42 - Violet Hill

48 Nem tudo o que reluz é ouro


Notas iniciais
Bom dia humanos... Não postei no sábado por causa do capítulo especial de Natal, que vai cair no dia 23/12... Tudo certinho. Ah a música cantada pela Sam para o Freddie no capítulo anterior foi "Everything's Not Lost" da banda Coldplay. O capítulo de hoje está super louco e admito que tem um fucking hot Seddie esperando por vocês, prevejo eu sendo criticada de novo, mas fazer oq né, eu avisei... Enjoy!

Povs Geral:

— Isso explica por que ela sabia que eu era híbrida. — Sam murmurou relembrando de Sue.

— Chocante. — Gibby ainda não queria acreditar.

— Ok, legal, todo nós estamos surpresos e isso é incrível. — Dice bateu palmas e se levantou — Mas vamos focar no que interessa, começando em ir para La Push.

— Desde quando você toma a dianteira das coisas? — perguntou Gibby achando engraçado o jeito do Dice.

Dice suou frio. Ele limpou a garganta.

— Estou apenas mostrando a melhor ideia.

— O Dice está certo, é uma ideia boa. — Freddie concordou — Sam, você deseja ir?

Sam balançou a cabeça de forma positiva.

— Acho que seria bom para todos nós deixarmos Seattle por alguns dias. — ela tocou a mão do Fredward — Você não precisa fazer isso hoje.

— Amanhã então. — sugeriu Freddie — Hoje é o seu aniversário.

— Tem razão. — Carly sumiu com o teletransporte e retornou com um berço — Eu sei que a aniversariante é você, mas o Flint merece.

Freddie sentiu vontade de vomitar. Ele iria perder o filho em breve e Carly comprou um berço como se ainda tivesse esperanças.

— Flint, você gostou? — Sam segurou uma risada e o bebê mostrou que sim.

Carly gargalhou.

— Gibby e eu escolhemos.

— Podemos colocar lá em cima? — Gibby perguntou.

— Claro, claro. — Sam respondeu.

Os dois levaram o berço e Freddie segurou a língua para não dizer nada por que Dice estava na sala.

Carly voltou e tirou do bolso um embrulho.

— Esse é para você. — ela estava vibrando de empolgação.

Sam passou o bebê para o Freddie e abriu o presente. Era uma pulseira com diversos pingentes. Sam percebeu o que tinha em mãos. Cada pingente possuía um significado. Um era o carro, Sam sabia que simbolizava o dia em que tirou Carly e Spencer do rio. Outro era um lobo, para Sam simbolizou ela mesma. Tinha um pingente que era a estátua da liberdade... Sam sabia que esse significava o dia em que levou Carly para New York. A trajetória da vida delas estava naquela pulseira, Sam não podia se sentir mais grata.

— Obrigada Carls. — Sam agradeceu e abraçou a melhor amiga.

— De nada Puckett. — Carly tinha a voz embargada, ela era fácil para chorar.

— Esse é o meu presente. — Gibby tinha uma caixa pequena na mão que Sam não fazia ideia de onde ele tinha tirado.

— Ah Gibby, você nem para me comprar uma coisa maior. — Sam fingiu indignação.

— Abre logo.

Sam bufou e desfez o laço da caixa.

— É um globo de luz. — ela se surpreendeu.

— Acende. — Gibby sorriu com Carly.

Sam apertou o botão e no teto o símbolo da matilha se acendeu como um pequeno holofote.

— Ah cara, eu adorei. — Sam abraçou Gibby. Os dois ficaram sem jeito dado aos sentimentos estranhos que possuíam, mas isso teria uma explicação em breve.

— Sim. Não importa quem é o Alfa, somos parte disso. — Gibby rompeu o abraço devagar.

— É, mas eu não nasci para me curvar diante da Tori, sem ofensas a sua irmã Benson. — Sam murmurou.

Freddie deu de ombros e Gibby ergueu a mão para falar.

— Falam que não pode ter dois Alfas em uma mesma tribo, mas isso não é verdade. Se você se tornar a Alfa, eu irei seguir você e acho que o Dice também. — Gibby especulou e olhou para o garoto que roia a unha pensativo.

— É claro. Eu seria parte da alcateia da Sam sem dúvida nenhuma. — Dice disse com entusiasmo.

