Notas iniciais
Olá humanos! Eu não postei na quarta-feira por que resolvi postar hoje na sexta PARA COMEMORAR O ANIVERSÁRIO DE 10 ANOS DO ICARLY! CHORANDO AQUI! UMA DÉCADA DA NOSSA SÉRIEZINHA, É MUITO AMOR MEU DEUS! O TWITTER ESTÁ UMA LOUCURA, FIZ ATÉ UM THREAD DOS PERSONAGENS (deem uma olhadinha lá depois @kperryfixyou) NA TAG "10 YEARS OF ICARLY" MUITA EMOÇÃO HOJE E BAD TAMBÉM. MAS CHEGA DE PAPO, VAMOS PARA O CAPÍTULO DE HOJE LINDOS: P.S: LEAVE_IT_ALL_TO_ME_.MP3 P.S2: VAI TER MINI CENA DE SEXO EXPLÍCITO, BEIJOS

Parte 30: Isqueiro

Povs Freddie:

Dia 1 de Maio

Aconteceu de novo. Não sei explicar como ocorre, mas certamente estou ficando maluco. Eu tenho tido visões, ou pelo menos eu acho que são visões. Nessas visões, uma pessoa se aproxima de mim, ela me toca e diz que está pronta. De repente eu sinto uma dor sufocante, caio no chão e fico agonizando durante alguns minutos. Essa visão vem se repetindo há alguns dias. E nunca é a mesma pessoa que me toca, são pessoas diferentes, mas eu nunca esquecerei o rosto delas. Estou desesperado. Será que perdi minha sanidade? Como é possível eu ter esse tipo de alucinação e parecer tão real? Vou aproveitar o feriado para ir à casa da Wendy, somente ela pode me ajudar.

Eu bato na porta dela. É por volta de uma da tarde. Espero não estar interrompendo o almoço. Escuto passos no interior da casa. Wendy abre a porta.

— Eu ficaria surpresa se eu não tivesse tido uma visão de você vindo. — ela sorri, são raros momentos em que demonstra alegria depois de tudo.

— Você não é a única a ter visões... — eu digo entrando.

— Acho que vou retirar o seu convite da minha casa. — ela fecha a porta — O que deseja?

— Quem é Wendy?! — a mãe dela grita da cozinha.

— É o Freddie! — Wendy berra de volta e minha orelha se contrai — Então?

— Tem algum lugar em que possamos conversar? — eu pergunto baixo.

— A coisa é seria pelo visto. — ela pega o meu braço e me leva para as escadas.

Entramos no seu quarto e ela fecha a porta. Eu fungo. O quarto dela tem cheiro de cachorro molhado... Claro, o Brad vem aqui com frequência.

— Preciso que me ajude e diga que eu não estou ficando louco. — eu me sento na cama, ela fica em pé me olhando.

— Eu acho que todos nós estamos um pouco loucos ultimamente e a mesma pessoa causou isso...

— Você culpa a Sam?

— Não. — responde Wendy — Mas se eu culpar você é exagero, então vamos colocar a culpa no Éter.

— Aquilo que os gregos inventaram para ser um quinto elemento?

— Sim.

— Ok... Agora me ajude.

— Conte qual é o problema. — ela pede ansiosa.

— Eu estou tendo visões...

— Pode parar, a única que vê o futuro aqui sou eu. — ela me interrompe.

— Isso é sério. — eu engrosso a voz — A partir do dia em que Trina foi embora eu estou tendo visões ou no mínimo alucinações. Todas são com pessoas diferentes, mas acontece a mesma coisa. Elas me tocam e então...

— Você sente uma dor profunda. — Wendy parece saber o que estou pensando — Uma dor tão forte que parece a...

— Morte. — dizemos ao mesmo tempo.

— O que é isso Wendy? Por que em cada visão é uma pessoa diferente, mas a mesma coisa ocorre? Essas pessoas estão mortas? — busco uma resposta.

— É algo assim, elas não estão mortas, estão morrendo. Tocam em você para lhe dar a sua dor e partem para o outro lado. Todos que te tocaram até agora são seres mágicos, pois humanos vão para o céu ou para o inferno. — ela me responde com calma.

— Mas por que isso está acontecendo? Essa sua explicação não me diz o porquê!

— Você está voltando a ser humano, se lembra? — ela se aproxima de mim — Você não pode simplesmente ir de vampiro para humano sem estabelecer um equilíbrio na magia. Agora você é a Âncora do outro lado, até que seu propósito aqui na terra seja cumprido.

— Meu propósito? — eu pisco atônito.

— Sim. Todos nós temos um propósito... Seja ajudar uma pessoa ou até mesmo dar vida a alguém... E o seu... — ela se senta ao meu lado e pega a minha mão — Vai ser criar uma vida.

— O que? — eu devo estar com a pior expressão do mundo.

