— Senhoras e Senhores, bom dia, são 11 horas e 30 minutos e nosso voo está destinado a chegar às sete horas da noite. Meu nome é Angelina Geller, sou uma das comissárias deste voo. Em nome do Piloto Taylor Anderson e o Copiloto Adam Whiter, apresento as boas vindas à bordo do United Airlane voo 243 200 para Londres, no Aeroporto de Londres Heathrow. — Efetuou a comissária esta informação de frente para os passageiros – Durante a decolagem, o encosto de sua poltrona deve ser mantido na posição vertical, sua mesa fechada e travada. Observem os avisos luminosos de afivelar cintos de segurança. Em caso de despressurização, máscaras cairão automaticamente. Puxe uma delas, coloque-a sobre o nariz e a boca ajustando o elástico em volta da cabeça e depois auxilie os outros, caso necessário. Esta aeronave possui seis saídas de emergência: duas portas na parte dianteira, duas saídas sobre as asas e duas portas na parte traseira. – Indicou com os braços – Cartões com instruções detalhadas de segurança encontram-se na bolsa à sua frente. Como medida preventiva, o cinto de segurança deve estar afivelado durante o voo. Lembramos que o assento de sua poltrona é flutuante. E, por fim, ressalto que ao entardecer, durante a decolagem, reduziremos as luzes da cabine. Depois de levantar voo, informamos que durante, poderão ser utilizados laptops, jogos eletrônicos e câmeras de vídeo. Os telefones celulares deverão permanecer desligados. Dentro de instantes, daremos início ao nosso serviço de bordo. Obrigada por terem escolhido a United Airlane e tenham todos uma ótima viagem.

Ao completar as instruções, o voo deu seu início.

“-O mistério. A vida presa em um Universo de perguntas. É como se tudo fosse um segredo desvendado apenas no final. Que final? Não sabemos nem sobre o começo! Discussões são necessárias para que mais perguntas sejam feitas e descobertas sejam exatas. Mas o mundo, com a sua imensidão de números, se torna um enigma, aparentemente, impossível de se resolver.

Gerações e mais gerações inundam o planeta. Conhecimentos se afogam nesse mar e nenhuma prova concreta consegue ser salva. A menos aqueles que têm sua fé firmada em algo ou Alguém.

Vejam, vivemos na teoria de nossa existência. Confrontamo-nos com ideias. Afinal, o que somos e a nossa vida têm alguma razão? O tudo e o nada se aproximam tanto de nós...

Não adianta. São perguntas sem respostas. Bem, de teoria por teoria, acabamos nos confundido com nossos próprios pensamentos submersos em questionamentos.

E se singelos e inocentes números começassem a fazer parte da experiência de vida, mudando nossos rumos, fazendo com que haja uma nova forma de entendermos que acontecimentos no mundo não são em vão?

E se encontrássemos a resposta até para a folha escolhida que cai de uma árvore?

Deus? O Ciclo Natural? Coincidência? O vento simplesmente passou e derrubou, já que estava seca e prestes a cair?

E o vento, por há vento em nosso planeta e por que vivemos exatamente em um ponto do universo que é perfeito para que haja vida? Por que tudo é uma ligação biológica surreal necessária para nos manter vivos?

Por que o sol nunca se atrasa para desaparecer no horizonte e por que a lua vai iluminar nossas noites e, mesmo em dias nublados, saberemos que ela estará lá, recebendo a luz do sol? Eles são amigos inseparáveis capazes de se sustentarem por tantos anos em prol de nossa sobrevivência? Volto a questionar: Deus? Uma grande explosão?

Quem criou Deus? Ou como Ele surgiu tão de repente? Como começou um universo para haver uma explosão? Como de um nada, tudo se fez?

Por que cremos? Por que deixamos de crer? Por que nunca acreditamos? Por que só acreditamos? E a dúvida se transforma em uma sombra capaz de nos perseguir por mais de um bilhão de anos, segundo a Ciência. Muito mais!

Vivemos nosso dia a dia apenas por viver... Ou talvez, para cada ser vivo, uma estrela brilhe de forma diferente e nos conduza até nos últimos dias.

