42 - Violet Hill

17 De volta para o futuro


Notas iniciais
Oi humanos! ATENÇÃO: LEIAM AS RESPOSTAS NAS NOTAS FINAIS QUE TEM CONTEÚDO PARA TODOS! TIVE QUE POSTAR DE UMA DA MANHÃ POR CAUSA DE PROBLEMAS MAS O HORÁRIO PADRÃO AINDA VAI SER 10H 05M, OK? Peço sinceras desculpas a todos os fãs da série Grimm que vieram falar comigo no Whatsapp, eu sinto muito pelo erro que cometi na fic ao escrever "Hesenbiest" em vez de "Hexenbiest" que é a maneira correta, já editei todos os capítulos que continham esse erro e peço desculpas mais uma vez, foi no calor do momento e eu acabei dando essa mancada, mas eu sou super fã de Grimm também tá? Nick e Adalind casalzão da série beijos! O capítulo de hoje está light e interessante ao mesmo tempo... Apenas um pequeno "Em breve" no final que vai deixar vocês subindo pelas paredes... A galerinha falando que já está com saudades da Carly, calma que no próximo capítulo teremos ela de volta e Carly irá retorna para o elenco principal e entrará para o mundo sobrenatural, chega de Carly humana o tempo todo, vamos mexer com a morena... Aproveitem:

Parte 17: Heróis

Povs Sammy:

— Acho que todos aprenderam muito hoje... — Parabeniza Shelby. — Encerramos aqui.

Os lobos uivam. Eu aceno para eles com um sorriso. Eles deixam o campo, mas Gibby, Tori e Griffin permanecem. Wendy diz que vai me ajudar com a minha ida para Malibu de carro, já que são 16 horas de viagem. Ela avisou que antes que eu partisse, passava lá em casa. Ela abriu um portal e desapareceu dentro dele.

Gibby tenta chamar minha atenção. Ele se encosta em mim. Delicadamente acaricio seus pelos castanhos. Ele parte para a floresta. Sorrio orgulhosa dele.

Todos os vampiros partem, com exceção de Trina, Freddie e Shelby.

— Freddie, vá para o seu apartamento e coloque algumas roupas em uma mala para um dia na praia — eu informo a ele.

— Agora? — Ele estreita os olhos.

— Sim. Apenas faça isso e me encontre na minha casa de carro.

— Tudo bem — ele se aproxima para me beijar. — Até logo querida.

— Até — beijo ele de forma leve.

Freddie parte deixando apenas seu cheiro doce para trás. Olho para as meninas e para o Griffin. Trina retira algumas roupas da bolsa. Tori começa a mudar de forma, ela fica de joelhos no chão enquanto respira com dificuldade. Seus cabelos estão úmidos. Ela se veste com a ajuda de Trina. Shelby me olha.

— Fui bem? — Tori pergunta se aproximando de mim, ela está animada demais.

— Você foi ótima — eu tenho orgulho dela.

— Obrigada — ela corre para me abraçar com força. — Eu estava com medo, não sabia se estava pronta.

— Mas você conseguiu. O Griffin vai te ajudar — eu solto ela.

— Sim ele vai — diz Tori que encara o lobo chocolate. Por algum motivo ela cai de joelhos. Até mesmo Shelby vem socorrê-la. Tori tem lágrimas saindo dos seus olhos. Griffin não aguenta mais e retorna para a forma humana, e veste o shorts que tinha amarrado no tornozelo. Shelby desvia o olhar do corpo dele, pelo menos ela possui bom senso.

Griffin segura o rosto de Tori.

— Amor, o que foi? — Ele está preocupado.

— Eu... — Tori seca as lágrimas. — Eu tive imprinting por você — ela encosta a cabeça no peito dele.

Eu fico pasma fitando os dois.

Griffin beija o rosto dela.

— Agora somos realmente uma ligação do universo.

Tori está muito emocionada e se parte em lágrimas de novo.

— Eu vi tudo... — Ela chora sem controle. — Nosso futuro, as coisas que você vai conquistar, a casa em que iremos morar. Eu... Eu te amo Griffin — Tori o aperta com força.

— Eu também te amo — Griffin sussurra rouco.

— Então... Acho que já vou indo... — Trina sorri e entrega a mochila para a Tori. Ela corre se afastando de nós para não interromper nada.

— Você precisa ir... — Tori pede ao namorado.

— Eu vou.

Eles compartilham um último beijo. Griffin a ajuda se levantar. Ele fica a uma distância segura e faz a metamorfose. Ele uiva com força como se cantasse para ela. Griffin é rápido e alcança a floresta em menos de cinco segundos.

Tori ainda emocionada tenta enxugar o rosto. Shelby dá um lencinho para ela. De onde ela tirou esse lenço?

— Obrigada — agradece Tori.

Eu troco um olhar com a Shelby.

