23 anos
1 Capítulo 1
Notas iniciais
?” E dale 23 anos
?” Todos os acontecimentos e pessoas citadas são reais e de alguma maneira fazer parte da minha vida. Nada do que eu narro é invenção
Hello guys, aqui estamos mais um ano e dessa vez o rolê foi doido. Tipo, MUITO doido. Então sente-se ou deite de modo confortável porque esse último ano rendeu textão.
Poucos dias após meu aniversário passado, apareceu uma notificação aleatória no meu celular sobre vagas remanescentes na UFMT, cliquei e vi que era usado as notas do ENEM dos últimos 5 anos. Entediada como quem não quer nada, procurei mais informações e me inscrevi.
Duas semanas depois chegou meu celular novo que eu me dera de presente (iphone 12) e também saiu o resultado e eu passei.
Olhar para a tela do computador, vendo uma lista de nomes e o meu próprio seguido de APROVADA foi um choque. Eu jamais imaginaria que fosse dar certo, eu fiz apenas por tédio e desafio à minha vida em me surpreender ao menos uma vez.
Automaticamente liguei para minha mãe e apenas disparei comemorações e surtos, sem ao menos ter explicado tudo o que rolou. Na hora eu estava sozinha no escritório, isso foi bom para eu surtar sozinha e dar tempo de eu me acalmar até as meninas voltarem.
Escutei um leve esculacho e surto da minha mãe no carro, mas ela ficou feliz. Só estava mais perdida e desesperada do que eu.
Aí começou o surto para decidir se eu iria para Sinop ou não. Eu estudaria numa Universidade Federal mas não iria conseguir trabalhar pois o curso é em período integral, moraria sozinha e veria a família a cada três/quatro meses. Foi difícil escolher. É difícil tomar uma decisão que muda completamente o rumo da nossa vida, decisão essa que não há como prever se vai dar certo ou errado, se vai servir para nos trazer alegria ou decepção. Acho que o fato de eu ser nova, sem companhia de relacionamento ou filhos e ansiosa para viver de verdade contribuíram muito para eu decidir arriscar sair de casa.
Então eu vim. Saí da prefeitura sem despedidas da equipe, enchi o porta mala do carro dos meus pais e vim pra Sinop atrás de um lugar pra ficar. Achamos um sobrado velho, mas que os donos eram bons, R$ 1.300,00 por dois meses e depois R$ 1.500,00.
Minha primeira aula foi de anatomia com o professor Ricardo. Divo surtado que é meio sem noção as vezes, mas que gostei desde a primeira aula. Compramos uma bike pra mim se virar no que puder, visto que viver andando de uber é MUITO caro.
Meus pais trouxeram minha mudança, me ajudaram a organizar algumas coisas e depois foram embora. Comecei a morar oficialmente sozinha no dia 27/07/2023. O calendário acadêmico está bagunçado desde a pandemia, então o ano letivo de 2023 começou apenas em julho, no período em que entrei. A ideia inicial da reitoria era 2023 e 2024 terem três semestres letivos cada um.
Os primeiros dias foram legais. Não me adaptei rápido na faculdade. Levei semanas para decorar os nomes dos meus colegas e mais tempo ainda para me fixar num grupo de amizade. Erik ficou radiante por eu ter me mudado para cá e me apresentou a alguns amigos deles, fomos a algumas festas juntos e foi legal.
Três semanas depois de eu ter me mudado, Tony e Zoro sumiram e nunca mais voltaram para casa. Fugiram quando meu pai abriu o portão para entrar no pátio com o carro e desapareceram como pó. Eu senti muito quando Kauane me contou, mas também não é como se eu pudesse fazer algo estando a quase 250km de distância. Esperaram por meses mas eles nunca voltaram.
A rotina universitária é mais pesada do que parece. Antes eu tinha preconceito com quem dizia que faculdade pública só tinha vagabundo e hoje tenho ÓDIO de quem fala isso. Obvio que há aqueles alunos desinteressados, mas são tão raros que quase não tem. A maioria é aplicada e dedicada, lutando atrás do sonho de se formar.
Um ano atrás eu imaginava como e quando seria a minha vez de começar a viver, hoje minha vida é meu sonho passado e as vezes não consigo acreditar nisso.
