365 days

2 Um mês depois


Acordo durante toda a noite tendo fortes pesadelos e me culpado sempre por meus pais terem se separado, nunca vou saber ao certo se sou a culpa ou não. Quase toda noite tenho esses pesadelos, normalmente eu durmo muito cedo, e Will dorme tarde, então toda noite em que eu acordo ele esta lá, na sala.

– Teve pesadelos novamente? — pergunta ele

– Como de costume — falo coçando a cabeça

– Senta aqui, eu estava vendo um filme muito bom

– Que horas são? — pergunto antes mesmo de prestar atenção no filme

– 1:45

– Nossa, é tarde. Não sei como seus olhos não doem por fica horas na frente da televisão.

Ele solta um pequeno sorriso, mas não diz nada, apenas me puxa pelo braço para eu sentar-se ao seu lado

– Vê comigo, é muito interessante o filme, você vai gostar

– Diz isso pro meu sono, mal aguento ficar com os olhos abertos, mas os pesadelos me acordam — digo sentando ao seu lado — não to afim de ver filme

Ele me examina com seus olhos cativantes em mim...

– O.K deite aqui, enquanto eu vejo o filme.

Acabo deitando minha cabeça sobre sua cocha e pegando no sono. Quando acordo já é manhã e por incrível que pareça, estou na cama. Na cabeceira ao lado tem um bilhete "Você é pesada! Bom dia". Então foi ele que me colocou na cama, coitado devo ser pesada mesmo. Sorte dele que o quarto que durmo não é no segundo andar, ou ele não iria me aguentar para subir as escadas. Me levando e fecho a cortina pois os raios de sol batem sobre meus olhos, o que faz eles arderem. Vou direto ao banheiro fazer minha higiene. Quando termino ouço alguém bater na porta

– O café esta servido preguicinha — diz Will

Preguicinha? Olho pro relógio e percebo que não 10:23, e entendo o apelido, estou totalmente atrasada para o serviço. Atualmente entro as 9:40. Não sei qual desculpa darei ao meu chefe.

– Willian!!! — falo assim que entro na cozinha

– Bom dia

– Você não me acordou — falei brava

– Me desculpe, mas você foi dormir muito tarde. E eu também acordei um pouco mais tarde

– Não vai trabalhar hoje? — olho fixamente para ele, quando ao em vez de prestar atenção em mim, lê uma sms no celular

– Oi, é não, não vou hoje. O tio Filipi não vai abrir a oficina.

Continuo olhando fixamente para ele, mas percebo que não da para ficar fazendo isso já que estou mais do que muito atrasada. Tomo meu café e volto ao quarto para trocar de roupa. Quando estou pronta Lana vem e diz que tem alguém no telefone querendo falar comigo, "ferrou" eu penso comigo mesma. Mas ao ouvir a voz sinto no alivio de saber que não é meu chefe, mas ao mesmo tempo um medo por saber que quem esta do outro lado da linha é minha mãe.

– O que quer? — falo

– Só gostaria de saber se você esta bem...

– Estou muito bem, e estou atrasada para o serviço, tchau.

Sinto ainda muita raiva da minha mãe mesmo sabendo que isso não é correto, desligo o telefone e saio pensativa para o serviço. Começo a pensar e essa é a primeira ligação ou sinal de vida que ela faz apos um mês. UM MÊS. Nesse um mês eu poderia estar morta, ou qualquer outra coisa terrível poderia acontecer comigo. Tento desviar meus pensamentos disso. Tento pensar que estou muito, mas muito atrasada e que meu chefe vai me matar. Logo que chego já levo sermão, mas tento explica-lo o motivo pelo qual cheguei atrasada, a primeira vez, em duas semanas. Ele não tolera atraso, mas nunca tinha explicado bem minha situação a ele, sua únicas palavras foram:

– Só desta vez senhorita Savannah, só desta vez.

Apos o serviço volto para casa e me deparo com Will todo jogando no sofá. Dormindo.

– Ei — falo dando uns tapas em suas costas — depois que eu sou a dorminhoca, já são 15:42 acorda!

– Ahhh me deixe descansar

– Descansar do que? Mas você não trabalho, eu estou cansada

Will se levante e vai para seu quarto, antes de ir me chama de gorda dorminhoca, aceito isso numa boa, afinal ele sempre diz isso, mas não sou gorda. Só dorminhoca. Apos descansar um pouco resolvo ajudar Dona Ana no jantar

– Boa noite dona Ana, vim ajudar!

Depois do jantar Will quer conversar comigo, não gosto muito quando ele fala dessa maneira "Savannah, preciso conversar com você", normalmente ou ele vai me dar uma bronca ou é algo sério, mas ele começa a dizer, sem conseguir olhar em meu rosto

– Savannah, sua mãe não para de ligar.

Notas finais
Estão gostando? Desculpem se tiver erros de português.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.