É viagem demais?

Duas possibilidades: Descobrir ou se contentar. Não há uma terceira opção. É sim ou não. Viver e morrer nesta loucura do Universo...”

— Senhor? – Uma aeromoça chamou o passageiro.

O rapaz, Pablo Benjamin, que estava sentado na poltrona do corredor, em uma aviação de Classe Econômica, tirou os fones do ouvido e abaixou a tela de seu notebook.

— Pois não?

— Eu gostaria de saber qual bebida o senhor irá aceitar. – A aeromoça puxou o carrinho para mais perto de si e apresentou as bebidas.

Pablo escolheu um copo de suco de caixinha e mantinha um sorriso sorrateiro no rosto. Talvez pela beleza da menina, que tinha o cabelo ruivo num coque, sardas no rosto, bem focadas no nariz e os olhos verdes. Ou talvez estivesse com sede.

Quando a aeromoça foi colocar o suco no copo, tanto ela como Pablo, viram o copinho descartável tremular. Ambos se olharam. A aeromoça automaticamente desviou seu olhar para a cabine do piloto do avião. Depois que sentiu a besteira que fizera em demonstrar um súbito desespero, sorriu ao voltar a olhar o rapaz.

— Ninguém notou. – Murmurou Pablo para ela. – E esse cara aqui ao meu lado – Esticou o braço para cutucar o amigo que dormia com uma coberta em seu rosto, na cadeira perto da janela, assim a cadeira do meio separava os dois – não vai acordar tão cedo.

Ela assentiu e entregou o copo já com o suco. Pablo agradeceu e abriu novamente a tela de seu notebook.

— O que está vendo? – Perguntou a aeromoça, mostrando certa curiosidade.

— É um vídeo antigo de meu pai. Ele palestrou em uma Universidade, acho que em 1994.

— Parece ser bem legal... E bem antigo mesmo.

— O que ele faz é interessante. E, voando, como estamos agora, eu me sinto mais perto do trabalho dele do que nunca. Mesmo não estando na janela para olhar as estrelas como ele olha. – O rapaz olhou para o amigo e riu, fazendo a aeromoça rir também – Estou mais perto do céu.

— Só de olhar para o seus olhos azuis, eu já me sinto vendo um pedacinho do céu. – A aeromoça saiu para continuar seu serviço, deixando Pablo Benjamin de boca e olhos abertos.

— Isso foi uma cantada? – Sussurrou para si.

— Cara... – Disse o amigo, ainda debaixo da coberta – Até eu que estava dormindo e sonhando com a Megan Fox percebi que foi uma cantada. Agora, please*, abaixe o volume do seu fone de ouvido, porque ninguém merece ouvir essas coisas em plena hora de dormir.

— Mas... – Pablo olhou para a hora em seu notebook – Ainda nem deram sete horas da noite.

— Cara, — O amigo se ajeitou no banco – qualquer hora é hora para dormir.

Pablo Benjamin deu uma risada e continuou o vídeo, colocando os fones no ouvido. Deu uma olhada para seu amigo e o mesmo parecia hibernar. Depois colocou o rosto para o corredor do avião e, ao ver a ruiva voltando em sua direção, retornou para o vídeo, mas nem prestava mais atenção no que era dito.

A aeromoça passou rápido por ele, que franziu a testa em dúvida do que poderia ter acontecido. Novamente pôs a cabeça para o corredor e olhou para a porta da cabine. Outra aeromoça saía dali e entrava em outro cômodo do avião.

Observou os outros passageiros. Olhou para a hora.

— Em mais ou menos trinta minutos iremos aterrissar. – Disse uma moça para sua filha, que colocava a cabeça no colo de sua mãe e recebia carinho da mesma.

Olhou para trás, saindo um pouco de seu assento.

— Acho que não vou aguentar até descer, irei vomitar de novo. – Contou o rapaz para, possivelmente, sua namorada, pois a menina segurava a mão dele e dizia que tudo ficaria bem.

Tudo parecia normal.