— O que é isso? Vocês estão se oferecendo agora para fazer parte da minha alcateia? E eu nem sabia que estava formando uma. — Sam não acreditava nos dois.

— Mas se formar estaremos aqui. — afirmou Gibby.

— Provavelmente vocês vão ter que fazer isso, duvido muito que Tori aceitará vocês na matilha dela. E os outros, nossa... — Carly soltou um muxoxo — Deviam ter visto o Spencer, ele nem quis falar comigo e Shelby mesmo sendo vampira não trocou mais do que duas palavras comigo. Eles nos abandonaram. Estamos a esmo. Seremos só nós por um tempo e a Tasha é claro... — Dice desviou o olhar e Carly começou a desabafar sentada no braço do sofá com o braço em volta do pescoço do Gibby — Wendy, Brad, Tori, Griffin, Spencer, Shelby, Beck, Jade, Robbie, Cat, Trina e André... O que o abandono deles tem em comum? Nossas vidas nunca foram nossas. Elas pertencem ao Alfa e nosso destino também. Mas quando ele chegar e colocar um fim nisso tudo, todas as coisas e enfim nossas vidas vão significar algo.

O silêncio se estabeleceu. As palavras de Carly ficaram vagando na mente deles. No fundo eles sentiam que sem o Alfa, a vida parecia não ter sentido, todos pensavam assim, exceto um.

O dia se seguiu leve e calmo. Carly e Gibby respeitaram o espaço do Freddie, mas permaneceram na casa para o aniversário dela. Carly fez um bolo que todos comeram. A vida quase poderia ter voltado a ser boa, mas ainda existia um futuro escuro e perdido se aproximando.

— Está cansada? — perguntou Freddie abraçando a Sam por trás na cozinha.

Carly e Gibby levaram Flint para um passeio, para que Sam e Freddie tivessem algumas horas sozinhos.

— Fisicamente eu sinto que posso enfrentar uma guerra, mentalmente eu estou acabada. — Sam sussurrou virando o pescoço para que o Freddie tivesse acesso livre à garganta dela.

A boca dele sugou o pescoço da Sam, que fechou os olhos sentindo o corpo esquentar. Agora que estava de volta com o sangue animal pulsando em suas veias mais forte do que nunca, ela sentia uma excitação extremamente crescente.

— Por que fez a tatuagem no braço também? — Freddie perguntou beijando o ombro dela.

— Para ficar mais visível. Para mostrar que eu pertenço à tribo Klautriny e ela pertence a mim.

— Se for assim devia fazer uma tatuagem com o meu rosto.

Sam riu segurando as mãos do Freddie contra a barriga dela.

— Acho uma boa ideia.

— Hum... — ele voltou a beijar o pescoço da garota.

— Precisamos conversar sobre o que você fez.

— Eu não quero.

— Fredward Benson, você explodiu a porra de um apartamento inteiro.

Freddie se distanciou da Sam e a mesma ficou de frente para ele. Freddie se encostou no armário.

— E daí? — ele foi grosso — Eu não queria nada daquele lugar e ninguém saiu ferido. Eu quero seguir em frente Sam, não posso ficar me lamentando pela morte dela. Minha mãe e eu ficamos mais de um século juntos, ela não pôde cumprir o propósito aqui e faleceu, que Deus a tenha ou sei lá quem. Minha missão é proteger você, o Flint e... — Freddie soltou a Sam — Apenas vamos fingir que está tudo bem. Eu sei que o aniversário é seu, mas quem faz um pedido hoje sou eu.

Sam suspirou sabendo que tinha que concordar.

— Ok Benson. Não irei mais tocar no assunto.

— Menos mal. — ele abraçou ela novamente — Amanhã precisamos comprar algumas roupas para mim.

— Nós iremos.

— Está bem. — ele sorriu contra o pescoço dela.

Freddie mordeu a orelha da Sam.

— Eu quero foder você no sofá.

— Foi por isso que pediu para Carly e Gibby levarem o Flint?

— Claro, mas eles estão por perto da vizinhança. — Freddie olhou o rosto da Sam — Então é só você gemer menos.

Sam corou de raiva por Freddie ter dito isso.

— Meio impossível seu idiota.

— Só vamos. — ele correu e quando Sam viu, Freddie já estava tirando as roupas dela no sofá.

— Benson, calma.

— Você não faz a mínima ideia do quanto eu quero te foder.

