42 - Violet Hill

21 Os mortos não contam histórias


Notas iniciais
Bom dia humanos... Sinceramente? Eu amo o nome desse capítulo, algo nele me dá até uns coisos... Preparados para os tiros de hoje? Espero que sim, vamos descobrir coisas, dançar e girar um pouco, tudo está esplêndido... Usei até umas gírias no capítulo de novo... Personagem original entrando na área, quem não deseja um príncipe na vida né non? Enjoy! P.S: Perdão pelo capítulo grande, mas não consegui cortar nada, reli várias vezes mas realmente não tinha o que retirar, na verdade eu até acrescentei...

Parte 21: Girando

Povs Sam:

— Você quer conversar? — Carly me pergunta enquanto caminha ao meu lado.

— Ele te ama, você não o ama. É simples assim. — eu respondo sem dar muita bola ao assunto. — Não estou surpresa, por que eu já esperava por isso, estou apenas chateada por ele não ter admitido antes e ficado omitindo.

— Ele te ama mais. — Carly procura um ponto bom no assunto.

Eu sorrio para ela.

— Como você não consegue ama-lo?

Carly sorri de volta.

— Não sei. Apenas não consigo.

— Você é muito perfeitinha, isso me irrita.

— Você mesma disse que levou anos para se acostumar comigo.

— Eu ainda levo.

Carly empurra meu braço rindo.

— Não sou tão ruim assim.

— Mas está ficando...

— Eu não sei o que aconteceu comigo.

— Entendo...

Carly segura meu ombro.

— Que história é essa de baile?

Paro de andar.

— A família Real me enviou um convite, terá um baile de gala na Place Of Towers.

— O que?! E você vai?

Nós vamos.

— E esse "nós" inclui quem?

— Wendy e Brad. Shelby e Spencer. Freddie e eu. Nevel e você.

— Nevel e eu? Por que eu tenho que ir com ele? — ela se chateia e seus olhos cintilam verdes em vez de castanhos.

— Ele vai te proteger. Caso algo aconteça.

— Não preciso mais de proteção. Sou uma Hexenbiest, a família Real não verá mais serventia em mim.

Volto a caminhar na calçada molhada.

— Isso não está em discussão. É melhor permanecer ao lado dele no baile.

— Temos que rever certas coisas. — ela está se irritando.

— Não temos. — eu apresso os passos.

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Eu tive um péssimo dia na escola e evitei o Freddie a todo o momento. Quando por fim o último sinal tocou às três horas da tarde, convidei Wendy para se juntar a mim e Carly nas compras para o baile de hoje à noite.

Estamos sentadas na grama do Green Lake Park. O ambiente é calmo. Os vestidos estão em longos plásticos transparentes. Passamos a tarde toda escolhendo o que usar no baile. Shelby já foi informada e possuía o necessário para o evento. A noite se aproxima assim como o medo.

— Ainda acho que eu deveria ter levado o roxo. — Wendy fala enquanto aproveita o sol.

— Você fica melhor de azul, sabe disso. — Carly tamborila os dedos na perna.

— Pois bem, o que iam me contar? — pergunta Wendy.

— Carly está praticando os poderes. Agora o espírito a controla e nem sempre ela consegue vence-lo. — respondo tudo de uma vez.

— Oh. — Wendy olha para a Carly- Mas não deve ser tão ruim, você está aqui e está controlada.

— Eu disse para o Freddie que iria matar ele. — Carly sussurra.

— E quem aqui não já não teve vontade de mata-lo? — Wendy não se importa.

— Ele está apaixonado por mim. — Carly entra em outro assunto.

Wendy se surpreende e me olha atentamente.

— Quando iria me contar?

— Por que eu deveria? Só para você se achar por estar certa como sempre? — reviro os olhos exasperada.

— Minhas visões são subjetivas. A culpa não é minha que você sozinha está a deixando acontecer. Começando com ter feito o Freddie prometer que ficaria com a Carly se algo acontecesse com você. Foi uma porta aberta para tudo se concretizar. — diz Wendy.

— Espera... Você o fez prometer o que? — Carly não pode acreditar.

— Espera ai, como você sabe disso? — eu pergunto sem saber a que ponto os poderes da Wendy chegaram.

— Acho que isso é o de menos. O fato é que você o fez tomar uma decisão. Ele não iria tomar e a culpa é sua, Sam. Minhas visões mostram o que acontece como opções. Freddie não tinha tomado nenhuma decisão, vocês entenderam errado. Porém, agora ele de fato tomou e já é tarde demais para alguém mudar isso. O que resta acontecer é a Carly perder a memória. A história está escrita e você foi estúpida o suficiente para começar a escrevê-la. — Wendy encerra seu pequeno discurso.

— Tem que ter uma forma de parar. Não vou deixar que isso aconteça. — Carly se nega a aceitar o futuro. A água dentro da garrafinha de plástico sobre a grama começa a ferver sozinha. — Não pode ser assim e a Sam não pode nos deixar.

— Wendy? — eu pergunto olhando para a garrafa.

— Não sou eu. É a Carly. — ela olha para a amiga- Se acalma Carly, você não pode perder o controle aqui.

Carly respira fundo e a água volta ao normal.

— Quero falar sobre os Reais e aquela história que a Shelby me contou no apartamento. Não entendi sobre a tal filha.

— A família Real procura pela garota que escapou da batalha de Violet Hill. — responde Wendy- Sam, você esteve na batalha, quantos escaparam com vida?

Eu sinto a gota de suor descer pela minha testa. Não posso mentir para elas.