— Não sei te explicar, apenas sinto que você virou a Âncora até completar o seu propósito ou até chegar ao último estágio, que é ser humano de novo. — ela dá carinho na minha mão.

— Wendy... — eu sussurro tremendo e me permito deixar lágrimas silenciosas descerem pela minha face — Eu não aguento mais.

Wendy fica com os olhos cheios d'água e me abraça.

— Eu sinto muito Freddie... — ela beija meu cabelo.

— Eu estou sentindo tudo o que vocês sentem, mais a minha dor, mais agora a dor da morte de outras pessoas... Multiplique isso por mil e não será suficiente para explicar o que eu estou sentindo. Estou quebrado Wendy, estou morto ou algo perto disso. A dor não para. Ela aumenta. Sei que estou voltando a ser humano, mas ainda sou um vampiro e as emoções são muito maiores. — eu choro contra o pescoço dela, a sede se apaga dando lugar a dor profunda — Me diga que tem um jeito... Que tem uma forma de eu não ser a Âncora.

Wendy me abraça com mais força e suspira lembrando-se de algo.

— Na verdade tem um jeito. — ela sussurra.

Eu tiro meu rosto de seu pescoço e olho para ela.

— Qual? — eu pego as duas mãos dela — Qual Wendy?.

— Para se quebrar a posição de Âncora, você precisa de uma Hexenbiest. — ela responde algo simplório.

— Eu tenho você, tenho a Carly. — finalmente sinto esperança em meio ao caos.

— Não é tão simples... Depende do quanto está disposto a realmente pular fora da ocupação de Âncora. — ela começa a enrolar e a ficar constrangida.

— Só me fala, Wendy. Eu não ligo. Eu farei qualquer coisa, entendeu? Não importa o que seja.

— Você precisa... — ela cora e eu não entendo por que.

— Você pode me ajudar ou não? — eu aperto com mais força suas mãos.

— Eu não posso...

— A Carly pode?

— Depende...

— Wendy! — agora estou ficando bravo.

— Para você deixar de ser uma Âncora, precisa dormir com uma Hexenbiest e o feitiço de equilíbrio será quebrado. — ela responde de uma vez.

Eu chego a tossir com o que ela me conta. Fico olhando para a Wendy esperando que ela me diga que é mentira e que eu não vou precisar fazer isso com a Carly.

— Não posso. — eu sussurro.

— Espera... O que? — ela não acredita — Prefere ficar sofrendo a dormir com sua melhor amiga?

Eu desvio o olhar e mordo o interior da minha bochecha.

— Eu posso mata-la antes mesmo de conseguir fazer alguma coisa.

— Ela faria um feitiço que deixaria as coisas mais fáceis. — Wendy insiste.

— Não... Melhor não arriscar.

Wendy percebe de cara.

— Não é por medo de mata-la... Você ainda ama a Sam. De alguma forma você ainda consegue ser louco o suficiente para amar alguém que nunca mais vai voltar. — Wendy diz a mesma coisa que todos.

— Obrigado pela a ajuda Wendy. — eu me levanto.

— Como pode ser tão idiota? — ela me segura e se levanta — Você vai acabar se desligando de novo.

— Então que seja. — eu vou para a porta.

— Freddie, desligar a humanidade não é uma opção, você pode acabar ferindo a Carly, é isso que quer?

Eu me viro para a Wendy.

— Não. Porém não posso dormir com ela.

— É melhor sofrer do que ter sua primeira vez com alguém que te ama? — ela pergunta me olhando séria.

— Eu não tenho uma resposta para você. — eu atravesso o quarto e saio pela janela.

Eu entro em casa e minha mãe vem falar comigo:

— Tori esteve aqui, ela precisava falar com você e disse que era urgente.

— Ela não mencionou o que era?

— Não. Apenas disse que tem uma reunião de emergência para acontecer em Violet Hill às três horas da tarde.

— Irei para lá agora. — volto para a porta.

— Freddie, algum problema? — minha mãe pergunta e eu não acredito nisso.

— Não é óbvio? — eu fico com raiva, uma coisa inacreditável que jamais senti — Eu perdi o amor da minha vida! Sinto cada coisa das pessoas a minha volta! Não tenho estabilidade emocional e muito menos posso me matar! Estou preso nessa droga de vida até que alguém me mate por misericórdia! — eu grito com ela, meu corpo está tremendo fortemente. — E ainda pergunta se tem algum problema? — eu saio do apartamento me sentindo sufocado de novo.

Povs Carly Shay:

Adentro no barco do Sinjin. Ele retira os fones de ouvidos e me olha sem saber o que fazer.

— Posso te ajudar, Carly? — ele pergunta sabendo quem eu sou.

— As pessoas dizem que você tem informações... Bem, eu desejo algumas. — eu vago pelo convés sorrateiramente.

— Minhas informações tem um preço.

Eu olho para ele de soslaio.

