Notas iniciais
Boa noite humanos! Hoje vocês têm um belíssimo casamento para participar com discursos lindos e cheios de mensagens ocultas... E claro, um hot bem interessante... Aproveitem bebês:

Povs geral:

— Está com as alianças? — perguntou Carly para o Dice, ele estava arrumando a gravata do terno.

— Sim. Estão no meu bolso. — respondeu ele sorrindo — Respire Carly, você deve estar mais nervosa do que a Sam.

— É importante para mim que tudo dê certo... Ela passou por tanta coisa.

— Tudo vai correr bem. — ele garantiu.

Dice e Carly estavam aguardando a chegada da Sam na praia de La Push, o lugar escolhido para o casamento. Estava extremamente frio e poderia chover a qualquer momento. Klaus passeava pela areia apertando as mãos dos convidados. Dos amigos de Seattle somente Shelby e Spencer estavam presentes, os outros não foram convidados e mesmo se fossem não teriam motivos para vir. Wendy e Brad estavam ali para uma breve aparição, eles ficaram sabendo da batalha, mas não poderiam deixar Sam e Freddie em um momento tão importante da vida deles. Os outros convidados eram a família do Gibby, funcionários e chefes da concessionária de carros do Klaus em que Freddie agora trabalhava. Os familiares da alcateia de La Push também fizeram presença, os quais Sam fez questão de conhecer e encantar.

Freddie não poupou gastos com o casamento. Klaus ajudou a decorar e a praia ganhara vida com um arco de flores roxas, dezenas de bancos com rosas brancas e vermelhas que davam um ar superior a tudo aquilo. Debaixo da tenda montada estava o bolo e a mesa para os convidados se sentarem. Balões pretos e bancos davam um toque misterioso. Klaus ficou responsável pelos músicos que vão tocar majestosamente a canção November Rain da banda de rock Guns N' Roses. Era uma música marcante. Algo memorável. Quem via a beleza daquela cerimônia, não sabia do sabor amargo que havia na boca daqueles os quais preparara o casamento.

Freddie quis tudo perfeito. Ele precisava ao menos um dia parar de se culpar pela perda do filho, mas dado ao que ele era, Fredward não conseguia conforto algum de ninguém. No máximo ele encontrava refúgio em Sam, que passava longas noites sem dormir com medo de que Freddie se desligasse ou até mesmo ela. Eles se amavam, mas não se lembravam da última vez em que fizeram amor. Eles não estavam prontos para encarar aquilo novamente, a primeira experiência que tiveram resultou o Flint, se tentassem se amar novamente saberiam que nada viria depois, pois, Sam estava sem envelhecer novamente.

Freddie estava embaixo do arco aguardando o início da cerimônia. Ele arrumou o smoking azul. Carly veio o ajudar com a gravata.

— Ela merece alguém como você. — sussurrou Carly.

— Jesus Carly, você também sabe? — perguntou Freddie.

Carly ajustou a gravata borboleta dele.

— Menos ela. Sam sempre é a última a saber.

— Ela odeia ser a última a saber.

— Ela vai nos agradecer por isso depois. — Carly limpou a lapela do Freddie com cuidado para não amassar nada — Nervoso?

— Não, imagina... Não é como se eu tivesse me casando. — ele foi irônico e suas mãos suaram.

— Achei lindo da parte dela entrar com o Gibby no casamento, é o mais perto de alguém próximo que ela tem.

— Ela sempre nos surpreende. — Freddie repuxou os cantos da boca em algo que parecia um sorriso.

Carly limpou a garganta e se aproximou. Freddie de imediato pensou em recuar, mas ele se lembrou que tinha caçado e pôde inalar o cheiro dela sem se preocupar em matá-la. Ele tinha perdido certas coisas na vida por que era um vampiro, mas agora era diferente e seu olfato continuava apurado. Finalmente a fragrância da Carly foi como uma brisa de uma plantação de morangos e não um convite para jantar.

— Tem certeza sobre o lugar da lua de mel? — ela sussurrou essa pergunta.

— Combinamos de ir para lá um dia e veja bem, não é como se fosse ser uma lua de mel de verdade com ela. Sam não está pronta para deixar que eu possa... — Freddie se deteve e Carly fingiu não se importar, o olhar dele se perdeu

Carly pegou o rosto dele nas mãos.

— Hey, calma, olhe para mim. — ela pedia e finalmente o olhar do Freddie se centralizou nela — Não se desespere, vocês vão encontrar um jeito e se não encotrarem Sam ainda estará com você.

Freddie concordou com a cabeça.

