24 Horas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
20h:37m, 25 de julho, 2010.
Era uma noite de lua cheia, o soldado Alexandro estava andando na frente do quartel, quando ouviu um barulho estranho vindo de algumas moitas próximas. Seu quartel era o mais simples de todos, não era pintado e estava quase caindo, qualquer barulho em volta podiam significar problemas. O soldado resolveu investigar, nuvens começavam a esconder a lua, Alexandro pensou que aquela podia ser a última vez que veria a lua, nunca haveria lugar seguro naquele seu país, ah Brasil, país do futebol.
Agora já eram 20:40, Ele decidiu ir ver a origem do som. Ao chegar nas moitas, não encontrou nada, ele poderia ver a lua de novo. Mas ela já não estava no céu, as nuvens carregadas de chuva a esconderam de seus olhos.
Outro barulho. Dessa vez vindo de uma arvore atrás de si. Olhou na direção da árvore e viu um vulto negro, se mexendo quase sem ruído algum, mas pode observar o vulto durante muito pouco tempo, pois ele já havia sumido nas sombras. Alexandre pegou sua pistola, olhou para o céu e se despediu da lua, que agora brilhava radiante no céu noturno.
-Quem está ai? -Ele perguntou.
Como esperava, ninguém respondeu. Avançou alguns passos, seus olhos indo da direita para a esquerda, de perto para longe, procurando o vulto misterioso. Ouviu o som de uma arma disparando, após viu a árvore em sua frente soltar uma nuvem de madeira estilhaçada. Olhou em seu relógio, gostaria de saber em que horas iria morrer, eram 20:45, ele escreveu o horário em seu braço, virou para a direção do som, atirou, e logo após, sentiu uma dor em seu peito e um liquido quente escorrendo do mesmo.
Mas Alexandre não iria entregar sua vida com um preço baixo, iria levar seu assassino junto com ele para a cova. atirou de novo, e dessa vez ouviu um grito de dor,devia ter acertado o vulto. Deu mais uma olhada ao seu redor. Passara a maior parte de sua vida naquele prédio prestes a desabar, foi criado lá a partir dos 4 anos de idade, após a morte de sua mãe. Olhou para as árvores próximas, e por ultimo, olhou para a lua, Marte brilhava ao seu lado.
Alguém saiu correndo do quartel e veio até ele, era Michel, se maior amigo, também tinha vindo para a vida militar muito cedo, ele começou a falar, mas Alexandre já não o entendia, outras pessoas saíam do prédio, alguns foram até Alexandre, outros até o vulto parado no chão, morto, mas esse não fora o assassino, era um cabo, que estava passeando, o vulto mortal havia fugido, rindo muito, já que o soldado o havia poupado de um dia a mais de trabalho. Assim morreu o soldado, que foi poupado do maior sofrimento, que era ver os amigos morrerem.
O vulto passou correndo por cima do muro que dividia o lugar do assassinato do resto da cidade e foi até um hotel, para se encontrar com seu chefe, provavelmente seria recebido com grande felicidade, mas já estava com seu revolver em mão, para casos extremos.
Notas finais
:D
By: anonymus
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