26 anos
5 Capítulo 5 — Loss
As férias de fim de ano chegaram ao fim, e Lucy, agora com doze anos, se sentia mais madura. Nesse período sabático, resolveu que se desculparia com o rosado, afinal ela queria tê-lo como amigo e pararam de se falar no que teria sido o início de uma amizade por tolice. Além do mais, estava muito feliz. O motivo? Este tocava a campainha, enquanto ela escovava os dentes. Pegou sua mochila e correu para a entrada, separando-se com sua única e melhor amiga, Levy McGarden.
— Levy! — abraçou-a, indo em direção à limousine.
— Oi, Lu. Tudo bem?
— Tudo ótimo. E você, pronta para o primeiro dia com os espinhudos? — brincou, se referindo aos adolescentes e suas espinhas.
— Confesso que estou um pouco nervosa. Mas tudo bem, porque tenho você ao meu lado. — sorriu.
Levy era uma jovem tímida, mas Lucy não era sua única amiga. Ela ficaria bem, era inteligente e divertida.
— E você, Lu? Ansiosa pra encontrar o seu amigo?
— Muito. — limitou-se a dizer, sorrindo.
Na hora do intervalo, foram à biblioteca. Lucy queria mostrar seu lugar favorito em toda a área daqueles prédios. De mãos dadas, adentraram o espaço acolhedor, o olhar encontrando o azul gentil de Mirajane.
— Oi, Mira. — murmurou, educadamente.
Embora não falassem tanto, Lucy tinha um sentimento de acolhimento quando estava com a mulher. E esta, aparentemente, também gostava de si. A albina sorriu.
— Olá, Lucy.
— Essa é minha amiga, Levy. Ela acabou de passar pra esse prédio, e vim mostrar a biblioteca a ela. — explicou.
— Será um prazer fazer isso com vocês.
Mira se levantou, se aproximando das meninas.
— Mira, você sabe me dizer do Natsu? — A pergunta pegou-a de surpresa e não pôde esconder a tristeza, nem a verdade.
— Ele se mudou de cidade, Lucy.
— O quê?! Por quê?
— Os pais sofreram um acidente. Ele foi morar com o tio, Atlas. — explicou, saudosa.
Levy colocou a mão no ombro da amiga, imaginando que essa sentia saudade. No entanto, Lucy estava se culpando. Por palavras ditas, e também pelas coisas nunca feitas. A sensação de ter perdido uma oportunidade incrível de amizade se apossou de si, uma sensação estranhamente familiar. Uma cena veio a sua memória:
Um garotinho de cabelos rosados se afastando com pressa, gritando algo como "Igneel" repetidas vezes. E ouviu a própria voz, mais infantil, dizendo "eu nem sei seu nome".
A loira arregalou os olhos castanhos. Perdera Natsu e sua amizade pela segunda vez.
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