— Obrigado Carly, ter você conosco significa muito.

Carly retirou as mãos do rosto dele.

— Disponha, é uma honra ainda ser a melhor amiga dela.

Freddie sorriu de lado.

— Roubou o lugar da Wendy.

— Limpa aqui. — Carly alisou o canto da própria boca — O veneno está escorrendo.

— Perdão. — Freddie gargalhou de leve e então a tomou em um abraço — Nos deseje sorte Carly.

— Irei desejar mais do que isso — ela o abraçou selando aquela amizade profunda.

— Eu te amo. — sussurrou Freddie.

— Eu também te amo buddy. — ela riu baixinho.

O som foi ouvido. A cerimônia iria começar. Eles romperam o abraço e tomaram suas posições. Dice veio arrumando o terno. Ele se sentou no primeiro banco, já que entregaria as alianças. Ele piscou para o Freddie ao ver um símbolo curioso na lapela do smoking dele. Freddie piscou de volta e sorriu.

Os músicos lentamente puxaram o início de Novembro Rain. Freddie se preparou para a chegada da sua mais poderosa razão para viver.

Sam estava em um vestido branco comprido. A calda era arrastada pela areia com sofisticação. O cabelo da Sam caia em cachos nos seus ombros. O rosto estava levemente maquiado. Em seu vestido dava para ver um lobo branco. Ela era a noiva mais linda do mundo. Em suas mãos ela carregava um buquê de rosas brancas. Ela tinha um ar superior. Gibby estava ao seu lado impecável em seu smoking cinza escuro. Freddie estava absorto demais, seu olhar não conseguia se desviar do rosto da Sam. A garota quis correr para alcançar a sua salvação. Sam achava que a ida até o arco era infindável. Com os passos lentos Sam chegou ao arco. Gibby a abraçou e em seguida, delicadamente, colocou a mão da Sam sobre a mão do Freddie, depois foi se juntar à Carly.

O reverendo que faria o casamento foi rápido. Sam e Freddie recitaram seus votos como se suas vidas dependesse disso. Quando chegou ao momento de beijar a noiva, Freddie segurou o rosto da Sam e passou seu braço em volta da cintura dela. Os lábios de ambos se encaixaram em uma sintonia perfeita. Não existia mais problemas dentro daquele beijo. Por um minuto eles se esqueceram do mundo inteiro que apenas destruiu tudo de bom que eles tinham, mas Sam e Freddie encontravam novamente seu lado de luz quando estavam nos braços um do outro. Sam acariciava a nuca do Freddie e sua outra mão segurava o buquê com força. Ela precisava dele hoje, amanhã e para sempre. O beijo se acabou e eles foram tomados por uma onda de aplausos.

Carly foi a primeira a se atravessar na frente e puxar os dois ao mesmo tempo em um abraço. Claro que ela chorava, por que no fundo sabia que a cerimônia deveria ter mais pessoas, os familiares de Freddie, assim como os de Sam. Era como um espaço em branco, que Carly com seu amor tentava preencher.

— Eu estou mais do que feliz por vocês. — ela disse ainda os abraçando.

— Obrigada Carls. — Sam sussurrou.

— Obrigado. — disse Freddie.

— Carly, chega de monopolizar os noivos. — Gibby murmurou.

— Claro. — Carly riu e corou. Ela retirou seus braços dos melhores amigos e deu alguns passos para trás.

— Fico feliz por vocês. — admitiu Gibby e por incrível que pareça abraçou o Freddie primeiro — Seja o melhor marido do mundo para ela.

— Eu irei. — sussurrou Fredward.

Gibby deu alguns tapinhas nas costas dele.

— Levarei isso como uma promessa.

— Leve. — Freddie rompeu o abraço — Obrigado por ter trazido ela até mim.

— Era o certo a ser feito.

— Mas você não fez por que era certo...

— Não, eu fiz por que precisava deixá-la ir e por que me importo com vocês.

Freddie não hesitou em abraçá-lo de novo, em seguida o soltou.

Gibby rapidamente abraçou Sam.

— Sammy... — ele sussurrou — Você merece a felicidade e Freddie dará isso e muito mais a você.

Sam se surpreendeu com tais palavras vinda do Gibby. Até então ela ainda não compreendera a adoração dele por Freddie.

— Eu te amo Gibby, ter você comigo significou muito. — Sam falou baixinho.

— Eu sei. Você é a noiva mais linda que o mundo teve a honra de ver.

— Nossa que emociante, não me faça chorar senão irei te dar um soco. — Sam fez uma leve piada.

Gibby gargalhou e retirou Sam de seus braços.

