Notas iniciais
Olá humanos! Chegay com mais um capítulo nessa linda quarta-feira... Hoje teremos revelações e um hot... Já sei, você está tipo "Finalmente o hot Seddie!" e eu corto sua felicidade dizendo que não. Não vai ser hot Seddie, mas vamos dar uma viagem no tempo relembrando a primeira vez de alguém com outro certo alguém... Sei que muitos shippam e eu estou injustiçando esse casal hehehehe, apenas leiam lindinhos:

Parte 24: Mentirosa

Povs Sammy:

Pego a calcinha da pilha de roupa e a visto, depois pego o sutiã e viro de costas.

— Me ajuda? — eu pergunto como alguém que não quer nada.

Sinto as mãos do Gibby roçar em mim, ele me dá a calça e a camisa. Eu as seguro sem ver o que ele está fazendo.

— Claro... — Gibby fecha o meu sutiã com cuidado. Eu me viro para olhar para ele. Eu devolvo a camisa, pois preciso vestir a calça. Ele espera eu fechar o zíper para me dar a camisa. Eu termino de me vestir e ele fica de joelhos. Noto que fez isso para dobrar as pernas da minha calça que ficaram grandes.

— Obrigado Gibson.

— De nada. — ele diz se levantando. Estamos próximos demais um do outro.

— Seu respeito por mim é inacreditável.

— Por que acha isso? — ele olha para mim com a cabeça curvada por ser tão alto.

— Porque você não tentou nada. — eu ruborizo um pouco.

— Eu poderia. — ele segura as minhas mãos- Eu poderia ter feito amor com você agora, por que você não conseguiria dizer não. Você está com raiva por que o Freddie te desobedeceu quando você disse para ele ficar longe da Carly e ela o beijou. Você iria dar o troco dessa forma... Mas eu não posso deixar você fazer isso e eu já te disse, não sou assim... — Gibby me solta- Acho melhor nós irmos almoçar na costa.

Eu não consigo processar o que ele disse. Acho que meu HD interno pifou. Eu ouvi realmente isso? Que ele ia fazer amor comigo aqui? Tínhamos essa opção? E será que o Freddie merece isso? Merece ser traído? Eu sei que a resposta para as duas últimas perguntas, são a mesma. A resposta é "não".

Gibby sai do quartinho e em instantes escuto seus passos na terra molhada.

Eu o sigo. Gibby anda para o fusca. Ele parece com raiva. Perdeu outra oportunidade, mas continua com seu caráter impecável. Antes de entrar no carro ele se abaixa para pegar algo no chão. Eu recolho nossos sapatos que estão na grama molhada e eu também entro no carro. Quando ele gira a chave eu seguro seu braço.

— Por que não podemos almoçar aqui? — eu pergunto algo normal.

— Com toda a matilha de La Push, sério? Com meu pai e com suas histórias horríveis? E eu sendo meio humilhado por ser o filho fracassado que além de ser apenas um beta não consegue conquistar o amor da sua vida? — Gibby me responde com perguntas- Não sei se quero aguentar isso.

— Mas você não é um beta, é um alfa, a matilha será sua assim que eu renunciar. — eu relembro.

— No momento eu continuo sendo um beta. — ele retira a mão da chave e a deixa em sua perna.

— Então a gente almoça onde você quiser. — eu me abaixo para por meus tênis. Os coloco com rapidez.

Gibby se inclina sobre mim para pegar o seu par de tênis. Eu me encolho por que se eu virar o rosto, vou acabar o beijando sem querer. Porém ele mesmo segura minha bochecha com uma mão e alisa minha coxa com a outra. Os lábios dele tocam os meus. Alguém bate na janela.

— Gibby! — o pai dele interrompe o quase beijo- Vem comer com a gente filho.

Gibby olha para o pai sem soltar meu rosto.

— Eu já vou, me dê três minutos.

— Ok. — o pai dele se vira e retorna para dentro da casa.

Eu estou ofegante por ele ainda manter as mãos em mim. Ele cola os lábios no meu rosto. Eu apoio minhas mãos no seu peito. Eu vou perder o controle, mas não me transformar e sim fazer algo com ele. Eu abro a porta e saio do carro. Eu respiro com dificuldade ao lado de fora. Encosto no fusca buscando por ar.