A ruiva voltava com os passos mais rápidos. Pablo aproveitou a deixa e segurou no braço dela, aproveitando que ela vinha em seu corredor. Tirou os fones do ouvido para falar com a menina.

— Pois não, senhor? – Ela sorriu para ele.

— O que está acontecendo? – Sua pergunta foi com um tom baixo e com ar de preocupação.

— Nada, senhor. – A aeromoça soltou seu braço da mão de Pablo – Deseja algo?

— Não preciso dessas frases clichês para entender que está acontecendo alguma coisa.

— Excuse me*? – Ela o olhou – O avião parece em perfeito estado, não parece? – Mesmo com a voz paciente, a ruiva já estava se irritando com Pablo.

— Parece... Mas não está. – Pablo a olhou sério.

— Por que não volta para o seu vídeo e espere pelo pouso? – A voz da aeromoça também se tornou séria.

O rapaz respirou fundo. Olhou ao seu redor. Ninguém ainda estava notando algo.

— Filha! – Ele olhou para a pequena, que estava deitada no colo da mãe, sair de seu lugar e correr pelo espaço livre do avião – Beatriz, volte aqui.

A mãe também se levantou para buscar a criança. Quando foi pegá-la, a pequena Beatriz caiu no chão, mas colocou as mãos como apoio.

— Mas que coisa! – Pegou a menina – Eu não posso dar liberdade e você já começa com suas artimanhas?

Olhares focaram a mãe e a filha. Uma senhora falou algo com as duas, fazendo a mãe e ela mesma rirem.

Quando voltaram para seus respectivos assentos, Pablo ouviu a pequena contar à mãe que “o chão tremia e fazia cosquinha na mão”. A mãe ignorou. Isso despertou uma curiosidade maior ainda em Pablo. Ele se inclinou um pouco, como se fosse pegar algo no chão e tocou o piso. Parecia que o avião estava vibrando.

Voltou a ficar direito na cadeira e tocou no notebook, que também tremia.

— Como não estamos sentindo isso? – Perguntou para si.

Esticou seu corpo para passar pela poltrona que o separava do amigo, abriu a cortininha vermelha e olhou para fora da pequena janela. Só não se debruçou mais, pois seu amigo iria reclamar.

Parecia tudo normal do lado de fora. A noite caíra e as estralas começavam a aparecer.

— Ah, não, mais uma vez não... – Reclamou Pablo, vendo a aeromoça ruiva passar para o final do avião.

Ele se levantou e foi atrás dela.

— As asas do avião estão cortando o ar e passando com a pressão certa, então ele está bem sustentado, não é?

— What*?! – Ela levou um susto – O que você faz aqui? Volte para seu assento, please*. E não me dê outro susto.

— Só me responda isso.

— Não. – A aeromoça olhava para os lados para ver se tinha alguém escutando.

— Então eu pararei de sussurrar e contarei para todo mundo o que está havendo.

— Você não sabe o que está havendo. – Ela o olhou com deboche.

— Você acabou de admitir que tem algo acontecendo. – Rebateu Pablo.

— Okay, okay. – A aeromoça ruiva olhou para trás, fingiu pegar algumas coisas no carrinho com bebidas e alguns cookies e depois contou: – Essa sustentação está com falha, por isso estamos com essas pequenas turbulências, mas que prejudicam mais o lado de fora do que aqui dentro.

— O vento tem sua direção e sua velocidade constantes, o piloto precisa saber a rota certa para usar e viajar com mais segurança. – O tom da voz de Pablo era de indignação.

— O nosso piloto tem dezessete anos de aviação. É um ótimo capitão e ele sabe como lidar com o acontecido, mas, infelizmente, isso está descontrolando a rota para direções que não podemos ir. E estaria tudo bem se alguns passageiros não tivessem noção do acontecimento.

— Prazer, Pablo Benjamin, estudante de Física, um bom observador e curioso sobre tudo. Inclusive sobre ruivas teimosas. – Ele esticou a mão em cumprimento, mas foi rejeitado pela moça – Você precisa estudar para bons modos.

— E o senhor precisa voltar para seu assento, senão podem pensar outra coisa.