Meu circulo de amizade da faculdade rodou muito. Percebi que as meninas de quem eu tinha me aproximado não eram boas pra mim, exceto Maria Eduarda. Sinto que Maria poderia ter evoluído muito bem para minha melhor amiga mas nosso lance morreu antes disso acontecer. Espero que ela saia de perto daquelas meninas, é foda você ver alguém tão incrível estando rodeada por pessoas ruins.
Como tudo foi novo e repentino, eu não soube equilibrar os pratos e acabei reprovando em anatomia. Essa reprovação me trancou três disciplinas do segundo semestre. Mas não foi de todo ruim, consegui ter tempo pra me dedicar a mim mesma.
Houve uma festa de Halloween na Adami e Erik e eu fomos. Teve um concurso de fantasia e o Tarsis ganhou. Bebemos até quase cair e apenas quando cheguei em casa dei a falta da chave da minha casa. Foi uma saga esperar Erik, Tarsis e Raeo literalmente pararem a festa para procurar a chave no salão e depois no carro do Tarsis. Erik estava muito bêbado e vomitando as tripas e eu presa para fora de casa, bêbada pra cacete também e com 2% de bateria no celular. O desespero bateu e fiz promessa para São Longuinho de que ficaria um ano sem beber álcool caso encontrassem a chave. E encontraram, eu havia esquecido no estúdio de fotografia em que o Tarsis havia gravado conteúdo e terminado de se arrumar. Raeo trouxe ela para mim. Desde então nunca mais bebi uma gota de álcool e para ser sincera estou pensando em parar definitivamente, abrindo exceções para ocasiões especiais.
Voltei para casa em novembro, passei um pouco mais de uma semana lá. Voltei no CCT mas foi estranho, não me senti muito bem lá. É estranho ser visita num lugar onde você frequentava diariamente, ver o quanto a intimidade e cumplicidade de equipe se foi porque você não pertence aquele lugar. Rolou o ENEM e não fui fazer, depois me arrependi e deveria ter ido.
O segundo semestre começou no fim de novembro e já comecei a montar meu currículo. Durante as férias meio que caiu a ficha de que se eu não correr atrás do que eu quero, ninguém vai fazer isso por mim. Então me matriculei numa disciplina optativa sobre amamentação, me inscrevi numa liga acadêmica e num projeto de extensão.
Tivemos aulas por umas três semanas e logo veio natal e ano novo. Nesse período parei de conversar definitivamente com as meninas. Saí do apartamento dia 16 de dezembro para uma kitnet do outro lado da avenida e foi uma das piores decisões que tomei na vida. Nesse rolê de mudança e aulas, esqueci de comprar minha passagem para casa e passei o Natal em Sinop. Fui almoçar com a família do Erik e o Raeo (ex namorado dele), passamos a tarde jogando Uno e a noite fomos para o Porks. Voltei para casa perto das 10 da noite.
Passei o réveillon debaixo da mesa longa do meus pais, comendo doze uvas e fazendo doze pedidos kkkkk. Meio cafona mas foi o que rolou. Meus pais e a nenê estavam dormindo e Kauane foi para a praça. Fiquei lá mais alguns dias e voltei pra Sinop no dia da volta as aulas. Cheguei meio dia, deixei minha mala em casa e fui pra UF ver o Ricardão na aula teórica de anatomia (quarta-feira).
Minha casa estava HORRÍVEL. Tinha tanta barata morta que só por Deus. Eu já me arrependia de ter me mudado, mas só de pensar no alivio das contas dos meus pais eu calava a boca e rezava pra não aparecer um escorpião naquele cativeiro. O aluguel era R$ 800,00 e livre de luz e água.
O segundo semestre rolou e mais festas rolaram também. Fui no carnaval do Pilantras e o resultado foi uma quase morte da Karine por febre, garganta inflamada e dor no corpo. Três dias de festa que me resultaram em duas semanas de recuperação, isso que eu não bebi nada de álcool. Mas não me arrependo. Fiquei com dois carinhas lá, Vinicius e Marcelo.
