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14 Capítulo 14: Memory


Notas iniciais
Ooi gente, voltei! Foi rápido né? QKXKWK Espero que gostem do cap e comentem para eu saber o que achou! Boa leitura!! - Mirache Kildren, vejo vc sempre nos comentários e queria agradecer vc! Mt obrigada por acompanhar fic e comentar sempre!! Não te conheço mas já te considero pakas :v akxkak eu li umas suas fic e to amando mt! Bjss :*

Regina's POV:

Já fazia 1 semana e pouco que não via a Emma e eu já estava começando a desistir dela, tentando esquecer. O jeito era acreditar mesmo que para a Emma ela estava apenas passando o tempo e não era nada sério.
Vejo de longe a minha mãe sussurrando com os soldados e em seguida indo em uma barraca abandonada, que estava um pouco isolada da base. Já fazia algum tempo que minha mãe estava tento esse comportamento esquisito, e eu realmente estava curiosa o que diabo tem naquele barraco que prendeu a atenção da minha mãe.

– Regina.

O Booth me chama então desvio a atenção da minha mãe para ele.

– Tá quase na hora, você não vai?

– Ah sim. Eu já vou.

Respondo rapidamente, voltando a atenção para minha mãe.

– Você sabe o que a minha mãe tá fazendo lá?

Pergunto. Ele apenas balança a cabeça negativa e dá o ombro. Olho para o rosto dele e vejo que estava com uma expressão triste. Eu sei que ele gostaria de ir para o campo, participar das missões. Mas depois daquele ataque onde perdi a minha equipe inteira, o Booth havia perdido o braço. E com essa perda de braço, ele ficou incapaz de ir para o campo, então ele ficou de ajudar as coisas por aqui na base mesmo. E isso não agradava ele de jeito nenhum.
Enfim vou para campo desanimada e hoje decidi não ir a igreja. Pois eu já sabia que ninguém estaria lá. Era um dia normal, como qualquer outro dia. Nada de novidade e ficávamos no telhado do prédio o dia inteiro quase sem atirar em ninguém.

Até um momento.

Um dos soldados foi à vista por rebeldes então os tiros começaram. Bem, isso, não acontecia todo dia. E ficamos ocupados a tarde inteira. Por causa disso fomos obrigados a dormir ali mesmo, já que não tínhamos como irmos mbora sem ser vista pelos soldados inimigos.
Suspiro e arrumo a minha mochila como travesseiro, quando percebo que a minha foto com a Emma havia sumido. Fico um pouco chateada, já que eu não iria ver mais a Emma e a única coisa que sobrou dela, ou melhor, de nós, era essa foto. Além das memórias.

– Você... Por acaso não sabe onde está a minha foto, sabe?

Pergunto um pouco hesitado para o soldado que estava comigo. Sim, o mesmo soldado que me persegue o dia inteiro para fofocar depois com a minha mãe.
Ele desvia o olhar e fica calado. Levanto a sobrancelha.

– Olha... Eu... Eu não sei.

Por fim ele fala, levantando as mãos. Ahh com certeza ele sabe. Não acredito que essa filha da mãe fuçou nas minhas coisas e pegou a foto! E como eu não percebi isso? Será que a minha mãe já viu?

– Vamos lá, eu sei que você sabe muito bem onde está a minha foto.

Falo sério, um pouco irritada. Ele abre a boca para falar algo, mas fecha em seguida, gemendo.

– Hm... Bem, a foto com sua... Amiga, está com a sua mãe.

Me irrito do jeito que ele falou "amiga" mas fico mais irritada pelo fato de que a foto estava nas mãos da minha mãe. Puta merda. Suspiro fundo, tentando acalmar a vontade meter umas cinco balas na cabeça dele.

– ... Quando você entregou a foto para minha mãe?

– Uma semana atrás... Se não me engano.

Passo a mão na cabeça. Que caralho. Por isso ela estava agindo tão esquisito na base. Foi quando percebi que algo estava estranho. Se eu conheço a minha mãe bem, e eu sei que eu a conheço bem, assim que ela pegou a foto ela já teria ido atrás de mim com uma faca na mão.
... Não literalmente, claro.
Não estou gostando disso.

– Você sabe o que a minha mãe está fazendo lá no barraco abandonado...?

Pergunto, um pouco nervosa. Ele hesita em responder mas após um momento de silêncio ele finalmente abre a boca.

– Ahh... Bem... A sua amiga está lá.

