45 Minutos: O Jogo da Vida
3 Capítulo 3 - O Mal nas ruas
Notas iniciais
Um pouco de ação nesse capítulo ;3
– Toca, toca. — Gritou Jean recebendo a bola. Um zagueiro veio em sua direção, assim ele deu um elástico, deixando o marcador para traz, e continuou correndo em direção ao gol. Seu amigo de time passou livre do outro lado, Jean levantou a bola por cima dos marcadores, dando um assistência na cara do gol.
– Chuta. — Gritou Jean. Seu companheiro meteu uma bomba no fundo do gol. Já se dava para ver algumas estrelas, o vento batia nas arvores, alguns barulhos de pássaros, o cheiro da grama rasteira pairava pelo ar.– Bem pessoal, já está tarde. -Falou Jeason, apitando. -O treinou acabou ! Os jogadores atravessaram o campo, em direção ao vestiário. O vestiário tinha sua porta de ferro, toda enferrujada com o tempo. Tinha vários armário, alguns bancos. Jean aproximou de um banco, onde estava uma bolsa preta. O tempo mudou, o céu ficou escuro, estava vindo chuva por ai, Jean puxou um agasalho de sua bolsa. Ele caminhou pelas ruas escuras até sua casa, estava com as mãos dentro do bolso da blusa, a toca estava na cabeça, e ouvia musica com seu fone. Ele caminhava pela rua escura, onde o vento batia nas arvores. Os ruídos das portas das casas velhas davam uma sonoridade esquisita ao ambiente; e para completar apenas um poste iluminava a rua, com sua luz fraca e piscando. Jean sentiu algo estranho, e percebeu que alguém estava colocando uma faca em seu pescoço, na mesma hora começou a suar frio, no sabia que faria– Perdeu Playboy, passa a grana. — Bradou o assaltante, dando uma risadinha– Acabei de sair de um treino, por que acha que eu teria algo de valor aqui ? — Perguntou Jean, com a voz tremula, estava um pouco assustado, ser assaltado não era fácil e andar sozinho em uma rua escura as 21:00, era duro– Não quero saber ! Quer que eu corte seu pescoço ? — Revidou o assaltante.– Não queira fazer isso... — Sua voz saia tremula, estava suando frio.– Ou senão vai fazer o que !? — Gargalhou o Assaltante, apertando mais ainda a faca em seu pescoço.– Isso. — Jean deu uma cotovelada na boca do estomago do assaltante. A faca fez um pequeno corte no pescoço de Jean, antes que o ladrão a soltasse.– Moleque danado. — Exclamou o Assaltante, que estava com a mão direita em sua barriga e com sua mão esquerda apalpava o chão, a procura de seu faca.Jean corria pela rua, essa parte era a mais escura e assustadora da cidade. Ele praticava Le Parkour, seria fácil desviar de alguns objetos pelo caminho, ou até mesmo pular alguns muros. Enquanto o assaltante vinha atras, Jean pulava algumas latas de lixo que estavam no caminho, até chegar à um beco sem saida, apenas com uma grade de ferro. Tinha alguns latões de lixo, um odor forte vindo de uma poça d'agua de esgoto tampava o nariz dele, o vento passou assobiando por sua orelha, sua entranha gelou.– O que vai fazer agora ? — Riu o assaltante, pegando um cano que estava ali do lado, e começou a bater em sua mão. — Não tem mais saida, moleque !Jean suou mais frio ainda. O muro tinha um pequeuno buraco, onde cabia seu pé. O mesmo colocou seu pé no muro para dar um impulso e se pendurou na grade, com suas duas mãos fez força e pulou para o outro lado.– Você conseguiu escapar dessa vez. — Bradou o assaltante, seu rosto estava vermelho de ódio. -Da próxima, irá morrer ! Jean correu por um rua mais clara, os postes estavam em boas condições, iluminando a rua inteira. Um estrondoso trovão ecoou pela rua deserta, ele so queria chegar o mais rápido possivel em sua casa, pois sentiu alguns pingos em sua pele. Chegando em frente a sua casa, caminhou até a porta, abrindo com cuidado para não fazer barulho, pois quando abriu, percebeu havia alguém deitado no sofá, coberto por um cobertor cinza, que provavelmente seria sua mãe– Mãe ? — Perguntou Jean, cutucando o cobertor.