Gibby surge na minha frente já com o tênis nos pés. Eu mantenho meu braço esticado tocando seu peito, assim o deixo longe de mim.

— Você não pode fazer isso Gibby, não pode me tocar assim. — eu sussurro me acalmando.

— Desculpa. — ele volta com seu olhar sério.

— Você já esteve com outras garotas antes e sabe que eu nunca estive com um cara. — ele sabe o que eu quero dizer.

— Ainda acho que o Freddie vai conseguir primeiro do que eu.

Eu fico com raiva.

— Não acredito que estão apostando para ver quem dorme comigo primeiro, são baixos a esse ponto?

— Não. Meu Deus... Não vemos dessa forma. — Gibby nega assustado- É sério, não pensamos assim. Nunca iríamos fazer isso.

— Um pior que o outro...

— Ninguém te enxerga como um prêmio Sam, nós te amamos. É só que... Você se guarda demais, está a espera do que? — ele quer saber.

— Só respondo se me disser com quem foi sua primeira vez. — sugiro.

Gibby retira meu braço de sua frente e apoia as duas mãos no fusca ficando quase grudado em mim.

— Quer mesmo saber? Tem certeza que não leu isso em meus pensamentos?

Balanço a cabeça de forma negativa.

— Não que eu lembre.

— E ela não te contou que também teve a primeira vez dela comigo? — Gibby parece se referir a alguém que nós dois conhecemos.

A fixa cai.

— Oh meu Deus... — seguro os ombros dele- Foi com a Wendy?

Gibby ri se distanciando. Ele ri sem qualquer controle. Lágrimas chegam a sair dos seus olhos.

— Não. — ele nega se acalmando da crise de riso- Não acredito que a Carly não te contou.

Eu acho que vou desmaiar.

— Quando isso aconteceu?

— Isso é tão estranho... – ele cora — Ela que devia estar te contando.

— Agora eu quero saber.

— Tudo bem.

— Conte.

— Aconteceu ano passado na última semana de provas do segundo ano, fomos para o apartamento dela estudar... Por algum motivo que eu não lembro qual, entramos nesse assunto... — ele me olha- Você sabe que assunto... — ele começa a se distrair com outras coisas, percebo seu constrangimento- Ela tinha dito que nunca tinha dormido com ninguém e não queria entrar no último ano do ensino médio desse jeito. Eu disse a mesma coisa para ela. Ai a gente se beijou... O Spencer não estava em casa, estávamos no quarto dela, jovens com os hormônios à flor da pele e aconteceu. Não nos arrependemos depois, juramos guardar segredo e continuamos amigos até hoje... Bem, desde que entrei na alcateia eu mantive distância prezando a segurança dela, agora manterei distância prezando a minha segurança.

Eu me apoio no fusca para não cair. Que coisa louca foi essa que eu acabei de ouvir? Eles vieram escondendo isso de mim desde o ano passado? Por que eu não desconfiei? Caralho eu sou muito burra!

Eu olho para o Gibby sem saber como falar o que eu acho disso.

— Vou fingir que tiveram um bom motivo para não me contar. — eu me desencosto do fusca e abro a porta, pego os tênis do Gibby e jogo nele com força. Parece que estou com ciúmes, o que é ridículo... Eu disse que não amava o Gibby desse jeito. Eu disse que não estava apaixonada por ele. Será que mentir para mim mesma fez diferença? Ter mentido para o Gatlin e para o Freddie quando perguntaram sobre isso mudou alguma coisa? Ah, isso é tão estranho. — Vamos comer. — eu murmuro e ando para a casinha.

Gibby me leva pelos pequenos cômodos, tem uma cozinha onde todos os garotos estão espremidos e rindo enquanto comem. Eles sorriem para mim quando eu entro.

— Desculpa por antes. — o garoto alfa fala- Eu sou o Adam. Não sabíamos quem vocês eram, mas foi massa conhecer vocês.

— Aquilo que você disse é verdade? Você namora um vampiro? Então existe mesmo esse negócio de imprinting entre um lobo e um vampiro? — outro garoto pergunta.

— Sim existe. Um membro da minha alcateia teve imprinting por uma vampira. — eu respondo.

— Inacreditável. — ele se surpreende.

— Fico feliz que tenha mudado de ideia. — Sue diz e entrega um prato para Gibby com comida- Venha Sam, vou por para você.