Klaus foi o próximo. Ele girou Sam em um abraço que a fez rir da felicidade dele.

— Parabéns Samantha, algumas coisas irão se estabilizar agora. — ele sorriu belo como sempre. Sam se perguntava se era algum tipo de feitiço todos os Benson serem tão lindos e charmosos.

— Obrigada Klaus, só temos a agradecer por tudo que fez por nós hoje e antes. — agradeceu Sam.

— Sempre estarei aqui. — ele beijou Sam no rosto e apertou a mão do Freddie — Como é se casar garoto?

— Você nunca se casou antes? — perguntou Freddie rindo. Sam mordeu o lábio por que adorava esse som.

— Não. Triny morreu antes que eu tivesse a chance de propor.

— O quê você teria dito a ela?
Klaus fechou os olhos, ele tentava visualizar o rosto de Triny. Seu coração apertou. Ele abriu as pálpebras novamente.

— Eu tenho escrito em um papel até hoje que levo comigo para qualquer lugar. — ele respondeu e abraçou Freddie, depois o soltou — Bem, vou deixar os outros convidados fazerem as honras, felicidades aos dois. — Klaus se retirou afrouxando a gravata, pela segunda vez na vida se sentiu sem ar, algo do qual não precisava.

Shelby se deteve em frente à Sam. Ela queria abraçá-la, mas não sabia como a loira iria reagir.

— Eu falhei na missão em que o Hayes me deu. — disse Shelby — Estar aqui hoje ainda não apaga os meus erros. Eu fracassei Sam, estraguei tudo, o que não é novidade nenhuma para mim. Perdão não é suficiente, eu sei. E... — Shelby fez uma pausa ao notar Sam sorrindo — Ah garota, você sabe que eu não sei me expressar!

Sam abraçou Shelby com força enquanto Freddie e Spencer conversavam.

— Eu perdoo você Shelby. Você queria uma família e eu sempre estarei aqui para ser isso para você. — Sam disse no ouvido dela.

— Você tem um coração perfeito Sam, não deixe ninguém dizer o contrário.

— Tudo bem. — Sam se distanciou — Quando eu voltar de seja lá para onde o Freddie está me levando, vamos fazer algo juntas.

— Ok. — Shelby se animou.

Os abraços e as congratulações continuaram. Wendy e Brad tentaram ao máximo arrancar sorrisos de Sam, eles queriam ter essa visão em suas mentes quando retornassem para New Hampshire. Eles queriam visualizar a Sam alegre, toda vez em que pensassem nela.

A cerimônia seguiu para o baile. Vários tiveram a sorte de dançar com os noivos, Wendy correu para agarrar essa oportunidade.

Freddie girou Wendy pela pista de dança enquanto Sam e Brad riam aos montes em uma conversa calma. Fredward ainda se lembrava do que fizera com Wendy durante o período em que se desligou. Ele se culpava ao olhar o rosto dela.

— Como você está? — sussurrou Wendy acompanhando Freddie na dança.

— Se refere a hoje ou a tudo em geral?

— Tudo em geral.

Freddie suspirou evitando olhá-la no rosto.

— Nada é a palavra que me descreve.

— Não por muito tempo.

— Não faz diferença Wendy, eu olho para a Sam todos os dias e sei que tudo é minha culpa. Eu podia ter feito mais, eu podia... Ela não merecia toda essa merda. Ela teve razão quando disse para mim que tudo o que passou foi por minha culpa. — Freddie estava com os lábios tremendo.

— Ela estava desligada quando te disse isso.

— Ela podia estar desligada mas nunca foi uma mentirosa.

— É o seu casamento, era para você estar feliz, então vamos mudar de assunto.

— No dia de hoje eu estou feliz. Faz meses que não vejo a Sam sorrir. Hoje Deus me deu este presente e eu peço a ele que dure por mais algum tempo. — Freddie era profundo como sempre. Ele conhecia bem o suficiente as emoções dos outros para saber como tocá-las com palavras ou gestos.

— E se não for ela?

Freddie deixou escapar um riso frio.

— Você sabe que é. Todos sabem.

— Você sente?

— Sim... Dá para sentir quando estou perto dela.

— Admito que também sinto e os outros também sentem ou já sentiram.

— Está tão óbvio, como ninguém reparou antes?

Wendy olhou para a Sam em um canto.

— Porque nem ela mesmo sabe.

A dança se encerrou. Uma batida leve começou a tocar. Os convidados fizeram seu caminho para as mesas. Sam, Carly, Freddie e Gibby iriam se sentar em uma mesa próxima do palco, onde os brindes estavam para começar. Seria um momento interessante por que alguns convidados eram humanos, então tudo que iria ser dito precisava ser em alguma espécie de código.