— Vou te levar para casa — eu pego a mochila no chão.

— Não preciso que me leve, apenas me acompanhe — Tori começa a tirar a roupa.

— Eu vou indo por que tenho que ajudar a sua Hexenbiest — Shelby me abraça com carinho.

— Obrigada por tudo Shelby — eu tenho que ser sincera com ela.

— De nada Sammy — ela sorri de forma linda. — Se cuida Vega — Shelby se vai deixando Tori e eu no campo.

Tori já é uma loba novamente. Eu coloco a mochila nas costas e bato palmas para ela.

— Exibida — eu sorrio e corro.

Apostamos uma corrida entre as árvores. Tori é provavelmente a mais rápida da alcateia. Nunca vi um lobo conseguir correr tão rápido e minha velocidade de vampira não é párea para ela.

Entramos em um beco atrás do Bushwell onde Tori se veste. Vamos para a portaria e pegamos o elevador.

— Para onde vai levar o Freddie? — Ela pergunta toda curiosa.

— Malibu.

— Mas... Lá faz sol — Tori faz uma careta engraçada.

— Eu sei — eu murmuro e explico para ela brevemente por que estou levando ele para lá.

— Uau — ela diz quando termino de explicar. — Fascinante.

— É melhor você aprender uma palavra nova.

Saímos rindo do elevador. Eu olho para a porta do 8-C. Fico entristecida.

— Ela está bem Sam, não se preocupe — Tori me conforta.

Entramos no apartamento 8-D. Freddie está com uma mochila pronta. Ele conversa com alguém pelo celular. Ele sorri para mim e Tori o abraça. Freddie devolve o abraço e continua me olhando.

— Ela acabou de chegar, creio que vai gostar de ouvir sua voz — ele diz para a pessoa do outro lado da linha. Freddie me entrega o meu celular que ficou com ele o dia todo.

Eu pego já sabendo quem é.

— Carls? — Eu pergunto com uma saudade imensa.

— Como você está amiga? — Ela me pergunta.

— Muito bem, aconteceram algumas coisas, queria te contar tudo — eu me distancio um pouco do Freddie. — Tori entrou para a alcateia e teve imprinting pelo Griffin.

Carly solta um berro.

— Own, eles formam um casal tão fofo!

— Sim — dou uma risada.

— Ela o que? — Freddie arregala os olhos e corre para falar com a irmã.

— E você e o Freddie? — Pergunta Carly.

Opto por sair do apartamento sorrateiramente. Eu fico encostada na porta da Carly.

— As coisas vão bem...

— Mas? — Ela sabe que falta alguma coisa.

— Tentamos ter a nossa primeira vez, mas... Eu fracassei. Me transformei e quase matei ele — fecho os olhos sentindo dor.

— Eu sinto muito.

— Mas deixa isso de lado. Como vai o Spencer?

— Ele está ótimo, sendo super-protetor é claro, mas fora isso é bom ter alguém tomando conta de mim.

— Claro, claro — murmuro.

— Como está a Wendy?

— O Freddie não te contou? — Eu fico olhando para a porta do Benson.

— Sim, aquele lance Wesen e tal né? Só que eu quero saber de você.

— Ela vai muito bem, parece aliviada. Wendy está virando uma heroína de histórias em quadrinhos. Ela conseguiu romper o espaço abrindo um portal tridimensional que pode ligar um lugar ao outro. Apesar de que ainda está praticando — mais uma pessoa de quem eu estou orgulhosa.

— Eu estou perdendo muita coisa — Carly reclama.

— Acho que até sábado você pode retornar, só precisamos fazer a reunião com o Conselho Wesen.

— Fico feliz... Sinto saudades.

— Eu também.

— Vou desligar, nos falamos outro dia. Te amo.

— Também te amo — eu desligo primeiro do que ela.

Eu me levanto e volto para o apartamento do Freddie. A expressão descontraída que ele apresentava antes sumiu, dando lugar ao nervosismo.

— Para onde vamos? — Pergunta Freddie.

— É surpresa — eu caminho para pegar sua mão.

Estamos dentro do Audi. Freddie está querendo me dizer alguma coisa pois, permanece em silêncio durante o trajeto.

Ele desliga o carro em frente à minha casa e me fita.

— Me perdoe por ter escutado a sua conversa com a Carly, mas eu não considero aquilo um fracasso de sua parte — ele consegue me dizer.

Eu pisco atônita e saio do carro sem falar nada. Eu entro na casa apenas para pegar minha pequena mala. Freddie abre o porta-malas e coloca a minha mala ali onde está a sua mochila. Retornamos para dentro do Audi. Ele fica esperando eu dizer para onde iremos.

— Temos que esperar a Wendy — eu aviso.

Um clarão de luz aparece na frente do carro e Wendy desaba em cima do capô.

