Capítulo 03

Querida Thalita,

Sei que fico voltando para o meu relacionamento com a Cecília, mas ele foi tão importante para chegar onde estamos hoje! Um elemento importante da nossa história, que não posso simplesmente deixá-lo de lado. Me desculpe se isso te magoa ou te deixa triste. Mas sem contar sobre ele, ninguém nunca entenderia nem metade da nossa história. Nem do seu relacionamento com Heitor. Você sabe que já estou chegando lá!

O final de semana chegou. E com ele minha felicidade de finalmente poder ir à praia!

Então, quando o sábado começou acordei cedo, como se estivesse indo para a escola, mas invés disso peguei minha prancha e fui para o mar.

Como eu tinha sentido falta da areia nos meus pés e as ondas que tentavam me derrubar. A água gelada batendo no meu corpo era a melhor sensação do mundo. Aproveitei o final de semana da melhor forma que pude: surfando.

A semana tinha se passado, mas todos os dias eu pensava em você. Acordava ansioso para ir para a escola só para te ver, mesmo sabendo que não poderia te ter. Me aproximei mais de você, mas ao mesmo tempo me afastei. Foi uma semana bem confusa. Meus sentimentos estavam bem confusos.

Eu queria te esquecer mais que qualquer coisa. Mas ali naquela água gelada do mar, olhando para as ondas no fundo irem e virem, eu via o seu rosto nelas. Imaginava a diversão que podíamos estar tendo se estivéssemos juntos. Sei que talvez era muito cedo para estar falando essas coisas, mas eu era um cara apaixonado e você não saía da minha cabeça de jeito nenhum! Apesar de eu estar com outra, apesar de todos os meus esforços, vi que não seria tão fácil te esquecer.

Foi quando saí da água e tive uma conversa séria com meu primo, Marcus. De um certo jeito ele sempre conseguia adivinhar o que eu estava pensando, mesmo sem eu dizer nada.

— Quem é a garota? — Marcus disse. Olhei para ele surpreso, enquanto alisava minha prancha. Não estávamos nem uma hora juntos e ele já acertara?

Estávamos no nosso forte na praia e ele acabara de dar um mergulho e estava todo molhado. Ele pegou uma toalha e passou pelo cabelo, jogando água em mim. Fiz uma careta, pois já estava todo seco. — Qual é mano. — Ele voltou a falar ao ver minha expressão, ignorando meu protesto. — Sei que você não gosta mais tanto assim da Cece. Quem é garota?

Desabafei com ele. Contei tudo. Sobre o primeiro dia e a minha semana terrível. Confessei para ele que estava apaixonado por uma menina que acabei de conhecer e que ela era tão misteriosa quanto as profundezas do oceano. Contei para ele como descobri sobre o namorado.

— Você me acha um louco? — Perguntei por não suportar o silêncio dele ao terminar meu relato sobre minha primeira semana de volta às aulas. Mais silêncio. Não era possível. Marcus sempre tinha algo comentar. Sempre.

— Você está fazendo tudo errado! — Ele finalmente resolveu falar. O quê? Como assim? Olhei para ele e levantei a sobrancelha. Agora quem era o louco da história? — Primo, você nunca foi tão burro na sua vida inteira. Você encontrou alguém especial. Alguém que te faz sentir como ninguém nunca te fez. Se agarra nisso! É raro mano! Você tem é que lutar por ela, olhe só para você, consegue conquistá-la! Faz ela se apaixonar por você. Vai por mim, tentar esquecê-la vai ser inútil.

Fiquei pensativo com as palavras dele. Marcus devia era ser psicólogo, era cada conselho que ele me dava.

— Mas como vou fazer isso? — Perguntei curioso. — Ela já está apaixonada por outro cara!

