Notas iniciais
Olá humaninhos... CORRE QUE O CAPÍTULO TA VIRADO EM HOT SEDDIE GENTE! SÓ VAI!

Parte 35: Alasca

Povs Sam:

Freddie se apoia no braço direito, por que algo o machuca no braço esquerdo. Ele sobe o quadril para que eu introduza seu membro em mim. Eu o deixo se afundar com força no meu sexo. Dói no começo, mas eu espero há muito tempo por isso.

Eu fecho os olhos o sentindo e relembrando suas palavras. Lembro-me de quando ele disse que queria me preencher completamente e agora está de fato fazendo isso.

Ele se mexe segurando minha mão esquerda. Eu não o deixo me soltar.

— Céus... — Freddie suspira movimentando o quadril — Você está molhada de novo... — ele murmura para me excitar.

Eu aliso seu peito, suas costas e seus braços com minha mão direita. Eu começo a gemer de forma alta. Freddie faz um movimento circular e agarra a cabeceira da cama com a mão esquerda. Eu abro os olhos para encontrar seu olhar. O castanho vai de sólido para líquido. Eu procuro me movimentar com ele para aumentar nosso prazer. É uma sensação gostosa demais senti-lo dentro do meu corpo.

— Com força... — eu ofego próximo dos seus lábios.

Freddie me beija. Sua língua é mágica na minha boca. Seu corpo se pressiona contra mim. Eu prendo a parte de trás das suas coxas com as minhas pernas. Quero senti-lo até o final.

Minha boca suga a sua de forma rebelde. Ele geme arduamente e desfaz o beijo.

— Eu poderia passar o resto da vida fazendo isso com você. — ele diz em um tom rouco que me deixa louca.

— Só continua... — eu arfo sentindo o prazer aumentar.

Freddie vai e volta. Ele está fazendo rápido. Está fazendo de uma forma dura. Selvagem demais para uma primeira vez, mas eu não ligo. Eu o amo acima de tudo e depois das merdas que passamos o mínimo que merecemos é isso daqui.

Eu foco apenas nele. Freddie estoca parando em algumas vezes. Ele penetra até não poder ir mais.

— Freddie! — eu grito contra seu pescoço.

— Se movimente comigo. — ele me morde na bochecha.

Eu faço como ele pediu. Desse jeito as coisas ficam muito mais intensas. Eu sinto minhas partes se contrair apertando seu membro. Eu o mordo na orelha. Sussurro seu nome entre um gemido e outro.

Ele gosta do que está ouvindo.

— Sam... — ele me chama — Oh... Porra! — ele não resiste em gritar — Geme. — Freddie pede me olhando — Diz meu nome... — ele estala um beijo rápido na minha boca — Eu quero ouvir você.

— Freddie. — eu começo a gemer de novo — Freddie... Oh! — eu não consigo manter meus olhos abertos e escuto a madeira da cama se quebrando. — Só... Vai!

Eu sei o que estou começando a sentir. Está vindo de forma rápida. A fumaça está pelo meu corpo e por algum motivo parece até mesmo sair dele também. Eu vou ter um orgasmo. Freddie começa a tremer. É tão bom senti-lo sendo um só comigo. Volto a pensar nele na minha boca.

— Sam, vem. — ele faz um pedido que não posso negar — Eu quero que você chegue lá.

— Eu vou... — eu jogo a cabeça para trás o sentindo investir com brutalidade. Ele não cansa, mas eu sim. Eu subo a pélvis para adiantar as coisas.

Ele faz movimentos de vai e vem de maneira lenta. Ele aperta mais forte a minha mão.

— Agora... — ele fala com os dentes trincados — Eu vou chegar com você.

— Ai Freddie! — me deleito na sensação e abro os olhos por que quero estar olhando para ele.