— Eu não vou te dar nada, você vai me dizer onde está o Nevel e eu irei matar ele. Em troca eu não mato você.

— Não tenho medo de você. — ele diz, mas noto sua insegurança.

— Pois devia ter.

Sinjin estreita os olhos.

— Não vou te dizer nada.

— Imaginei que não fosse. — eu faço um círculo verde em minha frente e o lanço contra o peito de Sinjin. Ele cai arfando no chão. Sua camisa pega fogo. A pele de mármore dele começa a ser queimada.

Ele grita não conseguindo se levantar.

— Eu conto!

— Excelente. — eu me aproximo — Onde o Nevel está?

— Ele ia se encontrar com alguém! — Sinjin responde entre gritos.

— Com quem? — eu me abaixo ao lado dele.

— Não sei...

— Com quem? — queimo sua pele com a minha mão.

Outro grito parte dele.

— Eu juro que não sei!

— Eu vou matar você agora, não mente para mim.

— Não! — ele se debate no chão — Trina!

Eu desfaço o feitiço e ele se acalma.

— Trina? — eu pergunto chocada — Nevel vai se encontrar com a Trina?

— Sim. — Sinjin começa a se levantar — Mas não sei o lugar.

— Pois eu vou saber. – eu o empurro com meus poderes para o chão de novo e pego seu celular em sua calça.

— Não me mate. — ele implora a mim.

— Cala a boca. — eu digito o número da Trina no celular e espero alguém atender.

— Carly? Estamos todos reunidos aqui em Violet Hill, vou te colocar no viva-voz. — diz Trina.

— Que bom, espero que os outros ouçam. — dou uma risada maléfica — Parece que você, Trina, tinha planos de se encontrar com o Nevel, agora saiba que estou indo mata-lo e que você muito provavelmente será a próxima.

— Carly. — Freddie diz meu nome e eu adoro o som da sua voz, a única voz que me acalma — Não precisa matar ninguém hoje, só volte para o apartamento, iremos conversar, vamos dar um jeito nisso.

— Eu queria... Mas não tem jeito. Estou protegendo você, protegendo a Wendy e o Brad. Eu estou tomando conta de vocês, será que não veem isso? — eu pergunto — Mas não importa. — faço uma pausa.

— Você não vai matar a minha mãe Carly. — escuto o Gibby dizer ao fundo — Se não eu irei matar você.

— A morte da sua mãe ainda está em fase de aprovação, no momento a Trina vai me passar o endereço de onde iria se encontrar com o Nevel, em troca eu não mato o Sinjin. — eu aperto o pescoço dele usando meus poderes, assim ele não vai conseguir se soltar. — Não que alguém se importe com ele.

— Trina se você ia mesmo se encontrar com o Nevel, então passe o endereço, Carly não precisa matar ninguém hoje. — Freddie como sempre quer apaziguar as coisas, eu admiro isso nele.

— Ela vai matar o Nevel. — diz Trina.

— Antes o Nevel do que um de nós. Ele nos traiu e se ela não o matar, eu mesmo farei isso. — Freddie é sincero.

— Ele está em Jun Bet, no apartamento Tolist, quarto número 18. — responde Trina.

— Obrigada. — eu encerro a ligação e deixo o celular no chão.

— Você conseguiu o que queria. — Sinjin diz tentando retirar minhas mãos do seu pescoço — Agora me solte.

— Eu consegui, mas vou te matar igual, só por que eu quero. — eu faço minha mão esquentar, em breve vai arrancar sua cabeça.

— Carly! Não! — ele implora gritando, mas não tem o que ser feito. Seu pescoço de pedra se quebra em minhas mãos.

Levanto-me. Procuro algo no barco inflamável. Eu acho um vidro de bebida, pego um isqueiro antigo com um demônio entalhado no metal e volto para o corpo do Sinjin. Ele ainda não morreu totalmente, apenas o fogo pode dar um fim nele.

Eu jogo a bebida sobre suas roupas, me abaixo rapidamente e acendo o isqueiro. Distancio-me para não me queimar. O fogo consome seu corpo pálido. Observo o isqueiro e retorno para a bancada onde o encontrei. Tem cigarros importados em cima. Eu pego o maço, um cigarro e o coloco na minha boca. Acendo com o isqueiro e dou uma tragada. A fumaça sai verdade. Eu rio. Saio do barco com o maço em um bolso e o isqueiro no outro. Hora de fazer uma visitinha ao Nevel.

Eu paro em frente à porta do apartamento dele. Respiro fundo e me preparo para atuar. Bato na porta.

— Trina é você? — Nevel pergunta.

— Não, sou eu. Trina não pôde vir. — eu respondo segurando um sorriso para que ele não veja pelo olho mágico — Abre a porta Nevel.

A porta se abre e eu entro no pequeno apartamento. É um lugar velho. Deve ter alugado apenas para se esconder.