Emma...!
Engulo o ar ao escutar isso. Não acredito que minha mãe fez isso. Como eu não percebi isso?? Eu tenho que salvar ela, isso se ela ainda está viva.
Uma semana, Regina. Uma semana. Você a deixou uma semana com a sua mãe! Sendo torturada provavelmente. Fico desesperada. Mas eu não podia fazer nada. Lá fora estava um caos e não havia um jeito de eu sair e voltar para base sem ser baleado.
Emma... Me desculpe.
A culpa começa encher o meu corpo. E começo a me odiar por não ter percebido antes, salvar ela, como ela me salvou quando eu estava sendo torturada. E odeio admitir, mas no fundo havia esse sentimento... De felicidade por saber que ela não tinha me abandonado e que eu não era apenas um passa tempo para ela.

– Olha, sinto muito...

Ele fala. Olho para ele irritada e me irrito mais ao olhar o rosto dele. Esse moleque! Esse retardado!! Eu ficava irritada só de olhar nesse rosto idiota dele! A boca, nariz, olho... Tudo era irritante!

– Eu sei que você e...

Suspiro fundo para tentar me acalmar. Mas desta vez não funcionou.

– Olha... Na moral cala essa sua porra da boca.

Interrompo, irritada.

– Não, é sério. Me desculpe mas você...

– Não, é sério digo eu!! Cala boca porra! Fecha essa sua boca antes que eu explode o seu miolo!

Exclamo, não aguentando mais. Ele arregala os olhos e se afasta um pouco de mim. Não dizendo mais nada.
Coloca a cabeça na mochila para tentar dormir, tentando não ficar nervosa e preocupada.

Acordo de manhã bem cedo, e saio dali o mais rápido possível. Não fiz nem a questão de acordar aquele retardado então o deixei pra trás. Assim que chego na base fico boquiaberta. Cadê tudo mundo??
O lugar estava quieto demais, quando percebo que os soldados estavam no chão, mortos.
Meu deus...!
Os americanos atacaram a base. Concluo. Vejo de longe a minha mãe e chego perto dela rapidamente.

– Mãe...! Mãe!!

Pego ela e coloco no meu colo, chamando-a. Era estranho. Pois por mais que eu não goste muito dela, por me tratar mal todos esses tempos e ainda capturar a Emma... Vê-lo assim me deixava abalada, desesperada. Talvez no fundo, eu gostava dela, eu me importava com ela, e que só queria que pelo menos uma vez na vida ela se orgulhe de mim.

– Regina...!

Ela abre os olhos e coloca a mão no meu ombro com força, mas deixando cair no chão em seguida.

– Regina... Sinto muito...

Ela sussurra então sinto a minha bochecha molhar. Eu estava chorando.
Então percebo que eu estava enganada. Eu não gostava dela, eu a amava. Apesar de todos os erros que ela fez. Sim, eu a amava e eu só queria que ela se orgulhasse da sua filhinha. As minhas lágrimas não paravam então seguro a minha mãe o mais forte possível.

– Mãe... Por favor...

Digo, sentindo a minha bochecha molhar cada vez mais e mais.

– Mãe... Não me deixe por favor...!

Falo entre lágrimas e soluços, mas era tarde demais. Ela já havia partido e agora eu realmente estava sozinha neste mundo.
Abraço-a mais forte possível o corpo dela que ainda estava quente.

– Mãe...

Sussurro ainda abraçando-a. Há quanto tempo eu não abraçava ela? Há quando tempo eu não sentia esse perfume dela? Fazia muito tempo, de fato. Ela nem sempre foi má. Teve uma época que ela me amava muito, e me abraçava bastante. E sei que, ela me amou, até o último dia dela. Pois por mais que ela não tenha falado, o olhar dela já dizia tudo. Ela escolheu se desculpar em vez de dizer que me amava. Mas não era preciso. Pois como eu já disse, o olhar dela já disse isso.
Levanto lentamente dali, deixando a minha mãe no chão, como qualquer corpo que estavam por lá. Ando a direção para o barraco abandonada. Onde supostamente Emma estava. Entro, lentamente já não tendo esperança de que ela estaria viva.
Deixo a porta arreganhado para permitir a entrada de luz, assim podendo ver o quarto todo com mais clareza.
Vejo a Emma no chão, mole, cheio de sangue então chego perto dela. As minhas lágrimas ainda estava escorrendo mas desta vez não era por minha mãe, era por Emma.

– Oh meu Deus... Emma...

Tiro o cabelo louro que agora estava mais para "ruiva" do rosto dela e passo a mão no rosto dela cuidadosamente. Sei que estaria dolorida por causa da tortura.

– Emma...