Tasha foi a primeira a tomar coragem para recitar algumas palavras.

— Eu conheço o Freddie faz anos. Nunca entendi por que ele não gostava de garotas, suspeitei algumas vezes que ele era gay. — Tasha admitiu fazendo todos rirem, com exceção do Freddie que rolou os olhos — Mas então eu descobri, sem ele precisar me contar, que estava apaixonado por uma garota. Ele precisaria se ferrar muito para conquistá-la e hoje ele conseguiu esse objetivo. Parabéns aos noivos e principalmente ao Freddie que foi muito persistente. — Tasha ergueu sua taça, todos brindaram e beberam. Ela desceu do palco e foi a vez do Dice que fez Tasha corar por algum motivo que somente eles sabiam. Os convidados riram ao ver que ele iria brindar com refrigerante.

— Sam sempre foi como minha irmã mais velha, ela tomou conta de mim, me protegeu, esteve presente quando eu precisei e estar aqui hoje em um dia tão perfeito em sua vida é mais do que uma honra, é uma vitória. — Dice encerrou o pequeno discurso, mas ao vez do brinde acontecer ele foi aplaudido. Dice corou alegre e desceu do palco.

Shelby e Spencer estavam em alguma espécie de competição para ver quem chegaria primeiro ao microfone. Spencer optou por deixar Shelby falar primeiro.

— Então, eu conheço o Freddie há muito tempo também e já namorei com ele a propósito. — Shelby fez os convidados rirem, mas Sam revirou os olhos e Freddie apertou a parte de cima do nariz — Mas isso não vem ao caso. O importante é que eu o conheço como ninguém e sei que ele foi feito para a Sam. Fredward Benson sabe ser gentil, amável, doce e calmo na medida certa para não ser enjoativo. Ele sempre soube lidar com as pessoas... — Shelby estava se referindo ao dom dele — Mas ele nunca soube lidar com a Sam e isso o fez ficar cada vez mais apaixonado por ela, por que para domar essa garota perfeita, ele teve que se empenhar ao máximo e ir contra tudo em que acreditou. Foi uma jornada e o final dela, ou até mesmo um novo começo é este dia aqui. Parabéns aos noivos. — Sam aplaudiu e os outros também. Freddie piscou atônito tentando entender por que a cerimônia parecia girar em torno dele e por que isso não afetava a Sam.

Spencer deu duas leves batidas no microfone e limpou a garganta.

— Sam foi como uma luz na minha vida e na vida da minha irmã Carly. Aquela frase que diz que após a tempestade vem o arco-íris é real e se encaixa na Sam, por que ela se tornou a calma na vida de muitas pessoas. Sam é luz aonde chega. Ela é uma alegria sem igual. Não tente ficar triste perto dela, você não vai conseguir e isso vai deixá-la brava, provavelmente ela irá te bater. — Spencer gargalhou e Sam também — Freddie encontrou a alegria que precisava. Sam é para o Freddie a esperança dele, é a luz no fim do túnel, a paz em meio a guerra, a calmaria em meio ao caos. Que o casamento deles dure para sempre. — Spencer ergueu a taça e aconteceu mais um brinde.

Klaus rapidamente foi para o palco antes de Carly que deu um olhar ameaçador para ele. Klaus mandou um beijo para ela com a intenção de irritá-la e pegou o microfone.

— Olá humanos. — Klaus era atrevido mas para alguns convidados não passou de uma piada — Este casamento está maravilhoso e não tem nada haver com o fato de eu ter ajudado a decorar. — ele colocou uma mão no bolso — Vejamos... Os noivos é o foco, por mais que Sam tenha roubado toda a atenção com sua beleza sem igual, com todo respeito Freddie. — Klaus arrancou alguns murmúrios de surpresa e Freddie tentou não ficar puto — Quando se está perto de Sam e Freddie, você se sente mais eufórico, alegre e incrivelmente a vontade por causa do amor deles. É algo puro que aumenta conforme os dias se passam. Eles são tão diferentes. Como duas peças de um quebra-cabeça que se encaixam, elas precisam ser diferentes para tal coisa. Não é como se a gravidade os prendesse ao chão, mas é como se eles mesmos fizessem isso. Ele é o que diz "para" e ela escuta. Ela é a que diz "continua" e ele vai. O destino deles se tornara um só. Suas mentes e seus corações funcionam no mesmo ritmo. Eu nunca vi nada parecido e sei que ainda irei ver muito mais entre eles. Um brinde aos noivos.