— Morreram. Todos morreram. — respondo da melhor forma que posso.

— Quem sobreviveu? — Carly busca informações.

— Três líderes do Conselho dos 42. Freddie e sua família... — travo sem saber como contar- E eu.

— Então provavelmente Jeremiah estava errado e a garota morreu na batalha. — Wendy finaliza a conversa.

Carly fica me encarando. Ela olha dentro dos meus olhos. Encolho-me diante do seu olhar. Ela espera que eu diga que sou eu.

— É por isso que você vai nos deixar. — a voz da Carly fica embargada- Você vai se entregar para nos proteger. Você sempre quer nos proteger.

— Do que está falando? — a Wendy pergunta confusa.

— Ela é a filha bastarda. Sam nasceu em 1863. Ela foi transformada pelo Freddie. Ela foi a vampira que matou a irmã. Ela fugiu para Violet Hill quando tinha 14 anos. Os Reais procuraram por ela na casa na reserva e não acharam. Sam não morreu durante a batalha, ela está viva. — Carly diz lentamente.

Wendy me olha de queixo caído.

— Quando pretendia me contar isso também?

— Ninguém sabia. Apenas o Freddie. — eu sussurro.

— Acho que a Carly está certa. Já sabemos por que vai nos deixar. Esse instinto de nos proteger fode as suas amizades o tempo todo. — Wendy bate a mão na grama.

Um silêncio se estabelece entre nós. Acho que ninguém tem coragem de dizer nada.

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Eu ajeito meu vestido. É vermelho. Serei o destaque da noite, mas farei de tudo para desviar a atenção da Carly.

Meu rosto está divino e meus lábios possuem um batom da mesma cor que o vestido. Respiro para me acalmar. A noite é escura e cheia de terrores. Estou me expondo ao perigo.

Meu vestido marca minhas curvas, a calda é longa e eu me sinto realmente poderosa. Talvez até mesmo me sinto parte da realeza. Está no meu sangue não posso negar.

Meu cabelo está grande. Deixei os cachos da melhor maneira possível. Minha franja está comportada próxima aos meus olhos. Eu fito a garota loira no espelho. A expressão dela muda ao encontrar um par de olhos castanhos curiosos atrás dela. Vejo a bochecha dela ganhar cor e um sorriso surgir.

— Você está linda. — Freddie me diz retirando uma caixa preta do bolso- Eu trouxe para você, não estou comprando suas desculpas, apenas queria que usasse algo que ficasse perfeito em você.

Eu me viro e pego a caixinha. Dentro contém um par de brincos. Minha visão é boa o suficiente para eu saber que são pedras preciosas de verdade.

— Obrigado. — eu fico de frente para o espelho de novo e coloco os brincos. Deixo a caixinha em cima da cômoda, sem tirar os olhos do meu reflexo. Freddie passa os braços pela minha cintura. Eu me surpreendo ao ver pelo espelho a boca dele beijando meu pescoço. Até esqueço-me de dizer o quanto ele está perfeito em seu smoking. Fecho os olhos aproveitando a sensação dos seus lábios frios na minha pele. Ele espalma as mãos no meu vestido na região da minha barriga e me aperta contra ele. Eu solto um suspiro quando sua boca sobe para minha orelha. Ele morde por cima do brinco. Minha mente se foca apenas nele. Esqueço tudo a minha volta. Só existe ele e eu.

— Já estão prontos? — Carly pergunta.

Eu abro os olhos e fito a minha melhor amiga de braços cruzados na porta. Ela tem uma aparência sombria com o vestido preto.

Freddie me solta ao notar a presença da Carly, ele também parecia desligado de tudo enquanto me beijava.

— Estamos. — ele responde primeiro que eu e arruma a gravata.

— Ótimo. — Carly se vira jogando o cabelo sobre o ombro e parte pelo corredor.

Eu olho para o rosto do Benson.

— Eu estou me assustando com ela.

— E quem não está?

Ignoro a sua pergunta retórica e pego sua mão.

Descemos as escadas para a sala. A porta está aberta revelando a limusine preta estacionada na calçada. Shelby e Spencer estão de mãos dadas observando o veículo, parecem não possuir conhecimento dele. Brad arruma o terno com a ajuda da Wendy. Nevel conversa sobre comportamento com a Carly.

— Atenção! -eu anuncio saindo da casa. Eles se aproximam de mim- Espero que saibam com o que vamos lidar, então se forem a esse baile vão seguir as minhas regras. Isso não é mais uma democracia.

Eles concordam com a cabeça, até mesmo Nevel compreende o quanto a situação pode ser perigosa.

— Vocês alugaram? — Shelby pergunta apontando para a limusine.

Nego com a cabeça.

— Eles devem ter mandado alguém vir nos buscar, como podem ver realmente não foi um convite, foi uma ordem.

Freddie me leva para o carro. Um homem segura a porta aberta para nós. Freddie entra me levando com ele. Sentamos no banco macio de couro preto. Carly se senta ao meu lado com o Nevel. Shelby e Spencer se sentam no banco virado para nós. Wendy e Brad fazem a mesma coisa.

O homem que segurava a porta a fecha. Eu seguro na mão da Carly. Ela não parece assustada.

Spencer aperta um botão e o vidro preto sobe separando nós do motorista que até agora não deu uma palavra.

— Você tem um plano ou vamos agir como se a família Real não nos quisesse mortos? — o irmão da minha melhor amiga pergunta.

