3000.

3 Mirian.


A bola vem em direção a mim, e então... Rebato. A força cujo rebati foi tremenda, e a bola acerta Mariah na cabeça.

—Hey! —Ela grita.

—Perdão!

A luz do sol está surgindo ao horizonte, e por um instante, me cega. Não dormi esta noite (por ansiedade, talvez), e Mariah me trouxe à quadra, para jogar tênis e me distrair. Funcionou, por cinco minutos, mas não consigo esquecer que faço quinze anos hoje.

Olho para o chão. Meus tênis brancos estão exageradamente sujos, e não os lavo por serem meus favoritos —acredito que deem um pouco de sorte. Jogo a raquete no chão e ando em direção à Mariah.

—Pronta? —Ela pergunta.

—Pronta.

Damos as mãos e seguimos para casa. Toco a palma da mão na porta, e ouço uma voz, que nunca soube de onde vem, dizendo "Bem vinda novamente, número 9856324", e então, a porta de abre.

—Pai? —Mariah grita.

—Mãe? —Eu grito.

Nada.

Meus pais gostam de pregar peças, então imagino que tenham armado uma, ou apenas estão adormecidos.

Chuto a porta do quarto deles, e eles se levantam rapidamente, assustados, imagino eu.

—Ainda dormindo?

—Perdão, perdão querida —Meu pai diz ainda sonolento.

—Vão se vestir —Digo, e completo com deboche —Hoje é o "grande dia".

—Onde está Mariah? —Pergunta minha mãe.

—Na cozinha —Respondo.

—Está pronta, Mirian? Se estiver com medo...

—Estou —Interrompo —Definitivamente, pronta.