Klaus colocou o microfone no pedestal de novo e Carly passou por ele rapidamente. Ela foi pegar o microfone sabendo exatamente o quê iria dizer.

— Fredward Benson era aquele tipo de cara que tentava manter distância das pessoas, eu descobri que ele amava a Sam quando ela se tornou a única pessoa de quem ele não conseguia ficar longe. Ele estava perdido com o jeito dela e sua meta de vida era ter a Sam. No fundo ela sabia que o amava mas era muito chata para perceber isso. — Carly admitia rindo.

— Mas o quê? — Sam murmurou achando engraçado.

— Sam era loucamente apaixonada pelo Freddie e quem não era? — Carly riu de novo e Freddie soltou um riso baixo — Mas é isso que os torna tão perfeitos um para o outro, a luta que tiveram contra si mesmos para ficarem juntos. No meio de dor, angústia e perda o amor deles era destruído mas voltava à vida cada vez mais forte. O mundo precisa dos dois juntos. Freddie fez as coisas serem tão simples como respirar com Sam. Nenhum casal se amou tanto quanto Freddie e Sam. Eles merecem ser felizes. Merecem se acordar todos os dias nos braços um do outro. Merecem passar momentos mágicos juntos. Merecem palavras e gestos inesquecíveis. Merecem o amor incondicional de todos. Merecem a vida que é bela diante daqueles que amam. Eles apenas merecem todas as coisas boas do mundo por que Sam e Freddie juntos é o que torna o mundo bom. Eu amo meus melhores amigos e desejo que tudo que eles perderam um dia seja trazido de volta. — Carly se emocionou e não conseguia dizer mais nada.

Gibby com cuidado ajudou sua namorada a descer do palco e caminhou até o microfone.

— Eu não sou bom com palavras, mas precisava vir até aqui dizer algumas coisas... — Gibby estava um pouco nervoso por falar diante de tantas pessoas — Eu não gostava do Freddie no início, antes de conhecê-lo eu achava ele meio arrogante. — Gibby olhou para o Fredward e aproximou mais a boca do microfone — Agora eu tenho certeza. — os convidados vaiaram e riram ao mesmo tempo — Porém, em tudo o que o Freddie fazia pela Sam eu via a verdade. — o tom do Gibby ficou sério — Eu percebi que ele a amava a ponto de se jogar na frente de uma bala para salvá-la. Ela era o Sol e ele a Terra. Ele girava em torno dela, seguia seus passos, tentava estar presente. Ele cuidaria dela como ninguém. Agora depois de dezenas de coisas que passamos juntos, eu admito com todas as palavras que Fredward Benson é o felizes para sempre da Sam. Ela pode vasculhar o mundo inteiro que nunca vai achar alguém como ele, por que Fredward foi moldado para ela. Ele é dela. Pertence a ela. Ela não precisa procurar outra pessoa por que tudo que quer Freddie pode dar e ela. Mas não é só ela que ganhou na loteria, Freddie também recebeu o maior prêmio que alguém pode receber, ele recebeu o amor verdadeiro, algo que muitas pessoas buscam. Sam é perfeita. Ela é maravilhosa em muitos aspectos. Sabe amar, cuidar e proteger. Ela tem muito o que ensinar a ele, assim como também ele vai ensinar muito a ela. Os dois ainda vão aprender muito um com o outro. Irão se amar mais e mais. Descobrirão coisas novas juntos. No amor você descobre coisas novas sobre quem ama todos os dias, Sam e Freddie ainda não se conheceram totalmente, mas agora tem um lindo matrimônio para isso. — Gibby tomou um pouco do champanhe na taça e todos fizeram o mesmo. Sam estava abismada com o discurso, mas sua mente trabalhava para descobrir o significado oculto no final.

Sam se levantou. Ela andou para o palco por que precisava dizer a verdade.