— E como você sabe disso? — Olhei para ele espantado. Coloquei minha prancha sobre a mesa, só para não ter a possibilidade de deixá-la cair. — Só por que ela o beijou não quer dizer que está apaixonada, ou é algo sério. Olha só a situação. — Ele parou de falar, esperando para ver minha reação. Não falei nada. Parece que o jogo virou, não é mesmo? — Ué, você só viu um beijo e já acha que ela encontrou o amor da vida dela. Às vezes eles não estão nada bem e aquilo podia muito bem ter sido apenas um showzinho. — Sério qual era o problema do meu primo?— Se essa pessoa não for você, não sei quem vai ser! — Ele terminou de falar. Fiquei em silêncio tentando absorver as palavras dele. Talvez ele estivesse certo. Talvez eu ainda tivesse chance. — Qual é o mesmo o nome da garota? — Marcus perguntou, lembrei-me que não tinha mesmo falado seu nome.

— Thalita. Thalita Ramos. — Falei, era tão bom falar em voz alta! Um nome tão bonito! Não podia ficar guardado só para mim.

No entanto, ao ouvir o nome Marcus apenas riu. Fiquei surpreso com a reação dele.

— Thalita Ramos? Sério? A novata na cidade? — Ele perguntou. Anui. Tentei enxergar a graça naquilo tudo. — Cara, ela nunca fica com o mesmo cara por mais que dois meses! Sempre vive pegando outro. Você está ferrado! — Marcus disse balançando a cabeça ainda dando gargalhada.

Como assim? Thalita? Será que ele estávamos falando da mesma Thalita?

— Como você sabe disso? — Resolvi perguntar. Aquela conversa estava me assustando.

— Ela é a prima do irmão do melhor amigo da namorada do primo do Heitor! — A única coisa que entendi naquela sentença foi “Heitor” e não me pareceu bom sinal. Perguntei quem era Heitor e ele disse que era o tal “namorado” dela.

— É o seguinte, se você gosta mesmo dela. — Ele disse, parando um pouco. Parecia que pensava nas palavras. Avaliando o que falaria a seguir.. Anui encorajando-o. — Vai ter uma festa amanhã à noite na casa do Diego, um amigo meu. Ele é irmão desse Heitor. Tenho certeza de que ela vai estar lá. Vê-se aparece lá. Se perguntarem qualquer coisa diz que eu te convidei.

Agradeci-o imensamente. Tirei minha prancha de cima da mesa para ir pegar mais algumas ondas, pois daqui a pouco teria que voltar para casa e queria aproveitar mais um pouco antes que chegasse muito tarde e minha mãe resolvesse me proibir de ir ao mar durante o ano letivo.

Me despedi de Marcus e ele avisou que mandaria o endereço por mensagem, mas antes dele ir embora ele me parou e deu um último aviso:

— Cara, cuidado no que você está se metendo. Os “Reis” — Ele disse se referindo ao sobrenome do Heitor e Diego — não são boa companhia.

Mas uma razão para ir àquela festa.

Saí dali e fui direto para água, decidido a te conquistar, Thalita. Eu só não sabia que não era no quesito “amor” que meu primo estava me alertando.

…

Chegou o dia da festa no domingo.

Nos livros sempre tinha uma festa. E elas na maioria das vezes não acabavam do pior jeito... Eu devia ter escutado meus instintos.

Eu não conhecia ninguém naquele lugar e não era do tipo que bebia muito e gostava de ficar com estranhos. No entanto, se não fosse àquela festa eu nunca saberia e iria ficar imaginando para sempre o que teria acontecido se tivesse ido.

Demorei um tempo para me arrumar. Troquei de blusa várias vezes até decidir ir com uma mais social. Vesti minha camisa azul marinho, bermuda bege e tênis. Olhei mais uma vez o endereço que Marcus havia me mandado. Não era tão longe, mas mesmo assim decidi ir de carro.

Estacionei um pouco afastado do lugar, pois nunca era bom parar logo em frente a casa da festa. De longe já ouvia a música batendo alto nos ouvidos. Percebi com relutância que todas as casas da rua estavam com as luzes apagadas. Menos uma. Uma casa rosa do outro lado da rua.