— O plano é descobrir o que desejam conosco, agir de forma controlada e não parecer intimidados. Fraqueza não é uma opção. — eu deixo claro diante deles.

Spencer olha para a irmã.

— Estou preocupado Sam... Tem certeza que a Carly não corre perigo?

— Bem, você está mais preocupado com a segurança dela do que ela mesma. — eu respondo.

— Não tenho motivos para estar preocupada. — Carly da de ombros.

— Se você diz... — Spencer murmura.

A limusine estaciona em frente ao Place Of Towers. O motorista abre a porta para nós. Um grande tapete vermelho vai de encontro à entrada. Ando com elegância ao lado do Freddie. Meu braço está entrelaçado com o seu.

A enorme mansão não possui tantos convidados quanto eu esperava, parece que nossa presença realmente é o maior motivo disso tudo. Uma música toca onde os casais dançam juntos.

— Samantha Joy Puckett. — um homem muito alto de cabelos loiros avermelhados e olhos azuis vem me receber- Sou Gatlin Trarkt, é um prazer ter a sua presença aqui. — ele pega a minha mão e deposita um beijo.

— Perdão, já nos conhecemos? — eu pergunto.

— Creio que não, mas teremos a noite toda para isso. — ele me responde com um sorriso, seu sotaque não passa despercebido- Eu sou o Príncipe consorte de Viena. Estou à espera da minha rainha.

Eu me mantenho junto do Freddie que não gostou da postura do Príncipe e parece já o conhecer.

— Sua rainha seria a Carly?

— Certamente. Trouxe a senhorita Shay com você? — os olhos de Gatlin disparam para a Carly que está de braço dado com o Nevel.

— Você terá a noite toda para conhecê-la. — Freddie usa as palavras de Gatlin.

— Que falta de modos a minha, senhor Benson. Eu deveria ter te cumprimentado. — Gatlin aperta a mão do Freddie... Algo me parece errado.

Freddie aperta se surpreendendo com alguma coisa.

— Você é um humano e está na linha de sucessão?

— Não posso me tornar um vampiro até possuir um herdeiro. — a resposta de Gatlin me faz ver vermelho. Se Carly entrasse para a linha de sucessão, teria que ter um filho com ele.

— Vampiros podem procriar. — diz Freddie.

Gatlin parece gostar do comportamento do Freddie.

— Mas matar a mulher que irá ter a criança não é uma opção. Eu não sou rei, sou Príncipe consorte, a garota que precisamos irá se sentar no trono, pois ela é a rainha.

— Sua intenção é força-la a isso esta noite? — Freddie está tendo uma mudança de emoção.

— Por que você parece se preocupar mais com a senhorita Shay, do que com sua belíssima acompanhante? — Gatlin desvia do assunto.

— Convocou esse baile para se alto receber? — pergunta Shelby.

— Oh. — Gatlin sorri de novo- Senhorita Marx, deve saber que está em dívida com a família Real. Sua traição será lembrada.

— Ela não traiu ninguém. — defendo a Shelby com uma mentira.

— Temo que esse não seja o lugar apropriado para discutirmos este assunto. O jantar será servido na sala principal em breve, desfrutem do baile enquanto isso. — Gatlin ajeita o terno- Senhorita Puckett, me permita dizer mais uma vez o quanto está esplêndida. — ele me beija em ambas as faces- Nos vemos no jantar. — Glatlin da às costas e parte para cumprimentar outras pessoas.

— Tenho medo que ele se aproxime da Carly, não gostei desse sujeito. — sussurra Spencer.

— Por hora vamos nos misturar com os demais convidados. — eu sussurro de volta.

— Está bem. — ele suspira e ri ao olhar para a Shelby- Senhorita Marx, me daria a honra de dançar com você?

— É claro. — ela sorri e vai para o centro da sala, onde outras pessoas dançam músicas lentas.

Wendy pisca para mim. Esse é o sinal que está tudo bem até onde ela sabe. Não existem bruxas ou Hexenbiests aqui, se tivesse Wendy teria notado a presença da magia.

Nevel se aproxima com a Carly.

— Os pensamentos de Gatlin não apresentavam perigo para nenhum de nós, com exceção de Shelby, mas não cabe a ele decidir. Se fosse por ele, a Shelby seria poupada. — ele me conta.

— Quando iremos contar que eu não tenho mais serventia para entrar na linha de sucessão? — pergunta Carly.

— Durante o jantar. — eu lhe respondo.

Ela da um aceno com a cabeça.

— Nevel, quer dar uma volta pelo salão? — ela parece ter algum plano.

Ele arregala os olhos por um momento.

— Claro. Eu te acompanho. — ele concorda.

— Não vão longe, fiquem onde eu possa vê-los. — eu peço.

— Ficaremos. — Carly me assegura.

Freddie está tão quieto que eu verifico se realmente ainda está ao meu lado. Em algum momento ele pegou uma taça de vinho para ele e outra para mim. Eu aceito.

— Saúde. — ele diz batendo a taça na minha.

— Saúde. — eu tomo um gole do líquido. O gosto é maravilhoso.

— Não gostei da forma que o Gatlin te olhou... Imagina se ele soubesse que você é a filha... — Freddie murmura, mas eu o interrompo com um beijo.

— Está querendo o que? Nos entregar? — eu o repreendo.

— Não podemos ir para algum lugar onde eu possa te beijar sem todos esses olhares sobre a minha namorada? — Freddie pergunta sorrindo.

— Olhares? — eu observo em volta.