— Obrigada. — eu consigo um lugar na mesa.

— Então o Gibby é seu beta? — o senhor Gibson pergunta com desprezo.

— Na verdade a alcateia é do Gibby. Ele é o verdadeiro alfa, em breve quem dará as ordens será ele. — eu respondo e Gibby sorri para mim.

— Você teve imprinting por alguém, filho? — o senhor Gibson continua com perguntas estúpidas.

— Não. — responde Gibby.

— Ah não esquenta cara, essa coisa demora, mas sempre acontece. — Adam acalma o Gibby- Concorda Steven?

— Verdade. — o garoto chamado Steven balança a cabeça enquanto come- Estou há cinco anos na alcateia e meu imprinting aconteceu mês passado.

— E você teve imprinting pelo tal vampiro que namora? — pergunta Adam me olhando.

Engulo em seco. Olho para o Gibby pedindo um escape.

— Sam não pode ter imprinting. — Gibby responde por mim.

— Por quê? Garotas também têm. — Steven diz.

— A Sam não é qualquer tipo de garota. — Gibby mostra orgulho por mim.

— E isso quer dizer o que? — Adam busca uma resposta.

— Ela é híbrida seus bobos. — Sue responde e eu não sei como ela sabe disso.

— Híbrida? — Steven para de comer, assim como todos da alcateia.

— Loba e vampira? — Adam arregala os olhos com preocupação.

Foco o olhar no meu prato.

— Eu mesma.

— Cara... Você é demais garota. — Steven ri e os outros também.

O almoço não seguiu tão ruim e as brincadeiras dos garotos de La Push amenizaram o clima. Gibby parecia mais a vontade. Passamos algum tempo conversando com os garotos e explicamos as coisas grandes que estavam acontecendo em Seattle, por sorte recebemos algo extremamente útil da parte deles: o nome dos caçadores que apoiam a família Real. Agora que possuímos a lista só resta bolar a estratégia de invasão. Não posso arriscar perder nenhum dos nossos.

Gibby e eu estamos na areia da praia aguardando o Guppy sair da escola.

— Ele não vai sentir falta dos amigos? — eu pergunto olhando as ondas quebrarem.

— Infelizmente sim, mas ele vai estudar na reserva junto com o Dice, pelo menos vai ter alguém. — ele responde se aproximando.

— Aqui é calmo. — eu sorrio escutando apenas o barulho das ondas, o farfalhar das folhas e as gaivotas.

— Sim. É. — ele me abraça por trás. Eu me mexo para me soltar, porém o Gibby me aperta contra ele- Você ainda está namorando com o Freddie? Sério? Mesmo ele amando a Carly?

— É complicado... — por fim deixo-o ficar abraçado comigo.

— O que não é complicado? — ele sussurra no meu ouvido, é o bastante para eu me soltar dele.

— Vamos impor limites entre nós. Distância. — eu encaro o rosto dele.

Gibby acena com a cabeça.

O sinal da pequena escola toca. Crianças correm pela areia rindo e gritando. Gibby olha em volta a procura do irmão. Um garoto gordinho que estava abraçando alguns amigos caminha até nós com uma mochila. Ele é fofo. Contenho-me para não aperta-lo

— Oi Gibby. — Guppy corre para os braços do irmão.

— Oi mano. — ele abraça o irmão- Pronto para morar em Seattle comigo e com a mamãe?

— Acho que sim. — diz Guppy.

Gibby pega na mão do irmão e olha para mim.

— Esta é Sam minha alfa. Sam este é meu irmão Guppy.

— Oi. — eu murmuro.

— Olá. — Guppy fica sem jeito.

— Vamos para o carro é uma longa viagem até Seattle. — Gibby começa a andar e eu o sigo.

— Quer que eu dirija? Você parece cansado... — retiro a chave do bolso dele antes que ele tenha tempo de reclamar.

— Eu agradeço. — ele sorri para mim e eu finjo não parecer boba com seu sorriso.

Povs Gibby Gibson:

Guppy senta no banco de trás do fusca. Ele cresceu muito desde o ano passado. Suspeito que além de um Grimm ele também pode acabar entrando na alcateia.

