365 Dias

11 Missão Surtada: Avante e ao ataque!


Notas iniciais
Olá, pessoal. Como estão? Espero que vocês gostem, eu adorei escrever essa one Uma boa leitura a todos;*

Voltar ao trabalho não foi nada fácil, na verdade só dificultou as coisas para os dois. Travaram árduas batalhas para conseguir se encontrar durante os dias, batalhas mais árduas ainda para não caírem de cansaço após chegar do serviço e conseguirem se curtir no tempo que lhe restavam, mas a pior de todas as suas batalhas foi contra as folgas.

Sakura não tinha muito problema, plantões e escalas diferentes lhe davam mais tempo em casa que Sasuke que tinha as folgas sempre aos fins de semana, e exatamente ai morava o problema. Desde que tinha começado a trabalha a médica-nin sempre era escalada aos fins de semana e ele ficava sozinho em casa, sem nada para fazer ou treinando com Naruto e Suigetsu.

Não queria passar seu tempo livre dessa forma, adorava treinar, mas quando tinha tempo para ficar em casa queria sua esposa e não dois marmanjos. Semanas passaram até eles finalmente conseguirem ficar juntos nesses dois dias tão importantes.

Acordar e sentir o corpo de Sakura colado ao seu era ótimo e saber que não ia precisar desgrudar tão cedo, melhor ainda. Aconchegou o rosto na curva do pescoço macio, mordiscando o canto do maxilar dela. Ouviu a ronronar e a apertou entre seus braços.

— Hora de acordar...

— Hum... O que faremos hoje? — Virou passando os braços em volta do abdômen dele e mordiscando de leve o peito bem definido.

Antes que pudesse responde-lo a campainha tocou, ambos ficaram quietos. O toque soou mais uma vez. Quem poderia ser? Não era Naruto. Afinal o Uzumaki desconhecia campainhas, só sabia gritar por ai.

Quando o som surgiu pela terceira vez, Sasuke se levantou e Sakura o acompanhou. Estava morta de curiosidade.

Juntos desceram as escadas sem pressa, ao contrário da pessoa na porta que já tinha tocado o maldito receptor sete vezes, enervando o Uchiha.

— Suigetsu? — Ambos proferiram, sem poder acreditar assim que abriram a porta.

— Fala aê, Uchiha, Sakilicia... Espero não estar atrapalhando vocês. — Ainda teve a audácia de piscar para Sakura, fazendo com que o semblante de Sasuke fechasse completamente.

— O que você quer?

— Vim te chamar para treinar como fazemos todas as manhãs. — Sorriu, como se fosse o obvio, Sakura esperou uma resposta de Sasuke, mas essa não veio, seu único gesto foi fechar a porta na cara do outro e puxar a Uchiha pelos ombros.

— Vamos, ignore esse inútil. — Suigetsu insistiu, mas a falta de resposta o fez desistir. Apesar de persistente ele não era como Naruto.

O casal não voltou para o quarto, ao invés disso foram para a cozinhar, Sasuke preparou o café da manhã dos dois e quando já estavam satisfeitos Sakura resolveu que ainda faltava uma parte importante da alimentação matinal.

Abriu a geladeira e pegou o spray de chantilly.

— Bem, Sasuke-kun, chegou a minha vez de tempera-lo ao meu gosto.

Sacudiu a pequena lata em suas mãos, Sasuke afastou a tigela de frutas da mesa e subiu, sentando-se na beirado enquanto um sorriso matreiro tomava suas belas feições. Sakura se posicionou entre as pernas dele, puxando a calça de moletom que ele usava para dormir para baixo.

— Vamos pôr um sorriso aqui. — E apertou o botão da lata, despejando chantilly. — Olá, senhor Feliz.

— Não o chame a.... — Tinha estremecido pelo contato da gosma gelada, mas ao sentir os lábios de Sakura devorando todo o doce quase o fez gemer. Foi necessário muito autocontrole para não denunciar seu êxtase com o carinho de sua esposa.

— Bom dia... Ah! Sakura-chan! — O grito não foi só do lado de fora, Sakura também gritou na cozinha, escorregando e quase caindo, enquanto Sasuke pulou no chão como uma bola. — Não! Não! Você não pode fazer isso, sua boca tem que ser pura...

Sakura se agachou junto ao Sasuke sem saber onde enfiar sua cara. Por que Naruto sempre aparecia nas piores horas? E por que ele não podia agir como uma pessoa normal e bater na porta ao invés de surgir na frente da janela dos outros?

— Não quero me levantar... Não quero falar com ele... — Sasuke respirou fundo, ajeitou a calça e se ergueu em um pulo, com sua postura altiva e austera. Fingindo que nada tinha ocorrido e o máximo que Naruto tinha visto era Sakura comendo chantilly. Nada mais, nada menos.

