíamos porque o pai de Gilas gritava tanto. Mas, assim que saímos de nossas casas, as trevas cumprimentaram-nos; eram os cavaleiros negros, mandados pelo Senhor das Trevas.
Assim que saímos, a mãe de Tami, em total desespero, correu em nossa direção gritando:
– Fujam crianças! Corram para a floresta, escondam-se entre as árvores — E essas foram suas últimas palavras antes que a lança de um dos cavaleiros a atravessasse e Tami começar a gritar insanamente.
– Parem de perder tempo! Corram! Façam do último pedido de Tava realidade. Vamos sobreviver!!! – Exclamou Tiran, enquanto ele e Vikn carregavam alguns equipamentos.
No momento seguinte, corremos enquanto a vila era consumida pelas trevas; queimada pelo fogo. Todos os adultos morrendo para que nós pudéssemos sobreviver. Assim que começamos a adentrar a floresta, Gilas parou, ele estava frio, caiu ajoelhado e lágrimas começaram a escorrer de seu rosto — PAAAAAAAI! — Gilas presenciou seu pai sendo decapitado, pela espada daqueles malditos. Todos viraram a cara para a cena, e continuaram a adentrar a floresta.
– Vamos Gil, ele sacrificou sua vida para que a sua seja preservada. Vamos antes que seu sacrifício seja em vão. – E, com essas palavras ditas por Vikn, Gilas levanta e corre conosco, adentrando a floresta até que não conseguíssemos mais ver a vila. A noite da felicidade tornou-se a noite do desespero.
Dormimos na floresta aquela noite, menos Gilas, ele não pregou os olhos. Ao amanhecer, voltamos à vila e, a cada passo que dávamos, ficávamos mais horrorizados com o que aqueles mandados pelo Senhor das Trevas fizeram. Não restou ninguém vivo na vila; todos estavam mortos, das piores maneiras possíveis. Sangue era visto por toda a parte, e corpos de pessoas que estavam rindo na noite passada, agora estavam com suas cabeças separadas de seus torsos.
– E então, o que faremos agora? Todos aqui têm ideia de pra onde irão? — Perguntei enquanto andávamos pela nova vila da morte.
– Vocês eu não sei, mas irei vingar todos – Diz Vikn, com um olhar raivoso e, ao mesmo tempo, com lágrimas em seus olhos.
– Não perca a cabeça Vikn! O que fará? Baterá neles com sua grande cabeça oca? – disse Tiran, tentando manter a calma de todos, ele propõe uma ideia. – Se queremos vingar essa vila, não será hoje, mas a vingaremos. Proponho que nos separemos. Vikn seus irmãos são cavaleiros reais, não são?
– Sim. O que isso tem a ver?
– Vá para lá. Fique forte, deixe sua vingança guiar seu caminho. Quanto aos outros, pensem para onde vão.
Vikn convida Tami para ir com ele até o reino devido às bibliotecas reais; o sonho dela era obter conhecimento, e lá ela poderia tê-lo. Gila e eu concordamos que o melhor seria ficarmos juntos, e tentarmos procurar o motivo dos Cavaleiros Negros terem atacado uma vila pacata. E então, Vikn faz a pergunta que todos esperavam:
– E você, Tiran, para onde vai?
– Eu irei a busca do homem que acabou com a guerra há dez anos. Irei à procura do meu Pai – E, com essa resposta, todos se espantam, mas entendem ao olharem para expressão de Tiran. Ele estava tentando manter a calma, mas era quem mais estava com raiva de tudo isso.
E então, assim foi decidido: Vikn e Tami foram para o Reino Castial do Sul encontrar os irmãos Sagrados; eu e Gilas fomos à busca de resposta nas terras do sudeste; Tiran ficou com a busca mais difícil de todas. Nem ao menos tendo ideia de por onde começar foi para o norte encontrar o lago do tempo, para ter alguma pista sobre seu pai. O lago do tempo é uma lenda, sobre águas que os ajudam a descobrir sobre o que aconteceu em um passado distante. Quanto mais forte seu desejo, mais o lago te mostra. E força é o que não faltava no desejo de Tiran, de rever seu pai.