— Ainda não percebeu? Você está belíssima Sam, não é atoa que Gatlin só faltou te levar com ele. E no momento eu sou o vampiro mais sortudo da terra por ter você. — Freddie pega a minha mão e toma o resto do vinho.

Eu fico repassando suas doces palavras. Porém ao lembrar-me de sua revelação- aquela em que ele admite estar apaixonado pela minha melhor amiga — me faz não acreditar em tudo o que ele diz.

Freddie vê meu momento de conflito e suspira entristecido. Eu coloco minha taça em um móvel próximo, ao me virar novamente para o Freddie, sua expressão está virada em algo parecido com ódio e surpresa. Eu sigo a linha do seu olhar e encontro o motivo de tal expressão: Carly.

Carly troca um beijo com o Nevel. Ela entrelaçou o pescoço dele com os braços. Nevel espalmou as mãos nas costas da Carly. Eu olho petrificada para os dois.

Freddie não suporta a cena e caminha com raiva até eles. Eu corro atrás dele temendo o pior. Spencer se coloca na frente do Freddie formando uma espécie de bloqueio. Eu me aproximo.

— Freddie, os deixe em paz. — Spencer pede calmo.

Freddie concorda com a cabeça. Spencer volta para perto da Shelby. Carly desfaz o beijo e Nevel parece não acreditar. Freddie coloca as mãos no bolso. Ele observa a Carly, depois se vira com uma expressão amarga e olha para mim. Ele não sabe o que fazer e se aproxima.

— Eu... Eu não sei o que foi isso. — ele fala.

— Se chama ciúmes. — eu aceito a situação.

Freddie nega com a cabeça e me beija. Eu devolvo o beijo para ele por que não resisto ao seu jeito inebriante. Ele segura minha cintura com carinho. O beijo é tão calmo que quando acaba, estou sorrindo com tranquilidade.

— Eu fiz de novo. — ele murmura me girando para dançar com ele.

— Fez o que? — deixo minha cabeça contra seu peito.

Ele segura a minha mão esquerda e aperta minha cintura.

— Te magoei. E eu prometi que não faria isso.

— Não me magoou.

— Eu pediria desculpa, mas estou cansado de justificar os meus erros. Se eu justificar é por que não aceito que estou errado.

Eu olho em seu rosto.

— Esse é o problema, você nunca vai parar de errar.

— Você não entende... É horrível sentir a dor de todos.

— Como assim? — eu paro de dançar.

Freddie olha para algo atrás de mim, eu faço menção de me virar, mas ele me segura.

— Ria como se eu tivesse dito algo engraçado. — ele pede.

Eu rio sem motivo algum. Até que Gatlin se aproxima de mim.

— Eu poderia ter uma dança? — ele me pergunta- Se seu namorado permitir...

— Não há problema algum. — Freddie retira minha mão da sua mão fria e coloca sobre a mão quente do Gatlin. Quero dizer que não. Quero dizer pro Freddie me contar a respeito do que ele quis dizer ao falar que sente a dor de todos. Infelizmente não posso negar uma dança ao Gatlin.

Freddie se retira formalmente e vejo Carly seguir ele. Gatlin me puxa para si e me gira. Fico distraída durante a dança à procura de Carly e Freddie.

— Parece procurar por alguém, senhorita Puckett. — Gatlin comenta.

— Pela sua rainha. — murmuro.

— Creio que ela está muito bem na companhia do senhor Benson.

— Se você diz. — eu olho para ele.

— Você é extremamente quente. — ele sussurra, mas ao ver minha cara de espanto, ri — No bom sentido milady, sua temperatura é alta. Quantos graus exatamente?

— Quarenta e sete graus. — eu respondo baixo.

— Sei que você é metade loba e metade vampira, sua sede não é um problema agora?

— Somente se eu penso nela. — e ao dizer isso eu me lembro da queimação que irrita minha garganta.

— Esplêndido. — ele retira meus pés do chão para me girar.

— É uma grande festa.

— Ela é para você e seus amigos. — ele gosta de me olhar nos olhos, percebo que Gatlin deve ter mais de vinte e oito anos — Sou um mero anfitrião, vocês são os convidados de honra.

— O convite mencionava um baile para a família Real.

— Sim. E a senhorita Shay é da família Real.

— Claro, claro.

Ele ri de novo.

— Assusto-me com o fato de ter ficado mais fascinado por você do que por ela, posso assim dizer.

— É por que ainda não a conheceu, ela irá te surpreender. — deixo escapar um risinho.

— Oh, sim. — ele fecha o espaço entre nós e sua mão é tão grande que por mais que aperte minha cintura, eu sinto seus dedos nas minhas costas.

— Como é ser um príncipe? — minha curiosidade fala mais alto.

— Maravilhoso, porém sem uma princesa se torna entediante.

— Entendo.

Gatlin suspira ao escutar os versos finais de Fly to the moon de Frank Sinatra.

— Eu sei que beleza não é tudo, mas você é a mulher mais linda desta noite.

— Eu sou apenas uma garota. — eu tento deixar implícito o que quero dizer.

Ele pisca ao tomar conhecimento do significado na frase.

— Você não para de me surpreender.

— Como eu disse, é por que não conheceu a Carly.

— Sei que ela já uma mulher, pergunto se ainda está em um relacionamento com o rapaz que a conquistou.

— O rapaz que a conquistou é o Brad Prince, e ele teve imprinting com Wendy Dornan. A garota ruiva que dança a dois casais de nós. — aponto para lá.

Gatlin faz uma careta.