— Ai... — Ela resmunga tentando se levantar. — Não foi uma ótima aterrissagem.

— Wendy! — Eu saio do carro, mas Shelby que caiu do portal com ela, está se prontificando em ajudar.

— É uma coisa de louco — Shelby parece transtornada. — Volta para o carro, ela está bem.

— Por que veio junto? — Eu lhe pergunto.

Shelby limpa a roupa da Wendy.

— Quem vai cuidar da casa enquanto você permanece fora?

Bato na minha testa.

— Sério que veio aqui para isso?

— Sim, linda — ela sorri contente.

— Só faça o que tem que fazer Wendy e certifique-se que a Shelby não vai colocar fogo na casa enquanto eu estiver fora.

Eu entro no carro de novo.

— Está tudo bem amor? — Freddie pergunta enquanto eu coloco o cinto.

— Está. Apenas dirija em linha reta — aponto para frente.

Wendy caminha para o fim da rua onde tem a curva. Ela se vira fazendo um sinal. Shelby para na frente do carro e faz um "legal" com as duas mãos. Ela sobe em cima do carro e escuto seus passos no teto.

— O que ela está fazendo? — Freddie acha estranho.

— Acelera — é só o que digo.

Ele pisa fundo no acelerador. Sou jogada contra o banco. O moto do Audi A6 ruge. Se Wendy não abrir o portal agora, iremos sofrer um acidente no fim da pista. Isso não vai nos matar, mas vai doer muito, bom pelo menos vai doer em mim.

Quando o carro está quase no meio das árvores, Wendy mexe as mãos. Um raio magenta abre uma fenda e o carro entra no portal. Freddie aperta o freio quando percebe que estamos em uma avenida escura, próximo do mar.

— Jesus Cristo! — Freddie chama tremendo.

— Me senti em De volta para o futuro! — Eu grito alegre com o novo poder da Wendy.

— Chegaram em segurança — murmura Sheby na janela ao meu lado. — Eu vim junto para me certificar que ela acertou o lugar, o portal vai se fechar em segundos, divirtam-se! — Shelby corre e vejo pelo retrovisor se jogar na fenda. O brilho magenta some. Apenas Freddie e eu estamos na avenida.

Freddie continua abismado.

— Nunca vi um vampiro com tanto medo — eu digo pegando sua mão. É impressão minha ou ela está menos fria que o normal? O que está acontecendo com o Freddie?

— Onde estamos? — É o que ele pergunta se acalmando.

— Malibu.

— Me trouxe para cá para banhos noturnos?

— Não, eu te trouxe para cá por que... — Hesito, ainda não vou contar que sei que é aniversário dele. — Apenas permaneça nessa avenida até achar uma antiga pousada, iremos ficar lá.

— Temos aula amanhã... — Ele relembra.

— Shelby vai garantir que não tenha.

— Ela te ajudou com seja lá o que é isso?

— Sim.

Ele bufa com certo nojo.

— Desde quando vocês se tornaram amiguinhas? — Ele começa a dirigir.

— Não sei, mas ela se importa conosco.

— Inacreditável.

— Concordo.

Freddie sintoniza o rádio em alguma rádio aleatória. O locutor fala animadamente sobre a noite aqui em Malibu e diz que está na hora de tocar os clássicos. A música escolhida é Heroes de David Bowie.

A versão que se inicia é a música remasterizada de 1999. Ela não é a minha versão preferida, então permaneço apenas escutando. A letra preenche o carro. Freddie bate na direção curtindo a música. Ele sorri para mim, eu sorrio de volta.

Freddie limpa a garganta e canta:

Embora nada vá nos manter juntos. Nós poderíamos enganar o tempo, apenas por um dia. Nós poderíamos ser heróis, para todo o sempre. O que você diz? — Ele dá o sorriso mais lindo do mundo.

A música entra na versão mais conhecida, lembro-me do videoclipe e procuro minha voz:

Eu, eu gostaria de poder nadar. Como os golfinhos, como os golfinhos podem nadar. Embora nada, nada vá nos manter juntos. Nós podemos vencê-los, para todo o sempre...

Freddie e eu cantamos juntos:

Oh, nós podemos ser heróis, apenas por um dia!

Começamos a rir e Freddie volta a cantar sozinho:

Eu, eu serei rei. E você, você será rainha...

Retomo a voz com ele:

Embora nada vá os afastar. Nós podemos ser heróis, apenas por um dia. Nós podemos ser nós, apenas por um dia! — Cantamos em sintonia.

Ele ri e eu continuo cantando:

Eu, eu consigo lembrar.

Eu lembro — Freddie faz a segunda voz.

De pé, encostado no muro... — Canto mais alto.

Encostado no muro!

E as armas, atiravam sobre nossas cabeças.

Sobre nossas cabeças! — Ele repete estridente.

E nós nos beijamos, como se nada pudesse cair.