Freddie só precisa penetrar mais algumas vezes e eu encontro o que procurava. Eu grito com força durante todo o orgasmo. Freddie goza junto comigo. Sinto-o explodir dentro de mim, mas ele não para até que eu ofereça tudo a ele. O orgasmo é muito mais forte em nós do que nos humanos.

Freddie só interrompe os movimentos quando eu mordo seu pescoço até sentir o gosto de seu sangue metálico. Ele cai por cima de mim ainda gemendo contra meu ombro. Seu corpo pinga de suor, mas ele não cansou, está apenas aproveitando o estágio final do seu ápice.

Nossas mãos permanecem juntas. Freddie devagar solta à cabeceira que se partiu ao meio. Oh droga... Freddie se retira de mim e eu sinto seu sêmen escorrer pela minha coxa. Freddie olha para o que está fazendo e se coloca novamente novamente no meu sexo.

— Merda! — eu solto um gemido involuntário.

Freddie perde um pouco da respiração. Dessa vez ele se apoia no braço esquerdo e prende minha mão contra o travesseiro. Seus olhos vagueiam pelo meu corpo. Ele se inclina um pouco. Sua boca suga meu seio direito. Meu mamilo se endurece. Eu grito vendo tudo de colorir a nossa volta. Eu não suporto mais gemer, daqui a pouco vou ficar rouca, mas o Freddie simplesmente não para de me satisfazer. A língua dele lambe meu seio. Isso dispara na região sul onde ele está me possuindo novamente. Estou fraca demais para lidar com outro orgasmo e ele sabe disso. Freddie se movimenta mais um pouco retirando os lábios da minha pele. Finalmente ele solta a minha mão. Freddie sai de mim e eu gemo baixinho. Ele se deita ao meu lado esquerdo. Eu controlo minha respiração, enquanto ele está deitado de lado segurando o travesseiro com força. Eu olho para baixo e vejo que ele continua ereto. Não posso deixa-lo assim. Eu pego seu pau na minha mão.

— Oh... Sammy, não. — ele segura meu pulso, mas eu ignoro — Não precisa fazer isso... Está tudo bem... — Freddie sussurra, mas ele empurra o quadril para frente.

Ele está com vergonha, então esconde o rosto no travesseiro enquanto eu o masturbo. Freddie tenta não gemer, mas falha.

Eu começo a fazer com as duas mãos. Caramba, é grosso o suficiente para eu não conseguir fechar uma das mãos na parte de cima.

Freddie prossegue empurrando seu pênis entre minhas mãos hábeis por que não consegue se controlar. Ele até fica com as costas contra o colchão, mas ainda esconde o rosto no travesseiro. Seu gemido fica mais alto. Eu desço e subo só mais um pouco. Freddie tem um orgasmo. Eu o faço liberar até onde pode e continuo durante algum tempo.

Quando eu termino, percebo que sujei minhas mãos. Mas que porra! — e dessa vez literalmente — Ajeito-me na cama e Freddie agarra meus pulsos. Ele me olha meio corado, depois olha para os meus dedos. Eu mal respiro e ele sai da cama, retorna com um pano e limpa minhas mãos até que não tenha mais nada entre elas. Freddie joga o pano pelo quarto e me puxa pro seu corpo. A boca dele procura pela minha e eu o concedo o mais singelo dos beijos.

— Para sempre. — eu murmuro como um pedido.

— Para sempre. — concorda ele.

Eu deito minha cabeça contra o seu peito. Eu ouço uma leve e calma batida. Um coração que voltou a vida. Um coração que se transformara.

Eu acordo com a respiração calma do Freddie ao meu lado. Toda a noite passada se gruda como chiclete nos meus pensamentos. Nunca irei esquecer ele me possuindo de forma completa.

Freddie abre os olhos devagar. Ele abre um sorriso para mim. O sorriso mais sincero, único e verdadeiro do mundo.

— Bom dia... — ele se apoia no cotovelo.

— Bom dia... — permaneço deitada sem me mexer.