Sam assume o volante. Eu me sento no banco do passageiro e fecho os olhos para cochilar. Queria mentir e dizer que estou pensando na Sam, nas oportunidades em que eu perdi em sua presença e o quanto é ruim ela não sentir o mesmo por mim, mas eu não estou pensando em nada disso. Eu estou pensando na história em que contei para ela... Algo dentro de mim desperta um sentimento estranho. Eu não entendo por que estou pensando na Carly e entendo menos ainda por que estou repassando na minha cabeça a minha primeira vez com ela. Eu cochilo com a lembrança daquele dia.

Flashback ON:

— Trouxe o livro de Química? — Carly pergunta abrindo a porta do apartamento dela.

— Não. Eu esqueci, mas podemos usar o seu. — eu respondo entrando com ela no apartamento.

— Vamos estudar lá em cima, o livro está no meu quarto. — ela joga as chaves no sofá.

O apartamento está silencioso.

— Onde está o Spencer?

— Ele não está aqui. Saiu com a Sam e com os amigos dela. — Carly murmura indo para as escadas, me sinto nervoso por estar sozinho com ela.

— A Sam vive saindo com o Spencer, que estranho. — eu digo para espantar minha preocupação.

— É que o Spencer é da gangue dela. — diz Carly no corredor. Eu paro de andar e ela se vira notando meu silêncio- É brincadeira, meu Deus. Deixou o senso de humor em casa?

Eu rio indo com ela para o quarto.

— Devo ter deixado a vontade de estudar também.

Entro no quarto da Carly. Parece que um arco-íris vomitou aqui dentro, em seguida um unicórnio sujou as almofadas, pufes e cobertores de rosa. Sinto-me dentro do Candy Crush.

— Aqui está. — Carly pega o livro dela no criado-mudo e se senta na cama, eu permaneço parado- O que foi? Senta aqui.

Eu limpo a garganta e me aproximo devagar.

— Tem certeza que é uma boa ideia? — irei transformar o nervosismo em piada- Você e eu... Sozinhos no seu quarto... Sem o Spencer aqui.

Carly ri feito uma garotinha, mas ela fica um pouco vermelha.

— É talvez seja preocupante. — ela me puxa pela mão e eu sento na cama macia.

Eu deixo minha mochila no chão. Olho de soslaio para Carly que abre o livro.

— Nós somos amigos há quanto tempo?

— Desde pequenos, por quê? — ela pergunta levantando a cabeça para me olhar.

Dou de ombros.

— Só para saber.

— Ah... — ela dá um sorrisinho e passa as páginas do livro de Química — Gibby, você...

— Eu? — fico mais próximo dela, minha mão acidentalmente toca no seu joelho, pois ela está de pernas cruzadas.

— Nada. Deixa pra lá. — ela balança a cabeça como se fosse uma má ideia.

— Pergunte. — eu insisto.

— É uma pergunta estranha, mas dado o nosso tempo de amizade não achei que iria se importar se eu perguntasse...

— Ok, você já está enrolando muito. — eu mantenho o olhar em seu rosto- Somos amigos, não existem segredos entre nós, então pergunte o que quiser.

Ela morde o lábio e isso faz minha respiração desandar.

— Você já esteve no quarto de outra garota?

— Hum... — eu franzo a testa- É... Era só isso? Sim, eu já estive no quarto da Sam, no quarto da Wendy... Que pergunta normal.

— Não. — ela segura meu braço- Não perguntei nesse sentido.

Eu olho para a mão dela e em seguida para o seu rosto.

— Se for nesse sentido que estou pensando, então a resposta é não. Eu nunca estive com uma garota antes.

— Ah... Tá. — ela volta os olhos para o livro.

— E você? Já esteve no quarto de um cara antes? — eu pergunto rindo.

Ela ri também.

— Não. Nunca.

— Legal. — sorrio por algum motivo.

O silêncio surge, mas não é constrangedor, é apenas calmo.

— Sabe, eu só não queria entrar no último ano no colégio da mesma forma.

— Sendo virgem? — não me importo em dizer realmente o que ela pensa.

Carly fica vermelha de novo.

— Isso.

— Bem, eu também não quero. Vai ter que acontecer um dia, claro, como todo mundo quando chegar a hora, mas que pelo menos ocorra antes do último ano começar. — eu explico a ela.

— Penso do mesmo jeito. — ela me olha rapidamente- Eu normalmente estaria tendo essa conversa com a Sam ou com a Wendy... Desculpa está te submetendo a isso.