– Sua mãe está la em cima, tomando banho. — Disse Jaque que se virou para Jean, e ainda estava com os olhos um pouco aberto.– Jaque, que surpresa. — Falou tentando parecer feliz e não assustado.– Ei cara. — Ela sentou no sofá, e puxou Jean para perto, abrindo seu casaco. — O que é isso ?– Não é nada. — Jean, passou a mão em sua ferida, e uma lagrima caiu de seu olho, poise sentiu uma grande dor no local. — Machucado de jogo.– Não minta Jean. — Disse examinando a ferida cuidadosamente, para não machucar. — Isso é um corte de faca, pelo profundidade que esta esse machucado.– Foi um assaltante, me pegou desprevenido depois do jogo. — Explicou, enquanto o vento batia na janela de sua casa. — Acertei uma cotovelada no estômago dele e fugi.– Temos que curar isso. — Disse Jaque se levantando do sofá, e começou a caminhar em direção a cozinha.– Não precisa. — Jean segurou a mão de Jaque para que ela não fosse até o local. — Ja estou bem, nem está doendo tanto– Ok então. — Terminou Jaque, com um olhar confuso em seu rostoQuando Jean estava indo para seu quarto, ficou imaginando a cena, a faca, começou a suar frio, suas entranhas gelaram de novo, quando um novo trovão ecoou pela casa.– Jean. — Chamou Mandy, colocando a mão no ombro do mesmo
Ele deu um pulo e gritou de susto, pois estava destraido e não havia percebido a aproximação de sua mãe, imaginou que fosse o assaltante novamente, pois estava lembrando da cena.– O que é isso em seu pescoço filho ? — Começou a analisar, com seu olhar preocupado– Bem, depois do treino... — Jean explicou o ocorrido, para sua mãe que ficou chocada. — Foi isso.– Essas ruas estão cada vez mais perigosas. — Disse com a voz calma, enquanto procurava alguns Band-Aid.– Mas estou bem, isso que importa. — Falou, coçando o pescoço próximo a ferida, pois havia algumas graminhas perto, por causa do treino– Vai tomar um banho e depois eu farei um curativo. — Mandou Mandy, pegando alcool e mais alguns itensJean saiu reclamando, e foi tomar seu banho, o som do chuveiro junto com a música que tocava de seu celular, abafou os sons dos trovões. Passado alguns minutos ele foi para seu quarto, se trocar e após isso, ligou seu notebook que estava em um site de chuteiras.– Levanta a cabeça filho. — Falou sua mãe que segurava alguns algodões, um vidro de alcool e Band-Aids–Não mãe. — interferiu virando seu rosto para o lado.– Levanta. — Mandy puxou a cabeça de Jean para cima e passou, alguns algodões com alcool na ferida, para desinfectar e colocou o curativo. — Pronto Os olhos de Jean começaram a escorrer de dor, ele queria chorar mas tinha que aguentar e ser forte, por que tinha visita em casa e não seria nada legal chorar.– Tchau mãe. — Disse sorrindo, para disfarçar a dor– Tchau filho. — Ela deu uma risadinha e percebeu que seu filho estava com for, dando um beijo em seu machucado, falou rindo. — Pra sarar.– Mãe, não tenho cinco anos de idade. — Disse passando a mão em sua nuca.– Está bem filho, deixa eu ir la com sua amiga. — Terminou dando um sorrisinho.Jean ignorou rindo, e voltou a ver chuteiras para que pudesse comprar alguma para o campeonato e ficou ali por varios minutos– Essa da Nike é top. — Pensou, voltando a ficar destraido por meia hora, olhando e olhando.– Essa é igual do Cristiano Ronaldo. — Falou Jaque, que apareceu na porta, com sua bolsa de escola nas costasJean pulou cadeira, quase derrubando um copo que havia deixado ali. — Que susto !