~*~
Cinco anos se passaram, e então, Tiran tinha vivido várias aventuras. Agora andava com uma armadura preta, era conhecido como Shadow, sua espada era quase o dobro de seu tamanho e, seu cabelo, havia crescido e ficado gigantesco.
Tiran acabara de chegar em uma vila para receber por um trabalho que havia pego de um carpinteiro, sobre pegar algumas escamas de Drak marinho. Assim que Tiran sai da carpintaria com seu dinheiro, ele avista um homem correndo feito louco e pergunta-lhe o que aconteceu.
– Você não sabe? O Titan Negro está aqui novamente! Ele está brigando na praça.
Corra, ele é louco!
Tiran vendo uma oportunidade de uma boa batalha corre para praça da vila, quando se depara com o Titan Negro, ele não acredita no que seus olhos veem. Era Vkn, um pouco diferente, claro, mas era o mesmo bobalhão que sempre estava se achando por aí. E ele não tinha mudado seu jeito, estava desafiando todos os lutadores da cidade, com seu gigantesco machado, de cor preta, e uma armadura que não protegia os braços. Vkn estava derrotando todos, quando então, Tiran da um passo à frente e diz:
–Eu aceito seu desafio! Como é mesmo? Ah é, Grandinho preto. – Isso chama a atenção de Vkn e, ele grita: – É Titan negro! Quem ousa brincar com meu título assim? – Quando Vkn olha para trás, ele larga seu machado, que quebra o chão em sua volta, e corre em direção a Tiran.
– TI-RAN! – Vkn bate nas mãos de Tiran, e seus olhos lacrimejam de alegria.
– Olá, Vkn! E então, como é esse título de Titan Negro? E esse machado ridiculamente pesado, onde conseguiu? — Vkn olha pra Tiran com uma cara risonha e diz:
– Ah, meu amigo, longa história... Longa historia. Mas e você, qual é dessa armadura negra? — Tiran e Vkn foram para um bar continuar sua proza. Enquanto bebiam, os cabelos loiros e curtos de Vkn mergulhavam na mesa, de tão bêbado que estava. Tiran lhe fez uma pergunta que o chamou sua atenção, e lhe deixou sério.
–Tami ainda está contigo? Achei que até estariam casados... – Vkn olha para o lado, bebe mais um gole e, então, com um olhar serio, olhando para o balcão, ele diz:
– Tami não está entre nós. – Tiran espanta-se. Levanta-se dando um tapa na mesa, e pegando Vkn pela camisa de dentro da armadura.
– Co-m-o assim não está mais entre nós? O que aconteceu a ela? – Vkn começa a rir tanto que acaba caindo do banco, e a bebida caindo em sua cabeça. Vendo a fúria de Tiran, ele se acalma um pouco, e responde:
– Exatamente! Ela está comprando comida no fim da cidade, como disse, ela não está entre nós... ainda!
–Seu babaca! Eu fiquei preocupado! Você e seu grande senso de humor. Mas, mudando de assunto, não tem problema deixar seu machado lá no meio da praça? – Vkn da um sorriso e responde alegremente:
– Não se preocupe... Apenas eu posso levantar aquele machado.
–Algum tipo de magia de posse? – Pergunta Tiran curioso.
–Algo muito, além disso, meu amigo, algum dia talvez eu lhe explique. Por enquanto, apenas vamos buscar a Tami, pois ela está demorando demais para quem foi comprar apenas algumas ervas e comida. Ela irá pular de alegria quando te vires! Aquela nanica apenas briga comigo o dia inteiro, não sei como ainda não a dei para os lagartos da floresta comerem-na. Vamos logo, antes que ela gaste todo o dinheiro que juntamos!
Os dois passam pela praça, Vkn pega de volta seu machado, e o põe sobre os ombros, como se tivesse o peso de uma pluma. E então, vão a seu objetivo: encontrar Tami.
Fale com o autor