Brinco com a pulseira de brilhantes dela.

— Eu não ligo. — dou um sorriso sincero.

Carly me olha por alguns segundos depois limpa a garganta.

— Estudar. Temos que estudar. – ela coloca o livro de lado para que eu leia com ela- Tempo de meia vida.

— Estou tão animado... — reviro os olhos e bocejo.

— Para seu bobo. — ela bate no meu braço- Precisamos ir bem nas provas finais.

— Eu sei, mas... É uma das piores matérias existentes.

— Você diz isso de todas as matérias.

— Mas química se supera.

— Ah, para. Não é tão ruim assim.

— Ata. — eu bufo chateado- Que ver uma coisa legal?

— Posso dizer que não? — ela ri novamente e eu gosto quando ela ri.

— Olha aqui. — eu pego um livro de matemática na minha mochila e outro de física — Matemática... — mostro um livro para ela — Física... — mostro o outro livro- Química... — retiro o livro de Química de perto dela e seguro seu rosto com a mão, ela entende o que eu quero dizer.

— Ai meu Deus. — ela cora, mas não se aguenta e começamos a rir de novo- Não sabia que tínhamos Química.

— Acho que temos um pouco. — eu mantenho o rosto dela em minhas mãos.

— É... Temos. — ela faz círculos na minha calça jeans.

— Que horas o Spencer volta? — eu arrisco me aproximar mais um pouco.

— Ao anoitecer... — ela sussurra e seu olhar vai para a minha boca.

Pergunto-me quando terei outra oportunidade como essa? É a Carly. Minha amiga de infância. Nos conhecemos há anos e sei que a mesma coisa está se passando na cabeça dela também.

Eu aproximo meu rosto devagar, mas Carly está com pressa e rapidamente me beija. Seus lábios são tão macios que se encaixam de forma delicada com os meus. As mãos dela já estão desabotoando minha camisa. Eu desço uma mão do seu rosto para a sua coxa. Sinto meu coração querer saltar pela boca. Carly fica de joelhos na cama e eu também. Ela retira minha camisa e paramos o beijo para eu tirar a dela. Eu empurro a Carly na cama e deixo minha perna separando as suas. Ela retira o meu cinto enquanto eu dou beijos no seu pescoço. Carly tem dificuldade em abrir a minha calça e eu a ajudo com isso. Tenho que tirar a calça dela. Eu me ajeito na cama e beijo sua barriga. Ela suspira. Abro o botão e o zíper. Carly ergue as coxas para ficar mais fácil para eu retirar a sua calça. Eu puxo sua calça junto com sua calcinha e jogo ao lado da cama. Eu estou retirando minha cueca quando a Carly se senta para retirar o sutiã. Ela está nervosa e preciso acalma-la.

Procuro minha carteira dentro do bolso da minha calça. Dou graças a Deus pela minha mãe sempre deixar preservativo dentro da minha carteira, uma coisa que eu achei que eu não ia usar tão cedo. Eu fico de joelhos novamente para colocar a camisinha. Carly deita a minha espera. Eu respiro fundo e gostaria de dizer para ela ficar calma e que eu estou mais nervoso do que ela.

— Fique calma Carly. Vou tentar não te machucar. — eu subo em cima dela e ela me da um aceno com a cabeça.

Eu beijo seus lábios por que sei que isso a acalma. Ela mesma me coloca dentro dela e eu me apoio nos braços com cuidado. Deixo meus lábios no seu pescoço, porém quando me movimento ela solta um gemido de dor e eu volto a colocar minha boca contra a sua. Não quero que ela se desespere. Quero que a Carly se acostume comigo primeiro. Lentamente me movimento a beijando. Ela puxa meu cabelo devagar com as duas mãos. Prossigo me mexendo. Quero que ela pare de sentir dor para dar lugar ao prazer.

Em poucos minutos ela já está me beijando de maneira mais forte e está até mesmo se movimentando junto comigo. Eu movimento o quadril um pouco mais rápido. Ela interrompe o beijo para respirar. Deixo minha testa contra a dela e penetro mais fundo para ouvi-la gemer. Carly se contorce e fecha os olhos me sentindo. Eu a possuo. É a melhor sensação do mundo.