— Você está bem? — ele inicia o dia já se preocupando comigo.

— Melhor impossível. — seguro sua mão esquerda — Obrigada.

— Eu que agradeço. — ele se inclina para me beijar.

Freddie segue com beijos pelo meu pescoço. Sua boca desce até o meio dos meus seios e prossegue descendo pela minha barriga. É tarde demais quando eu vejo o que pretende fazer. A boca dele já está entre minhas coxas.

— Freddie... — eu sussurro sentindo a língua dele tocar a parte mais sensível do meu corpo. Freddie passa os braços por de baixo das minhas coxas. Ele usa a língua para passear pelo meu sexo inteiro. Ele beija meu clitóris me fazendo ver estrelas. Eu agarro seu topete pós-foda e levo sua cabeça para cima e para baixo. Freddie me deixa totalmente molhada. Ele continua me sugando produzindo sons com a boca. Oh cara... Isso é tão errado por que ele está sentindo o próprio gosto da noite passada, mas ao mesmo tempo tão certo. Freddie ergue um pouco mais minhas pernas me fazendo deslizar pela cama. Não consigo deixar meu quadril quieto. Eu encontro seu olhar safado. Na verdade eu queria que ele entrasse em mim de novo, mas Freddie vai me fazer ter um orgasmo apenas com a sua boca. Ele volta a ministrar a língua. A sensação da noite passada vem me dar as boas vindas novamente. Eu estou quase chorando. Freddie estala beijos em mim. Que merda... Como ele pode fazer isso comigo? Estou me contorcendo de prazer. Meu corpo tem espasmos, mas Freddie está quase acabando. Eu não aguento mais segurar. Eu chego como um trem desgovernado ao ápice. Não são nem dez da manhã e eu já estou tendo um orgasmo. Eu mordo o meu lábio e meus olhos chegam a se encher de lágrimas. Freddie continua com a boca parada esperando eu terminar de gozar. Ele vem por cima de mim. Não tenho tempo de virar o rosto, então ele pressiona os lábios nos meus e eu acabo abrindo a boca. Freddie me beija de língua. Eu viro o rosto para tossir sentindo o gosto do meu próprio clímax, mas ele continua a me beijar no canto da boca.

— Você é terrível! — acerto um tapa no pé da orelha dele, mas eu começo a rir.

— Isso foi por você ter feito me feito chegar lá duas vezes ontem. — ele me da um selinho — De nada.

— Ridículo. — eu não resisto e lhe dou um beijo casto.

Ele sorri ao final do beijo.

— Eu te amo.

— Eu também te amo. — beijo ele novamente.

— Aconteceu algo bizarro... — ele menciona se sentando na cama e pega minha mão esquerda para cheirar.

— O que? — eu pergunto recuperando a respiração.

— Após você ter dormido... Eu fechei os olhos e... — ele parece tremer e eu já percebi que isso tem sido algo bem frequente — Eu sonhei.

Eu me sento imediatamente.

— Oh... Se você sonhou, significa que...

— Eu dormi. — ele responde rápido — Sim... Pela primeira vez após muito, muito tempo, eu dormi. — Freddie murmura — Realmente a metamorfose está acelerada... Mas sabe o lado bom? — ele sorri — Eu sonhei com você.

Engulo em seco, mas tenho que rir.

— Que puta pesadelo...

— Não. Foi um sonho muito bom na verdade. — ele alisa minha coxa e seu olhar vai da minha boca para os meus seios — Hum... — Freddie se inclina e beija meu seio direito sem nenhum motivo.

— Não Freddie... — eu fecho os olhos e seguro seu rosto — Pare.

— Você gosta... — ele diz com a língua entrando em ação.

— Mas eu preciso levantar e não passar o dia inteiro com você aqui. — eu explico, mas ele está me deitando no colchão. Eu acaricio seus cabelos úmidos.

— Claro, claro... — ele vai para o meu seio esquerdo — Você é cheirosa.