— Deve ter sido horrível para a Carly perder o amor de sua vida.

— Ela superou. — dou de ombros.

— E seu namorado? Ele te trata bem?

— Sim. — respondo firme.

— Você parece triste com algo, seria rude perguntar o porquê? — ele ainda me mantém em seus braços mesmo ao final da canção.

Eu encaro os olhos azuis piscina de Gatlin. Eu poderia dizer que estou triste com o baile, com a postura intimidadora dele e o fato que vai querer nos matar em breve, mas a verdade não é essa e eu não quero mentir para ele, por algum motivo.

— Meu namorado está apaixonado pela Carly. — eu respondo um pouco hesitante.

Gatlin balança a cabeça como se entendesse.

— Eu lamento muito.

— Obrigado. — eu agradeço e um sorriso sereno surge em meu rosto, Gatlin sorri de volta.

— Agradeço pela dança, seu namorado já está vindo rouba-la de mim. — Gatlin me solta com carinho.

— Ele é um pouco ciumento. — comento com o príncipe.

— Pelo menos não é você que está apaixonada por outra pessoa, ou você está? — ele pergunta curioso.

Freddie aparece pegando em minha mão, deixando a pergunta de Gatlin sem resposta.

— Espero que tenha apreciado a dança. — murmura Freddie.

— Muito. — Gatlin pisca para mim- Se me dão licença. — ele se distancia devagar.

— O que eu perdi? — Freddie me puxa para dançar My way.

— Apenas Gatlin e a estranha fixação dele por mim.

— Deve ser por que você também é uma princesa.

— Ele não sabe disso.

— Não. Mas você se parece com uma.

— Obrigada... Eu acho. — resmungo me focando na dança, mas não consigo dançar direito com ele. Freddie é perfeito demais. Se concentrar é difícil e por mais que ele esteja tendo uma paixão não tão secreta pela minha melhor amiga, eu sei que ele ainda me ama e eu também o amo. Freddie sorri ao ver que estou olhando fixamente para sua boca. Ele me beija com amor.

— Ele te fez muitas perguntas? — Freddie quer saber.

— Sim, mas, você estava me dizendo algo antes do Gatlin chegar.

Freddie rapidamente vasculha seus pensamentos a procura do que foi. Ele encontra e franze os lábios.

— Te deixei sem uma resposta.

— E eu gostaria de tê-la. — eu peço a ele.

— Não creio que seja o melhor lugar para isso.

— Me conte. — eu exijo.

Ele balança a cabeça positivamente.

— Você sabe que meu dom é de controlar emoções.

— Continue.

Freddie interrompe a dança.

— Aqui não. — ele sussurra.

Freddie caminha comigo saindo da pista. Ele me leva para a escada principal. Subimos para um longo corredor. Ele me leva para uma sala repleta de livros, no final da sala tem uma porta de vidro que leva para uma sacada. É como se ele conhecesse o lugar...

Eu me apoio no murinho branco observando a Eliott Bay afundada na escuridão de Seattle.

— Pode me dizer agora? — eu pergunto.

— Eu sinto as emoções das pessoas. — ele responde olhando para as águas escuras no horizonte- Levei muitos anos para me acostumar a sentir exatamente o que todos sentiam. Se eu mato alguém, eu sinto a morte. Se eu magoo alguém, eu sinto a mágoa. Se eu acalmo alguém, eu sinto a histeria. Eu nunca estou totalmente feliz, pois sinto as emoções de todos ao meu redor. — Freddie me olha e eu quero chorar- Eu sinto a sua agora Sam. Sinto sua tristeza, seu ciúme e por incrível que pareça um pedaço do seu amor por mim. Não quero que sinta pena, pois eu irei sentir isso também. Não quero justificar meus erros, eu já te disse isso, mas dá para perceber por que os cometo o tempo inteiro. — ele não segura uma lágrima que desce pelo sua bochecha esquerda – É difícil achar a melhor solução quando estou sentindo tudo ao mesmo tempo... Eu queria esconder por mais tempo meus sentimentos pela Carly, mas eu me sinto sufocado com tantas coisas. Sei que se eu te pedi perdão não vai valer mais nada... Não vai. – ele deixa outras lágrimas surgirem.

Eu tento não chorar. Eu não quero chorar sabendo que ele vai sentir isso, sabendo que em todos os momentos ele realmente carregava a minha dor e a de todos nas costas, e fazia de tudo para eu me sentir bem, inclusive mentir. Freddie me ama. Me ama a ponto de sofrer em silêncio só para não me ver sofrer e ter que sentir a mesma coisa.

— Eu te amo. — eu sussurro segurando as lágrimas que irritam meus olhos- Eu te amo muito. E ninguém no mundo amou alguém, como eu amo você.

Freddie suspira enxugando o rosto. Ele me abraça. Eu fecho os olhos inalando seu cheiro. Aconchego-me no meu refúgio feliz. Nos braços dele eu quero ficar, para sempre.

Voltamos para o salão. Carly vem nos avisar que o jantar será servido em uma sala no final da mansão. Ela nos guia para lá. Spencer, Shelby, Brad e Wendy se juntam a nós.

— Tem vários lobos aqui. — Brad sussurra próximo de mim.

— Vampiros também. — Wendy murmura.

— Nevel, algum sinal de perigo? — eu pergunto a ele que anda ao lado da Carly.

— Não que eu saiba. Todos eles têm pensamentos simplórios. — ele me responde e eu reviro os olhos.

— Fala na minha língua. — eu reclamo.

Tudo suave, ta ligado? — ele usa gíria.