Nada pudesse cair!

E a vergonha, estava do outro lado...

Oh, nós podemos vencê-los, para todo o sempre — Freddie pega a minha mão.

Então poderíamos ser heróis! — Cantamos juntos novamente. — Apenas por um dia...

Podemos ser heróis... — Eu sussurro.

Podemos ser heróis — Freddie canta mais baixo.

Olhamos-nos e repetimos:

Podemos ser heróis. Apenas por um dia. Podemos ser heróis.

A canção contínua com a última parte. Freddie abaixa o som. Ele parece animado após a cantoria. Eu estou tão alegre quanto ele.

— Eu sei que me trouxe aqui por algum motivo — ele me diz.

— Sim — eu olho para a rua, a antiga pousada está próxima da areia do mar. Não tem nenhuma casa perto de nós.

Freddie estaciona o carro na entrada. Ele inala o cheiro do local.

— Vamos ficar aqui?

— Sim, vamos pegar as nossas coisas... — Mas antes que eu continue falando ele já saiu do carro. Eu o observo rapidamente colocar a mala e a mochila na antiga pousada, acender as luzes e abrir a porta do carro para mim. — E colocar lá dentro — finalizo.

— Acho que eu já fiz isso — ele me retira do carro. Eu fecho a porta.

Freddie me pega nos braços.

— Para! Isso não é uma lua de mel — eu rio feito uma louca.

— Clichê demais para você? — Ele adentra comigo na pousada e me leva para a porta de vidro no fundo, onde tem visão do mar. — Aqui é um lugar bonito.

— Eu sei — eu bocejo com sono.

— Quer dormir? — Ele me coloca no chão, mas passa os braços em volta de mim.

— Não, está tudo bem — eu sorrio, mas bocejo de novo.

— Pela manhã faremos o que você quiser, mas agora sugiro que durma. Você não tem colocado o sono em dia ultimamente — Freddie me leva para algum quarto onde estão nossas malas, ele é tão rápido que já deve ter visto o lugar inteiro quando entrou para guardá-las.

Ele me coloca na cama e se deita ao meu lado. Eu coloco a cabeça no peito dele. Tento sussurrar algo, mas ele começa a acariciar meus cabelos enquanto canta Heroes novamente, não resisto e durmo em instantes.

Eu acordo com meu celular tocando no meu bolso. Freddie está ao meu lado e me entrega o celular.

— Alô? — Eu pergunto tentando acordar 100%.

— Só queria avisar que hoje teve um vazamento de gás na escola e as aulas foram canceladas — Wendy me informa, escuto a risada da Shelby no fundo.

— Valeu Shelby, obrigada Wendy, sem vocês nada disso seria possível — eu sorrio para o Freddie que escuta a ligação com um sorriso de lado.

— Divirtam-se e espero que ele ame o presente — Shelby diz e acho que encerra a ligação.

— Café da manhã? — Pergunta Freddie dando carinho na minha perna.

Eu faço que não com a cabeça.

— Vamos lá para fora — me levanto da cama.

— Lá fora? — Ele permanece sentado.

— Sim — eu saio do quarto sem intenção de usar a velocidade. Tateio meu bolso da calça procurando o presente. Encontro o que procuro. Eu abro as portas de vidro. Fico parada na areia. Freddie se detém na porta olhando meio entristecido.

— E agora? — Ele volta a sorrir.

— Feliz aniversário Fredward — eu falo sorridente e estendo a caixinha para ele.

Freddie aproveita que metade do meu braço está na sombra e pega o presente.

— Como sabe que é meu aniversário?

— Uma Doppelgänger me contou.

— Oh — ele abre a caixinha. — Está me pedindo em casamento? — o vampiro ri animado.

— Não. Você que deveria me pedir, mas o anel tem outro significado. Além da nossa união e do seu aniversário, ele significa liberdade.

— Liberdade? — Freddie pergunta colocando o anel no dedo anelar da mão direita.

— Quer caminhar comigo na praia? — Eu pergunto e coro por algum motivo.

— Perdão? — Ele coloca a caixinha no bolso.

— Bem... Quando você estava com a humanidade desligada, você disse que não poderia passear de mãos dadas comigo em uma praia. Hoje eu quero mudar isso — eu faço o meu discurso.

— Mas o sol...

— Me dê sua mão.

— Sam... — Ele está assustado.

— Confia em mim?

— Com toda a minha vida.

— Então venha até mim — eu peço com coragem.

Freddie balança a cabeça e fecha os olhos. Ele dá um passo para frente, depois outro. O sol reflete nele. Freddie para na minha frente. Sua pele tem um leve brilho, mas nada tão chamativo a ponto de ele ter que ficar trancado em casa em um dia de sol. Ele lentamente abre os olhos. Freddie abre a boca chocado e olha para si mesmo sem acreditar.

