365 Days Of Lucky
6 Capítulo 6 - Bitch!
Notas iniciais
Liam’s pov:
- FOGO!!!!!!!! – alguém gritou da cozinha.
- Ah meu Deus, é a Ana lá na cozinha com o Niall! – Mari falou preocupada, já se levantando.
Fomos até a cozinha e vimos Harry, Lah, Dim, Louis, Zayn e Lubs descendo as escadas correndo.
- O que aconteceu? Cadê o fogo? – Mari falou preocupada.
- Na blusa da Ana. Peguem água, rápido! – Niall falou confuso com tudo aquilo.
Mari ligou a torneira mas não saia nenhuma água.
- Fudeu. – Dim falou e sentou no chão. – Alguém liga pra droga do hospital, pelo amor de Deus?
- E se ela morrer queimada? – Lubs falou.
- Cala essa sua boca, Luana. Ninguém aqui vai morrer, tá bom? – Dim gritou e começou a chorar. Louis a abraçou, para que ela parasse e Harry o fuzilou com os olhos.
- Laura!! – Harry gritou. Lah estava caída no chão, provavelmente desmaiada. Harry estava tentando faze-la ficar de pé, mas ela tinha desmaiado de verdade.
- Luana, Harry e Louis, levem Lah para qualquer quarto lá em cima e arrumem alguma coisa para fazerem-na acordar. – Mari falou decidida e eles a obedeceram. – Ana, tira a sua blusa, se não vai queimar sua pele.
- Pirou, Mari? Eu vou ficar sem nada. – Ana falou inconformada.
- Eu sei, agora vai. – Mari disse, tirando a blusa de Ana do seu corpo e jogando na privada do banheiro ali do lado.
Ana agora estava só de shorts e sutiã. E Niall estava ao seu lado, incentivando-a a se virar. Ana se virou, mas escondeu todo o seu corpo com os braços. Niall a abraçou e a ajudou a subir para seu quarto.
- Dá licença! Menina nua quase queimada passando... – Ele dizia, e corria as escadas.
Niall’s pov:
Todos abriram passagem para nós, e fui subindo as escadas.
- Onde fica seu quarto? – perguntei com os pés doloridos, sem parar de subir as escadas.
- No terceiro andar. Corre! – ela disse, toda encolhida e com os braços em cima da sua parte nua.
Fui correndo as escadas até chegar ao terceiro andar. Entrei no quarto dela e ela deitou na cama de barriga pra baixo. Abri seu armário e peguei a primeira blusa que vi. Ela se vestiu finalmente.
- Está ardendo. – Ela disse apontando para o lado esquerdo de sua barriga, onde o fogo tinha penetrado.
- Vou ver se a água voltou. – falei e fui até o banheiro dela. Abri a torneira e já tinha água novamente. Peguei um pouco em minhas mãos e passei onde estava ardendo.
- Argh, isso dói. Parece que tá latejando... Ai! – ela reclamou.
- Se continuar com esse queimado aí, você vai parar no hospital. – falei, enquanto ajudava-a com a queimadura. – Pronto, pode se levantar.
Ela levantou-se e eu a joguei contra a parede. Nossos rostos estavam colados novamente.
- Você quer me beijar? – ela perguntou. “Imagina, nem quero te beijar” pensei.
- Por que não? – respondi e meu lábio finalmente tocou no dela. Nos beijamos como se fossemos morrer amanhã. Ela saiu do meu beijo e sorriu. Mas logo depois ficou com uma expressão preocupada.
- Isso não tá certo... – ela disse, enquanto olhava para o teto.
- Isso o quê? – perguntei confuso.
- A gente se beijar. Você deve ter namorada... – ela falou e começaram a cair lágrimas no rosto dela. Ela olhou pro chão e ficamos em silêncio por muito tempo.
- Namorada? – perguntei surpreso. – Não sou galinha pra ter namorada e sair beijando outras!
- Mas foi o que acabou de acontecer. – ela gritou, e me empurrou para longe. – Galinha. É isso que você é. Um merda de um galinha que beija “qualquer uma”. – ela continuou muito brava – Acontece, Horan, que eu não sou qualquer uma então acho que já tá na hora de sair do meu quarto, né? Porque a sua presença aqui só traz infelicidade pra mim.