– Você vai comprar qual chuteira. — Disse Jaque puxando uma cadeira para perto e olhando para a tela do notebook.– Não sei, estou escolhendo ainda. — Disse um pouco desanimado. – Vamos ver... essa Mercurial é legal. — Jaque apontou o dedo para uma chuteira de cor rosa, e detalhes azuis.– Também acho... O preço é bem legal. — Falou Jean, dando uma risadinha.– Esta cara, mas você consegue comprar, guardou dinheiro para isso. — Falou dando um soquinho em seu braço.–Poise. — Suspirou Jean.– Se anime e outra, quanto ao campeonato na escola, você acha que tem chance ?. — Perguntou Jaque com um olhar de curiosidade– Devo ter, pelo menos acho. — Sorriu Jean, pois sabia que era o melhor da turma.– Jaque, sua mãe querida. — Disse Mandy aparecendo na porta.– Ja estou indo Senhora M. — Falou Jaque rindo, e se voltou para Jean.– Está bem. — Disse Mandy sorrindo e saiu da porta, indo para a sala.– Até na escola. — Disse Jaque, dando tapinhas nas costa de Jean. — Tchau.– Até, falou. — Sorriu Jean. Jean desligou seu notebook, e deitou em sua cama, as luzes estavam apagadas, o quarto está sendo iluminado apenas pelo brilho dos raios, alguns trovões e Jean pegou no sono. Ele estava na rua escuro novamente, mas não se sabia o local que estava, não se via nada, o ladrão se multiplicava, vários homens com facas, mirando e marchando em sua direção. Antes que os assaltantes o atacasse, uma luz forte chegou ao chão iluminando o lugar inteiro. A entranha de Jean gelou quando viu a imagem que descia, pois ele a reconhceu. Era Cristiano Ronaldo que parou na frente dos assaltantes falando algo, ou melhor uma lingua estranha. Após terminar de falar, Cristiano Ronaldo segurou o braço de Jean e os dois começaram a subir pela luz que vinha de um disco voador, que os levaram, para o mundo dos Pokémons.O relógio despertou, e Jean tomou um susto. Os passarinhas cantavam na janela de seu quarto, não estava mais chovendo, apenas uma pequena brisa de verão.– Que merda de sonho foi esse ? — Se perguntou, levantando com cuidado, tentando abrir os olhos, enquanto passava a mão no rosto. Ele fez tudo que fazia todas as manhãs antes de ir para escola, ia até o banheiro, tomava um banho, descia para tomar café, escovava seus dentes, pegava a bolsa e esperava o som da campainha tocar, avisando que Jaque como de costume o esperava. Jean contou seu sonho para Jaque, que riu sem parar o caminho todo até a escola.– CARA, MUNDO DOS POKEMONS ? — Gargalhou Jaque.– Sim. — Disse Jean sem graça.–Pegou muitos Pokémons raros ? — Riu–Sem graça. — Falou baixando os olhosA conversa foi interrompida, quando um garoto passou entre eles, esbarrando em Jean, fazendo com que derrubasse sua bolsa.– Ei. — Bradou Jean, enquanto se abaixava para recolher sua bolsa. — Olha por onde anda !– Me desculpe. — O garoto estava com seu rosto assustado. — Sou novo aqui, estou atrasado, não sei onde é a escola, não sei de nada !– Podemos te ajudar. — Se ofereceu Jaque. – Sim, a proposito, sou Jean. — Ele o cumprimentou com um aperto de mão.– E eu sou a Jaque. — Disse ela, balançando a mão, dando um sorriso.– Eu sou Taylor. — Disse o Garoto, que tinha seus 1,75 metros, era meio magrelo.– Vamos indo então. — Jaque saiu na frente de todos– Vamos. — Jean que enquanto andava perguntava coisas a Taylor. — Qual serie você está ?– Aqui no Papel, diz que estou no 2º B. — Respondeu Taylor, meio confuso ainda.– Bem, estamos na mesma classe. — Disse Jaque olhando para traz. — Ja é um começo.– Então, vamos. — Disse Jean, dando uma corridinha, para alcançar Jaque. –Sim. — Taylor deu um sorriso e correu para perto de seus novos amigos.
Notas finais
Espero que tenham gostado :3
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