To ligada. — respondo de volta e Freddie ri.

Entramos na tal sala principal. Apenas Gatlin está sentado na ponta de uma enorme mesa repleta de pratos dos mais variados. A sala tem objetos decorados com diamantes. Um ilustre dourado no teto. Escudos e quadros de várias pessoas.

— Fiquem a vontade para escolher seus lugares. — ele nos avisa. Por alguma razão estou simpatizando mais com ele.

Eu caminho para me sentar na outra ponta da mesa, fico de frente para o Glatlin. Freddie fica a minha direita. Carly se senta ao lado dele e Nevel fica próximo do Gatlin. Uma cadeira fica vaga. Spencer fica à minha esquerda. Shelby se senta ao lado dele. Wendy fica ao lado da Shelby e Brad ao lado da Wendy.

Gatlin sorri ao ver a forma que estamos na mesa. Ele pega a sua taça e levanta.

— Um brinde a este jantar. — ele diz. Levantamos nossas taças de forma hesitante. — Ah, por favor, não tem veneno no vinho, eu mesmo tomarei um gole de cada taça se desejarem.

Nos entreolhamos e resolvemos arriscar.

— Saúde. — eu sou a primeira a tomar. Meus amigos tomam em seguida. Carly toma a taça dela de uma vez só.

— Sei que são menores de idade, posso dizer assim, mas hoje é motivo para celebração. — Gatlin fala.

— Certamente. — sorrio para ele.

— Vamos comer enquanto debatemos o assunto principal da noite. — ele se levanta para se servir. Nevel, Freddie e Shelby permanecem parados. Apenas arriscam beber o vinho. Os demais começam a se servir dos alimentos na mesa. Tem até mesmo um porco com uma maçã na boca. Eu coloco o suficiente no meu prato para acalmar meu estômago, provavelmente irei repetir depois.

Sento-me novamente e quando vou levar a comida até à boca com o garfo, Gatlin limpa a garganta.

— Podemos dar graças primeiro? — ele é formal novamente.

— Claro. — damos a mãos. Oramos rapidamente com ele e depois começamos a comer.

— Perdão, mas é uma tradição de família. — ele me explica.

— Chega a ser cômico uma família na qual usou o próprio diabo para vencer batalhas ter que agradecer a Deus pela comida. — eu digo com nojo.

— Os tempos são outros e realmente acreditamos em Deus. — ele responde após mastigar o que tinha na boca.

— O diabo também acredita. — eu reviro os olhos.

Gatlin ri da minha audácia.

— Certamente ele acredita, mas é como aquela frase antiga nos diz, "não existe pessoa mais supersticiosa do que o ateu".

— Concordo. — eu foco em comer.

— Bem, vamos iniciar o real motivo disso. — Gatlin limpa a garganta- Senhorita Marx, temo dizer que você é culpada de traição à família Real, sua missão era matar os lobos da tribo Klautriny, o que não aconteceu. E pensando bem agora... — Gatlin sorri para mim- Fico feliz que não tenha conseguido, porém ainda é uma traidora.

— Ela não teve total culpa. Spencer Shay, irmão da Carly, teve imprinting pela Shelby, ela não poderia ficar contra nós. — eu intercedo por ela.

Gatlin beberica o vinho.

— O imprinting ocorreu antes ou depois dela trocar de lado? Sobre sentença de morte eu faço essa pergunta.

— Antes. — eu minto.

— Não. Aconteceu depois. — Gatlin acha divertido.

— Então por que pergunta se já sabia a resposta? — eu largo meu garfo.

— Porque eu queria ver até onde iria a sua lealdade aos seus amigos, pelo visto ela vai longe. — ele suspira- Deixemos esse assunto de lado, com ou sem a ajuda de Shelby, descobrimos que Carly Shay é a escolhida para sucessão.

— Infelizmente, creio eu, que não serei mais útil para isso. — Carly diz a ele.

— Posso saber o motivo de tal problema? — ele pergunta finalmente olhando para ela.

— Por causa disso. — Carly faz Woge, mas Gatlin não parece surpreso, ele apenas sorri e depois ri fortemente.

Carly volta para sua face humana. Gatlin prossegue rindo e limpa a garganta ao voltar o olhar intenso para mim.

— Vocês realmente pensaram em tudo. — ele me aplaude.

— Lealdade. — eu pronuncio.

— Sim. Eu percebi. — ele fita a Carly- Será uma pena não ter você como rainha, vossa majestade. — Gatlin volta a comer, mastiga a comida e quando engole parece ter uma ideia- Eu deveria pedir para que meus melhores soldados entrassem nesta sala e matassem todos vocês, porém, como estou bondoso hoje e certamente a senhorita Puckett tem haver com isso... — ele não hesita em me dar outra olhada constrangedora — Eu proponho o seguinte... — ele faz uma pausa- Encontrem a filha que fugiu da batalha de Violet Hill. Vocês têm duas semanas para trazê-la até mim. Se conseguirem, estarão todos perdoados e a família Real não terá mais problemas com vocês. É claro, ainda terão que se curvar diante nós, jurar lealdade e ser parte do nosso reinado por aqui.

Ficamos em silêncio repassando o que ele nos disse.

— Seria melhor a morte... — eu sussurro.

— Não posso permitir isso agora. — diz Gatlin.

— E por que não? — pergunta Spencer.

— Os mortos não contam histórias. — responde Gatlin- E eu preciso que contém a todos da minha bondade.

Carly gira o dedo na borda da taça. Um barulho baixo surge.