— Shhh, quieto. — Sam resmungou tirando a calça — Controle seus comentários.

— Tá. — Freddie ficou de pé para abrir o cinto. Ele se livrou das calças ao mesmo tempo em que Sam.

Freddie se sentou no sofá. Ele colocou Sam por cima dele e abriu as pernas da garota. Sam se apoiou nos ombros largos do Freddie e ele foi entrando devagar. Sam mordia o lábio para não gemer. Ela se moveu estabecendo um ritmo. As mãos dele apertavam o quadril dela. Freddie beijou a garganta da Sam, fazendo-a suspirar. Ele sentia o mundo todo se perder por que ficava pensando apenas nela. Freddie apertou a bunda da Sam e os gemidos que ambos estavam segurando escaparam.

— Freddie. — ela chamou pelo noivo quando ele penetrou fundo.

— Sam, eu quero ouvir você gritar. — ele conduziu ela sobre seu membro.

Sam ignorou o pedido dele e o beijou. Freddie firmou os pés no chão para subir o quadril, indo assim mais rápido. Ele explorou cada canto da boca dela com a língua. Sam puxava de forma selvagem o cabelo dele. Freddie queria mais. Ele queria ir mais longe. Ele queria o lado mais escuro. Ele gostava do lado negro.

Freddie afundou as mãos no cabelo da Sam e os puxou com força para ter acesso ao seu pescoço.

— Você gosta quando eu puxo seu cabelo? — ele perguntou contra o ouvido da Sam.

— Gosto. — ela sussurrou e fez movimentos circulares.

— Porra... — ele rebolou junto com ela — Você é apertada.

Freddie bateu na bunda dela produzindo um som satisfatório para ele.

— Meu Deus! — Sam gemeu alto mas não de dor e sim de surpresa.

Freddie levou as mãos pelo corpo da Sam. Ela ia para frente e para trás saboreando a sensação de ter ele dentro de si. Sam adorava se sentir amada dessa forma. Era a conexão mais forte que ela possuía com ele. Freddie conhecia cada parte do corpo dela, sabia como agradá-la de verdade.

Sam arranhou as costas do Freddie quicando em cima dele.

— Ah Sam, céus. — Freddie gemeu — Não vai gemer pra mim? — ele perguntou ofegante encarando ela.

— Implora. — ela se inclinou e mordeu o lábio dele.

— Por favor. — ele sugou e beijou o seio direito dela — Geme.

— Continua. — ela fechou os olhos encostando os seios contra o rosto dele.

— Anda Sam... Geme, por favor. — Freddie envolveu ela com os braços enquanto sua boca trabalhava no corpo dela — Vou te fazer gozar como nunca antes.

— Hum... — ela ronronou mordendo a orelha dele — Quero mais rápido.

— Assim que você gosta? — ele meteu nela abusando da velocidade.

Sam não conseguiu responder nada coerente. Ela gemeu de maneira árdua.

— Oh! Ah! — ela cravou as unhas no pescoço do Freddie. Ele ficou puto com isso e desferiu outro tapa forte na nádega direita dela.

Ele iria mudar as coisas.

— Vou te foder devagar — murmurou ele rouco e diminuindo o ritmo como uma punição. Sam tremeu de tanto prazer. Freddie deu estocadas mais leves.

— Me fode com força Freddie. — Sam deu essa ordem olhando nos olhos dele. Ela amava fazer amor com ele, mas amava ainda mais se ele trepava de maneira dura. Sam também se entregara ao lado negro.

— Com força assim? — ele subiu o quadril rapidamente.

— É... Assim.

— Isso é perfeito.

Ele prosseguiu da forma que ela desejava. O sexo se tornou mais quente. Freddie beijava Sam intensamente. Ela subia e descia no pau dele. Ele metia nela de novo e de novo. Já estava ficando doloroso para Sam, por que Freddie pegava pesado. Ela não aguentava o prazer dominante com ele de maneira tão forte dentro do seu corpo. Ela queria gritar, implorar, gemer para que ele fizesse de uma maneira mais gostosa. Ela tinha que pedir.

— Mete mais gostoso. — ela sussurrou contra os lábios dele.

— Você é muito safada porra, meu Deus Sam. — ele rebolou embaixo dela e Sam soltou gemidos profundos. Freddie amava esse lado da Sam.

— Isso Freddie...