— Carly, eu não sei por onde começar... — diz Nevel.

Eu coloco meus dedos nos seus lábios.

— Onde esteve? — eu pergunto fingindo saudade — Eu senti tanta saudade. — eu beijo sua boca com força.

Nevel se surpreende, mas devolve o beijo me envolvendo com os braços. Seu corpo é muito gelado, eu tremo, mas finjo que é de excitação. Ele nos guia para o quarto entre alguns beijos. Eu sou humana então terei que usar um feitiço para que ele não queira me matar.

— Carly, eu posso matar você. — ele sussurra rompendo o beijo.

Eu fecho a porta apenas com meus poderes e começo a tirar a roupa dele.

— Eu faço ficar mais fácil. — abro a sua camisa e me ajoelho para tirar suas calças e abaixo sua cueca.

Nevel suspira sem acreditar no que estou fazendo. Eu chupo seu pênis até ele ficar totalmente duro na minha boca.

— Carly... — ele geme meu nome. Já é suficiente.

Eu me coloco de pé, tiro minha roupa e meus tênis. Ele me joga na cama subindo em cima de mim. Nevel me beija tentando ter cuidado. As veias se revelam ao redor dos seus olhos que estão ficando pretos. Eu vou nos envolvendo com uma névoa enquanto o coloco para entrar em mim. Eu solto um gritinho e ele ri contra meu rosto. Eu inverto nossas posições e começo a cavalgar em cima dele. Nevel agarra minha cintura me movimentando mais rápido. Nunca fiz sexo com um vampiro, mas é maravilhoso. Uma pena eu não poder deixar isso ir longe. A névoa que eu estou soltando pelo meu corpo, não é apenas para deixar o Nevel mais dócil e dopado, é para também empatar que ele leia minha mente.

Ele me faz senti-lo até o final. Eu rebolo meu quadril. Nevel joga a cabeça para trás. Tenho que aproveitar a hora para mata-lo agora.

— Nevel... — eu sussurro me movimentando mais devagar — Eu quero ficar com você.

— E vai... — ele diz olhando para mim — Vamos ficar juntos... Nós nunca nos encaixamos com eles, nunca fomos parte disso.

— Nunca... — eu acaricio seu peito gemendo de forma alta.

— Vamos mata-los. Vamos matar todos eles... — Nevel se senta e me beija ainda me mexendo contra ele. Se eu não o matar agora vou querer ir até o final.

— Matar cada um deles? — eu pergunto querendo a confirmação que procuro.

— Sim. Um por um, quanto deles você e eu pudermos matar. Então poderemos ficar juntos sem nada no nosso caminho. — ele fala com ódio.

— Isso. — eu finjo estar sentindo prazer. Saber que "quanto deles você e eu pudermos matar" inclui o Freddie destrói meu coração. Nevel jamais irá machuca-los.

— Eu te prometo Carly. — ele murmura e me beija de novo.

Eu devolvo o beijo o fazendo sentir mais prazer ainda. Nevel aperta minha bunda. Eu o deixo entrar e sair de mim de forma rápida. Ele está ficando louco e é só do que eu preciso.

— Você não cumprir a promessa... — eu digo no seu ouvido.

— Eu irei. — ele estoca com força e eu grito involuntariamente.

— Não vai.

— Por quê?

— Por que você vai morrer hoje. — eu pronuncio a última coisa que ele irá ouvir. Faço Woge e uso meus dentes afiados para morder sua garganta. Separo sua cabeça do seu pescoço e seu corpo tomba inerte na cama.

Eu saio de cima dele. Ainda nua eu pego o isqueiro em um dos bolsos da minha calça. Eu acendo um cigarro e fumo indo até a janela. Mexo na cortina para checar a rua.

— Cadê você? — eu pergunto baixinho.

Estou quase no fim do cigarro, quando algo acontece. Como eu suspeitava... Um Audi A6 está virando a esquina. Óbvio que Freddie iria se meter.

Eu me visto sem muita pressa. Em instantes Freddie está entrando no quarto. Estou com outro cigarro no canto dos lábios, enquanto amarro meus tênis.

— O que você fez? — ele pergunta indo checar o corpo do Nevel.

— Espero que seja uma pergunta retórica. — eu falo me levantando com o cigarro na boca.

— E desde quando você fuma? — ele faz outra pergunta.

— Eu comecei hoje. — eu respondo fazendo meu caminho para fora do quarto.

Freddie já está em minha frente antes que eu perceba.

— Deixe a Trina em paz, ela apenas iria conversar com o Nevel, não estava do lado dele. — ele fala rápido.

— Tudo bem. — desvio dele com pressa para sair dele.

— Me prometa que não vai matar mais ninguém. — Freddie segura a minha mão.

Eu mordo o lábio.

— Prometo que não matarei a Trina.