— E se não quisermos achar a filha? — Carly pergunta encarando o Gatlin, a mesa começa a tremer fortemente.

Gatlin se surpreende ao ver tudo tremendo.

— A senhorita Puckett estava certa, eu iria me surpreender com você... Respondendo a sua pergunta, vocês não possuem escolha. Estão na lista negra.

— Sugiro que pense duas vezes antes de nos condenar. — Carly continua girando o dedo na borda da taça, a mesa parece que vai se quebrar.

— Não ouse questionar minha decisão. — Gatlin a avisa.

— Não ouse condenar minha família. — Carly o adverte e o encara.

A mesa começa a girar e nossas cadeiras vão junto. Eu me seguro na borda da mesa enquanto a sala vira um borrão. Carly permanece parada enquanto tudo se quebra diante de nós. Seus olhos castanhos piscam verdes. Gatlin engole em seco tentando se equilibrar. Tudo gira. Estou passando mal. A velocidade aumenta.

— Já chega Carly. — Freddie pede entre os dentes.

A mesa para de girar assim como nossas cadeiras. Eu continuo segurando a beirada enquanto minha visão prossegue rodopiando. Todos respiram com dificuldade.

Gatlin treme um pouco e arruma o terno. Nada parece o surpreender de verdade. Ele ri animadamente e bate palmas.

— Você é fantástica. — ele se levanta.

Carly também se levanta e pega uma taça de vinho para brindar com ele. Ela troca um olhar sedutor com o Gatlin e vejo Freddie desviar o olhar para não esboçar reação.

— Sou muito mais fantástica do que você pensa. — ela diz ao beber o vinho.

— E eu não vejo motivos para duvidar de você. — ele se fascina por ela- Traga a filha para mim Carly e venha me visitar aqui quando quiser.

— Eu irei. — não sei se ela está se referindo a entregar a filha ou vir visita-lo. Carly deixa a taça na mesa- Posso partir com meus amigos?

— Claro. Permita-me se despedir de sua amiga, por favor. — Gatlin me olha.

— Fique a vontade. — Carly o beija no rosto e anda para a porta sem me olhar.

Eu me levanto e vou até o Gatlin. Ele pega as minhas mãos com carinho, isso me assusta.

— Foi um prazer recebe-la aqui hoje. Gostaria de te ver em breve. — ele me diz.

— Nunca se sabe. — eu digo- Respondendo sua pergunta durante a dança, eu digo não.

Gatlin relembra. Ele me abraça rapidamente e beija meu rosto.

— Tenha uma boa noite. — ele se distancia de mim sorrindo contente — Obrigado pela presença de vocês, fiquem a salvo.

— Iremos. — Freddie praticamente vem me buscar.

Vamos para o lado de fora da mansão. A limusine nos espera. Carly anda bufando e desvia do veículo. Ela quer voltar sozinha. Freddie corre para frente da Carls e seu braço prende a cintura dela empatando-a de andar.

— Não venha me irritar. — ela tenta se soltar.

— O que foi aquilo? Ficou louca? — ele pergunta.

— Não se importe comigo, sua namorada é outra. — Carly cospe no chão.

Todo mundo fica chocado com sua resposta, inclusive eu.

— Aquilo realmente foi loucura. — eu digo a ela.

— Foi necessário!- ela fica com raiva- Parem de querer tomar conta de mim, eu não pedi isso!

— Baixe o tom comigo. — eu vou pra cima dela, mas Spencer me segura.

Freddie segura a Carly que tenta vir me bater.

— Eu faço o que eu quiser Sam. Para de tentar me controlar!- ela retira o braço do Freddie da cintura dela — É sério. — ela se vira e vai caminhando pela noite.

— Eu quero tomar conta dela, mas está ficando perigoso controla-la. Não vou retornar para o apartamento esta noite. — Spencer me diz.

— Para onde vai? — eu pergunto.

— Ficaremos no meu catamarã. Está ancorado na baía de Eliott. Onde acha que estou morando? — Shelby responde pelo namorado.

— Bem, aproveitem a noite. Por que, eu? Eu cansei. Eu vou pra casa. — caminho até a limusine.

Sento-me no couro macio. Freddie para na porta me olhando.

— Eu devia falar com ela?

— Não... Apesar de que ela escuta você. — eu admito.

— Por que diz isso? — ele apoia as mãos no teto.

— Porque quando você pediu para que ela parasse de girar a mesa, ela obedeceu.

— Então eu vou...

— Mas eu preferia que não fosse. — eu tenho que ser sincera.

— Por causa dessa coisa dos meus sentimentos e tal?

— Não sei.

Ele parece procurar pelo o que dizer.

— É melhor eu faze-la me ouvir... Vou fazer a cabeça dela, peço até mesmo ajuda ao Robbie se for necessário.

— Seria melhor ficar longe dela.

— Ela é minha amiga, se precisar de um abraço? — ele comenta.

— Não importa, mantenha distância.

— Tá. — ele rola os olhos.

Freddie coloca a cabeça dentro do carro e nos beijamos por alguns segundos. Esse beijo me da confiança. Ele sente tudo que eu sinto e eu me odeio por saber disso...