— Boa noite. — ela murmurou no microfone — Adorei essa visão maravilhosa que muitos têm do meu marido, mas eu queria esclarecer algumas coisas. — ela respirou com calma — Freddie erra o tempo todo. — isso chamou atenção do Fredward que manteve o olhar nela — Ele vive cometendo erros. Muitas coisas dão errado por culpa dele, mas é isso que o torna perfeito para mim. Ele reconhece quando erra, quando me magoa, quando me machuca. Ele sabe quando passou dos limites e tenta consertar de todas as formas possíveis. Amar alguém, não é ter a capacidade de não enxergar defeitos, mas é totalmente o contrário, é enxergar os defeitos da pessoa e aceitar cada um deles. Todos os dias eu procuro me aperfeiçoar para fazer o Freddie mais feliz. Nada do que eu faço parece suficente diante do amor que ele demonstra sentir por mim. Ele tem aquela mania de me olhar nos olhos para saber quando estou falando a verdade, tem a mania de sorrir de lado quando está contente e tem aquele jeito perfeito de falar quando deseja fazer com que alguém o ouça. Ele passa mão no cabelo quando está nervoso, morde o lábio quando está pensativo e passa a unha do polegar contra a ponta do dedo indicador quando planeja alguma coisa. Ele não sabe mas eu também tive que lutar por ele em certos momentos. Estar aqui hoje foi o maior presente que ele pôde me dar. — Sam abriu um sorriso — Freddie, me dá sua mão, me leva... Ainda quero sentir, o vento a me lamber e nos fazer crescer. O teu olhar me pega... Eu amo todas as cores, toda a sua luz. Eu amo tudo aquilo que você é. Eu amo você. — Sam sussurrou e se afastou do microfone.

Os aplausos acompanharam a ida do Freddie até o palco. Ele beijou a Sam rapidamente. Freddie a levou para a mesa e depois foi para o palco. Freddie retirou o microfone do pedestal, engoliu a bile de nervosismo e encarou Sam.

— Eu ainda não entendo o amor mas já tenho medo dele. Sempre antes da grande espera primeiro vem o sonho... Os dias se seguem bonitos até que vem com velhas tristezas a se rebelar, mas então eu me lembro da primeira vez que te vi de longe, lembro que senti no corpo uma pancada dura... Que hoje eu amo mais que tudo, que está em tudo. Eu não sou alguém que vai estender a mão para a Sam se levantar, eu simplesmente jamais irei deixá-la cair. Sam é como meu carbono... Normalmente os casais se comparam com oxigênio, precisam um do outro para viver e blá, blá, blá, mas não... — Freddie negou pegando todos de surpresa — Eu digo que Sam é meu carbono por que tudo no mundo é feito disso. Ou seja, eu enxergo a Sam aonde quer que eu vá e ela faz parte de mim. Como acreditar que o diamante e o ser humano são formados da mesma coisa? Carbono. Sam é isso para mim, uma pedra preciosa que tem seu valor inestimável. Ela é meu dia e minha noite. Minha vida e minha morte. Minha alegria e minha tristeza. Minhas trevas e minha luz. Meu inferno, meu paraíso. O bom e o mau. O começo e o fim. — ele se preparou para deixar a verdade transparecer — Meu Alfa e meu Ômega. — Sam secava as lágrimas com o discurso dele, porém Freddie ainda não tinha terminado — Eu vou viver o que for, mesmo que eu morra ao viver. Você vai fazer o que for, mesmo que me faça chorar, meu amor. Nada se explica, tudo é. Tudo que parte, quer partir. Vamos viver o que for... Eu prometo te proteger do universo inteiro, por que essa é a minha missão enquanto eu viver nessa terra. Eu te amo Samantha e peço que me dê o privilégio de ser seu para sempre. — Freddie largou o microfone e saiu do palco. Cada um se levantou para aplaudir de pé. Sam correu da mesa para se jogar nos braços dele. Freddie a abraçou contra si. Eles estavam no lugar mais seguro da terra: os braços um do outro.

Antes que Freddie entrasse no carro para partir, Klaus mostrou um bilhete a ele.

— Era o que eu planejava dizer. — disse Klaus.

Freddie — agora usando jeans, camiseta branca e casaco — leu o que continha naquele pedaço de papel.

— Por que não disse?

— Eu não podia me casar com Triny... Ela disse que só se casava comigo se eu a transformasse, mas eu preferia perdê-la por causa da velhice do que fazê-la se tornar um monstro como eu. Continuamos juntos durante décadas... — Klaus choraria se pudesse — Era difícil mas conseguimos e então um dia, ela estava sentada naquela cadeira de balanço, com os cabelos brancos e morreu em paz. Foi quando eu sumi do mapa...

Aquela cadeira de balanço? — Freddie perguntou sabendo que nisso existia um significado.

— A cadeira de balanço da Sue. — respondeu ele — Aquela é minha casa Fredward, por quê acha que entrei sem ser convidado? Eu conheci Sue no dia em que ela nasceu, eu retornava para cá e para Seattle de tempos em tempos, para passar um olho em você e na Sue. Mas somente ela sabia da minha existência.

— E agora eu nem preciso perguntar por que você voltou...

— Não, mas pode ficar com o colar, você merece ficar com ele.