- Mas eu... – comecei a falar, mas ela inchou suas bochechas e fez sinal para que eu parasse de falar. Ela correu para o banheiro do quarto e trancou a porta. Pude ouvir o barulho... É, ela estava vomitando.
Comecei a me preocupar e bater na porta como um louco.
- Ana, abre essa porta, caramba! – eu dizia, mas em vão. Ela não ia me escutar nem que eu estivesse morrendo. Desci as escadas e busquei ajuda. – Alguma amiga da Ana poderia pelo amor de Deus subir aqui? – gritei.
- Eu vou! – Dim falou lá de baixo.
Dim’s pov:
Subi as escadas para ver Ana, que pelo jeito devia estar morrendo, para o Niall gritar com tanta urgência. No caminho das escadas, vi a sombra de alguém me seguindo, mas não liguei.
Assim que cheguei, Niall estava literalmente pirando. Batendo na porta do banheiro dela, gritando, e Ana nem sequer abria a boca.
- Ei, o que tá acontecendo aqui? – falei logo que abri a porta.
- A Ana se trancou no banheiro e... – ele parou um pouco e fez uma expressão estranha. -... e tá vomitando. – ele continuou e eu comecei a me preocupar.
Olhei para ele assustada e a porta do quarto abriu.
- O que você tá fazendo aqui Harry? – sim, era o Harry.
- Não posso ajudar mais? – Harry falou indignado.
- Não tá ajudando nada parado aí. Se soubesse arrombar a porta ia servir pra alguma coisa. – falei e olhei pra porta que continuava fechada.
- Eu sei arrombar. – ele falou sério e foi em direção a porta.
- Ah, claro... E eu... – ia começar a zoá-lo, mas ele logo arrombou a porta do banheiro da garota.
- O que tem você? – ele se virou e começou a sorrir estranhamente.
- Eu conseguiria mais fácil. – falei.
- Eu sei. – ele falou irônico.
Eu ri falsamente e empurrei Harry pra longe.
- Com licença porque a minha amiga está quase morrendo aqui. – falei, e logo depois me virei para Niall e Harry. – e vocês dois, já podem sair daqui. Já deu de “ajuda” por hoje, né?
- Eu vou ficar. – Harry falou decidido. Achei melhor não discutir e me virei para Niall.
- É, loiro. Ele foi mais rápido. E acho que a Ana não ia gostar muito da sua companhia aqui. – Falei seca e Ana se levantou finalmente e começou a falar.
- Exato. Já estou cheia de canalhas na minha vida. Não preciso de mais um. Então, pode sair do meu quarto. – ela falou seca e séria, e não entendi muito bem a parte dos canalhas, mas ela ainda não tinha acabado de falar... – É pra sair agora, Niall. E pode levar também seu amiguinho de cabelo cacheado, que não está ajudando em nada. – ela parou pra respirar, mas estava muito brava. – Aliás, pode deixar seu amigo aqui. Talvez ele faça alguma coisa melhor com a boca do que você. – ela terminou de falar e sorriu maliciosamente para Harry, que fez uma expressão assustada. Senti uma ponta de ciúmes, e fiquei completamente pálida. Mas logo me contive e voltei ao normal. Eu não tinha nada com o Harry. N-a-d-a. Acordei dos meus pensamentos quando Niall bateu a porta do quarto dela.
Harry’s pov:
Niall saiu irritado do quarto. Eu pensei em ir atrás dele, mas ele estava se sentindo mal e não ia me escutar de jeito nenhum... Na verdade, quem sou eu pra dar conselhos pra alguém? “Você é Harry Styles” ouço uma voz ecoando em meus pensamentos como se fosse uma fã, respondendo à minha pergunta.
- Não é melhor chamar um médico? – perguntei a Dim, que tinha acabado de se jogar no chão, junto com a Ana, que estava acabada na frente do toillete.
- Não conhecemos nenhum médico aqui de Londres. – Ana falou, enquanto bebia água.
Lubs e Lah (que tinha acabado de acordar), logo subiram para o quarto de Ana, para ver se ela estava bem.
- Vocês não conhecem ninguém que tenha cara de médico nessa cidade? Pelo amor de Deus? – Dim falou, e começaram a cair algumas lágrimas de seus lindos olhos castanhos. – Você já tá bem Lah? – ela perguntou ainda com lágrimas caindo.
