Notas iniciais
Hey, demorei? Bom começou a aula então eu vou postar menos, mas ainda estou aqui, ok? Eu não morri. Saibam disso.

—Oi.— Robin disse ao telefone— Boas notícias!

—Alô, — uma voz desconhecida respondeu — quem fala?

— Aqui é a Robin, Robin Snow, e você, quem é?

— Robin Sno... Marie!— ela gritou e o som ficou mais baixo, provavelmente ela tinha afastado o fone do ouvido — Qual era o nome daquela menina que estava desaparecida mesmo?

—Robin Snow, por que? — Robin ouviu a voz de Marie Sweeney ao longe.

— Bem, eu estou com ela aqui no telefone agora.

— O quê? Coloca no viva voz, — uma pausa — vai, logo!

—Oi, — Robin disse— tem alguém aí?

— Aham, — era Marie — Bom, como medida de segurança, o que você já deve saber, nós temos sua voz gravada e temos que comparar, então fala qualquer merda aí.

— Ok, qualquer merda aí, bem e aí, como estão as coisas por aí e quem era aquela menina?

— As coisas por aqui estão confusas, as pessoas que foram te buscar ainda não voltaram, e os documentos que vocês pegaram em Berlim são certamente, quase ou aparentemente inúteis, e aquela era Marina, ela é nova aqui, veio depois que vocês não deram notícia... E por que raios você está em Frankfurt?

— Aparentemente eu passei no teste de voz, eu estou em Frankfurt? Bom até agora eu não tinha a mínima ideia de onde eu estava, a Black não tá aí não?

— Daqui a pouco ela chega, Marina foi buscá-la. E como você escapou?

— Exatamente. — disse a voz da general Black— Como você escapou?

— Olá general, bom o que aconteceu foi o seguinte, eu cheguei aqui algumas horas atrás, ou sei lá quanto tempo, e eu e o Dmitri fomos para celas diferentes, da minha cela eu consegui ouvir alguém brigando, tipo, muito, aí uns minutos depois eles me pegaram e meio que me transferiram para outro lugar, eu não vi o caminho e você sabe como é difícil perceber quando aqueles VLAs fazem curvas, mas a outra prisão era ridícula, só tinha uma guarda e a cela era um quartinho no porão de uma casa totalmente fodida...

— Menos detalhes por favor.

— Ok, bem, resumindo, foi muito fácil fugir, parecia que eles nem faziam muita questão de me manter lá.

— Isso parece muito estranho, parece mais algum tipo de armadilha então é melhor você ficar aí por um tempo, eu vou mandar alguém para Frankfurt para podermos avaliar melhor a situação.

— Ok. Bom então tchau.

Ela desligou o telefone e avaliou a sua situação, estava presa naquela cidade até segunda ordem, era uma cidade pequena, a guerra deve ter levado a maioria das pessoas para longe, resolveu se instalar em um pequeno hotel enquanto estava lá, o hotel era marcado como três estrelas, quando chegou ao quarto ela pegou a única cadeira do cômodo e a colocou na frente da janela, a vista não era das melhores, mas Robin ficou observando por muito tempo, o hotel ficava quase no subúrbio da cidade, então sua vista era, na maioria, ruas e casas abandonadas, ela começou a refletir sobre o que restaria quando a guerra acabasse, o provavelmente seria logo.

Então ela se lembrou do que aconteceu no Natal, em dezembro quase ninguém estava trabalhando, não por causa do Natal, tudo estava indo maravilhosamente bem, nenhum ataque ao Brasil acontecia, as poucas missões eram terminada rapidamente e sem complicações maiores.

Robin também não tinha trabalho na noite de Natal, então ela estava jogando um jogo do qual nunca se lembra o nome e não conseguia passar de uma fase, ela resolveu ver se a mesa digital da sala de controle estava liberada, seria melhor jogar em um espaço maior.

Quando Robin chegou a sala de controle, ela viu a general Black conversando por vídeo com uma figura familiar, claro, era o presidente do Brasil, nenhum dos dois tinha percebido sua presença então ela resolveu ficar mais um pouco.

—... Nós ainda não temos nenhuma informação quanto a isso senhor presidente.— Black falou num tom sério que ela nunca tinha usado antes.

— Todos nós estamos muito preocupados aqui, nenhuma região da Europa vem agindo há meses, tememos que planejam acabar com essa guerra logo.— o presidente respondeu, ele tinha os cabelos negros com vários fios grisalhos espalhados, sua face estampava várias rugas de preocupação.

—Não acho que fariam isso de modo pacífico, então, o senhor não tem conhecimento de mais nada? Seria muito útil.

— Não, eles praticamente retiraram seus soldados de cena, aparentemente estão passando muito tempo em laboratório, talvez criando alguma bomba, você tem que descobrir mais sobre isso.

— Isso é muito preocupante, mas como posso fazer isso? Não sabemos onde as informações estão concentradas, se soubéssemos poderíamos consegui-las facilmente, mas existem várias bases e centros de pesquisas inimigas espalhadas pela Europa, como saberemos qual invadir. E não temos tempo, gente ou dinheiro para invadir todas elas.

— Comecem com as mais prováveis, nas maiores regiões da Europa, Inglaterra, Alemanha, bom o resto você pode olhar.

— Claro, providenciarei isso.— e assim a ligação encerrou.

Ela pensava nisso e avaliava a paisagem, depois do Natal, as missões triplicaram, ela não queria preocupar ninguém, então não contou para ninguém o que ouvira.