— E Sam?

Klaus viu a garota se aproximando com um vestido preto para a viagem de lua de mel.

— Ela saberá a hora, você mesmo disse a ela. — Klaus deu de ombros e se distanciou do carro. Freddie se sentou no banco do motorista.

— Quando eu voltar, estará por aqui? — Sam perguntou parada na porta do passageiro. Klaus correu e abriu para ela.

— Sempre estarei aqui. — ele aguardou a Sam entrar no carro e fechou a porta — Divirtam-se.

— Obrigada. — Sam deu um tapa na mão dele por que a janela estava aberta — Passe um olho nos garotos por mim.

— Claro, claro. — Klaus usou a frase da Sam.

Freddie ligou o carro e conduziu para longe da multidão de pessoas que acenavam. Sam acenou de volta para eles. Freddie subiu os vidros e pisou no acelerador. O Mercedes preto se afundou na noite fria de La Push, nesse instante começou a chover.

— Pronta? — perguntou Freddie.

— Sim. — sussurrou Sam pegando na mão dele — Para onde vamos?

— Aeroporto SeaTac.

— Me refiro ao nosso destino final.

— Você vai ver senhora Benson.

— Estou com fome senhor Benson. — Sam gargalhou.

— Podemos parar no caminho querida.

— Ok... — ela relaxou no banco.

— Sammy?

— Hum? — murmurou ela.

— Eu amo você.

Sam sorriu e olhou para o rosto do marido de novo.

— Eu também te amo, para sempre.

— Para sempre ainda não é suficiente quando estou com você. — ele relembrou a ela.

— Até que o Limbo nos separe?

— Não... Nunca vamos nos separar. — ele focou os olhos na estrada.

Sam queria perguntar uma coisa séria.

— A Carly também sabe quem é o Alfa?

— E o Gibby também.

— Por que eu não sei?

Freddie trincou os dentes.

— Você sabe, só não quer admitir.

— Não. Eu não sei.

— Você não sente nada? — perguntou Fredward.

— Eu deveria? — Sam suspirou.

— Talvez não seja você.

— Eu? Eu sou o Alfa?

Freddie olhou para ela.

— Eu não disse isso. — ele riu baixinho.

— A essa altura do campeonato, a pessoa que é o Alfa já deveria saber.

— Ela sabe, só não quer admitir.

— Não dá para conversar com você. — Sam bufou e ficou olhando pela janela.

— Uau, nossa primeira discussão como casados.

Sam não conseguiu segurar o riso que borbulhava na sua garganta.

— Poxa Freddie, você não presta.

— Eu poderia estacionar aqui no acostamento e te mostrar que eu não presto mesmo. — ele ameaçou rindo. Sam mordeu o lábio, ela sentia saudade disso.

— Não se atreveria...

Freddie virou a direção para a direita e afundou o carro no acostamento perto das árvores. O vidro era preto escuro. Estava chovendo. Era mais de meia noite. Ninguém iria aparecer. Sam arregalou os olhos em pânico.

— Suba o vestido. — Freddie murmurou tirando o cinto de segurança.

Sam permaneceu imóvel.

— Aqui não.

— Desde quando não gosta de coisas arriscadas e imprudentes?

— Desde que eu virei mãe. — Sam rebateu mas de imediato quis reter aquelas palavras.

Freddie suspirou ignorando aquilo. Ele abriu o zíper e o botão da sua calça jeans.

— Banco de trás. — ele mostrou para Sam. Ela fez que sim com a cabeça e foi para lá. Sam subiu o vestido e retirou a calcinha preta de renda. Ela se deitou no banco aguardando o Freddie. Ele subiu em cima dela e foi abrindo suas pernas devagar. Freddie introduziu seu dedo no sexo da Sam, ela gemeu olhando para ele. — Tão molhadinha, você nunca me decepciona... — ele sussurrou, retirou o dedo dali e colocou dentro da boca dela. Sam sugou o dedo dele sentindo a região sul do seu corpo se apertar. Ela precisava se aliviar. Por estar com pressa ela mordeu o dedo do Freddie. — Ai! — Freddie tirou o indicador da boca dela.

— Por favor, me possua. — Sam pediu ofegante.

— Qualquer coisa para a minha esposa. — Freddie se apoiou com uma mão no banco e com a outra colocou seu pau dentro do sexo dela — Não podemos demorar, isso tem que ser rápido meu bem.

— Vá em frente. — ela disse sorrindo e segurou os ombros dele.