- Já tô sim. Foi só um susto, e eu acabei desmaiando. O Harry me ajudou... – Lah respondeu, sorrindo pra mim. E que sorriso...
- Gente, a Ju não faz curso de enfermagem? – Lubs falou olhando para o teto, pensativa.
- Ela faz? – Lah perguntou surpresa.
- É... Acho que faz sim! – Lubs falou animada. – Onde você anotou o número dela?
Lah e Lubs foram em busca do número da tal “Ju”... Que imaginei que seria a garota que estava com elas hoje no Nando’s. As meninas voltaram correndo ao quarto com o telefone em mãos.
Lah’s pov:
Pegamos o telefone correndo e ligamos para a Ju.
- Alô?
- Oi Ju, é a Lah... e a Lubs! – falei e Lubs me completou.
- Gente, vocês tão bem? Pra que ligaram agora? Sabem que horas são? Já é quatro horas da matina! Vão dormir pelo amor de Deus.
- Pois é, Juh, a gente até conseguiria dormir, se não tivesse acontecido nada com a Ana... – falei e ela me interrompeu.
- ANA? O QUE ACONTECEU COM ELA? MEU DEUS!
- É que... Assim... – antes que eu pudesse explicar, Ju já havia desligado. Desliguei também e me virei para Lubs, Dim, Ana e Harry.
- Eu acho que ela tá vindo. – falei meio confusa.
- Como assim “acho”? – Dim falou preocupada. – Você tinha que ter certeza, sua burra!
- Ah, gente, sei lá. Ela simplesmente desligou... – falei olhando pro chão me sentindo culpada. Alguém me abraçou por trás. Olhei e era Harry.
- Não fica assim, minha pequena Lahzinha! Não foi culpa sua. – ele falou enquanto ainda me abraçava por trás. Senti meu rosto corar. Tirei meus olhos do chão e vi que Dim estava me fuzilando com os olhos. Ela estava totalmente pálida. Comecei a rir baixo.
- O que foi? – Harry cochichou no meu ouvido ainda abraçado comigo.
- Acho que tem alguém aqui com ciúmes. – cochichei e rimos juntos.
- Ciúmes é o que vocês tem na bunda, ok? – Dim falou (lê-se: esperneou) – Não tem ninguém aqui com ciúmes, cacete.
- Nossa, imagina, eu que tô com ciúmes... – falei irônica.
- Vai se fuder, Laura! – ela falou e saiu batendo a porta.
Eu e o Harry continuamos rindo como uns idiotas, até que a campainha tocou.
- Eu atendo! – Lubs, que estava conversando com Ana, gritou e foi atender a porta.
Louis’s pov:
Tocaram a campainha, e Lubs foi correndo atender. Eu estava vendo Toy Story 2 com a Mari, Liam, Zaz, Niall e Dim (que tinha acabado de descer bravo).
Da porta saiu um ser feminino de pijama totalmente transparente (o que fazia com que aparecessem suas roupas íntimas), e com pantufas de ursinho. Fiquei a olhando sem parar. Mas acho que ela percebeu e começou a me encarar. Voltei o olhar para o filme e Lubs subiu com ela.
Estava rolando mó climão com a Mari e o Zaz. É. O Zaz. A Mari parece com uma das ex-namoradas de Zayn, a Perrie. Só que a Mari é mais bonita. A Perrie tem cabelo loiro oxigenado, a Mari tem cabelo loiro natural. Desculpe-me sociedade, mas é a minha opinião.
Agora estava começando os créditos do filme, então resolvemos subir para ver o que estava acontecendo.
Ju’s pov:
Tinha chegado à casa das meninas de pijama mesmo. Nem deu pra pensar em colocar uma roupa melhor. O pior é que meu pijama era transparente. E eu tinha acabado de sair do meu quarto... Com o Zac (se é que você me entende). Claro que Zac não veio junto comigo. Ele dormiu.
Louis ficou me encarando quando eu cheguei. QUAL É? NUNCA VIU UMA MENINA DE CAMISOLA ROXA E PANTUFA DE URSINHO? Enfim, Luana e eu subimos ao quarto de Ana. Os restos das pessoas que estavam na sala vieram atrás.
Assim que cheguei ao quarto, Harry (que estava abraçado em Lah, o que era estranho, porque eu achava que ele ia ficar com a Dim) ficou me olhando malicioso. Pisei no pé dele de propósito.