Passou o aniversário do meu pai, aniversário do Erik e então chegou a formatura da Cris. Ver uma amiga se formar na faculdade foi um baque. Já não éramos adolescentes cheios de hormônios brigando por alguma bobeira da formatura do terceiro ano. Cris já é oficialmente jornalista, Erik estava a um ano de ser também e eu tinha acabado de começar meu curso. Se numa formatura eu chorei, nem quero imaginar em casamentos ou filhos.
Algumas semanas depois comecei a fazer diárias pra passar rodizio numa pizzaria nova que abriu aqui. Trabalhei algumas noites e chegava em casa quase morta, morrendo de dor no braço esquerdo e nas solas dos pés. Numa dessas, cheguei em casa e a luz de fora que eu tinha deixado acesa estava apagada e a luz do meu quarto que eu tinha deixado apagada estava acesa. A desquerida e mal comida Sirlei entrou na kitnet pra mudar as luzes e tentou jogar a culpa nas minhas vizinhas (como se fosse possível). A sensação de violação é péssima, me senti muito mal ao constatar que alguém entrara na minha casa e vira minhas coisas sem a minha permissão.
Fiz cara de paisagem e continuei vivendo minha vidinha quieta. Arrumei briga com outra desquerida da faculdade por ficar criticando as monitoras de anatomia. Minha ex-professora Evanice virou minha caloura na faculdade. Minha mãe adotou uma cachorrinha e Kailane botou o nome de Pituka.
fiquei mais próxima da Isadora, uma colega de turma. O rolê deu tão certo que ela me chamou para morar com ela por uns 2/3 meses até os pais dela virem para Sinop e ela ir morar com eles. Também fiz amizade com a Luciana no projeto de extensão. Nos demos bem desde a primeira conversa e viramos boas amigas, tanto que talvez vamos morar juntas depois que a Isa sair do apartamento. Sobrevivi a mais um semestre, reprovei de novo mas dessa vez em bioquímica aplicada porque não consegui aprender nada do que a professora passou. Erik e eu passamos um domingo no curupy porque merecíamos.
No dia que eu voltava pra casa, Cris nos avisou que uma camioneta da assistência social de Tapurah se envolveu num acidente. A Débora, Sandrinha e a Vanessa morreram. Uma outra mulher também estava, não conheci ela, mas soube que havia sido chamada do concurso fazia uns 50 dias. Foi um choque pensar que as meninas estavam mortas. Elas eram a alma da secretaria, as peças principais para que tudo funcionasse. Ouvi dizer que o negócio foi tão feio que a polícia precisou “juntar pedaços” e algumas línguas diziam que havia “partes misturadas” dentro dos caixões.
Fui pra casa pensando nessa fatalidade. O velório foi no dia seguinte. Fui lá e todos os caixões estavam fechados. Uma foto de cada uma sob o tampo de madeira e uma blusa do festival de pesca feminino que elas tinham organizado ano passado. Havia uma blusa de Harry Potter sob o caixão da Vanessa. Aqui me pegou. Rezei um pouco e fomos pra casa da Isabella faxinar. Não consegui aguentar e chorei. Lembrei de tantos momentos com a Vanessa enquanto professora, o “canavial de banana”, a homenagem que a gente organizou para ela no dia do professor pela rádio-escola, o terror que ela era enquanto coordenadora com seu apito demoníaco. Foi triste pensar que ela não estava mais entre nós.
Exceto a Débora, todas deixaram dois filhos e seus maridos. A moça novata era psicóloga e vinha de Lucas.
Comecei as férias assim e terminei com Kauane trazendo uma viatura da polícia para casa. A sorte que meu pai não estava em casa na hora. Fiquei tão puta, mas tão puta que não emiti uma palavra para ela. Se eu começasse a xingar ela, com certeza partiria para a violência física, então apenas mandei Kailane ficar num canto quieta (o que milagrosamente obedeceu porque ela percebeu o quão séria eu estava). Todas sobrevivemos ao meu ódio mortal e a grande decepção da minha mãe.
Alguns dias antes desse rolê pintei meu cabelo com a cor chocolate mas não mudou muita coisa. Apenas ficou mais escuro e ele fica meio ruivo no sol, me sinto a própria Bella Swan.