— Como isso é possível? — Ele pergunta.

— Seu presente — pego sua mão mostrando a ele. — O anel é um tipo de amuleto contra a maldição do sol nos vampiros, não sei por quanto tempo dura, mas Wendy garantiu que era para sempre. Shelby me contou que já viu uma Hexenbiest fazer o feitiço em um colar, mas como eu te conheço, sei que iria preferir um anel — eu termino de falar e Freddie me beija.

Eu beijo ele com tanto amor que a fumaça que sai de mim não é de raiva e sim de paixão. Sinto-me quente, mas quente de uma forma boa. Eu me sinto quente por ele. Ele me beija com adoração. Certamente somos o casal mais imperfeito do planeta, mas eu adoro ser imperfeita com ele.

O beijo termina lentamente. Foi difícil como sempre. Freddie me abraça e sorri contra meu rosto.

— É o melhor presente que eu ganhei na vida.

— Que bom — olho para o mar.

— E é ainda melhor por que foi você que me deu — ele beija minha bochecha.

— Vamos dar uma volta — eu retiro meu tênis e os lanço dentro da casa. Freddie faz o mesmo.

Andamos por vários minutos pela areia, às vezes molhando os pés, às vezes nos beijando. Ele estava tão emocionado com tudo que foi difícil ter uma conversa calma. Freddie arriscou dizer que gostaria de pegar um bronzeado, eu tive que rir. Sentamos na areia e ficamos lá observando o mar azul do Pacífico.

— Eu te amo Samantha — ele sussurra contra meu ouvido.

— Eu também te amo Benson — me aconchego no seu peito. — Quero acreditar naquilo que você disse.

— Aquilo o que?

— Sobre quando tentamos... Sobre eu não ter fracassado.

Ele me ajeita em seu colo para me olhar no rosto.

— E não foi um fracasso, mas eu fiquei curioso a respeito de uma coisa... Por que se sentiu ameaçada?

— Não sei. Parecia que algo quente tinha se encostado em mim... Alguma coisa me assustou — busco na memória o ocorrido de ontem. — Foi tão estranho.

— Entendo — ele me cheira. — Quando estiver pronta, tentaremos de novo.

— Esse é o problema agora, não é? O fato de que eu posso te matar quando formos tentar de novo.

Ele ri baixinho.

— Parece que o jogo virou, não é mesmo?

Eu suspiro.

— Pois é...

— Saudades de quando nossas preocupações eram apenas atormentar um ao outro — ele comenta.

— É. Sinto falta disso.

— Tudo está diferente...

Tenho que concordar.

— Sim... As coisas estão mudando.

— Verdade.

— E eu quero viver toda essa mudança com você.

Freddie engole em seco.

— Como eu poderia viver sem você?

— Não sei e não quero que descubra — eu o puxo e inicio um beijo.

Caímos na areia. Nos beijamos como uma cena de filme e as ondas nos cobrem. Eu me engasgo sem saber como nos molhamos. Freddie sai de cima de mim aos risos. Eu tusso diversas vezes sentindo a água queimar meus pulmões por dois segundos. Eu me levanto bufando e Freddie prossegue rindo.

Entramos na pousada e eu vou tomar um banho. Freddie usa o outro banheiro. Quando eu me visto e vou para a pequena cozinha, tem um belo almoço me esperando.

— Como sabia desse lugar? — Ele me pergunta puxando a cadeira formalmente.

— Esse lugar é meu e algumas pessoas o mantém limpo e abastecido — eu fico constrangida por possuir algo desse porte.

— Nossa... Chefe Sam — ele se senta ao mesmo tempo em que eu.

Eu coloco o camarão do prato na boca.

— Deseja surfar depois? — Eu pergunto de boca cheia.

— Não sei surfar.

— Eu te ensino.

— Então tudo bem — ele sorri ao me ver comendo.

Quando estou quase terminado, Freddie lança olhares estranhos em minha direção, mas não é para mim e sim para a comida no meu prato.

Eu termino a refeição e deixo o prato de lado.

— Estava uma delícia, como sabe cozinhar se é um vampiro?

— Tori — ele responde apenas isso.

— Oh... Claro. Ela precisa de comida humana e agora que entrou na alcateia vai comer o dobro.

— Exatamente lindinha.

— Vou escovar os dentes para nós irmos — eu me levanto, beijo seu rosto e vou para o banheiro.

Eu termino de escovar os dentes. Saio do banheiro e Freddie já está a minha espera usando apenas o shorts sem a camisa. Fico ansiosa por algum motivo. Ele me puxa pela cintura. Eu beijo ele abrindo minha boca. Sua língua dança com a minha. Eu me mexo empurrando ele até a parede. Nossos lábios se mexem em sintonia. Sua mão aperta minha cintura. Está começando a doer.