Freddie se movimentou veloz. Ele girava o quadril toda vez que penetrava. Isso arrancava fortes gemidos da Sam que tinha um pé para fora do banco. Freddie corria o nariz pelo rosto dela. Ele distribuía beijos quando podia e gemia também.

— Eu quero mais rápido... — Freddie disse como um aviso.

— Faça. — sussurrou ela.

Freddie enfiou e puxou Sam para ele ao mesmo tempo, entrando mais profundo.

— Porra! — ele gritou. Ele parou, sua respiração mais difícil e a respiração dela se juntando à dele. Sam tentava assimilar todas as sensações: o delicioso preenchimento, o provocante sentimento que estava fazendo algo proibido, o prazer erótico que se contorcia dentro de si. Ela ouviu Fredward respirar forte. Ambos tinham uma respiração ofegante de puro e absoluto prazer. Esse ato aquecia seus sangues.

— Fredward... — ela gemia com o prazer que se espalhava por cada nervo de seu corpo.

Ele escorregou para fora dela e enfiou novamente. Ela gritou mais alto.

— Vamos Sam! — ele batia dentro dela — Temos que ser rápidos baby.

— Puta merda... — Sam esbravejou entre os dentes trincados.

Freddie circulou dentro dela, saiu lentamente e a preencheu de novo. Ele foi e voltou. Sam queria chorar por que era tão forte, mais do que ela suportava. A adrenalina de fazer algo errado, aquele gostinho de proibido, tudo estava aumentando a um nível que ela jamais pensou que iria chegar. Freddie entrou mais uma vez, empurrou profundamente, de novo e de novo. O que eles sentiam era enlouquecedor e juntos alcançaram o topo.

— Isso Sam, goza com força amor. — Freddie rosnou. Ele explodiu em seguida. O orgasmo foi como um fogo descontrolado consumindo tudo. Eles sentiam que seus corpos iriam se partir ao meio. Em vez de diminuir, a sensação aumentava. Freddie caiu exausto sobre o corpo da Sam, ele se cansou um pouco por causa da metamorfose, mas o prazer e a satisfação continuavam a mesma. O corpo da Sam ficou pulsando e tremendo. Ela tentava respirar mas com Freddie em cima dela estava complicado, ele se mexeu para sair, mas ela o manteve ali contra os seios apertados no vestido. Freddie queria tirar aquele tecido dela e explorar seu corpo com a língua, mas já foram longe demais.

— Por que isso foi tão bom? — sussurrou Sam.

— Porque é ilegal. — Freddie respondeu abaixando uma parte do vestido para beijar os seios dela, a pele naquela região ficou exposta, ele sorriu e começou a beijá-la produzindo sons.

— Não, chega. — Sam o empurrou com força. Freddie se sentou no banco de couro. Sam pegou a calcinha, colocou, abaixou o vestido e arrumou a parte da frente. Freddie percebeu a mudança de humor da Sam e retornou para o banco do motorista após arrumar a calça. Ele aguardou ela voltar ao banco do carona. A escuridão não era um problema para eles, Freddie percebia o rosto amargo dela.

— Eu fiz algo de errado? Quero dizer... Nós fizemos mas... — gaguejou Freddie.

— Não está sentindo isso? O vazio? Foi incrível e tudo mais, mas...

— O vazio? O quê? Você quer de novo? — ele se precipitou.

— Não estou falando de sexo, estou falando sobre o resultado. O que virá depois disso? Era por isso que eu não quis fazer nada, para não sentir isso depois... — Sam queria chorar — Eu não posso fazer de novo... Não posso...

Freddie rapidamente puxou ela para seu colo e afundou seu rosto no cabelo dela.

— Não irei te tocar de novo, até você estar pronta. — prometeu Freddie.

— E se eu nunca mais quiser fazer amor de novo?

— Eu te amaria de outras formas. — ele beijou o cabelo dela.

— Como vai suportar minha depressão?

— Na saúde e doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza, se lembra? — Freddie segurou o queixo dela com carinho — Durma um pouco, te acordo quando chegarmos.

Sam balançou a cabeça. Ela foi se sentar no banco e colocou o cinto. Freddie beijou a mão dela. Ele ligou o carro e partiu para Seattle. Ele não admitiu mas em seu peito não havia um vazio, havia um buraco negro por que ele também sentia o vazio da Sam. O seu carbono estava incompleto então ele tambem estava. E Freddie se odiou novamente por isso.

Notas finais
E o que acharam amores? Comentem ai lindões! Estou no Whatsapp para responder a todos como sempre... Adoro ler as mensagens de vocês ♥♡ Próximo capítulo: Os Miseráveis See you soon guys! Very soon...