Abriu a janela de correr, mas só o suficiente para encaixar o corpo, não o deixaria entrar.

— Some, dobe.

— Como você pode permitir que a Sakura-chan faça algo do tipo.

— Você não está me ouvindo? So-me!

— Não. Sakura se ele anda te ameaçando para conseguir essas coisas, me avisa, eu dou um jeito nele rapidinho.

— Poupe-me...

— Sakura-chan...

— Vai embora e eu finjo que você não obrigou a Hinata a fazer a mesma em cima da cabeça dos kages. — O silencio foi opressor para o Uzumaki enquanto Sasuke em uma das raras ocasiões sentiu uma verdadeira vontade de gargalhar. A expressão de Naruto era impagável, chegou a ficar mais vermelho do que a própria Hyuuga quando era mais nova.

Sem ter o que dizer ele apenas se virou e sumiu da vista dos dois, provavelmente sumiria por dias. Isso era ótimo e agora Sasuke sempre teria algo para se livrar do dobe, precisava arrancar mais coisas de Sakura.

A questão é que as coisas não se limitaram a Naruto e Suigetsu. Depois de muito chantilly, tomate, morangos e uvas, resolveram ver um pouco de TV, deitaram de conchinha no sofá e a ideia seria ficar ali até a hora que sentissem fome, sem nada para fazer, mas como os outros planos alguém surgiu para atrapalhar e dessa vez não foi batendo na janela ou na porta e sim invadindo a casa.

— Sakura! Sakura! — Sem cerimônia alguma Ino invadiu a casa deles.

Ambos se assustaram, pois Ino era uma pessoa expansiva, mas nunca tinha agido dessa forma.

— Ino, aconteceu alguma coisa? — Perguntou a kunoichi, erguendo-se e fitando a amiga com atenção, ativando seu olhar analítico.

— Não, tudo péssimo, porque estamos perdendo a maior liquidação do ano! Sakura, todas as roupas, sapatos, perfumes, maquiagens.... Maquiagens! Ai, nem consigo respirar... Tudo em promoção, testuda. Tudo! Vamos agora... — Sem esperar uma resposta já puxou a Uchiha pelo braço, mas Sakura estancou.

— Não acredito que invadiu minha casa para isso.

— Como assim? Você está ficando maluca. Entendeu quando eu disse que tudo está na promoção?

— Sim, porca. Eu entendi, mas eu disse a você com todas as letras que esse seria o fim de semana do Sasuke-kun. — Ino fitou o Uchiha sentado no sofá, tentando parecer concentrado na TV e desinteressado no assunto delas duas, depois fitou o filme idiota que estava passando, e enfim fitou sua amiga com os braços cruzados e batendo o pé ritmicamente no assoalho de madeira.

Revirou os olhos, jogando o cabelo para trás.

— Recém-casados, blé. Vocês são um saco. — Sem mais delongas saiu da casa dos dois. Sakura ainda a acompanhou para se certificar de que não fosse voltar, mas não chegou a abrir a porta.

— Sasuke. Sasuke! — A falta do “kun” o deixou alarmado, era um assunto muito sério, correu até a porta e fitou sua esposa agachada, vendo a rua pela fresta do correio.

— Sakura?

— Abaixe-se estamos em zona inimiga. — O que? Sua casa tinha se transformado em uma missão e ninguém o avisou, abriu a boca para protestar, mas ao sentir o olhar mortal dela sobre si, abaixou-se.

Em protesto suspirou bem alto, chamando a atenção dela que só cerrou os olhos.

— Shikamaru está lá fora, parece bêbado. Deve ter brigado com a Temari, por alguma razão todos decidiram nos visitar hoje. Precisamos nos defender. — A, não. Sakura tinha entrado em modulo defesa. Por que? Por que logo hoje? — Vamos montar uma estratégia, todos precisam achara que não estamos em casa.

Naruto passava por isso também, mas geralmente era pior com ela. Por que tinha que ser pior com ela?

— Ficaremos longe de todas as janelas, vamos nos isolar, espalhar mensagens de viagem pela casa, mensagens subliminares... Talvez devêssemos ir até a casa deles e as planta-la assim eles não virão atrás de nós depois.

Era isso que acontecia, ela virava um general louco de guerra. Na maioria das vezes Naruto a provocava em alguma brincadeira e pronto, ativada, mas dessa vez era em uma proporção muito maior.

— Está comigo, vamos sair na nossa missão? — O que ele poderia fazer a não ser concordar?

Ela faria sozinha de qualquer forma e ele passaria o sábado sozinho. Seria melhor entrar na loucura juntos, sabia muito bem que tipo de mensagem plantar na casa de Naruto.

Notas finais
E ai? O que acharam? Não sei porque, mas adoro fazer a Sakura louca, louca. kkkkkkkkkkkk Agradeço a todos que comentam, acompanham e favoritam a história, vocês moram no coração. Até mais;*