Freddie apertava cada parte do corpo da Sam enquanto ela puxava o cabelo dele. Ambos estavam entregues a um prazer total. Sam queria gozar junto com ele, mas Freddie tinha outros planos.

— Você quer gozar assim ou de quatro? — Freddie sussurrou olhando fixamente nos olhos dela.

Não era hora da Sam ficar com vergonha.

— De quatro. — ela respondeu baixinho.

Freddie se levantou, a colocou sobre o sofá, a virou de costas e voltou a penetrar. Sam se apoiou com as mãos nas almofadas. Freddie agarrava a pele da cintura dela, enquanto se debatia gemendo. O sexo dela apertou seu pênis. Ele queria gozar, mas se segurou.

— Porra Freddie! — Sam choramingou tricando os dentes.

Freddie batia nela para ouvi-la gemer mais alto.

— Goza agora Sam. Dá isso pra mim. — Freddie ordenou tremendo — Eu quero todo o seu prazer...

Sam se empurrou o quadril para trás para que Freddie entrasse o mais profundo possível. Ela sentiu o coração acelerar demais. Freddie tinha razão, ela ia gozar como nunca antes.

— Cacete... — ela sussurrou quando ele puxou o cabelo dela repetidas vezes e enfiou brutalmente fazendo ela chegar ao limite. Sam teve um orgasmo tão intenso que Freddie teve que segura-la para que ela não caísse. A loira mal sentia as próprias pernas. O orgasmo estava demorando para se dissipar. Ela ficou gemendo baixinho.

Freddie em vez de parar continuou colocando e tirando de dentro dela. Ele sentia aquele líquido quase fazê-lo chegar ao ápice também, mas ele queria outra coisa. Ele se inclinou contra o corpo dela, pressionou o peito contra as costas da Sam e deslizou os lábios em seu ouvido.

— Agora eu vou gozar na sua boca. — ele sussurrou e a mordeu na orelha — Me chupa.

— Com muito prazer. — ela sussurrou para fazer o Freddie enlouquecer.

Sam se virou com pressa. Ela colocou o comprimento dele na boca sem pensar duas vezes. Freddie controlou os movimentos da cabeça dela. Ele usava a outra mão para se masturbar quando a Sam parava para respirar por que ela estava cansada. Ele passou o membro frio pelos lábios da Sam, que beijou a parte de cima. Freddie gemeu e se colocou novamente na boca da loira fazendo a mesma se engasgar duas vezes. Sam segurou o quadril dele. Freddie aumentou a velocidade. Ele não suportava mais aquilo.

— Caramba Sammy! Porra! — ele manteve a cabeça dela parada e só ele se movimentou. Ele gozou na boca dela, mas não a deixou se afastar. Sam engoliu o ápice dele. Freddie finalmente estava satisfeito. Ele retirou o pênis da boca da Sam e caiu de joelhos em sua frente.

— Feliz aniversário. — ele disse na cara de pau e Sam riu.

Freddie a beijou de maneira mágica. Ele sentiu o gosto do orgasmo na língua. O beijou acabou e ele se sentou colocando a Sam em seu colo. Sam acalmou a respiração com a boca contra o pescoço do Freddie. Ela fechou os olhos procurando controle. Freddie também tinha se perdido demais nisso tudo e ele não sabia se Sam estava chateada ou não. Ele temia que tinha exagerado nas vezes em que bateu nela. Porém, Sam estava bem, mais do que bem, ela amou chegar a esse nível com ele.

— Foi o suficiente? — perguntou Freddie dando carinho nos cabelos dela.

— Hum... Foi mais do que isso. — ela ainda estava de olhos fechados.

— Na próxima eu vou ser romântico, só para não ser rude.

Sam abriu as pálpebras e procurou o olhar dele que estava sério.

— Não quero que você seja romântico. — ela admitiu ainda sentindo na boca o gosto dele — Eu quero que você me foda, por que eu sou assim. A primeira vez foi calma por que precisava ser, a segunda nem tanto. Agora eu só quero trepar com você desse jeito e eu adoro quando você é rude e controlador comigo. E não me importo se você me bater às vezes... Mas eu revido. — ela o beijou com aquele jeito feroz que possuía.

Ao final do beijo Freddie sabia o que dizer.

— Você não revidou...

— Eu não estava disposta. — Sam corou. Ela ainda ficava constrangida por falar sobre isso com ele.