Entrei devagar. Ajeitei minha camisa e abri a porta. A música e o cheiro de bebida e drogas imediatamente entraram pelo meu nariz e me fizeram tossir um pouco. Por sorte ninguém estava prestando atenção no garoto desajeitado que acabara de entrar.

Comecei a andar pela casa a procura de você, Thalita. E tenho que dizer que a casa era enorme! Não parecia tão grande assim por fora. Escadas um pouco escondidas que davam para o segundo andar e até tinham improvisado uma pista de dança no que parecia ser a sala. Pessoas dançavam com copos de bebidas por tudo quanto é canto e esbarrei sem querer em algumas garotas bêbadas que não estavam nem aí. O sofá e mesa também viraram pista de dança.

Fui mais afundo da casa e encontrei comida na cozinha. Peguei uns salgadinhos, mas não achei sensato beber nada que ofereciam naquele lugar, lembrando dos conselhos da minha mãe. Não me ache um insensível, mas só tinha gente louca e estranha naquele lugar! Vai que tinha algo na bebida.

Saí da cantina e fui explorar mais um pouco. Foi aí que te vi. Você estava conversando com um garoto alto, mas não era o mesmo que vi na escola. E parecia que você estava flertando com ele. Sim, antes de perguntar sei muito bem quando as garotas estão flertando. Seu sorriso nos lábios era encantador, mas parecia um pouco forçado e o jeito que mexia no cabelo, bem só se o cara fosse muito burro ele não iria notar. Analisei um pouco o rapaz. Ele era alto e tinha um corpo definido e seus cabelos eram castanhos. Castanhos e não loiros como o do Heitor.

Você me viu e acenou de longe. Foi impressão minha ou o seu sorriso mudou? Pareceu algo mais verdadeiro. Ou talvez eu só estava vendo o que queria ver. Até hoje eu não tenho certeza.

Mas enfim, acenei de volta e contribui com um sorriso, mesmo estando um pouco nervoso. Logo abaixei minhas mãos, pois percebi que estavam tremendo.

Olhei para o cara outra vez. Ele olhou para mim também, e eu pude jurar que conhecia aqueles olhos azuis de algum lugar... ele sorriu para mim maliciosamente. Tive vontade de te puxar dali imediatamente!

Mas talvez por destino ou qualquer outra força, você disse algo para o cara e veio na minha direção. Congelei ao ver você se aproximar. Era como se estivesse em câmera lenta.

— Oi. — Você disse me abraçando.

— Oi. — Respondi, me forçando a controlar a voz e para me desvendar daquele abraço. — Não sabia que você curtia esse tipo de festa. — Olhei para você confuso. Oras, por que não curtiria? No entanto, não podia negar. Evitava ir a essas festas sempre que podia, mas pelo fato de me dar bem com todo mundo tinha que acabar aparecendo algumas vezes. — Algumas garotas comentaram sobre. — Você explicou dando de ombros.

Meu coração acelerou. Minha curiosidade gritava para saber o que as pessoas comentaram sobre mim para você. Consegui me acalmar e falei tentando soar um pouco convencido. Apesar de te querer muito, não ia jogar fácil também, não depois que soube da sua reputação.

— Então falaram de mim, é? — Falei chegando mais perto. Dei um sorriso com o canto da boca. Você bufou. Continuei com a encenação. — Falaram que eu sou bonito também? — Disse sabendo de alguns dos papos das garotas. Cecília e suas amigas sempre ficavam horas falando sobre garotos, e eu tinha que ficar lá sempre ouvindo aquele papo chato e sem graça. Sabia sobre todos os gostos das meninas da sala..

Alguns até brinquei de cupido. Outros me ferrei por abrir a boca demais.

Contudo, você não respondeu minha pergunta, pois o cara que estava com antes se aproximou e sussurrou algo no seu ouvido. Ele segurou sua mão e vocês logo se afastaram de mim, subindo aquelas malditas escadas. Com apenas um aceno seu de despedida ponderei-me se devia ir embora daquele lugar, se iria adiantar algumas coisa ficar ali. Aparentemente, você já estava com outro…

E sem eu conseguir admitir, naquele dia partiu-se um pedaço pequeno do meu coração, formando-se uma pequena rachadura.