— Chega de me torturar. — eu ordeno.

— Está bem. — ele rosna, mas não antes de sugar meu seio novamente. Eu dou um soco nas costas dele. Freddie grunhe e me vira de bruços. Ele me domina. Seu pênis fica contra a minha bunda, onde ele atreve se mexer — Você é perfeita, sabia disso? — seus lábios tocam meus cabelos.

Eu não resisto e ergo o quadril para encontrar sua ereção. Ele gosta. Eu rebolo um pouco. Freddie beija meu pescoço. Escutar seus gemidos no meu ouvido é incrível.

— Você não cansa... Eu sim. — relembro a ele.

— Infelizmente. — ele continua se passando em mim — Na próxima vez eu vou te foder assim.

— Porra... — eu deixo escapar e depois rio — Vou gostar.

— Safada. — ele sussurra e morde o glóbulo da minha orelha.

— Só com você. — eu me viro de lado o derrubando da cama.

Eu me levanto e vou para o espelho. Meu corpo está cheio de marca de mordidas. Meu cabelo está uma merda, mas eu sinto algo que não sentia há tempos. Eu sinto felicidade. Eu me sinto totalmente feliz e alegre.

Freddie vem por trás de mim. Passo a língua nos lábios vendo sua ereção, mas algo, além disso, chama minha atenção nele. O hematoma na sua barriga ao lado esquerdo.

— Não é nada... — ele me agarra por trás, mas eu me distancio um pouco e fico por trás dele.

— Que porra é essa Benson? — eu pergunto segurando suas costas.

— Um tiro. — ele responde sincero. Provavelmente é da história sobre ter exterminado todo o exército em Mont Hood.

— A bala... — eu pressiono o dedo com força e ele urra — Ainda está ai dentro, não é? Cicatrizou mais rápido do que você pensava e você não conseguiu tirar, não foi?

— Sim. — ele segura minha mão contra o machucado.

— Fredward... — eu sussurro na sua orelha — Você precisa me deixar tirar, se ficar ai dentro no seu atual estado vai infeccionar.

— Pode tirar. — ele aceita respirando fundo.

— Vai doer pra cacete. — eu afundo os dedos na sua pele.

Freddie grita com dor. Ele se apoia no espelho. Minhas unhas são como garras e cavam sua pele. O sangue dele suja meus dedos. Eu faço como fiz com o Brad e afundo muito mais a minha mão. Sinto o objeto metálico na ponta dos dedos. Consigo puxar enquanto o Freddie trinca os dentes para abafar outro grito. Retiro a bala de dentro dele e a jogo na cômoda. Freddie suspira aliviado. A ferida some.

— Bebê chorão. — eu beijo seu pescoço.

— Céus... — ele segura minhas mãos em volta dele e faz com que elas desçam até seu membro. Eu ofereço um pouco de prazer a ele. Freddie fecha os olhos gostando. Mais rápido do que um piscar de olhos ele me empurra no espelho e minhas pernas ficam em volta dele. Eu solto um gritinho sem saber como ele conseguiu ser tão rápido — Essa tensão sexual não vai embora nunca? — Freddie me pergunta.

— Acho que não. — lhe dou um beijo no rosto — Vamos tomar um banho descente e não tente nada lá dentro.

— Meio impossível. — ele me pega nos braços.

Tomamos um banho demorado. Analisamos meus ferimentos e eu vejo que um pouco do sangue em volta dele, foi das minhas mordidas da noite passada. Freddie me ajuda a lavar meu cabelo. Quando terminamos, eu dou uma toalha para ele e me enrolo com outra. Freddie pega uma terceira toalha e seca meu cabelo depois que eu termino de pentear.

— Vou sentir falta dos seus cachos... — ele diz ao terminar de secar meu cabelo loiro. Estou sentada na cama.

— Por quê? — eu viro o rosto para olhar sua face.