— Você realmente não liga?

Sam fez que não.

— Você não faz a mínima ideia do que eu sinto... Por quê as trevas são melhores do que a luz?

O olhar do Freddie escureceu ao ver a Sam ainda nua em seus braços.

— Não sei... — ele a deitou no chão e subiu em cima dela — Mas eu adoro ser do lado negro com você.

— Viva as trevas querido.

Freddie a beijou nos lábios.

— Banho, gostosa. Agora.

— Por que tão rápido?

— Para eu te amar de novo.

Amar você quer dizer foder? Freddie, você não cansa? — Sam estava chocada.

— Amar de forma sentimental, não vamos fazer nada, eu juro. — ele deu sua palavra e só então Sam concordou. Freddie a levou nos braços e no fundo ela queria fazer de novo.

Dois dias após o aniversário da Sam, o grupo partiu para La Push:

— Está meio apertado aqui. — Dice reclamou no banco de trás da Lamborghini. Ele tinha ficado no meio, com Sam e Freddie em seus flancos, sem contar com o Flint nos braços da Sam.

— É a quarta vez que você diz isso. — Gibby murmurou ao volante, ele estava se sentindo o máximo por Freddie ter deixado ele dirigir um carro tão potente.

— É injustiça comigo. — alegou Dice.

— Preferia que tivéssemos te deixado em casa? — perguntou Sam e gargalhou.

— Não, mas por quê não pegamos um carro maior? — ele não se contentava.

— Ah vê se dá um tempo. — Carly bufou do banco da frente.

As mochilas estavam nos pés deles, o que realmente deixava o interior do carro apertado. Apesar de tudo, eles se sentiam calmos e ansiosos, por mais incrível que possa parecer, Freddie não tinha nada haver com isso. Cada um estava expressando uma emoção positiva. Freddie absorvia isso para si procurando a paz que perdera.

Horas se passaram. O sol estava a pino quando Gibby avistou um pequeno hotel em La Push. Ele estacionou o carro. Dice deu graças a Deus por finalmente poder esticar as pernas. Com eficiência Freddie foi à recepção. Ele alugou um quarto por um período de uma semana para si e para Sam.

Gibby ficaria na casa do pai com Carly. Dice iria ficar no pequeno quarto da garagem.

Flint olhava em volta. A mente dele organizava as coisas. Os lugares tinham cores vibrantes. Ele amava o verde das árvores. O azul acizentado do mar. O branco da areia. Ele se sentia em casa naquele lugar e gostaria de ter entendimento completo para saber o por quê.

Sam entrou no pequeno quarto do hotel rústico. Era tudo bastante simples. Ela com cuidado colocou o Flint na cama. Freddie colocou as mochilas no chão e abriu as cortinas para refrescar o ambiente, apesar do tempo frio. Mesmo sendo verão as regiões da Península de Olympic eram frias, como La Push e Forks, por exemplo.

— Tudo bem? — Freddie perguntou se sentando ao lado do Flint.

— Sim. — Sam respondeu de maneira solene — Eu só gostaria de saber que tipo de ligação Sue pode ter com o Klaus além do sobrenome.

— Nem sabemos se ela o conhece.

— Ela deve conhecê-lo e aposto dez dólares que continua vivo.

— Eu preferia apostar outra coisa. — Freddie mordeu o lábio.

Sam limpou a garganta e colocou Flint nos braços como uma forma de aviso.

— Vinte pratas.

— Cinquenta que ele morreu.

— Cem dólares para mostrar que estou certa. — Sam sorriu contente — É pegar ou largar.

— Fechado. — Freddie a beijou selando a aposta.

— Obrigada por nos receber senhora Gibson. — Sam agradeceu dentro da pequena casa dos Gibson.

— É uma honra ter pessoas tão importantes aqui e é a casa do Gibby para todos os efeitos. — Sue sorria gentilmente com um ar mágico. Tinha algo que parecia fluir em volta dela. Um encanto puro. Ela não era uma bruxa, muito menos uma Hexenbiest, ninguém sabia dizer de onde vinha tanta simpatia.

— Você sabe o que nos trouxe aqui. — Gibby disse permanecendo em pé na sala com Carly ao seu lado. Dice estava sentado em um sofá. Sam estava em pé com Flint nos braços e Freddie atrás dela com os braços em sua volta, como se a protegesse.