- Eu já tenho dono. – falei convencida. – E parece que você também já tem a sua. – continuei. Lah ficou sem graça e abaixo a cabeça. Harry riu baixo.
- Ela não é minha. – Harry falou sorrindo inocentemente. – Ainda não é minha.
Lah sorriu fraco e Dim bateu forte o pé no chão, eu ri. Me virei para Ana e percebi que ela estava estranha. Fiz alguns exames rápidos e finalmente descobri. Não! Não podia ser... mas como?
- Gente, posso falar sozinha com ela? – disse para o resto das pessoas que estavam no quarto.
- Pode sim... – Dim respondeu saindo do quarto. – Vamos sair gente...
- Obrigada. – falei e fechei a porta. Me virei pra Ana, que estava com uma expressão preocupada. – Você já sabia?
- É. Já sabia... – ela falou olhando pro chão.
- Vai contar a eles quando? – perguntei.
- Não quero contar. – ela disse triste.
- Precisa contar! – exclamei.
- Não... – ela respondeu quase chorando.
- Pelo menos para uma pessoa? – perguntei quase implorando.
- Tá... – ela respondeu, agora com lágrimas nos olhos.
- Fica bem... – eu disse e saí do quarto.
Dim’s pov:
Assim que saímos do quarto de Ana, as meninas foram mostrar a casa para os meninos. Menos Lah e Harry, que foram terminar a comida inacabada de Ana.
Eu estava morrendo de ciúmes deles. Mas não entendo o porquê. Vamos analisar os fatos: eu não gosto dele e ele e Lah não tem nada juntos.
Acordei dos meus pensamentos quando Louis fechou a porta do banheiro. Desci as escadas para ver se a comida estava ficando boa. Mas na cozinha não encontrei ninguém.
Fui até a sala e haviam duas pessoas no sofá. Harry. E Laura. Eles estavam deitados. Harry estava beijando Lah. Depois passou para o pescoço dela, e ai Harry começou a tirar suas roupas. Não me contive e comecei a chorar. Mas chorar muito mesmo. Acho que eles ouviram porque parar o que estavam fazendo. Eles se tocaram que eu estava ali.
- Cardim... – Harry começou a falar, meio sem graça e sem palavras.
- Não... Harry... – falei entre lágrimas. – Não precisa falar nada pra mim... Você não me deve nada. – tentava parar de chorar mas só caiam mais lágrimas. – Laura, você está sujando meu sofá. – falei para Lah, agora estava completamente grossa.
- O sofá não é seu. – ela respondeu, metida. – Harry, você pode nos dar licença? – ela pediu e Harry saiu meio que correndo dali. Começou a discussão.
- Porque está gritando comigo? Você falou o tempo inteiro que não gostava dele! – ela gritou mais.
- Foda-se, Laura, eu menti! E você já tinha percebido! Você me traiu! – falei ainda com lágrimas no rosto, mas não estava mais chorando. Meu rosto estava vermelho.
- Você não estava com ele, Cardim! – ela gritou mais.
- Ah, tá bom... Agora vou comer seu Zaz também! Vai ser tão lindo, sabe. – ameacei-a ironicamente, mas com muita raiva.
- Ele não é meu. E tem mais: eu duvido que ele pegue uma vaca que nem você! – ela gritou tão alto que comecei a chorar mais. Uma das minhas melhores amigas tinha me chamado de vaca.
- É, Laura, e eu deveria ter duvidado que você seria fiel a mim, que você me entenderia, que você seria uma pessoa confiável... Eu deveria ter duvidado que você fosse uma santa. – falei e não consegui mais parar de chorar. – Você é uma falsa amiga que engana qualquer um. Mas saiba, Laura, que eu fui fiel à você todo esse tempo. Eu achei que ia ser pra sempre. Mas agora, a “vaca” aqui, só quer que você se foda. Eu não preciso de você pra viver. – caiam mais lágrimas de meu rosto. – Então, adeus, Laura. Já estou cansada disso tudo.
Então eu saí da sala, fui para o meu quarto sem ouvir ninguém que aparecia atrás de mim perguntando o que aconteceu. Tranquei a porta do meu quarto e entrei no chuveiro. Comecei a chorar dentro do banho, e fui dormir. Fui dormir chorando.
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