24 Atos

1 PRÓLOGO


Notas iniciais
- Aqui estou eu com Mais uma estória!
Espero que gostem, tal como as outras que já publiquei, dito isso: BOM PROVEITO :)

Era um dia atípico na capital mais fria do país, o sol brilhava, forte, esquentando o coração congelado de muitos. O céu era uma imensidão azul que, se aquela fosse uma cidade litorânea, confundiria-se com belo azul-mar. Já as nuvens, se houvesse existir alguma, seria torturada pela beleza do dia. E, aquele clima, era espelho na feição dos cidadãos que passeavam, caminhavam indo ao seus trabalhos ou escola, alegres, pelo centro da grande cidade.
Longe dali, em um bairro periférico, a antiga televisão, conhecida pela geração anterior como “TV de tubo”, sintonizava um canal aberto da sua grade. Ao seu lado, ligada na mesma tomada precária, estava um ventilador que seria novo quando a TV também fora, na tentativa fracassada de ventilar o cômodo claustrofóbico. Tal, estava com todas as janelas e portas fechadas, o grosso tapete só contribuía para o calor avassalador.
Em frente à TV, uma poltrona alva, dissonado das outras peças do quarto, novíssima que estava reclinada sob o peso do seu ocupante. Este, assistia atento à programação matutina da emissora.
Olhando de soslaio para o grande relógio que ficava pendurado sob a porta de saída, ele viu a hora exata de quando um plantão interrompeu repentinamente o que a apresentadora que falava das oportunidades para iniciar um negócio tendo pouco dinheiro, quanta ironia. 10:27. Uma risada de prazer saiu de seus lábios, como adorava isso!
A música do plantão trouxe sua atenção novamente para a televisão, além da voz de apreensão da repórter mais famosa da TV local, junto ao seu olhar de seriedade, mostravam como a notícia era importante.

Lamentamos interromper a programação normal de nossos canais, mas é necessário visto os acontecimentos recentes.

Sem o sorriso dócil que tinha em seus lábios sempre que aparecia em um telejornal, a notícia parecia mais e mais trágica. O ocupante do quarto percebeu que, nesse instante, os televisores de seus vizinhos tinham a mesma imagem refletida.
Além disso, a repórter usava um colete à prova de balas e estava em frente à agência bancária mais famosa da capital que ficava no calçadão mais famoso da cidade, o qual, curiosamente, encontrava-se estranhamente vazio. O sorriso de presunção voltou aos lábios do ocupante da poltrona.

A Polícia Militar, às 10:18, recebeu uma ligação de urgência dessa Agência Bancária, no centro da cidade, com a informação de que um assalto de proporções hollywoodianas foi feito à capital.

A repórter olhou diretamente para a câmera após uma pequena pausa para ouvir do ponto localizado em sua orelha direita.

Segundo relatos preliminares da Polícia, o valor é estimado em mais de 5 bilhões de reais, por tratar-se da agência bancária central da capital.

Uma feição de pura emoção que só podia significar medo, quebrou, momentaneamente, suas feições duras.

Ainda segundo o órgão, soou-se um toque de recolher nas ruas centrais da capital devido ao poderio de fogo que esse grupo detinha no interior das instalações bancárias.

Por um breve momento imagens fortes de câmeras de vigilância do banco e de outros estabelecimentos mostraram oito indivíduos armados para uma guerra com armas que nem o Exército do país possuía, extremamente destrutivas. Ela respirou fundo e continuou:

No momento temos notícias de algumas pessoas feridas dentro da agência, nada fatal ou com algum tipo de perigo. Às pessoas que caminhavam pelo calçadão, foram indicados que ficassem em lojas ou fossem para as suas casas, até uma segunda ordem.

Olhando fundo para a câmera, enquanto um cabo da Polícia Militar começava a enxotar ela e outros jornalistas dali, ela terminou:

Voltaremos a qualquer momento com mais informações sobre esse caso que abalou pelas proporções gigantescas nunca vistas no nosso país. Voltamos com o estúdio.

Uma risada alucinada saiu daqueles lábios quando a apresentadora atrapalhou-se em voltar com o programa que apresentava. A tal ponto de passar para o próximo tópico sem ao menos lembrar de seus convidados anteriores.

Era um dia atípico na capital mais fria do país, o sol brilhava, forte, fazendo com que as lojas do comércio local ficassem mais e mais quentes devido às portas fechadas. O céu era uma imensidão azul que deixava a cidade como se estivesse nua, com uma aparência de desproteção. Já as nuvens, as quais vinham sem piedade do oeste, preconizavam uma tórrida é difícil tempestade. E, aquele clima, era espelho na feição dos cidadãos que anseiavam o próximo plantão para dizer-lhes que tudo tinha voltado a ser como um dia fora.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!

Criticas & comentários são SEMPRE bem vindos. Até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.