— Ele disse que um dia vocês viriam procurá-lo. — Sue foi sincera. Ela estava sentada em uma cadeira de balanço.

— Klaus sabia da nossa vinda? — Sam foi a primeira a perguntar.

— Então realmente ele está vivo. — afirmou Carly com empolgação.

— Sim... Ele está. — Sue olhou fixamente no rosto do Freddie — Eu sinto muito que tenhamos escondido a verdade de você.

— Qual verdade prima? — Freddie se preocupou.

— August Benson... Seu pai. — Sue agia como se tivesse apenas Freddie e ela na sala.

— Meu pai morreu. Qual a ligação dele com o Klaus, além de ter ganhado isso? — Freddie perguntou e mostrou para Sue o colar que tinha retirado do pescoço da mãe.

— Oh meu Deus... O colar está com você. Queime enquanto é tempo, ele virá buscá-lo. — Sue começou a suar frio.

— Klaus quer o colar? E qual seria o problema se ele viesse até nós? Queremos isso. — Dice falou pelos amigos.

— Você não respondeu minha pergunta. — Freddie se aproximou da Sue.

— August nunca engravidou Amberly. — respondeu Sue e um suspiro escapou de todo mundo.

Freddie se ajoelhou em frente à Sue e apoiou a mão na cadeira.

— Está dizendo que August não é pai de Tori e Trina?

— Não sei como posso deixar isso mais claro.

— Passei dezoito anos acreditando em uma mentira? Elas nunca foram ligadas a mim? — Freddie estava desolado. Sam foi para perto dele e tocou seu ombro.

— Você tem laços de sangue com elas... Mas a pergunta é como seu pai morreu Freddie? — perguntou Sue sussurrando com cautela.

— Problemas do passado. Um grupo de vampiros rivais o matou. Eu vi ele queimar na minha frente. — Freddie segurou a mão da Sam.

— Mas você viu quando ele morreu? — Sue batia na mesma tecla.

Freddie fungou relembrando.

— Não, mas minha mãe me disse.

— Ela mentiu.

— Não. Ela não mentiu. — Freddie se levantou — Você está mentindo. Você é uma mentirosa que acha que por ser uma Benson vai conseguir me convencer de coisas que não fazem o menor sentido.

— Freddie calma. — Gibby interviu se colocando entre Freddie e Sue — Deve ter uma boa explicação para tudo isso.

— Se August não é pai das garotas, quem é? — Carly gostaria de saber.

— Klaus Benson. — respondeu Sue -Ambos amavam Amberly por causa da magia que envolvia um Benson sempre amar uma Vega. Klaus estava errado, se ele perdeu Triny não deveria ter se apaixonado por Amberly... Infelizmente ela faleceu no parto sem nem ao menos dizer qual dos dois amava de verdade. Klaus engravidou ela... Mas ele nunca soube... Por isso matou August. Ele achou e acha até hoje que as meninas são de August. — Sue contava o circo de horror que tudo tinha se tornado — Se você se lembra do seu pai Freddie, sabe que ele não parecia nem um pouco com as meninas.

— Elas pareciam com Amberly. — Freddie buscava escapar da realidade.

— Não. Elas são a fuça do Klaus.

— Meu Deus. — Freddie sentia o corpo amolecendo. Sam passou Flint para o Fredward, o deixando assim mais relaxado. Freddie balançou o bebê devagar remoendo o que ouviu.

— Jogue fora esse colar, para o seu próprio bem. — foi a vez do pai do Gibby falar.

— É só um colar. — Freddie colocou aquela prata comum na mão do senhor Gibson.

— É mais do que isso. Klaus deu esse colar para que o August o protegesse, muitos o querem e ninguém sabe por quê. August deu à sua mãe, Freddie. — o senhor Gibson tentava explicar quando alguém entrou.

— Olha só quem voltou. — disse Steven, o garoto da alcateia que tinha conhecido Sam naquele dia em que ela veio para La Push com Gibby.

— Steven? — Sam sorriu e foi abraça-lo, o garoto sorriu contente e o resto da alcateia também a abraçou.

— Sentimos saudades. — Steven falou sorrindo, mas seu sorriso não tocava os seus olhos.

— O que aconteceu? — Sam perguntou e Gibby também notou que algo estava errado.