Distancio-me dele um pouco para descer a mão pelo seu peito. Freddie treme como se sentisse frio. Minha mão se detém na sua barriga, tomo coragem e desço mais um pouco. Eu aliso o cós do seu shorts. Freddie solta um som rouco da sua garganta. Suas mãos vão para as minhas costas. Sinto-o endurecer nos meus dedos. Eu arrisco colocar a mão por dentro da sua cueca. Nesse momento ele para de me beijar na boca e vai para meu pescoço.

Seus lábios sobem até minha orelha.

— Porra... Eu estou amando isso, mas, por favor, pare.

— Mas eu quero continuar, quero dar prazer a você.

— Não quero se não posso fazer o mesmo com você — ele retira a minha mão da sua cueca, toma meu rosto entre as mãos e me beija. — Vamos surfar — ele caminha para as portas totalmente frustrado.

Passamos o resto da tarde surfando. Freddie aprendeu rápido. O dia passou de um jeito maravilhoso e o acontecimento no corredor foi esquecido. Ele não parecia entediado em nenhum momento. Trocamos diversos beijos durante boa parte da tarde, algo que fez encontrarmos uma maneira de ter contato físico de um jeito mais calmo. Voltamos para a pousada. Wendy nos ligou avisando que deveríamos seguir pela mesma rua na volta, pois ela abriria o portal.

Freddie dirige o Audi pela avenida, mais uma vez no período da noite, sendo assim nenhum carro à vista. Um feixe de luz pisca em nossa frente. Freddie acelera. O carro avança dentro da fenda. A altura fica um pouco alta na saída e o Audi se choca no chão. Por pouco os air-bags não são acionados. Eu rio com meu namorado achando isso divertido. Vejo Wendy correr para dentro da casa.

— De volta à realidade — ele murmura desligando o Audi.

— De volta para o futuro — eu repito.

Ele vem abrir a porta para mim novamente. Pego minha mala e caminhamos pela grama, pelos degraus e chegamos à porta. Eu giro a maçaneta. Escuto risos baixos e respirações pesadas. Freddie entra na frente, quando viramos na cozinha eu levo um susto.

— Surpresa! — Shelby grita com Tori. Brad sopra uma corneta. André toca em seu mini teclado o inicio de "Parabéns para você." e eu começo a cantar junto com todos. Surpreendo-me ao ver toda a matilha aqui, até mesmo Gibby. Wendy traz um bolo de chocolate e côco com uma vela em forma de ponto de interrogação em cima. A cobertura do bolo forma o yin-yang. "Feliz" está escrito na parte branca e "Aniversário" na parte preta.

O coro de parabéns continua. Terminamos aplaudindo. Freddie está sem jeito, mas está feliz com a surpresa. Nem eu mesma sabia disso.

— Sopra a vela — Wendy pede.

— E faz um pedido — diz Shelby.

Freddie acena com a cabeça como um garotinho. Ele fecha os olhos como se pedisse algo, abre e assopra a vela.

— É o primeiro aniversário em que o aniversariante não vai comer o bolo — fala Beck arrancando risadas de todos.

— Eu como pelo aniversariante — minha barriga ronca.

— Quem disse que eu não vou comer? — Freddie diz para a minha surpresa. Encaramos ele sem arriscar dar um pio ou até mesmo respirar. Freddie pega um prato na mesa da cozinha, corta um pedaço do bolo, coloca no prato, pega um garfo, retira um pedaço com bastante chocolate e corajosamente coloca na boca.

— Eca — Trina sussurra.

— Tem gosto de que? — Pergunta Shelby.

— Deve ter gosto de terra. – diz Cat e olhamos para ela. — Não que eu já tenha comido terra para saber... — Permanecemos olhando para ela. — Bem, eu comi uma vez, mas eu era pequena, tá bom? Crianças erram!

Eu ergo as mãos sentindo o riso borbulhar na minha garganta. Freddie prossegue comendo o bolo.

— Como está o bolo? — Eu pergunto a ele.

— Acho que está bom. Não sei. É estranho... Tem um gosto quase metálico — ele me responde limpando a boca. — Eu não poderia deixar de comer, mesmo que meu corpo rejeite isso totalmente.

Eu apenas franzo os lábios. Freddie corta mais um pedaço e me entrega no mesmo prato que comeu, junto com o mesmo garfo. Eu o encaro e delicadamente levo um pedaço de bolo com o garfo até minha boca. Ele ter comido o bolo é o de menos.

— Ain gente, o que é? — Shelby me defende. — Não sabem compartilhar as coisas? — Ela retira o copo de refrigerante da mão do Gibby e toma um gole.

— Você não precisava entrar na vibe do Freddie também — eu como o bolo. — Gostou?

Shelby faz uma careta e cospe de volta no copo.

— Sem comentários.

— Agora eu vou ter que pegar outro copo — Gibby reclama com ela.