— E nem a mãe do Gibby. — ele me pede.

— Isso eu não te prometo nem fodendo. — eu retiro minha mão da sua — Ela merece morrer, vai ser só questão de tempo até matar o Brad e a Wendy.

— Você sabe que o Gibby vai te caçar até o fim do mundo.

— Você irá me proteger.

— Como é? — ele pergunta com nojo — Por que eu te protegeria se fez algo errado?

— Por que foi o que você me prometeu logo após de eu ter acordado naquele domingo com dor de cabeça. Você disse que eu tinha surtado e quebrado a sala inteira, por isso que estava na sala a mesa da cozinha. — eu respondo relembrando a cena — Você disse... — limpo a garganta para repetir – “Eu irei te proteger Carly, mesmo que esteja errada e todos fiquem contra você, te dou a minha palavra que cuidarei de você para sempre. Eu fiz uma promessa a alguém que você não se lembra e por isso irei cumpri-la”.

Freddie fica sem palavras. Ele não pode quebrar a promessa. Seja lá para quem ele fez esse pacto, não pode quebra-lo. Agora tenho meu próprio anjo da guarda.

Eu saio dali e vou para as ruas fumando. Nunca me interessei por isso, mas é algo que me acalma.

Eu estou protegendo as pessoas que eu amo, não estou nem ai que meus métodos são muito radicais. Farei tudo por eles. Freddie vai aprender a lidar com isso. Até lá meu trabalho é manter todos em segurança, caso ele falhe nesse quesito.

Povs Sam:

Dia 13 de Junho

Mais um dia nessa pocilga. Faço meu caminho para a sala do trono. O lugar em que mais fico boa parte do meu tempo. Organizar planos, receber pessoas, ajudar os outros, blá, blá, blá. Tudo uma merda. Eu estaria chateada se eu pudesse sentir alguma coisa.

Eu vagueio pela sala sem motivação para me sentar no trono, que eu mandei trocar por uma cadeira entalhada na madeira mais pura da Floresta Negra, com dois lobos em cada descanso para o braço. Ela é estofada com couro preto. As bordas são de ouro. Existem mais rubis, esmeraldas e diamantes na parte de trás e dos lados do que os humanos conseguem contar. Minhas pernas se movem em um ritmo lento. Ando ao lado da parede observando quadros. Na maioria retratos. Um quadro da Monalisa chama minha atenção.

Alguém abre as portas gigantes da sala.

— Olá querida. — Gatlin me cumprimenta. Ele usa um terno preto. Chega a ser cafona. Sua beleza compensa sua falta de senso de moda.

— Oi Gatlin. — eu suspiro e volto toda a minha atenção para a Gioconda.

Gatlin se coloca ao meu lado.

— Amo todos os quadros desta sala. — ele diz presunçoso — Mas nenhum deles me encanta tanto como ela. — ele movimenta a cabeça indicando a Monalisa.

— É só um quadro.

— Sabe a história dele?

Toco na pintura áspera.

— Já ouvi falar.

— Uma curiosidade sobre este quadro aqui... — Gatlin encontra a minha mão com a sua — É que ele é o original pintado por Leonardo Da Vinci. E um quadro falsificado está em Paris.

Em outrora eu me surpreenderia.

— Há quanto tempo temos esse quadro?

— É algo recente, faz algumas décadas se não estou enganado.

— Por que temos o original? Qual é a serventia dele? — eu quero saber um motivo lógico.

— Orgulho. — ele me responde — Apenas por ter.

— Palhaçada. — eu corro e me sento no meu trono.

O dia se seguiu como eu esperava. Tedioso e sem atingir minhas expectativas. Sei que mesmo com a humanidade desligada eu me sinto presa. Era para eu estar descobrindo o mundo e não me prestando a esse papel ridículo do qual eu não levo jeito. Eu não nasci para ser da Realeza, não sei como isso pode ter se passado pela minha cabeça um dia.

Estou caminhando novamente para a sala do trono, pois eu tive uma ideia que vai intrigar muita gente.

Olho para trás para me certificar que não estarei sendo seguida. Entro correndo na sala. Paro perto do quadro da Monalisa. Nesse momento Gatlin surge de uma porta ao fundo próxima do quadro. Dejavu. Esbarro no Gatlin que estava saindo.

— Desculpa Sam. — ele agarra meu braço.

— Tudo bem. — eu seguro a mão dele, não quero que fique desconfiado.

Sua mão livre vai rapidamente para as minhas costas.

— Está precisando de alguma coisa?

— Não. Só dando um passeio. — eu dou de ombros.

— Irei a uma reunião agora, depois podemos fazer alguma coisa se quiser. — ele demonstra segundas intenções.

— Que reunião? Não fui notificada... — estreito meus olhos. Gatlin pode ser tudo, mas não creio que seja um sujeito confiável. Eu queria saber diferenciar os maus dos bons, mas quando o assunto é Gatlin Trarkt eu fico realmente em dúvida.