Já estava prestes a ir embora quando algo — ou melhor alguém — perto dos fundos e da piscina me chamou atenção. Um casal parecia se beijar ferozmente. O cara com as mãos no corpo da garota e ela segurando o cabelo dele. Mas o que me chamou a atenção, não foi isso e sim os cabelos loiros do cara.

Aquele mesmo cara que te vi beijando no início da semana.

Olhei para os lados confuso sobre o que fazer.

....

Decidi subir as escadas e ir atrás de você, Thalita. Sei que era uma péssima opção, mas era a única que via como saída. No entanto, antes peguei o celular e tirei uma foto e sai correndo para as escadas. Torci para que eles não tivessem me visto.

— Ei e ai mano! — O Henrique disse me parando nas escadas. Tentava desviar das pessoas ao redor sem muito sucesso.

— E ai? — Já não era mais surpresa encontrá-lo nessas festas.

— Que pressa é essa? — Ele disse vendo que eu tentava escapar.

— Eu tenho que ir encontrar Thalita! É importante! — Eu quase gritava com ele por ter bloqueado meu caminho.

—Thalita Ramos? — Não imagina, quis falar. Minha paciência estava se esgotando. O quão difícil era para ele entender que aquilo era importante?

— Sim! — Acabei por falar.

— Ué, por que qual o problema? — Henrique perguntou. Enxerido. Não consegui me segurar e revirei os olhos. Resolvi contar logo para ver se ele me deixava ir. Mostrei a foto do Heitor com a outra garota para ele.

— Ah, se eu fosse você caía fora disso! — Ele disse sério. Já era a segunda pessoa que me avisava sobre Heitor. O que todos sabiam que eu não? Dane-se Heitor, Thalita é mais importante.

— Mas Thalita não merece saber? — Perguntei.

— Cara, eles têm uma história complicada. Ninguém sabe explicar direito. Acho que nem eles sabem. — Henrique disse seriamente. Tentava prestar atenção em cada palavra que dizia. Então eles realmente têm uma relação? Foi tudo o que consegui absorver daquela conversa. — Além do Heitor ser uma péssima pessoa. Sinceramente, não sei o que ela vê nele. Estaria melhor com uma pessoa como você. — Ele disse aquilo tão naturalmente.

— O que você quer dizer? — Tentei parecer desentendido, mas senti minhas bochechas esquentarem, corando até demais.

Ele sorriu e piscou antes de descer as escadas se misturando na multidão. Fiquei ali parado tentando processar o que ele havia falado.

Até que te vi descendo correndo as escadas.

— Melhor irmos embora. — Você disse com pressa. Segurou minha mão e me puxou para fora daquela casa. Não pude nem contestar. Saímos rapidinho e você parecia conhecer todos os segredos daquela casa. Demos a volta e saímos por trás. Confesso que estava tão confuso naquele momento que acabei te deixando me guiar.

Até que ouvi o barulho da sirene ecoando quando ainda estávamos correndo. Perguntei-me como você sabia que a polícia estava a caminho.

Você parou e me fez parar também me puxando pela blusa. Paramos um pouco para respirar. Quando reparei, já estávamos a uma distância boa da casa.

— Valeu. — Foi tudo o que consegui dizer. Você anuiu ainda abaixada ofegante. Parece que cortaram a música assim que a polícia chegou, pois não dava mais para ouvi-la.

— Você está de carro? — Perguntou me olhando, enxugando um pouco o suor do rosto.

— Sim. — Respondo um pouco relutante. — Mas não parei perto da casa.

— Que tipo de garoto não para o carro perto da casa da festa para se exibir para as garotas? — Você pergunta confusa. Sorrio por ter te deixado curiosa.

— O tipo de garoto que não quer ser pego pela polícia. — Digo apontando para a direção da casa de festa, onde as sirenes ainda ecoavam pela rua.