Eu aumento a velocidade e ela sussurra o meu nome. Beijo-a com carinho. Ela ergue a pélvis para que eu me mexa mais rápido e eu faço como ela quer. Nossas respirações aumentam, se misturam, se tornam uma só. Eu sou apenas dela no momento e eu nunca entendi como não reparei na Carly antes.

Carly começa a ficar cansada e eu tenho uma sensação poderosa em mim. O prazer pesa sobre nós dois. Não aguento mais e explodo chegando ao ápice. Continuo a me movimentar para que Carly encontre a liberação dela, que ocorre segundos após a minha. Ela geme fortemente contra o meu pescoço e paramos de nos mexer aos poucos. Beijo sua boca algumas vezes antes de me retirar de dentro dela. Deito exausto ao seu lado. Retiro a camisinha, dou um nó e jogo ao lado da cama. Eu puxo a Carly para os meus braços e para deixa-la mais a vontade nos cubro com o lençol. Eu cheiro seu cabelo. Ela ainda possui um cheiro doce de morango. Carly respira com dificuldade no meu peito enquanto acaricia minha barriga. Eu respiro de forma calma.

— Você gostou? — ela pergunta baixinho.

— Com certeza. — eu dou carinho nas costas dela- Te machuquei?

— Não muito. — ela beija meu peito.

— Esperava outra coisa?

— Não sei, mas... Foi perfeito. Obrigada. — ela ergue a cabeça para me fitar.

— De nada. — trocamos um selinho- Deseja contar a Sam sobre isso?

— Você quer? – ela sussurra.

— Você que sabe...

— Você sabe que se eu contar a Sam envolve contar a Wendy, que vai contar para a Tori, que vai contar para a Trina e assim sucessivamente... — ela ri de forma leve.

— Hum... Podemos guardar esse segredo.

— Então ok... Vamos guardar a sete-chaves. — ela levanta o mindinho e fazemos um rápido juramento com nossos dedos, depois rimos novamente.

— Prometa que vamos continuar amigos e que não vai ficar nenhum clima estranho entre nós. – eu tomo coragem para pedir.

— Prometo. – ela fecha os olhos para descansar.

— E prometa que não vamos estudar quando sairmos dessa cama.

— Isso eu não prometo. — ela resmunga sonolenta.

— Eu gosto de você Carly, gosto mesmo de você. — eu conto a verdade.

— Eu também gosto de você, mas achei que gostasse da Sam...

Penso sobre isso.

— A Sam e eu temos uma ligação incrível, parece até mágica, talvez seja por isso que gosto dela, mas ela não sabe e prefiro que mantenha isso em segredo também.

— Não vou contar a ela. — Carly me assegura.

— Obrigado. — puxo seu rosto para beija-la de novo, ela devolve o beijo se apoiando no meu peito, mas eu interrompo rápido, pois eu sinto minha excitação voltar.

— Podemos nos beijar mais um pouco até fingirmos que nada disso aconteceu? — ela sobe em cima de mim.

— Acho que sim... — seguro sua cintura e voltamos a nos beijar.

Flashback OFF.

Eu acordo em um pulo. Estou suando horrivelmente. Não acredito que o sonho pareceu tão real. Sam está conversando com o Guppy e me ignora. Eu olho para a minha calça assustado. É como se eu sentisse o cheiro da Carly em mim. A memória era tão real. Ajeito-me no banco e abro a janela tremendo um pouco. Tenho que convencer a mim mesmo que isso nunca vai ser possível de novo. Aconteceu apenas naquele dia e vai permanecer naquele dia. O lado bom é que com essa mente de lobo eu nunca vou esquecer.

Povs Sammy:

— Você está bem? — pergunto ao Gibby que parece assustado com alguma coisa- Teve um pesadelo?

— Não. — ele nega ficando vermelho- Foi apenas uma lembrança. Está tudo bem.

— Claro, claro... — troco a marcha.

— Onde estamos? — ele olha pela janela.

— Menos de dez minutos de Seattle.

— Que bom... — ele olha para o retrovisor- Tudo bem com você Guppy? Quer alguma coisa?

— Não. A Sam já parou o carro para comermos na rua, você estava dormindo então ela comeu seu lanche. Depois eu fiz xixi em um arbusto, apareceu um guarda e saímos correndo. — diz Guppy e começamos a rir relembrando do policial.