Pela sua expressão ele vai fazer alguma piada descarada.

— Seria melhor para enrolar na minha mão na hora que eu te pegar de costas. — ele sorri lascivamente e eu estava certa.

— O que o sexo fez com você? — eu pergunto rindo e me levanto — Vou trocar de roupa e colocar as suas para lavar, até lá se importa em ficar apenas com um shorts velho pela minha casa?

— Então aqui será a sua casa de novo? — ele toca em um assunto sensível.

Eu suspiro.

— Por enquanto é. — eu retiro a toalha de mim.

Vou para a minha cômoda. Freddie me abraça por trás.

— Quietinha... — ele sussurra e me faz ficar excitada de novo — Me permita. — Freddie coloca meu cabelo para o lado — Eu sempre quis fazer isso desde o dia em que eu descobri onde estava... — ele beija minhas costas. Oh. Não é exatamente minhas costas que ele quer beijar, mas sim onde a tatuagem da alcateia se encontra. Ela sempre fará parte de mim de alguma forma.

Freddie continua dando beijinhos, até que as suas mãos grandes estão como conchas nos meus seios, que se encaixam perfeitamente nelas.

— Eu preciso comer alguma coisa... — eu me seguro para não gemer.

— E eu quero comer você...

— Que ultraje. — o empurro na cama, ele se senta dando risada — Você não consegue se controlar nem um pouco?

— Não e até o fim do dia faremos de novo. — ele diz, mas então olha para a minha perna — Bem, talvez não.

Eu não respondo.

Eu me visto com um shorts de tecido fino ideal para o tempo quente. Coloco uma camisa regata branca. Freddie escolheu uma calcinha e um sutiã preto para mim, quando eu coloquei ele me disse que eu fiquei sexy. Não aguento mais o nível em que chegamos, não faz nem vinte quatro horas que tivemos nossa primeira vez e estamos desesperados para fazer de novo.

Eu coloquei a roupa do Freddie na máquina de lavar, depois fomos para a cozinha tomar café. Eu estou mancando muito e parece que tem algo comendo minha carne por dentro da perna.

Não sei o quanto o Freddie está mesmo nesse lance de voltar a ser humano, então arrisco perguntar:

— Quer alguma coisa? — eu abro a geladeira.

— O que você puder preparar. — ele cruza os braços sobre o peito.

Vai ser difícil lidar com ele só trajando um velho shorts jeans que eu achei.

— Eu não sei o que você fez durante a minha estadia em Viena... — inicio um assunto.

— Não Sam. Carly e eu não fizemos nada. Admito que nos beijamos algumas vezes mas nada além disso. — ele já deixa claro para mim — Imagino que foi a mesma coisa entre você e o Gatlin.

Coloco presunto e queijo na mesa da cozinha.

— Mas foi diferente, eu não fiz por que o amava eu fiz por que estava entediada.

— Esse "fez"...

— Apenas nos beijamos.

— Ah. — ele fica aliviado.

— Como foi lidar com a Carls? Você sabe... Ela não se lembrar de mim e nem nada... — pego o pão de forma e também levo para a mesa.

— Complicado e estranho, mas eu não me esqueci de você em nenhum momento. — Freddie se aproxima de mim.

— A Shelby me beijou. — eu digo de uma vez e ele se apoia na mesa, chocado.

— O que? — ele fica quase sem voz.

— Aconteceu ontem antes de eu voltar para cá, foi uma coisa bem rápida, não foi um beijo de verdade. Ela não sabia por que tinha feito aquilo e eu estou muito confusa com tudo isso... — acabo por corar no final.

Freddie começa a rir. Ele ri a ponto de se engasgar e sentir dor de barriga. Quando por fim se recupera disso, ele me ajuda a preencher os pães com presunto e queijo.

