Chegando em casa peguei no flagra Caio e Victor tentando roubar o bolo que mamãe havia feito. Falei:

– Bonito, heim? Roubando o bolo...

Eles começaram a chorar e gaguejar:

– A gente ta morrendo de fome! Mamãe ta doente e não tem o que comer!

– Espera, espera. Como assim "mamãe ta doente"?

– Ela ta lá no quarto com o papai, o médico e Bruna!

Preparei um sanduíche para cada um e fui até o quarto de meus pais. Assim que cheguei no quarto, perguntei:

– O que está acontecendo?

Meu pai me puxou até o banheiro, trancou a porta e me disse:

– Sua mãe está com uma grave doença e ela é muito difícil de ser tratada, mas você não pode contar nada a seus irmão, eles podem ficar desesperados. Esse será nosso segredo. Certo?

– Certo...

Saí do quarto e enquanto estava fechando a porta, ouvi meu pai dizendo a Bruna "Mamãe vai ficar bem rapidinho!". Achei errado ele ter mentido aos meus irmãos, acredito que só vai piorar tudo, mas deixei quieto. Antes de dormir, conversei com o Dan por mensagem, acabei dormindo no meio da conversa.

No dia seguinte, acordei com Bruna na minha cara falando:

– Quem é Dan "Coraçãozinho"?

Dei imediatamente um pulo da cama e gritei:

– POR QUE VOCÊ ESTÁ MEXENDO NO MEU CELULAR??

E nesse exato momento, meu pai chamou:

– Caio, Victor e Bruna, escola agora!

Bruna me avisou:

– Você deu sorte!

– Vai pra escola, vai!

Comi uma maçã, escovei os dentes e tomei banho. Quando sentei no sofá, escutei um barulho muito estranho da janela, era o Dan jogando pedras na janela. Gritei:

– VOCÊ ESTÁ LOUCO?

– DESCE!

Dei um beijo na desta de minha mãe e desci. Ele me levou até a casa dele, fomos ao seu quarto e conversamos:

– Como anda sua vida? — Disse ele.

– Não muito bem...

– O que aconteceu?

– Minha mãe está muito doente...

– Ah, lamento...

A mãe dele entrou no quarto e me cumprimentou:

– Então está é a bela moça ruiva que você me falou?

– Sim, mãe. Ali, esta é minha mãe, Alexa. Mãe, esta é Alice.

– Um prazer conhece-la senhora Davis!

– Não precisa me chamar assim, querida. Me chame de Alexa, mesmo! — Disse ela com um sorriso no rosto. — Me desculpe pelo pa...

Dan a interrompeu:

– Mãe, podemos conversar ali fora um minutinho?

– Claro, filho.

Como sou curiosa fiquei atraz da porta escutando os dois:

– Mãe, não fale nada sobre aquilo!

– Aquilo o que?

– O acidente! Ela ainda não sabe que foi meu pai quem tentou atirar-lhe a garrafa e nem pode saber!

Notas finais
Tentarei escrever todo dia(Claro, se gostarem!), ou seja, amanhã vou escrever o próximo capítulo. Beijoos!