— Caramba, aquilo é um bebê? — Steven deu duas passadas largas e parou em frente ao Freddie, que recuou.

— Freddie está tudo bem. — Sam foi para perto deles — É o meu filho, Flint.

— Uau. — Steven pegou Flint nos braços. O bebê rapidamente mostrou tudo que tinha visto em La Push.

— Não se assuste. É o dom dele. — Sam sorriu vendo o bebê interagir com o Steven.

— Ele é incrível. — Steven gargalhou e olhou para o Freddie — Aqui está papai.

Freddie queria fazer cara feia mas se conteve. Ele ficou com Flint nos braços de novo e puxou Sam para perto de si, ele não gostava de olhares em cima da noiva dele.

— Steven filho, não vai contar para Sam o que aconteceu? — Sue perguntou.

— Ele é seu filho?! — Sam quase teve um infarto.

— Não percebeu isso da última vez em que esteve aqui? — o senhor Gibson riu do espanto da Sam.

— Seria rude perguntar quem é o pai dele? — Sam tentou não parecer intrometida.

— Oh não, está tudo bem. — Sue ficou com os olhos mareados — Paixão de infância. Eu tive o Steven muito nova... O nome do pai dele era Hugo. Morreu em um acidente de carro.

— Lamento. — Sam suspirou.

— Sam, você estava perguntando o que aconteceu. — Steven retomou o assunto — Adam está morto.

— Como? — Sam se chocou.

— Um vampiro invandiu a reserva no meio da noite, Adam estava dormindo. Não sabemos por que ele fez isso e quem fez isso... Estamos sem um Alfa. — Steven desviou olhar ao terminar de falar. Freddie de imediato percebeu a emoção vinda do rapaz. Era ansiedade. Steven queria algo.

— Sue, o quanto você sabe sobre nós? — perguntou Freddie encarando a prima com firmeza.

— Eu sei tudo... Acha que Hayes não passou aqui antes de ter morrido no cemitério? — Sue era sincera com ele — É eu sei disso também, mas foi por que o Gibby me contou.

— Steven, você está aqui por que sabe que a Sam é uma Ômega. — Freddie revelou a intenção do garoto.

— Sim. Viemos aqui pedir para que ela assuma nossa alcateia. Queremos ela como Alfa, nossa lealdade será dela. — Steven contou a verdade.

— É muita coisa para um dia só. — Dice estava ficando com dor de cabeça após tanta informação.

Steven respirou profundamente e olhou nos olhos da Sam.

— Você seria de grande ajuda para nós Sam. Você nem precisa morar aqui, é apenas para possuirmos um vínculo. Precisamos ser ligados a alguém e queremos você.

— Cara isso é... — Sam não podia explicar.

— Deixem a Sam pensar sobre isso, é um grande passo para ela. — Carly murmurou.

— Pensar? Não temos tempo. E nem temos que esperar o otário do Alfa resolver dar as caras. Temos que tomar nossa próprias decisões. — Sam discursou deliberadamente — Eu aceito ser a Alfa. Agora vocês são meus. — ao dizer isso a nova lealdade foi estabelecida.

Steven suspirou como se tivesse aliviado e a abraçou com força.

— Obrigado Sam.

— De nada. — ela o soltou com pressa — Agora como assim um vampiro matou o Adam enquanto ele dormia? Vampiros só podem entrar se forem convidados.

— Ele já está aqui... Ele já esteve aqui. Entrou em cada casa dessa reserva. Eu falei mas agem como se fosse uma lenda urbana, por que não querem enxergar a verdade, nem que ela esteja batendo no rosto de vocês. — Sue murmurava olhando para lugar nenhum.

— Quem esteve aqui? — Freddie sentiu um arrepio ao perguntar.

— Klaus. — respondeu Sue.

— Mas por quê ele mataria Adam? — perguntou Sam.

— Por que talvez esse seja o propósito... Você precisava assumir uma alcateia, assim como Tori assumiu uma. — Sue divagava olhando agora pela janela. Ela sabia o suficiente.

— Por que eu precisaria de uma matilha? — Sam olhou para sua nova pack, ela mal os conhecia mas quando lesse os pensamentos de cada um isso seria mudado.

