25 de Dezembro
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Nunca escrevi nada sobre Death Note, mas como dizem, sempre há uma primeira vez. E, eu dedico essa pequena oneshot para minha miga Renata Pinheiro, pois sem ela o meu interesse para escrever essa oneshot não existiria. Obrigada, Rê sz'
E essa oneshot entra no desafio 38, que pede para que eu faça uma fanfic de um fandom que eu nunca escrevi antes!
Tenham uma ótima leitura sz'
25 de Dezembro
L mal podia esperar para chegar em casa depois do serviço. Passar horas sentado em frente a um computar bolando estratégias para a empresa cansava bastante, entretanto, era aquilo que gostava de fazer. Mas naquele dia, 25 de dezembro, ele precisava sair mais cedo. Pela empresa ele teria folgado três dias, mas pelo amor ao trabalho, não quis folgar nenhum dia ― como sempre fazia em feriados que caíam na semana; gostava do tempo que passava no trabalho.
Anunciou mais cedo a Akemi, sua namorada, que queria passar finalmente a noite com ela, pois estaria “livre”. Ela, mesmo não esperando aquela ligação com o convite, aceitou sem mais perguntas. Namorar L era estranho, mas ela gostava.
Ele mal tinha tempo para si, que dirá para um relacionamento. Trabalhava o dia todo e noite ele só queria descansar para o dia seguinte, aos finais de semana ele focava nos jogos, e, às vezes, ele disponibilizava tempo para Akemi, que aterrissara em sua vida bem de paraquedas.
Às vezes, quando chegava tarde em casa ― por causa das horas extras que fazia ―, adorava saber se Akemi estava ainda acordada na casa da mãe, só para ir lá e beijar-lhe a testa. Akemi adorava ter a testa beijada nessas noites; lhe dava segurança e forças por todos os dias que iria passar sem vê-lo.
Nunca ficou um dia totalmente com ele, porque L era daqueles que precisava de um espaço. Não um tempo distante do relacionamento que tinham, mas um espaço para si. Devido a isso, Akemi passou a admira-lo; aprendeu bastante com os espaços e com os dias sem vê-lo.
Os espaços fizeram entender que quem precisava de espaço era ela. E toda e qualquer pessoa deveria fazer o teste de espaço para verem o quanto aquilo era incrível e libertador. De fato, a saudade batia, mas logo ia embora, quando a saudade de L batia com a dela.
Dia 25 de dezembro era os quatro anos e três meses de namoro, fora os quase 2 anos ― período estavam se conhecendo. Poderiam dizer o que quisessem sobre o tempo que estavam juntos, que era muito tempo para um namoro sem tantos compromissos, ela não se importava com que dissessem que ele estava apenas a “cozinhando”, só se importava com o que ele tinha para lhe dizer. Akemi arrumou sua bolsa e fora para casa de L, espera-lo ou encontra-lo. Estava ansiosa.
Fora um tremendo desafio fazer aquilo com ele próprio. Colocar uma moça como Akemi em sua vida foi como fazer uma tatuagem sem pensar; tão misteriosa ela era... nunca soube com exatidão o que se passava na cabeça dela, mas gostava da sensação de tê-la perto de si. Ela era inteligente e esperta, pequena o suficiente para caber perfeitamente num abraço ou numa conchinha quando se tratava de dormirem juntos. Ele amava Akemi e tudo que tinha nela. Foi inevitável ceder-se aos encantos da morena.
Quando estava próximo de casa não evitou correr só para não perder mais tempo. Do outro lado da rua, uma moça, Akemi, fez o mesmo ao vê-lo. O abraço cheio de energia fez com que Akemi fosse ao alto. Tão pequena e leve ele a levantou. Ela sorria; ela adorava o sorriso dela. Novamente, abraçaram-se fortemente. Era tão forte como se fosse um reencontro de anos, quando fazia apenas uma semana que não se viam. Beijaram-se como nunca; começou a nevar e o casal fora coberto por pequenos flocos de neve.
― Não vai querer entrar? ― perguntou L, sorrindo no sorriso dela.
― Acho que vou querer aceitar. Está fazendo um certo frio aqui fora. Nada mal, mas não quero ficar doente nessa noite. ― respondeu ela, separando-se do abraço e juntando suas mãos.
Ele tomou apenas uma mão dela, a mão desocupada ele foi ao bolso a procura das chaves ― o que Akemi jugou ser. Ela olhou para o céu e viu uma estrela cadente, a única. Fez um pedido antes que caíssem flocos em seus olhos.
― Fazendo pedidos de novo? ― L riu; Akemi tinha manias de fazer pedidos às estrelas.
― O que custa tentar?
― Verdade. O que custa tentar?
Quando ela finalmente encontrou seus olhos ele perguntou do que seu pedido tratava. Animada e envergonhada ela tentou trazê-lo para a porta da casa dele. Ele ficou parado, provocando uma volta brusca do corpo dela no dele quando Akemi virou-se quando ele a puxou. Ela sabia que ele sabia o que tanto desejava.
― Aposta quanto que eu sei do seu pedido?
― Aposto meu cabelo lindo e molhado num banho. Desse jeito a escova que fiz ontem vai toda embora, sabia? ― brincou ela.
― Você toma esse banho comigo, no caso? ― soou malicioso.
― Só se você acertar.
― Você quer casar comigo. ― respondeu prontamente.
― Já sabia que você sabia.
― E só aceitou apostar porque quer muito tomar um banho comigo.
― Também.
― Mas você quer? Casar e tomar o banho comigo, eu falo.
― Que pergunta, né!?
― Então eu e esse meu anel podemos considerar isso como um “sim”? ― tirou uma caixinha de veludo preta do bolso.
Acompanhar as reações de Akemi foi o melhor presente de natal que ele poderia receber. Não soube quantas vezes, mas ela lhe beijou diversas vezes naquela noite, beijos acompanhados com aquele sorriso que ele tanto ama.
Por último, depois dos minis surtos de felicidade de Akemi, L colocou o anel em seu dedo. Beijou o seu dedo e a abraçou.
― Você é o meu pedido, sempre. ― falou Akemi no seu ombro.
Entraram na casa dele com os braços entrelaçados, prontos para aquela noite de natal.
Notas finais
Bom, se houver algum erro ou falta de coesão, me avisem!
Depois olhem minhas outras fanfics, sim?
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