— Uma reunião simples sobre nossas tropas, não tem que se preocupar. — ele vai me encostando no quadro da Monalisa.

— Eu não sofro de preocupação... — separo suas pernas com meu joelho.

— É que às vezes você parece tão "você". — ele diz com os lábios a milímetros dos meus.

— Pareço? — subo a mão pelo seu peito. Eu não sinto simpatia por ele, muito menos amor. Porém eu me sinto viva com ele. Gatlin consegue despertar coisas em mim, chega a ser um perigo se eu perder o controle com ele. Não nos beijamos desde o dia em que lemos o Oráculo. Talvez para passar despercebida irei beija-lo agora.

Não deixo Gatlin responder. Eu junto nossas bocas com meu propósito principal chamado distração. Eu não espero ele resolver esquentar o clima, então abro a boca e retiro seu paletó. Gatlin sobe minhas pernas em volta dele me pressionando no quadro de Da Vinci. Eu rodo minha língua na sua boca. Ele agarra minhas coxas com força.

Minha sede vai estragar tudo. Eu normalmente caço em becos daqui de Viena. A Áustria é um país que tem uma segurança melhor comparada do lugar de onde eu vim.

Volto para o beijo, mas Gatlin fica sem ar e vai para o meu pescoço. Ele morde, beija e suga o lóbulo da minha orelha. Eu desabotoo sua blusa branca, ela cai de seu corpo revelando um peito mais do que bem feito. Arranho sua barriga e ele coloca meus pés no chão. Gatlin segura meu rosto com uma mão, a outra ele usa para segurar minha nuca enquanto afunda a mão nos meus cabelos loiros. Estamos nos beijando de novo. Eu tento me controlar, mas minhas presas vão surgir a qualquer momento. Eu giro Gatlin e o jogo contra a parede rompendo qualquer tipo de contato.

Ele retoma a respiração encostado na Gioconda.

— Sede? — ele pergunta.

Faço que sim com a cabeça.

— Sempre.

— Um problema certamente. — ele se abaixa para pegar a camisa branca. Rapidamente se veste com ela e segura o paletó na mão — Irei para a reunião, se quiser passo no seu quarto mais tarde.

— Não... Eu preciso ir caçar. — eu minto com gosto.

— Claro. — ele compreende e vem me dá um selinho — Até depois Sam.

Vou deixar passar o fato de ele não ter me chamado de "Majestade ou Vossa Graça", mas só dessa vez.

Trocamos um beijo simples. Gatlin se retira da sala do trono. Quando eu sei que estou realmente sozinha, eu retiro o quadro da Monalisa da parede. O coloco de baixo do braço e saio andando normalmente, sentindo meu cartão de crédito no bolso. Tem Euros suficientes para uma rápida viagem à Paris. E como dizem os franceses: Longue vie France.

Aguardo o Museu do Louvre ficar a poucos minutos da hora de encerrar as atividades por hoje. Entrarei como um raio. Seguro a Monalisa com cuidado. Olho para a imagem, parece inacabada e cheia de mensagens escondidas. Posso ver números e símbolos... Vai saber quem era realmente Leonardo Da Vinci.

Corro pelo museu sem ser vista. Terei que ser extremamente rápida. Toda velocidade que eu possuo tem que me ajudar. Não corro a ponto de romper a velocidade da luz, apenas a barreira do som. Chego ao quadro falsificado, faço imediatamente a troca e saio do lugar.

Me sento na cama do meu quarto no hotel com a pintura. A semelhança é muita. Realmente poderia enganar até um especialista, mas eu noto os erros. A forma de tentar deixar algo inacabado como a pintura original. Vejo a falta de simetria em alguns pontos. Eu não podia deixar aqui em Paris a cópia de um dos quadros mais famosos do mundo. Não que eu me importe, apenas... Tem certeza que não se importa Sam? Uma voz pergunta no meu subconsciente. Se você não se importasse, não teria trocado uma obra prima inestimável por uma cópia apenas para fazer o certo ou irritar alguém. Eu ignoro a voz.

Dou um último passeio por Paris. Fico no topo da Torre Eiffel olhando a cidade das luzes. É algo bonito. Levo minha mão à barriga. Ela está quente. Eu sinto uma pontada. Me curvo sentindo um incômodo. É tarde demais quando percebo que estou sentindo cólica.

Retorno para Viena. Passaram-se dois ou três dias. Deve ser dia 15 ou 16 de junho. Eu realmente não estou me importando com a data. Gatlin que deve estar louco, mas se ele vier me tirar do sério é hoje que eu o mato. Estou estressada. Nervosa. Histérica. Sinto cólicas fortes demais.