— Eu só queria ir ao banheiro, madame.

— Sei. – A aeromoça balançou a cabeça e voltou para outros passageiros, perguntando se estava tudo bem. Um deles foi o rapaz que estava com medo de passar mal e vomitar de novo.

Pablo andou logo atrás dela e se sentou em sua poltrona.

— Ué, você não ia ao banheiro?

— Perdi a vontade. Sabe como é, né? – Ele deu uma piscadela.

— Moça? – Chamou um senhor ao lado da mãe e da menina Beatriz. A ruiva o olhou – Já não deveríamos ter pousado?

A aeromoça olhou para a sua amiga de trabalho que vinha em sua direção. As duas sorriram uma para a outra e depois a outra aeromoça explicou:

— Estamos apenas esperando em pleno voo outro avião fazer uma aterrissagem de emergência.

— Aconteceu algo? – Perguntou a mãe de Beatriz.

— Com o nosso avião, não. O outro vinha de uma rota diferente, onde acabou tendo pequenos problemas com turbulência.

— Uma massa de ar vinda de outra direção pode ter sido quente e, antes de se chocar com a massa de ar fria, com certeza deve ter se formado uma fronteira onde o avião acabou tendo umas – Pablo tremeu o corpo, fazendo a pequena Beatriz rir – chacoalhadas. Tornando o ar na atmosfera bem instável para o avião.

— Agradeço a aula de física, mas isso não é necessário agora. – A aeromoça ruiva olhou para Pablo com mais severidade.

O rapaz ergueu os antebraços e sorriu.

— O fato é que não precisam se preocupar, pois pousaremos em poucos minutos. – Avisou a outra aeromoça.

Alguns passageiros começaram a chama-las para fazerem as mesmas perguntas do horário. O amigo de Pablo se mexeu um pouco e tirou o cobertor do rosto.

— Já chegamos?

— Não, Chris... – Pablo o olhou – Iremos atrasar um pouquinho.

— Ah, então dá para sonhar com a Amber Heard ainda. – Disse, já colocando novamente a coberta no rosto.

— Você é um pervertido. – Pablo reprovou o amigo.

— Deixe-me sonhar, porque a realidade está chata, cara.

Pablo Benjamin balançou a cabeça negativamente. Viu que seu notebook ainda estava aberto. O fechou e guardou dentro de uma mochila.

Depois de uns sete minutos, com uns falatórios sobre o atraso e acerca do que poderia ter acontecido com “o outro avião” da história, as aeromoças avisaram que pousariam em instantes.

— Acorda. – Pablo cutucou Chris.

— Poxa, cara, eu estava prestes--

— Sério, não termina, eu não quero saber de seus sonhos. – Pablo respirou fundo.

Chris tirou o cobertor do rosto e guardou na mesma mochila do notebook e depois sentiu que Pablo estava diferente, pelas expressões que ele fazia. Por fim, perguntou:

— O que aconteceu para estar te preocupando?

Pablo olhou para a aeromoça ruiva e sorriu.

— O que estava me preocupando, agora passou.

— Hum... – Chris sorriu de forma maliciosa – Depois eu que sou o pervertido.

Pablo riu.

O avião não teve problemas para aterrissar e os passageiros saíram em segurança.

O quarteto composto pelo Piloto, Copiloto e as duas aeromoças estavam conversando ao chegarem ao piso do aeroporto, ainda no andar de embarque/desembarque.

Pablo ficou aguardando a aeromoça ruiva, mesmo depois de ouvir reclamações e comentários de segundas intenções do amigo.

— Hey! Wait*! – Chamou e correu até o quarteto – Eu sei que não é da minha conta, mas poderiam me dizer o que de fato aconteceu no avião para ficarmos em pleno voo fazendo hora?

— Um pouso de emergência, como foi dito. – Contou a outra aeromoça.

— Não, não foi isso.

— Rapaz, já estamos em terra firme. A viagem foi cansativa e não aconteceu nada. Esqueça isso. – O piloto tentou encerrar o assunto.

— Não dá. – Pablo insistiu – Eu senti as pequenas vibrações, mas nem estávamos voando acima do mar para ter diferentes massas de ar.