— Isso que a Shelby sente por você é por que foi você quem a transformou, entende? O veneno disperta gratidão... Shelby queimou por três dias o que aumentou muito a tal gratidão. — ele faz aspas no ar — Ela meio que te odiava. Basta virar o ódio do avesso e ele se torna amor. Shelby deixou ir longe demais então se sente atraída por você... Bem, quem não se sente? — ele acaricia meu queixo rapidamente.

A verdade é lançada na minha cara.

— Quer dizer que o que eu sentia por você nunca foi real? Isso que eu sinto agora também não é?

— Depende... Quando eu estava com você eu sentia seu amor, era um pouco além da ligação... Mas agora que você voltou depois de ter desligado a humanidade, tudo o que sente é novo. Esse seu amor por mim talvez já existia muito antes de eu te transformar, você o trouxe a tona novamente e acrescentou muito mais do que poderia imaginar. — ele me conta para meu completo alívio.

— Fico feliz em saber que te amo. — eu sorrio sincera.

— Eu fico muito mais. — ele leva um pão para a sanduicheira, ficamos em silêncio um pouquinho mas logo ele fica inquieto — Sam... Eu não sei como está sendo para você... Sabe... O Gibby.

Eu arregalo meus olhos por que eu tinha me esquecido completamente.

— Eu não sei... Só acho que as coisas vão se acertar agora. Você ficou sabendo do imprinting?

— Sim. Depois que Wendy me soltou do quarto eu fui até o apartamento da Carly, ela gritou um monte comigo e o Gibby também. Eu saí de lá antes de matar todo mundo por que o Spencer e a Shelby vieram se intrometer. — Freddie arruma o shorts — Então eu matei o lobo, vi que você ia morrer e me liguei...

— Quando você desligou? Foi depois que eu parti? — quero saber a verdade.

— Não... Foi semana passada. — ele murmura e eu pisco sem acreditar.

— Por que ficou aguentando tanto tempo?

— Não sei. — Freddie coloca nossos sanduíches em um prato e os deixa na mesa. Ele parece esconder algo.

— O que realmente aconteceu enquanto eu estive fora?

Freddie se apoia na mesa e me fita.

— Eu sou uma Âncora. — ele responde de maneira curta mas eu sei o que significa.

— Por que? E como você lidou com isso? Meu Deus Freddie! — eu corro para abraça-lo.

— Wendy disse que eu ficarei assim até cumprir meu propósito aqui na terra ou chegar ao último estágio. — ele me abraça e cheira meu pescoço — Eu aguentei firme por um tempo, até que Gatlin voltou e avisou que você estava aqui, então eu bolei um plano. Envolvia juntar você e o Gibby, mas eu não suportaria ver vocês dois juntos e ele sabia disso, então depois que eu matei todo o exército em Portland, eu precisava me desligar. Foi sofrimento demais.

— Isso tudo é uma merda e a culpa é minha. — eu admito mas ele não sabe por quê.

— A culpa não é de ninguém, não precisamos falar disso... Vamos ficar juntos de novo Sam, vamos te tirar de Viena, vamos acabar com os Reais, vamos estabelecer a paz aqui. — ele pega meu rosto entre as mãos — Temos que deixar o caminho aberto para o Alfa, esse é nosso trabalho por que ninguém jamais irá te tirar de mim de novo.

— Ninguém. — eu falo firme para ele.

Eu beijo ele para selar isso entre nós.

— Não... — ele recua sorrindo — Eu vou querer te foder de novo.

— Até parece que está com a humanidade desligada ainda. — dou um tapa no seu peito.

— Você mesma disse para não romantizar... — ele me lembra.

— Você sabe que não era eu... Sabe que nenhuma daquelas coisas eram reais. — eu desenho círculos no seu queixo.

— Eu sei... — ele me beija — E a sua perna?

— Vai melhorar. — eu me sento na cadeira com dificuldade.

— O que faremos hoje?

— Iremos passar o dia inteiro juntos, amanhã pensaremos em um plano. Primeiro temos que consertar as coisas entre você e eu. — eu entrelaço nossos dedos.