— Eu pego para você — ela vai até a mesa, abre uma garrafa de refrigerante, enche um copo e entrega ao Gibby.

— Se sirvam do bolo — Freddie avisa para todos. Enquanto o pessoal se amontoa na mesa, Freddie me leva para a sala. — Obrigado por isso.

— Desculpa, mas eu não sabia que eles iriam fazer isso, fiquei tão surpresa quanto você — respondo de volta.

— Não Sam, eu te agradeço por fazer parte da minha vida e saber que seus amigos se tornaram os meus amigos também. Saber que eu tenho você em um dia que eu praticamente iria deixar em branco, você me fez mudar o contexto do que realmente significa um aniversário e eu te agradeço por isso — ele diz em um só fôlego.

— De nada... — Abraço ele com força. — Eu te amo.

— Eu também.

— Tragam os pratos para a sala, vamos incomodar o Freddie! — Shelby grita coordenando tudo.

— Por que a deixou ficar aqui? — Freddie revira os olhos.

— Não sei — eu admito, mas não vejo problemas.

Nos sentamos no sofá e reparamos nos presentes em cima da mesinha. Olho para a janela. Está com vidro novamente.

Shelby sorri e abaixa a cabeça sem jeito. Sei que foi ela.

— Esse aqui é o meu — ela pega um presente em cima da mesa e dá para o Freddie.

— Não precisava — Freddie pega a pequena caixa.

— Cala a boca e abre logo — ela cruza os braços esperando para ver a reação dele.

Freddie desembrulha o presente. Ele sorri. É uma caixa de um relógio. Um Rolex. Freddie observa que o lacre já foi violado. Ele abre, pega o relógio e eu o ajudo a colocar. A prata é brilhante.

— É fantástico — ele gira o pulso. — Obrigado Shelby, seja lá que banco você assaltou.

— Engraçadinho. Eu tenho dinheiro guardado querido — ela morde os lábios e sei que é por que o Gibby está atrás dela se apoiando no sofá. — Esse relógio tem a mesma utilidade que o anel da Sam, caso perca o anel, tem o relógio...

Eu fuzilo ela com o olhar, mas acabo por deixar para lá.

— Esse aqui... — Gibby sai de perto da Shelby e caminha para mesinha. — É o meu — ele pega uma caixa grande em forma retangular. É o maior presente da mesa. Eu pisco atônita para a iniciativa dele.

— Achei que me odiasse... — Freddie retira a caixa das mãos do Gibby.

— Eu nunca disse que te odiava... Eu acho — diz Gibby se sentando no braço do sofá ao meu lado. — Eu não gosto de você particularmente, mas não te odeio. Não gostar da escolha da Sam, não significa que não gosto de você — ele brinca com meu cabelo e eu me encosto nele.

— Abre que esse que eu quero ver — Robbie comenta.

— Ok, calma — meu namorado está tão animado que me deixa feliz. Freddie retira o papel azul, é uma caixa com o que parece ser um helicóptero de controle remoto. — Caramba é um eurocopter ec-130 b4!

Eupermaneço em choque.

— Você disse que queria um helicóptero para pilotar, não posso te comprar um de verdade, mas espero que goste desse — diz Gibby.

— É o melhor presente que eu já... — Freddie faz uma pausa ao ver Shelby, Wendy e eu fitando ele com raiva. — Depois do anel eu acho... E do relógio. Não importa — ele abre a caixa feito um garotinho de 10 anos.

— Vamos lá fora testar! — Dice berra.

— Eu apoio — Griffin se levanta.

— Posso ir? — Freddie pergunta.

— Claro — eu beijo ele rapidamente.

Gibby permanece sorrindo e se levanta do sofá. Os garotos partem lá para fora deixando apenas as meninas comigo na sala.

— Crianças — Jade revira os olhos tomando refrigerante.

— Tomara que se divirtam — Cat sorri.

Ficamos conversando coisas aleatórias até que a janela recém-concertada quebra com o impacto do mini-helicóptero.

— Desculpa! — Dice grita do lado de fora.

— Dice! — Shelby se levanta com as presas expostas e os olhos pretos. — Eu vou te matar de novo! Dessa vez sem passagem de volta!

Eu voo em cima dela, mas Shelby desvia. Eu rosno tendo espasmos.

— Ficou louca?!

— Foi só uma brincadeira. Ai como você é sensível — ela revira os olhos. — Vem, eu tenho um presente para você.

— Não estou de aniversário — me permito relaxar.

— Não perguntei, vem logo — ela pega a minha mão.

Ela sobe para o andar de cima comigo. Chegamos ao meu quarto. Tem uma linda cama de madeira escura. Os desenhos na madeira são flores. O colchão já está em cima com minhas cobertas roxas.

— Por que está fazendo essas coisas? — Eu pergunto indo para a cama.