Notas finais
Gostaram? Comentem! E na brincadeira que uma leitora chamada Edna fez, eu irei levar a sério: Comentários = spoilers (querem saber de algo que não aguentam mais? É só pedir nos comentários que eu respondo sem dó, é a única forma de comprar vcs kkk) E hoje tem super perguntas, vamos lá jureg! Gus pergunta: "Eu estou relendo a fic pelo Spirit e acabei por perceber que a Sam menciona algo sobre a história estar errada quando a Jade diz que lobos não podiam ter imprinting por vampiros, o que na verdade se mostrou totalmente possível no capítulo 18 e o Freddie também discordava. Poderia me explicar por que eles não acreditavam? E você já planejava alterar isso? Resposta: Leitor vidradão hein... A explicação é simples, como você deve ter lido vampiros e lobos não se dão bem, os casos de imprinting eram raros, Sam sabia que houve casos assim e o Freddie não acreditava pois para ele eram apenas lendas, já que ele nunca conseguia conversar com a Sam de maneira normal sem ambos quererem se matar. O imprinting do Spencer com a Shelby foi uma forma de mostrar que isso era possível... Eu não tinha planos de alterar isso, mas consegui uma boa desculpa quando eu reli a frase da Sam, eu vi que dava para mexer nisso e trabalhar no imprinting entre lobos e vampiros no decorrer da fanfic. Caso ainda tenha dúvidas faça mais perguntas, beijos. Wellen pergunta: "Quanto tempo demora para um capítulo ficar pronto? Tem até qual capítulo escrito?" Resposta: Quatro horas de escrita e mais uma hora de correção, mas eu já tenho vários capítulos escritos, só não posso posta-los de uma vez por que ficarei sem tempo para escrever os outros, por isso vou soltando duas vezes por semana... Possuo até o capítulo trinta e oito escrito, mais alguns esboços de cenas extras, flashbacks e um possível spin-off. (sim cara leitora, eu não pretendo parar 42, talvez eu prossiga dando continuidade a ela, nunca se sabe) Miryan pergunta: "Alguém perguntou quem era seu personagem favorito, então quem é o mais odiado?" Resposta: Não sei se consigo odiar algum personagem, eles são tão guardáveis em um potinho... Nem a Carly quando se tornar vilã vai merecer meu ódio. Fabi pergunta: "Nos conte seus planos para os próximos capítulos e um acontecimento que vai nos abalar, é pedir muito?" Resposta: Meus planos envolvem alterar o rumo da vida dos personagens, enquanto eles se preparam para lutar por algo, mal saberão que o problema será resolvido e a vida deles passará ser trazer uma certa pessoa de volta. Um acontecimento que vai abalar vocês será a morte de uma personagem, vocês não vão se abalar exatamente pela morte dela e sim no que a morte dela vai provocar em um certo personagem que desejará matar a pessoa que cometeu o assassinato... Estejam preparados... Wanda pergunta: "Você disse para mim que o primeiro flash back a ser mostrado será no capítulo 23 e que vai ser uma cena reveladora entre dois personagens que boa parte dos leitores quer que fiquem juntos, poderia me contar mais sobre isso?" Resposta: Ele e ela (não vou dizer quem) esconderam algo da Sam que ela descobre durante uma viagem até um certo lugar com certa pessoa. Vocês queriam esse casal? Então saibam que já teve algo quente entre eles muito antes de toda essa confusão começar... Eles compartilharam a "primeira vez"... Beijinhos de luz. Julie Kress pergunta: "Existe possibilidade do Freddie ser tornar híbrido como a Sam, ou lobo? Afinal, ele voltará a ser humano, não é mesmo? E só acho que uma hora ele vai ter que se transformar num ser sobrenatural novamente." Resposta: Talvez sim, é algo possível, mas não lembro de ter dito que Freddie tem sangue de lobo ou mencionar sobre as origens dele, mas em breve vamos descobrir de quem ele é descendente... E sim, ele está voltando a ser humano, um processo lento mas bem interessante. Ele vai ser transformar em um ser sobrenatural sim, já ouviu falar em Âncora do outro-lado? Agora me responde isso kkkk Rachel pergunta: "Você é uma filha da p*** e os capítulos ficam melhores e mais ousados a cada vez que você posta, me responda uma coisa: antes da Sam ir embora - só Deus sabe para onde - o Gibby ainda vai ter algo com ela? Ou já chega de beijo desse shipp que ninguém aguenta mais mesmo ele nem aparecendo... Eu amo muito sua fanfiction, por favor não para no auge do sucesso, pega leve com nois, beijos e que Deus te elimine! Resposta: Sim, Sam e Gibby ainda vão irritar muita gente com esse lance entre eles, mas não tanto como o Freddie e sua idiotice com a Carls. Tem certeza que no final da sua pergunta era para estar escrito "Deus te elimine" em vez de "Deus te ilumine?" Deu até medo agora... Beijão. Augusto pergunta: "Você aceita pessoas para te ajudar com a fic? Sou muito amoroso, inteligente e bom escritor também, iria gostar de me juntar a você e adoro ler tudo que você posta! Beijos Sammy e me nota! Resposta: Você não é Pablo Vittar mas SEU AMOR ME PEGOU! Berro! Você quer me ajudar? Olha eu não sei, mas manda mensagem para mim no Whats por que eu não salvei seu número, quem sabe a gente trabalha em alguma fic juntos ou até mesmo você dá um gás nessa daqui, beijão para você e eu te notei! (Outros interessados em entrar nessa equipe chama lá no meu Whatsapp que eu dou algum serviço para vocês nessa fanfic, podem até mesmo me ajudar a escrever algum capítulo ou sugerir desfechos, anota o número ai: 45 998339284) Por hoje é só lindos... E futuramente nessa porra: Iremos á procura de um Grimm! See you soon guys! Very soon...