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Começamos uma caminhada silenciosa em direção ao meu carro.

Você leitor deve estar se perguntando que tipo de garoto colegial em pleno Cabo Frio no Brasil, tem um carro? Bem digamos apenas que sou mais velho. Nasci em Janeiro e já fiz 18 anos no início do ano. Isso quer dizer que já posso dirigir e portanto consegui minha carteira. Fiz as aulas teóricas da autoescola em uma semana (pois estava de férias) e o resto do mês fiz as práticas até que fiz a prova prática na primeira oportunidade que tive e passei. Por isso, sou o único da minha turma que tem carro.

Voltando para a nossa história, aquele dia foi bem marcante para mim, pois foi a primeira conversa real que tive contigo, Thalita.

Continuamos caminhando até que chegamos ao meu carro. Peguei a chave e destranquei.

— Quer uma carona? — Perguntei. Nervoso pela possibilidade de ter no meu carro.

Você aceitou. Tenho que confessar que meu coração bateu mais rápido que o normal e minhas mãos estavam tremendo. Ridículo e idiota, eu sei, é o que você diria se fosse ler essa nossa história. Posso até te imaginar dando aquela risadinha fofa e revirando os olhos.

Entramos no carro e você ia me dizendo qual direção tomar para chegar até sua casa. Apesar de querer perguntar tudo sobre você, minha coragem se foi e não conseguia pronunciar uma palavra.

— Então — Você começou, tentando quebrar o silêncio desconfortável que havia se instalado. — Você e Cecília. — Mas é claro que esse seria um assunto! — Vocês são mesmo namorados ou apenas fingem ser?

Que tipo de pergunta era aquela?

— O que? — Perguntei confuso. — Por que?

— Tipo são namorados de verdade? Ou são que nem aqueles clichês que os dois decidem ser “namorados falsos”.

Pensei um pouco no que aquilo tudo significava.

— Mas por que você quer saber? — Resolvi arriscar. Sei que talvez estivesse em um terreno perigoso, mas você era tão misteriosa e teimosa. Me faz querer descobrir cada vez mais. Não ia dar por vencido tão fácil assim.

— Não quero me meter com homem comprometido — Você disse.Te olhei confuso. Comprometido? Então isso significava que eu tinha uma chance? Meu coração deu pulinhos e se tivesse palmas estaria batendo-as no momento.

— Não estou comprometido. — Falei, tentando entender o que tinha acabado de dizer. Você ficou em silêncio por um tempo, pensativa.

— Então é namoro aberto?- Indagou. Porque você precisava insistir? Oras, nem eu sabia o que aquilo era

“Eu sou o que você quiser ser”, tive vontade de responder. Mas quando disse em “namoro” me toquei em que tipo de “comprometido” você estava se referindo. Desejei nunca ter começado um relacionamento com ela.

— Não. — Eu respondi firme. — Nós vamos terminar.

O que eu queria mesmo ter tido era “era tudo mentira, um namoro falso mesmo, sou seu e posso ser o que você quiser”. Me segurei para não falar, pois sentia que poderia arruinar tudo ali mesmo. Iria te conquistar devagar.

Você ficou em silêncio o resto do caminho. Fiquei me perguntando, se por mais que me esforçasse, acabei falando besteira, como sempre. Se você ainda não notou, costuma ser uma tendência minha.

…

— É aquela ali. — Você disse apontando para a próxima casa da esquerda. Parei o carro em frente. Ela era bem bonita. Tinha dois andares e um quarto em específico do segundo andar se destacava por ter uma pequena, mas aconchegante sacada. Imaginei se aquele fosse o seu quarto. Queria tanto descobrir. — Obrigada. — Disse. Anui. Vi você saindo do carro, desejei que ficasse mais.

Abri a janela e acenei para você enquanto virava as costas e caminhava para a porta. Liguei o carro. Você parou e olhou para trás. Te encarei e você se aproximou novamente. — Tudo bem? — Perguntei franzindo a sobrancelha.

— Quer entrar não?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.