— Que coisas? — Ela passa os dedos pelo edredom.

— Você sabe. A festa, o presente, a janela, a cama...

— Eu só queria mostrar que estamos do mesmo lado. Eu sei que sou a vilã da história, mas eu gosto do que vocês têm aqui. Seus amigos são a coisa mais próxima que eu tenho de família e queria que quando tudo isso terminasse... — ela se refere à batalha que está por vir. — Me olhassem com outros olhos. Estou sendo de grande ajuda aqui, mas não quero ser apenas isso.

Eu reflito a respeito do que ela disse.

— Entendo...

Shelby olha para a cama, depois para mim e se aproxima.

— Quer inaugurar?

Não consigo não rir.

— Quero — eu a empurro na cama e me deito ao seu lado.

— Como foi na praia com o Freddie? — Ela pergunta pegando minha mão esquerda para ver minhas unhas.

— Foi bom... Ensinei ele a surfar. Freddie disse que amava praias, mas era ruim ter ido à noite durante toda a sua vida.

Shelby suspira como se algo que eu disse estivesse errado.

— Freddie me disse uma vez que odiava praias — ela conta.

— Impossível, ele disse que amava.

— Então o Freddie mudou de ideia, por que ele disse que detestava areia e essas coisas... Mas é bom, ele está mudando por que te ama — Shelby encosta a boca no meu pescoço.

Lembro-me do comportamento estranho dele.

— Tem algo acontecendo com ele.

— Eu também percebi — ela murmura me causando cócegas.

— A temperatura dele está mudando, o cheiro, o jeito de falar... Até mesmo os hábitos. Ele não comeu o bolo por nada — enfatizo o final da frase.

— Sábado depois de irmos à reunião, vamos visitar uma conhecida minha. Uma Hexenbiest. Creio que ela vai saber o que está acontecendo com o seu namorado.

— Aconteceu mais uma coisa... — O beijo na escola retorna na minha cabeça.

— O que? — Ela se apoia no cotovelo para me olhar.

— Nos beijamos e... Tinha sangue nos lábios dele. Primeiro eu pensei que ele tinha me mordido, porém depois eu percebi que não tinha sentido a mordida... — Eu fito os olhos da Shelby.

— Está dizendo que você o mordeu?

— Sim.

— E saiu sangue dos lábios dele?

— Aham.

— Meu Deus... — Ela arregala os olhos. — É preocupante.

— Muito.

Shelby volta a se deitar. Eu fico olhando para o teto pensando nisso. Acabo por adormecer com a pergunta "Que diabos está acontecendo com o Freddie?" na minha cabeça.

Em breve em 42 – Violet Hill:

— Te vejo no inferno Samantha — murmura Nora preparada para me matar.

— Não. Você é que vai para lá sozinha, vadia — Carly diz atrás da Nora e enfia uma adaga nas costas da Hexenbiest.

Notas finais
Comentem, comentem, comentem... Mandem mensagem no Whats ou no Twitter, fiquem a vontade, já falei e repito, não tenham vergonha! E que dia é hoje? Sábado! E o que temos? Perguntas respondidas! Vamos dar uma olhada: Camilla pergunta: "Ainda podemos ter esperança de cibby, ou é melhor todo mundo desistir agora?" Resposta: A esperança é a última que morre ~lua preta~ Alok (não sei por que o garoto tem nome de DJ) pergunta: "Shelby vai namorar com o Gibby?" Resposta: NÃO. Definitivamente não. Juuh Queiroz pergunta: "Hot Seddie acontece ou tá difícil?" Resposta: Está difícil. Não vou prometer nada agora, esse vai ser o acontecimento mais demorado que o imprinting do Gibby. Tatiana pergunta: "Sam e Freddie vão ter filhos?" Resposta: Quem te contou? (berro!) Brunna Lara pergunta: "Você tem alguma ideia na hora de escrever os capítulos ou já tinha a história toda salva em algum lugar?" Resposta: Querida, vou chocar todo mundo inclusive você ao revelar que: Eu já tinha esboços da fic prontos e já tenho o último capítulo escrito, inclusive um capítulo chamado "Alpha", mas sempre adiciono mais coisas para não ficar muito ruim... Louise pergunta: "Pode contar um segredo da fic para todo mundo? Por favor. Resposta: A Sam vai desligar a humanidade e a Carly vai tentar matar a Sam, mais segredos ou já tá bom @? E por hoje é só, selecionei poucas pq as outras não tinham condição de aparecer aqui... Ahuahuhaua chocadérrimos né non? Hora da minha saída, tenham um bom dia e se vemos na quarta! See you soon guys! Very soon... P.S: "Sam e Cat" estréia na tv aberta (SBT) na segunda-feira dia 24/07 nas faixa das 14 horas, vocês desocupados não vão perder né? Fui!