— Fico feliz que tenham se dado bem. — Gibby sorri para o irmão em seguida para mim.

— É. Até saber que ela quer meu sangue para ajudar uma garota chamada Carly. — murmura Guppy.

Gibby fica vermelho de novo ao escutar o nome da Carly, será que ele já ficou assim outras vezes por relembrar a primeira vez com ela e eu nunca tinha reparado?

— Você não quer ajudar? — Gibby pergunta meio constrangido com algo.

— Quero, mas pode ter efeitos colaterais por que ela é uma Hexenbiest criada e não uma Hexenbiest nascida... Eu li muito sobre isso há algum tempo. — explica Guppy.

— Daremos um jeito nisso, o importante é trazer a Carly de volta. — diz Gibby.

Eu reviro os olhos como sempre.

— Falar é fácil, não é você que está convivendo com ela, na verdade você não fala com ela desde que entrou na alcateia.

— Eu não falei com ela por que eu estava instável... Agora não falo com ela por que não quero ser morto. Ela tem você, a Wendy, o Spencer... O Freddie. — Gibby diz o último nome como um deboche- A Carly não precisa de mim. — ele fica meio triste- Ninguém precisa. — ele olha para a janela.

— Eu preciso Gibby... Eu preciso de você. — pego na sua mão e isso o deixa surpreso- Você é mais importante para mim do que imagina. – vacilo um pouco revelando mais do que eu pretendia.

Gibby aperta minha mão com força e concorda com a cabeça.

— Obrigado Sam... Eu te amo.

— Nunca vou me cansar de ouvir isso. — solto sua mão e observo o Guppy pelo retrovisor. Ele não está prestando atenção em nós, está lendo um livro de couro velho, provavelmente um livro de um Grimm.

Povs Freddie:

Eu abro a porta da casa da Sam, entro e fecho. A visão da Carly no sofá lendo um livro me irrita.

— O que faz aqui?- eu pergunto me aproximando com as mãos cerradas em punho.

— Em primeiro, abaixa o tom por que a casa não é sua. Em segundo lugar o Spencer e Shelby compraram uma espécie de máquina de karaokê, o apartamento estava barulhento então eu só queria um lugar confortável para estudar. — responde Carly- E o que você faz aqui?

Ignoro sua pergunta e olho em volta a procura da Sammy.

— Onde está a Sam? — fico com medo de me aproximar. Carly não responde e volta a ler o livro. — Eu te fiz uma pergunta...

— E eu escutei. — ela me olha com seus olhos indo do castanho para o verde- Porém ainda estou pensando se respondo ou não.

— Carly... — eu suspiro fechando os olhos, depois abro e me sento ao lado dela no sofá- Me diga onde ela está... Ela foi embora?

— Não. — ela diz para meu alívio- Foi com o Gibby até La Push.

— Fazer o que?

— O irmão do Gibby é um Grimm e somente o sangue de um Grimm pode retirar o espírito de Hexenbiest que eu possuo. — ela me explica e joga o livro na mesinha, percebo as olheiras profundas em volta dos seus olhos.

— Quando foi a última vez que dormiu? — entro em um assunto mais leve apesar de que ainda estou bravo com ela pelo beijo e bravo comigo mesmo por ama-la.

— Antes de me tornar uma Hexenbiest... Depois disso, não consigo mais. — ela afunda o rosto nas mãos- Eu me tornei um monstro... Sou pior do que um vampiro, mais descontrolada com do que um lobo... Faço e digo coisas das quais não tenho controle. Sou uma bomba relógio, é questão de tempo até eu explodir e machucar todo mundo.

Eu sinto a dor da Carly nos envolver. A culpa também está com ela e tem muito ódio envolvido. As emoções estão me deixando nauseado. Não é por que eu quero fazer isso, mas eu tenho que fazer. Se eu não ajuda-la vou ter que sair daqui por causa da montanha de emoções que a Carly está jogando em mim sem saber.

— Carly... — eu chamo e dou carinho nas suas costas e me aproximo devagar dela, até que nossas pernas se juntem- O que você quer que eu faça?

— Pensei que me odiasse que estivesse bravo comigo... Por que está aqui tentando me ajudar? Por que faz isso consigo mesmo? — ela me pergunta me olhando, lágrimas pesadas surgem em seus olhos cor de chocolate ao leite.