Passo pela portaria do castelo. Corro para o meu quarto e jogo a falsa Monalisa na cama. Eu corro para o banheiro, abro meu zíper e abaixo minha calça junto com a calcinha. Vejo sangue. Eu ficaria chocada. Tremo um pouco. Rapidamente tomo um banho, saio do banheiro após pegar um pacote de absorvente e procuro roupas. Coloco sobre a cama meu traje preto de rainha com a capa e com a coroa. Coloco o absorvente em uma calcinha, me visto com pressa e me sento na cama. Estou quase puxando os meus cabelos. Se eu menstruei isso significa que meu corpo está voltando ao normal. Eu nunca fiquei tanto tempo sem me transformar. Faz meses desde que eu virei uma loba. Minha menstruação também significa que posso engravidar, ou seja, se Gatlin descobrir vai decretar imediatamente nosso casamento e terei que conceder um herdeiro a ele.

Minha parte vampira apenas me oferece força, velocidade, sentidos apurados e sede. Ela não é forte o suficiente para me fazer não envelhecer e agora que não me transformo mais meu corpo está mudando. Se eu me olhar no espelho verei mudanças. Poucas mas bastante significativas. Porra! Claro que algo ia me ferrar por aqui. O lance agora é esconder do Gatlin meu atual estado. Se os empregados pegarem minhas roupas, irão ver a prova. Eu rapidamente jogo minhas roupas no fogo da lareira. Observo-as queimar lentamente.

Quando sei que destruí as evidências, pego o quadro da Monalisa e vou para a sala do trono. Eu entro e se eu pudesse me arrependeria. Gatlin está sentado no meu trono, berrando ordens para uma cambada de gente que pertence a mim. Eu caminho com uma postura intimidadora, batendo os pés com força no chão. Minha coroa desfere brilhos pelo lugar. Os conselheiros ao me ver se curvam. Gatlin se levanta puto do trono.

— Onde diabos você esteve?! — ele vocifera na frente de todos. Eu o encaro. Ele deve ter se esquecido de que eu sou a rainha.

— Saiam. — eu ordeno a todos. A sala fica vazia — Eu estive por aí. — caminho para a parede onde o quadro deveria estar.

— Sabia que alguém roubou a Gioconda? — ele pergunta me seguindo, mas logo fica em silêncio — Foi você?

— Não. — eu coloco o quadro na parede e me viro para ele — Eu não roubei nada, por que tudo nessa porra é meu. Se eu quiser eu queimo tudo isso e ninguém pode falar nada.

— Onde esteve com o quadro? — ele está nervoso.

— Fui devolvê-lo à Paris e trouxe o falsificado para cá. — sorrio de forma cínica.

— Você o que?! — ele grita comigo — Não sabe a burrice que fez!

Agora ele foi longe demais.

— Você se esqueceu com quem está falando? Eu sou a rainha.

— Oh, agora você se importa? — Gatlin rola os olhos. — Para de fingir que se importa com alguma coisa Sam.

— Para você é "Vossa Graça" ou "Majestade". — eu o arrasto até o trono. Eu me sento e o deixo em pé — Eu faço o que eu quiser e você não é ninguém para achar que devo satisfações a você. Gatlin você só continua vivo por que eu quero, mas hoje estou reconsiderando isso.

— Você não pode me matar. — ele se afasta do trono — Sou importante demais aqui e você sabe disso. Posso te fazer de tolerada para amada. Sabe que tenho influência sobre tudo e todos. Minha morte seria um inoportuno erro.

— Não, seria um alívio para mim.

— Até parece.

— E sabe de uma coisa? — cruzo minhas pernas tentando ignorar a cólica — Eu não te vi se ajoelhando para mim na coroação ou em nenhum outro momento. Por quê?

— Porque eu sou o príncipe. — ele responde como se fosse óbvio.

Apenas o príncipe. Não temos absolutamente nada em comum, ligação de sangue ou matrimônio que o faça ser igual a mim ou coisa do gênero, então baixe sua bola. — eu tenho autoridade na voz — Você se quer é o Príncipe Consorte. Não se esqueça da sua posição aqui dentro.

Gatlin sorri com minhas palavras.

— E o que pretende fazer?

— Eu? — acaricio meu trono — Nada. Mas você vai se ajoelhar diante de mim e jurar lealdade, se não vamos dar um passeio na torre mais alta do castelo.

— Não vou me ajoelhar. — ele se nega.

— Tem certeza?

— Não vou me ajoelhar. — ele repete.

— Ok... — me levanto, ando até ele e o empurro no chão — Vamos dar um passeio. — agarro o seu braço e o arrasto pela sala.

— Me solta! — ele reclama enquanto eu saio da sala.

Os guardas fazendo a ronda me olham. Faço um sinal os dispensando. Prevejo a notícia que a rainha estava arrastando o príncipe Gatlin, correr pelo castelo.