— Iremos consertar tudo Samantha.

Freddie e eu comemos alguns sanduíches. Ele ainda passou mal um pouco por que não se acostumou totalmente.

Eu sei que as perguntas vão começar em breve, quantas pessoas eu matei e por que. Ele não vai me deixar escapar disso.

— Shelby te contou o que fizemos antes de eu ir embora? — eu pergunto estendendo a roupa dele no varal no quintal, ele está sentado no degrau da varanda.

— Contou tudo. — ele responde.

— Eu matei diversas pessoas depois daquele dois caras, eu sei o número exato, mas não quero que você pense que eu sou uma monstra. — eu estendo sua camisa.

— Eu não ligo... Matei quinhentas pessoas, algumas inocentes... — ele se refere ao exército — E ao longo da minha vida eu também perdi a conta.

— Entendo... — dou risada ao estender sua cueca boxer preta — O quanto daquilo que a Shelby me contou para que eu me desligasse foi verdade?

— Não muito...

— O que foi verdade?

Freddie abaixa a cabeça.

— Eu conhecia o Gatlin fazia um tempo, quando eu soube que ele estava aqui fui até Place Of Towers para podermos fazer um acordo, mas eu só consegui ferrar mais as coisas... Tentei fazer negócios com ele, cheguei a traficar armas pra no fim ele sempre estar três, quatro, cinco passos à minha frente. — ele se entristece — Não sou bom em tentar dar um jeito nas coisas.

— Eu concordo. — murmuro por que é verdade.

Freddie e eu retornamos para dentro. Escovamos os dentes e voltamos para a cama. Ele está preocupado com a minha perna.

— Deixa eu ver... — ele exige abrindo meu shorts e o puxando até em baixo. Tem uma marca roxa enorme na minha coxa — Será que vamos ter que quebrar de novo?

— Não... Vou ficar bem. — eu tremo com medo de ter que sentir dor novamente.

— Precisamos ir até um médico Sam.

— Não. — eu tento subir meu shorts mas ele segura minhas mãos.

— E se sua perna infeccionar? Sam, você precisa ir ver isso.

— Amanhã. — eu me sento e aliso seu peito — Amanhã iremos cuidar disso, mas hoje eu não quero deixar essa casa e muito menos deixar você.

— Você não vai me deixar e eu certamente não vou à lugar nenhum.

— Tudo bem. — eu deito novamente.

Freddie beija minhas coxas e só então sobe meu shorts. Eu dou carinho em seus cabelos. Ele deita a cabeça na minha barriga.

— Um dia nosso bebê estará aqui. — ele fala tão suavemente que eu sinto vontade de chorar.

— Você quer ter um filho? — prossigo dando carinho nele.

— Somente se ele fosse seu.

— Ele seria nosso. — eu falo alto.

— Sim... — Freddie ergue a cabeça para me fitar — Nosso.

Eu toco sua face esculpida. Freddie fecha os olhos apreciando meu carinho. Seu rosto se passa contra a minha mão.

— Não posso te perder de novo. — eu não posso cogitar tal coisa.

— Não vai. — ele abre os olhos com determinação — Iremos fazer um plano. Iremos fugir. Podemos ir para qualquer lugar do mundo...

— Você sabe que não é bem assim... — eu me desanimo — Mas a gente devia ir para o Alasca.

— Sim. O Alasca. — ele concorda achando divertido — Ou talvez um país, tipo o Brasil.

— Sério?

— Sim. — Freddie não está brincando.

— Então iremos para o Brasil.

Acabamos por rir. Ele volta a deitar a cabeça na minha barriga. Eu relaxo escutando o som da sua respiração.

— Como foi a noite passada para você? — Freddie quebra o silêncio.

Procuro uma palavra descente.

— Mágica e para você?