Seus pensamentos foram interrompidos quando uma lâmina passou em frente ao seus olhos e encostou em seu pescoço, era longa de mais para uma faca ou um punhal, algum tipo de espada que ela logo reconheceu, uma katana, somente uma pessoa no mundo inteiro ainda usava aquela arma. Ela chegou a sorrir, mas parou quando sentiu que a pele de seu pescoço repuxava sob o toque frio do aço.

— Por favor, — era a voz de Aimi, a guarda que a trouxera para aquela cidade — não olhe para trás, pelo menos por alguns segundos.

Robin assentiu muito devagar, estava com medo de falar qualquer coisa com aquela lâmina encostada na garganta.

— Ok. — Aimi voltou a falar, tirando a katana da garganta de Robin, que continuou olhando para a janela, demorou alguns segundos para ela voltar a falar — Qual é o seu olho falso?

— Pra quê...— Robin começou a virar para trás e foi interrompida.

— Não vire! — ela voltou a encarar a janela — Qual? Esquerdo ou direito?

— Esquerdo — ela coçou a perna, ainda incomodava, mas depois dos remédios que lhe deram no QG o osso logo se recuperou.

Instantes depois uma mascara de dormir com o lado direito rasgado foi entregue a ela.

— Coloque, então podemos conversar normalmente. — Aimi falou, assim que tinha o olho esquerdo tampado, o que não fazia a menor diferença, por que o olho falso na não funcionava mesmo, Robin se virou para encara-la. — Oi, como vai?

— Oi como vai?— Robin estava um pouco confusa — O que aconteceu? Por que vocês praticamente me libertaram? Por que você está aqui agora? E pra que tampar meu olho que já é cego?

— 1, porque você era mais necessária livre do que presa, 2, longa história daqui a pouco te explico e 3, porque o seu olho que já é cego só é cego pra você.

—Sinceramente, suas respostas causaram mais perguntas do que explicaram alguma coisa, e tem uma coisa que eu ia te perguntar a caminho do QG e esqueci: por que raios você usa uma katana?!

— A katana é porque eu sou melhor com a katana do que com a arma e é divertido, diferente e ninguém tem. Bom às explicações: quando você fez a cirurgia no olho e colocaram esse olho falso, já tinham descoberto que você era uma espiã, que tinha explodido o prédio, invadido o computador e tals, então mandaram os médicos implantarem esse olho em você, ele è uma câmera de vídeo e um transmissor, então tudo que você vê com esse olho é transmitido diretamente para os computadores da central. Assim quando você voltasse a sua própria base, eles saberiam como localizar, e teriam acesso a imagem de muitos agentes, o que pode atrapalhar muitas coisas pra vocês.

"Eu estou aqui porque, lembra na viagem que ficávamos fazendo perguntas uns aos outros? — Robin assentiu— Então, entre aquelas perguntas eu percebi que não sabia de nada, não tinha o menor conhecimento do que estava fazendo, vocês sabiam: estavam invadindo um prédio, para roubar as informações sobre pesquisa e produção de armas ou outras tecnologias para serem usadas na guerra e explodi-lo, para atrasar o inimigo. Sabiam como isso seria útil para o seu lado: iria proporciona-los mais conhecimento sobre o outro lado da guerra, assim podendo descobrir novas formas de vencer. Eu não sabia porque eu era útil, só seguia ordens: guarde esses prisioneiros, não deixe que os brasileiros ponha as mãos neles, leve-os à Frankfurt. Então eu resolvi que saberia o que estava acontecendo, iria descobrir o que estava fazendo ali."

"E eu descobri..."

***

— Então, — Robin começou depois de Aimi terminar de explicar — você passou para o nosso lado?

— Aham, — ela respondeu— mas você não pode me ver, senão eu perco todo o meu acesso ao QG.

— Eu tenho que contar as novidades para...

— Não! Você não pode contar.

— Por que não? — Robin estava confusa, então por que Aimi contara tudo aquilo para ela.

— Se você contar isso, saberão que sou uma traidora.

— Mas você é uma traidora, e se eu não contar, provavelmente nada vai funcionar e não vai mais importar se você é ou não é traidora.

— Eu já te falei meu plano, ainda tem alguns detalhes para resolver mais vai dar certo e eu vou presa aqui se descobrirem que sou uma traidora.

— Foda-se, você pode pedir asilo ao Brasil! — a discussão já estava aos gritos e Robin percebeu isso um pouco tarde demais e abaixou o tom de voz — Não acho que deveríamos ter começado a gritar, e se alguém ouvir?

Aimi seguiu até a janela e colocou a cabeça para fora, olhando para baixo e logo depois para cima.

— Não deve ter ninguém nesse hotel, — ela começou— eles colocam quem chega no quarto mais alto possível e nós estamos no ultimo andar, é como se fosse um agradecimento ou um prêmio: você é muito rico ou foi muito estúpido de gastar dinheiro com viagens com uma guerra acontecendo lá fora, tome, o melhor quarto do hotel.

—Não acho que esse seja o melhor quarto deles, — Robin disse olhando ao redor — além disso, nós vamos precisar contar desse plano para pelo menos duas pessoas.

— O quê? Não, não vamos contar a ninguém.

— Nós teremos que contar, uma, Dmitri, no seu plano com certeza tem a parte em que resgatamos ele e uma menina que vem do Olho para ver se está tudo ok aqui e " avaliar a situação".

— Realmente, mas ninguém mais pode saber, combinado?

— Combinado.

Notas finais
E aí? Deixei o plano maligno de fora por que 1) estava com preguiça de explicar tudo, por que é muito complicado e 2) queria deixar um suspense no ar, então saibam só no final que o plano maligno é revelado.