— A massa de ar que vem do oceano é só um exemplo, o ar quente poderia ter vindo de outro lugar.

— Não é isso!

— Opa, opa! – Chris estava observando o amigo e se levantou, juntando-se com o grupo, quando sentiu a impaciência transbordando em Pablo – Vai com calma, cara. Seja lá o que estiver te irritando, deixa pra lá. Temos muita coisa para fazer ainda.

Pablo olhou para a aeromoça ruiva, que se mantinha em silêncio.

— O.k. Se não querem contar, tudo bem. Eu só queria saber sobre fenômenos físicos. Nada que fosse prejudica-los.

— My son, don’t worry*, se acontecer de novo o que houve hoje, daremos um jeito. – O piloto sorriu de forma confiante.

— I know*. – Pablo parecia se acalmar.

— Pode ter certeza que, se nos encontrarmos de novo, eu te contarei realmente o que houve enquanto voávamos. – Disse o Piloto, ainda com um sorriso no rosto.

— Esperarei por esse dia.

— Agora precisamos ir. – O Copiloto avisou, vendo a hora em seu relógio.

O grupo se despediu e, antes de seguirem seus caminhos, Pablo chamou a ruiva.

— Eu ainda não sei seu nome. Fiz toda uma apresentação sobre mim, mas não faço a mínima ideia de quem seja o anjo mais teimoso que conheci.

A aeromoça riu.

— Angelina. Angelina Geller. – Ela o cumprimentou em um aperto de mãos e sorriu em mais uma despedida, acompanhando a sua equipe.

— Dude*... Você arranjou um verdadeiro avião. – E assobiou no ouvido de Pablo, que se afastou e fechou o punho para socar o amigo, mas se conteve.

— Não faça mais isso e... Sobre a Angelina... – Um sorriso lhe brotou no rosto – Espero vê-la de novo também.

— E eu quero ver seu pai. No restaurante. Com muita comida para mim sem custar nadinha do meu bolso.

— Além de pervertido, você é interesseiro.

— Cara, mulher e pizza, duas tentações para mim que não têm preço.

Pablo abraçou Chris pelo pescoço e voltou para os bancos onde estavam sua mochila e os casacos.

— Dude*, você está me sufocando! – Falou Chris, com o rosto vermelho e ofegante.

— Essa é a intenção. – Pablo riu e soltou o amigo.

Os dois foram buscar suas respectivas bagagens e depois pegaram um táxi.

— Para onde? – Perguntou o taxista, ajudando os rapazes a colocarem suas malas no carro.

Pablo retirou um papel do bolso.

— Esse endereço. – Ele apontou para o papel ao entregar para o senhor.

— Ah... – O motorista, já um senhor com cabelo grisalho, coçou a nuca segurando o papel amassado — Pizza Hut Restaurant, né? 56-59 Strand. – Ele devolveu o papel – Vai demorar um pouco, uma hora e meia, talvez, sem trânsito, mas eu sei onde é.

— Depois de quatro anos sem ver meu pai, isso é pouco para mim, senhor. – Pablo riu.

— Depois iremos para Greenwich, o senhor conhece? – Perguntou Chris, ajeitando a mochila com seu cobertor e o notebook nas costas.

— Dessa pizzaria até Greenwich é, no máximo, uns trinta minutos. – Comentou o taxista.

— Great!* – Pablo olhou para dentro do aeroporto e depois foi empurrado pelo amigo para dentro do carro.

A viagem foi realmente longa, em duas horas, por causa do trânsito, chegaram à pizzaria. O pai de Pablo comentou sobre uma palestra que teria em uma semana no Observatório. E a noite se resumiu a isso: O acontecimento do avião até o encontro de Chris e Pablo com o Professor Dr. Edward Benjamin.

Notas finais
*Please - Por favor *Excuse me? - Com licença? Desculpa? * What? - O quê? * Hey! Wait! - Hey! Espera! * My son, don’t worry - Meu filho, não se preocupe * I know - Eu sei. * Dude - Cara * Great! - Ótimo!