— Por que alguém vai ter que lutar contra a tribo Klautriny, querida. — disse um homem entrando na sala — Quem mais a não ser você? — o pessoal se afastou abrindo espaço para aquela pessoa — É inacreditável que aquilo que você gastou tanto tempo para proteger agora terá que ser destruído e por você mesma. Irônico, não?

Freddie apertou Flint contra os seus braços e viu no sorriso daquele homem a enorme semelhança que ele possuía com Tori e Trina.

— Klaus. — Freddie sussurrou.

— Olá Fredward. — Klaus cumprimentou — Sue, obrigada por te me convidado.

— Está atrasado. — ela parecia reclamar com ele.

— Peço minhas sinceras e mais honestas desculpas.

— Mas que porra é essa? — Sam avançou em direção ao Klaus que não mexeu um músculo.

— Se refere à minha entrada épica ou ao fato que você vai ter que lutar contra o seus irmãos? Contra sua ex alcateia? Contra a irmã do seu noivo? — Klaus dizia tudo com facilidade, como se a vida da Sam fosse um livro aberto.

— Eu jamais lutaria contra eles. — sussurrou Sam.

— Você não vai ter escolha. Tori vai declarar guerra contra você, por que o orgulho dela irá falar mais alto. Ela não pode se sentir ameaçada com tanto a perder. Você vai estar no caminho dela e ela sabe do seu poder de Ômega. Tori não vai arriscar e o clã de vampiros que outrora pertenceu ao Freddie ficará do lado dela, por que é isso que acontece quando você é uma boa pessoa. Quem você ama te abandona. Então aprenda isso Samantha, nunca confie em ninguém que ama. Essas são as piores. — Klaus colocou as mãos no bolso. — Não confie em ninguém. Confie em mim. — ele mordeu o lábio omitindo um sorriso. Seus olhos castanhos olharam a Sam de cima a baixo.

— Hayes te contou quem é o Alfa. — afirmou Sam em vez de perguntar.

Klaus balançou a cabeça negativamente.

— Eu já sabia quem era muito antes de você ou qualquer um neste sala ter nascido. — Klaus arrumou o terno e se sentou ao lado do Dice, sem tirar os olhos de Sam — Admito que o espírito do primeiro Alfa da Terra fez uma escolha precipitada, mas apesar do Alfa ser apenas um garoto ele é melhor do que qualquer um de nós. — Klau limpou a garganta — Com exceção de um... O Alfa terá controle total sobre si mesmo. O espírito é somente como um grande poder e claro, a cor do lobo. — Klaus bateu os dedos na perna — Histórias, histórias, histórias... Nunca parecem terminar e os mistérios também. Descobre um aqui e bam! — Klaus deu um tapa no sofá — Aparece outro lá. Impressionante, concordam? — o silêncio de todos continuou — Ah, por favor, não sejam tímidos, falem comigo.

— O quê você quer que a gente fale? — Sam perguntou sentindo raiva de Klaus, mas ele apenas tinha falado a verdade.

— Ninguém tem perguntas?

— Eu tenho uma, mas certamente você não irá responder. — falou Gibby.

— Se a pergunta é sobre o Alfa então eu realmente não posso e nem vou responder. E não faz diferença nenhuma se eu responder, por que antes de ele vir coisas terríveis vão acontecer. — Klaus relaxou no sofá.

— E você não pode impedir? — perguntou Dice.

— Não Dice, eu não posso. — Klaus sorria ao responder.

— O Alfa escolherá o bem ou mal? — perguntou Carly com medo.

— Não sei minha querida, apenas se lembre de quem nem tudo o que reluz é ouro. — Klaus se levantou — E aí Sam... Freddie... Desejam caçar comigo? Podemos conversar.

— Caçar humanos? Ficou louco? — Sam queria bater nele.

— Não... Eu bebo apenas sangue animal, assim como você e seu namorado, ou devo dizer, noivo? — o vampiro foi para a porta — Flint ficará bem por aqui, sei que temos muito para conversar.

— Klaus, você me dirá quem é o Alfa? — Sam sussurrou se aproximando dele.

— Não, mas o Alfa dirá isso a você. Que presente lindo... — Klaus fingiu falar da pulseira e saiu da casa. Sam e Freddie o seguiram.

Notas finais
E esse foi o capítulo de hoje. COMENTEM LEITORES FANTASMAS e se vemos no sábado lindinhos, mandem mais teorias, beijão! Próximo capítulo: Death And All His Friends See you soon guys! Very soon...