Chamo-a na esperança de que ela acordasse. A essa hora as minhas lágrimas já não estavam molhando apenas a minha bochecha, mas sim, a minha roupa e a da Emma também.

– Emma... Por favor...!

Passo a mão na cabeça dela, fazendo carinho. Dou várias beijos rápidos nela, ainda esperando que ela acordasse. Por sorte ela estava apenas inconsciente, mas sabia que pelos ferimentos causados, ela poderia muito bem estar numa coma. Fiquei sussurra do repetidamente o nome dela, implorando para que ela acordasse, mas as palavras bem saia direito mais por causa do soluço e choro. Suspiro fundo tentando me acalmar, eu tinha que me acalmar para tentar ajudar ela. Olho em volta então pego a balde de água que estava lá e o pano. Molho o pano, limpando ela cuidadosamente. Sai dali em busca de cobertores e travesseiros para Emma. Era melhor deixá-la confortado lá, do que ficar movendo o corpo pra lá e pra cá. Era perigoso demais. Acomodo ela, deixando confortável então fico do lado dela. Esperando que ela acorde. A essa hora a porta do barraco já estava fechado para evitar que alguém veja a Emma. E todo esse tempo eu não conseguia parar de chorar. Agora estava apenas lagrimejando mas mesmo assim, me surpreendo que eu fiquei chorando por tanto tempo. Há quanto tempo eu não chorava desse jeito?
Achei que eu era insensível, forte, fria. Por isso não chorava. Mas percebo que eu estava enganada. Pode ser que eu sou um pouco fria e insensível. Mas eu era fraca como todas as pessoas, tenho medo como todas as pessoas e choro, como todas as pessoas. E fico aliviada ao saber disso. Eu era como qualquer outra pessoa. Eu sou uma pessoa. Não era um diabo sem coração, como todos diziam.
Fiquei cuidando dela por dias, escondida. Pegava o leite e pão e o que tiver e fazia uma sopa básica para ela. Alimentava, limpava ela quando suava e fiquei do lado dela o tempo todo. Mas não havia nenhum sinal de que ela iria acordar. Ela estava muito ferida, havia hematomas pela corpo todo, e o rosto dela estava tão roxo que era quase impossível identificar ela. E pelas marcas de queimaduras que tem bem no osso, do lado do olho era possível saber que ela foi eletrocutado é isso podia causar uma coma, não acordando nunca mais. Mas eu não era uma médica para saber disso e até poderia pedir a ajuda da Ruby para diagnostica-la mas ela também não era neurologista para saber disso. O máximo que poderíamos fazer era apenas... Esperar que ela acorde.
Se ela acordar.
Os soldados mortos foram cremados já e minha mãe também. Todos nós estávamos de luta por alguém que se foi. O Booth por sorte estava fora quando o ataque aconteceu, então ele estava vivo.

Um dia, entro na barraca abandonada como sempre para alimentar a Emma. Chego perto dela como sempre e beijo a bochecha dela carinhosamente quando ela geme. Afasto assustada. Ela estava acordada? Coloco a sopa do lado e mexo o cabelo dela levemente. Ela mexia o olho, estava tentando abri-los. Depois de muita luta ela finalmente consegue abrir o olho. Coloco a mão na boca não acreditando e sinto os meus olhos lagrimejando.

– Emma...!!!

Chamo-a sorrindo. A essa hora eu já estava chorando novamente. Mas ela não me respondia. Parecia estar confusa ainda. Olhava no fundo dos meus olhos e em volta.

– Emma...?

Chamo-a novamente, beijando de leve e acariciando o rosto dela carinhosamente. Ela abre a boca então fecha. Repetiu esse movimento algumas vezes, quando finalmente ela fala, com uma voz rouca.

– ...Quem é você?

Meu sorriso desaparece e fico apenas olhando no fundo dos olhos dela.

Emma?

" I could make you happy, I could make you love me, I could disappear completely.

I could be your love song, I could be long gone, I could be a ghost in your eardrum.

When you sleep, will it be with me?"

Notas finais
Tradução:: Eu poderia fazer você feliz Eu poderia fazer você me amar Eu poderia desaparecer completamente Eu poderia ser sua canção de amor Eu poderia ser seu passado Eu poderia ser um fantasma em seu tímpano Quando você dormir, será comigo? ----- Qkzkakzkao NÃO ME MATEM!! Akxkak espero que tenham gostado, e como já disse comentem para eu saber do que acharam desse cap!! Qualquer coisa estou no twitter: @_Jcapxander até o prox. Cap!!