— Inesquecível. — ele beija minha barriga por cima da camiseta branca que estou usando — Tive medo de te machucar.

— É... Teve uma mordida ou duas, nada tão sério. Você não me machucou mais do que eu já estava machucada. Não se preocupe. — respondo para o aliviar.

— Quando sua perna estiver melhor, podemos fazer novamente.

— Não precisamos esperar tanto.

Freddie com cuidado fica sobre o meu corpo.

— Não é bom se arriscar. — sua boca toca a minha de maneira doce e suave. Eu subo a mão por todo o seu tórax com a intenção de fazê-lo tremer. Freddie se apoia em seus braços para não fazer peso em mim. Ele está sendo cauteloso. Seu beijo é calmo, lento mas cheio de paixão.

Nós paramos o beijo ao mesmo tempo e ele com muito cuidado deita a cabeça nos meus seios. Eu gostaria de ficar nua com ele nesta cama, mas não iríamos nos controlar.

Retorno meus carinhos nos seus cabelos e no seu rosto. Por mais que a metamorfose esteja o deixando humano, seu corpo ainda continua gelado e eu gosto disso. Eu sempre vou preferir gelo em vez de fogo. Eu escolhi o Freddie. A escolha é algo que da até para sentir.

Eu quero apreciar o Freddie mais uma vez e de todas as formas possíveis. Não importa as decisões de amanhã. O dia de hoje é para ser vivido com ele. A canção que dançamos ontem foi verdadeira.

Hoje é uma chance de começar de novo... — eu murmuro para que ele se lembre.

— Já começamos. — seus lábios sobem para tocar meu pescoço.

— Há uma bela canção... — eu começo a recitar para que ele descanse, dormir é algo novo para ele e eu sei que Freddie precisa disso — Que é mais suave que a queda de pétalas de rosas na relva ou o orvalho em águas calmas de granito sombreado ao reflexo do sol;

— Música que traz doces sonhos dos céus tranquilos; há uma doce música que aqui paira, meu coração tremulo diante dela palpita, e ouço suas batidas aumentarem gradativamente; — Freddie sussurra e não sei como ele conhece esse poema.

— Como algo que dói, mas é suportável... — nossos olhares se encontram.

— Pela primeira vez sinto agrado na dor, fico surpreso;

— O vento me traz pétalas de rosas à grama.

— Um bom sinal do orvalho sobre águas brandas descendo sobre minha parede de mármore numa passagem brilhante. — as palavras vindas dele saem calmas.

Eu não consigo me segurar e beijo ele por alguns segundos.

— Você é lindo. — eu me sinto maravilhada com ele.

— Se você me beijar de novo nunca vamos terminar...

— Ok...

— Vejo as nuvens se moverem nos céus jubilosos... — ele continua — E elevo meus olhos para o socorro que seus braços trazem;

— Simplicidade extravagante!

— Sorrateiro demasiadamente escandalizador!

— Encantador! — eu rio ao terminar o poema.

Freddie fica quieto demais. Olho para seu rosto. Sua respiração se acalmou. Ele dormiu. Eu poderia passar anos vendo-o dormir que nunca se tornaria entediante. Melhor eu fazer o almoço por mais que minha perna não esteja nas melhores condições. Eu tiro o Freddie de cima de mim com cuidado. Ligo o ventilador por que está quente e em breve o Freddie vai começar a suar. Eu planto um beijo suave no seu peito e outro na sua testa. É provável que isso em seu rosto seja um sorriso.

— Me salve, eu só preciso do seu amor antes que eu caia... — eu sussurro para ele que adormeceu.

Notas finais
Oq acharam do tão aguardado hot? E se eu disser pra vcs que no próximo capítulo tem mais? Vai vir muitos tiros em breve, por hora, vamos focar em Seddie mais um pouquinho... Fiquem se preparando tem muita coisa chocante vindo. Próximo capítulo: Você nunca caminhará sozinha See you soon guys! Very soon...