38

1 Capítulo 1: Mudança


Notas iniciais
Sempre amei escrever e ler. E como surgiu umas ideias pensei em escrever um FanFic. Ainda sou novato em escrever fanfics e talvez tenha alguns (ou muitos...) erros gramaticais nas fanfics mas espero que vocês comentem me corrigindo, em vez de me xingar ou algo do gênero. Isso talvez pode ser uma boa desculpa ( ou não ) mas eu morava fora do Brasil e aprendi a falar e escrever português aos meus 11 anos de idade(foda-se). Então me perdoe qual quer erro gramatical que aparecer ai e espero que me corrija! Bom é isso e espero que gostem! Boa leitura!

Quando alguém descobre que eu fui uma soldada da guerra ao terror, geralmente as perguntas são:

– Você ja matou alguém?

Não é uma pergunta agradável, mas já me acostumei. Então suspiro e digo:

– Sim.

– Você sabe mais ou menos quantas?

– Eu não sei, parei de contar.

Minto.

64, exatamente 64 soldados eu matei. Gostaria de não lembrar quantos soldados já matei, mas por mais que você não queira se lembrar, você acaba contando, lembrando de cada detalhe e tendo pesadelos sobre isso.

– Qual foi a última que você contou?

Então minha memória me leva de volta a aquela época e sinto como se realmente eu estivesse naquele campo com os barulhos de tiros explodindo na minha cabeça.

– Por quê parou de contar?

As perguntas continua então volto a si.

– 38. 38 foi o ultimo que contei, porque foi o pior.

Então as perguntas param, como se estivesse com dó de mim ao perguntar isso, ou talvez apenas não querendo mais detalhe.

****************

– Regina, você vai se atrasar!

Ouço minha mãe gritando comigo.

– Estou indo.

Respondo de volta, mas fiquei enrolando no quarto.

– REGINA!!!

Minha mãe chega no quarto e grita.

– O QUE ESTÁ FAZENDO?! VAMOS, QUER SE ATRASAR?

Sim, na verdade quero. Eu realmente não queria voltar lá. Eu sou uma soldada que servi ao Iraque, lutando conta o EUA e consegui voltar viva,completa. Ganhei uma medalha por ter matado mais de 100 soldados no campo e sou chamada de "heroína" por causa disso, mas eu não me orgulhava disso. Quando fez 5 meses que voltei, o comandante Büttinger ligou pedindo para que eu voltasse ao campo. Se fosse eu que estivesse atendido o telefone iria recusar mas não foi o caso, minha mãe atendeu. Minha mãe deve ser um dos poucos que quer que eu volte para guerra.

– Cora, você tem certeza de que quer mandar a nossa filha de volta para a guerra??

Mas meu pai não queria, e faz mais de uma semana que ele tenta convencê-la de eu ficar aqui.

– Sim Henry, tenho. Olha, ela ganhou uma medalha indo para guerra. Pelo menos em uma coisa ela presta! Ficando aqui, ela não seria nada! Só pode ter puxado você por ser tão inútil.

Enrolo o meu cabelo negro no dedo e fico quieta. Não era a primeira vez que ela fala assim de mim, na verdade era desde sempre que ela falava assim de mim. Meu pai também se calou e não disse mais nada.

– Vamos, Regina.

Então pego as minhas coisas e antes de sair dou um abraço á meu pai.

– Você sabe que tem muitos talentos além disso, certo Regina?

Ele sussurra no meu ouvido.

– Eu... Eu não sei.

– Tem sim, e acredito em você.

Então ele da um beijo na minha cabeça. Meu pai foi sempre bondoso comigo e sempre acreditou em mim e me defendia da mãe.

– Obrigada.

digo, sorrindo um pouco.

– Vá com cuidado e eu te amo.

– Também te amo.

Entro no carro para ir para o aeroporto e minha mãe exclama:

– Que demora. Nem para vir logo para o carro você serve? Oh, o que eu criei.

– Você não me criou, mãe. Foi o pai que me criou, sempre era ele. Você só falava quão ruim eu era.

– Você ainda é, garota boba...

O sol estava começando a se por, e o céu estava vermelho. Encosto-me na Janela e quando percebi, acabei pegando no sono.

***************

– Você tem CERTEZA disso????

Olho a minha mãe através da reflexão da espelho, onde eu estava penteando o meu cabelo loiro.

– Mãe, já disse que tenho...

Digo em seguida, suspirando. Tivemos essa conversa à mais de uma semana. Entendo que não queira deixa uma filha, ir na guerra mas isso foi minha escolha.

– David, diga alguma coisa! Por favor, não deixe a nossa filha ir numa guerra!

Ouço a minha mãe sussurrando para o meu pai.

– Mary Margaret, nós tentamos por mais de uma semana, acho que não tenho mais nada a dizer... Talvez seja bom deixá-la ir...

– Bom?! O que há de bom nisso?? Ela tem capacidade de entrar em boa faculdade! Eu... Eu não sei, ser uma Médica talvez!

Então viro e olho para os meus pais e digo:

– Pai, mãe. Não se preocupe sério. Eu vou ficar bem! Irei mandar as cartas toda semana! É só por 7 meses! Eu vou ficar bem.

– Tudo bem, se é isso que você quer, nós aguardamos você e te apoiamos.

Meu pai fala segurando a ombro da minha mãe. Ela ainda está com a cara de preocupada mas acho que convenceu a me deixar ir.

Termino de prender o meu cabelo e então pego as minhas coisas. Será primeira vez que eu iria para uma guerra e eu estava muito ansiosa e confesso que com um pouco de medo também.

– Vocês vão me levar, certo?

olho para eles de novo e sorrio um pouco.

– Claro filha.

Eu virei uma soldada por causa do meu falecido avô, meu avô foi um herói na segunda guerra mundial contra o Japão. E não que eu queria virar uma, mas queria ver o mundo que ele tanto nos contava e também queria servir ao pais lutando contra Iraque.

– Emma? Estamos prontos.

Olho a minha casa um pouco e ando em direção a carro. O sol já estava se pondo e o céu começando a escurecer.

A partir de hoje, tudo vai mudar na minha vida...

Notas finais
Como é primeiro capítulo não teve grande coisa mas isso é começo! rs espero que vocês gostaram, e comentem porque seria ótimo saber se vocês gostou ou não, e para dar sugestões também e tudo mais!! Meu twitter é @_Jcapxander para quem não tem conta aqui e quiser comentar sobre ou dar sugestões como já disse e até mesmo me conhecer!! Muito obrigada!!