Gatlin solta uma onda de xingamentos. Ele se corta em algumas partes do piso de pedra. O cheiro do seu sangue pode estragar meu teatrinho. Não irei mata-lo, mas quero que ele pense isso. Quero que ele fique com medo.

Chego ao lugar mais alto do castelo. Uma torre quase em ruínas. Abro a porta de madeira velha. Puxo o Gatlin pelo cabelo, o coloco na janela, o empurro para fora e fico segurando apenas seu antebraço.

— A coisa vai funcionar assim... — eu murmuro vendo o vento grudar sua camiseta ao corpo e o jogar contra as pedras da parede — Você vai jurar lealdade a mim, se render aos meus pés e óbvio, isso tudo inclui se ajoelhar.

— Não! — ele diz rápido — Me tira daqui!

— Tiro. — finjo o soltar, ele se desespera gritando e eu rio — Está vendo o que vai acontecer? Você vai morrer Gatlin e eu ficarei assistindo enquanto seu corpo se estoura nas pedras lá em baixo.

— Não vai me matar... — ele sussurra tremendo.

— Sim. Eu vou. Por que você esgotou toda e qualquer paciência que eu tinha. — deslizo a mão pelo seu braço, agora pego apenas seu pulso — Eu não me importo com o que acontece com você.

— Sam! — ele me chama totalmente em pânico — Por favor, não.

— Se eu souber Gatlin, que enquanto eu estive fora você agiu pelas minhas costas, mexeu com as pessoas de Seattle ou até mesmo se masturbou sem eu saber, você irá morrer. E vai ser uma morte lenta e com dor. — faço uma promessa e não uma ameaça.

— Eu não fiz nada! — Gatlin tenta subir, mas não consegue. Agora minha mão deixa seu pulso escorregar e eu o seguro apenas pela sua mão trêmula e suada.

— Se não fez nada, então vai se ajoelhar diante de mim como eu disse e ai te deixo viver.

— E você virou quem agora? Deus? Agora decide quem morre ou não?! — ele continua me questionando, eu realmente vou deixa-lo cair.

— Cinco segundos Gatlin. — eu sussurro o soltando lentamente — Cinco...

— Você não vai fazer isso. — ele tem a audácia de duvidar.

— Quatro. — praticamente agora ele que está se segurando em mim.

— Sam...

— Três. — uso minha outra não para fazer com que ele me solte.

— Não, por favor!

— Dois... — consigo abrir sua mão que me segurava.

— Espera! — ele parece ter mudado de ideia.

— Demorou muito. — eu o deixo cair.

Ele cai para a sua morte. Eu corro rapidamente para o outro andar da torre, ainda conseguirei pega-lo. Chego à janela do andar e consigo puxa-lo para dentro com a mão. Ele chora contra o piso de pedra tremendo. Ele esconde o rosto com o braço. Sua choradeira se transforma em uma risada estranha, até mesmo um pouco psicopata. Ele deve ser pior do que eu pensava, qual é o passado do Gatlin que ele tanto esconde?

— Eu sabia... — ele diz se levantando — Eu sabia que não me deixaria morrer.

— Vai se ajoelhar? — mantenho a postura.

— Irei. — ele responde com um pouco de medo.

Dessa vez eu o levo pelo pescoço.

Retornamos para a sala do trono. Eu me sento no couro macio. Gatlin permanece em pé. Eu ergo a sobrancelha para ele. Gatlin engole em seco e se ajoelha devagar.

— Bom garoto. — eu sussurro mordendo o lábio — Faça o juramento.

— Eu Gatlin Kenneth Trarkt, juro diante de Deus e dos homens, ser leal à Vossa Graça, durante todo o seu reinado. Minha vida, minhas vontades e meus pensamentos são apenas seus. — ele me olha nos olhos — Vida longa para Samantha Joy Puckett, rainha da Áustria e dos primeiros homens. Mãe dos lobos. A loba branca. A verdadeira híbrida. A não morta por aço Valariano. A dama intocável. Herdeira legítima do trono de Viena. A primeira de seu nome. — Gatlin encerra todo o juramento.

Eu sorrio com orgulho, mesmo não me importando se foi real ou não.

— Agora... — eu suspiro de novo por causa da pontada no pé da barriga — Me passe o relatório do que eu perdi enquanto eu estive fora. — Gatlin faz menção de se levantar — Quem disse que é para ficar em pé? Fique de joelhos mais um pouquinho e isso é uma ordem.

Gatlin concorda com a cabeça. Eu o ouço falar, mas sem realmente prestar atenção. Posso não sentir emoções, mas algo parecido com preocupação quer começar a surgir e eu não posso deixar.

Queria dizer que ninguém vai me atrapalhar, mas eu mesma irei causar minha própria ruína.

Notas finais
É isso por hoje lindos! Comentem ai! Feliz aniversário de 10 anos do iCarly! Próximo capítulo: O Enterro See you soon guys! Very soon...