— Porque eu preciso te ajudar... — sussurro e seguro a mão dela- Você sabe por que... Sabe o que eu sinto.

Carly olha para mim por um tempo e alguma ideia surge na sua mente.

— Você consegue usar seu dom em mim para projetar cansaço? Ou fadiga? Algo que me faça dormir? — ela está desesperada.

— Talvez eu consiga... — eu começo a usar minha habilidade- Esvazie sua mente, fique calma... Você vai dormir daqui a pouco.

Ela olha para as nossas mãos juntas e recua. Eu me distancio um pouco. Ela boceja. Eu suspiro aumentando meu dom. Carly encosta as costas no sofá. Ela fecha os olhos. Seu corpo tomba para o meu lado e ela cai nos meus braços. Eu a levo mais para cima do meu peito e deito no sofá. Ela dorme contra a minha camisa e eu não ouso me mexer para não acorda-la. O problema é se a Sam entrar na sala e nos encontrar assim, ela não vai me dar tempo de explicar.

Eu pego o controle na mesinha e ligo a TV. Entro no Smart TV, seleciono o Netflix e procuro alguma coisa para assistir enquanto a Sammy não chega.

Está anoitecendo. A TV ainda está ligada, mas eu não presto atenção de verdade, estou ocupado me certificando se a Carly ainda está viva. Ela está dormindo feito uma pedra. A queimação na garganta me incomoda demais. Nunca entendi por que o sangue da Carly é tão atrativo para mim assim como é para outros vampiros. Eu conto a respiração dela para me acalmar. Conto até trinta quando escuto o barulho da porta se abrindo.

A Sam não me olha com raiva, mas a fumaça já a dominou completamente.

— Mas que merda é essa Benson? — ela se aproxima pisando com força no chão de madeira que parece se quebrar.

— Calma. Me deixa explicar... — ergo uma mão em defesa- Carly queria dormir e eu fiz isso com ela. Sam ela não dorme há dias... Eu só queria ajudar.

— Pensei que estava muito puto com ela para ajuda-la.

— Não sei guardar mágoa das pessoas por muito tempo...

— Não fazem nem vinte e quatro horas. — ela desliga a TV com raiva.

— Eu tenho um coração fraco... — murmuro e dou carinho nos cabelos da Carly.

— Tem o coração fraco para muitas coisas. — ela caminha até as escadas, mas algo me incomoda.

— Essas roupas... Não são suas. — eu engulo em seco. Será que a Sam e o Gibby... Seria justo se tivessem feito algo... Ela estaria me magoando e eu mereço todo e qualquer ódio dela.

— Não é o que você está pensando. — ela se apoia no corrimão de madeira- Gibby e eu topamos com os lobos de La Push, fizemos uma baita exibição e depois a madrasta dele me emprestou essas roupas.

Suspiro aliviado.

— E o irmão dele?

— Carly já te contou pelo visto... — Sam cruza os braços.

— Pouca coisa...

— O irmão dele está disposto a ajudar, mas não quer muitas pessoas próximas com medo dos efeitos colaterais que o sangue dele pode causar na Carly, por isso ele não vai deixar o Gibby ajudar... Somente Wendy e eu estaremos presentes. — ela me conta desviando o olhar constantemente.

— Sei o que deve estar pensando... — eu delicadamente tiro a Carly dos meus braços e a deixo deitada no sofá- Que eu não te ajudei na casa da Nora e agora só irei ajudar por causa da Carly... Mas não é isso. — eu me aproximo dela- Eu quero proteger você. — uso velocidade para puxa-la contra mim- Eu te amo.

— Não é o primeiro a me dizer isso hoje. — Sam se solta de mim e sobe as escadas. Acho que não irei receber um “eu também te amo” como eu esperava.

Notas finais
Eu to bugando as coisas mesmos huheuheuee... Comentem seus lindinhos! No sábado tenho um arsenal de perguntas para responder, é tanta coisa que eu estou chocada e perdendo o controle, quem tiver perguntas e ainda quiser que elas sejam respondidas no sábado mandem logo, por que está difícil segurar a barra aqui. Muitas pessoas acertaram quem é o alfa, apesar de que eu não falei se acertaram ou não... Quem falou deve saber que lá no fundo estão certas! Beijos fofuras... Próximo capítulo: Do lado errado dos trilhos See you soon guys! Very soon...