Voltei pra Sinop e a desquerida Sirlei começou a encrencar com a data do aluguel. Foi na minha porta me dar lição de moral e conselho não solicitado, bem passivo agressiva. Velha arrombada.
Comecei meu terceiro semestre mas minha grade é toda do segundo. Não tenho mais nenhuma aula com a minha turma original. Adorei fisiologia e histologia, são matérias difíceis mas fascinantes. Sinto que é realmente isso que quero, a saúde é meu lugar.
Ai a malcomida Sirlei surtou e me expulsou da kitnet. A velha teve a ousadia de falar pra minha mãe que eu ficava em casa o tempo todo e teria tempo de caçar uma casa e insinuou que eu estaria fazendo coisas erradas porque segundo ela, eu sabia o que fazia e com quem andava.
Velha desgraçada.
Minha gastrite nervosa atacou e fiquei pegando fogo internamente de quarta-feira à domingo. Foi horrível e desesperador. Ela deu TRÊS DIAS para eu sair daquele cativeiro, mas graças a Deus consegui.
Minha mãe achou um kitnet bonitinha num outro bairro, mais longe da UF e mais caro. Mas era o único que aceitava contrato de 6 meses. Rodei Sinop entre imobiliária, kitnet, cartório e imobiliária de novo. Foi cansativo mas deu certo.
Sai daquele inferno no sábado. Meus pais vieram e Erik ajudou. trouxemos tudo e dei algumas voltas por perto. Não tem igreja ou mercado mais próximo que 1km e a UF fica a quase 6km de distância. Há crianças brincando nas ruas e passa carros de som anunciando ovos e melancia. Acho que aqui é mais povão que o outro bairro. Pretendo ficar aqui por uns 2 meses até eu ir pro CJ, bairro que fica em frente à UF.
E pra completar o caos, refizeram a votação sobre aderência da greve e foi aprovado. Foi bom pra mim porque eu não consegui fazer nenhuma das atividades dos professores por conta da mudança e também tive tempo de organizar a casa. (inclusive o prof Mário me zoou por eu ser temporariamente uma sem teto).
Rolou uma semana acadêmica de enfermagem na escola técnica do estado e eu participei. Expus pela primeira vez um resumo acadêmico cientifico e participei de um mini curso de ioga. Foi muito bom. Também vi um cara gatinho e a própria encarnação do Carlisle Cullen de Crepúsculo. E a coincidência que eu descobri é que ele é aluno de medicina da UF. Ri muito quando os sinais se juntaram.
Entre 21 e 22 o marido da Neli faleceu, ele estava com câncer no estomago desde o começo do ano passado eu acho. Finalmente descansou. Ai no dia seguinte a Franciele M. E., nora do ex-prefeito, também faleceu. Se ela tinha 40 anos era muito, uma mulher super nova e ativa infartou do nada. E aí pra completar o momento fúnebre, dia 26 a Jamilly B. também faleceu. Ela era mais nova que eu, estava na UTI em estado grave e não conseguiu sair.
Abril e maio foram meses bem pesados para a cidade. Quase 10 pessoas conhecidas se foram de formas diferentes mas impactantes.
Então atualmente estou na minha terceira casa em Sinop e já com planos de me mudar novamente em breve, e dessa vez, se Deus quiser, definitivamente até eu terminar o curso.
Semana passada comecei a trabalhar como monitora de um playgroud de uma pizzaria tradicional no centro. Paga bem menos que passar rodizio, mas lá eu consigo sentar, não fico andando o tempo e são apenas 5 horas de trabalho. É um serviço muito mais tranquilo. A única dificuldade são crianças teimosas.
Vou pagar meu bolo com o dinheiro dessas diárias. Não vai rolar comemoração hoje por ser quinta, mas sim sábado. Planejo passar a tarde com Cris e Erik no shopping e a noite vamos ao Quermesse, antigo Porks. Pedi pro Erik chamar Ana e Ingrid e eu chamei Luciana e o boy dela, Isadora, Barbara, Camilli e Paulo. Acho que vai dar bom.
Hoje acordei as 9 da manhã. Recebi algumas felicitações da família e de alguns colegas da faculdade no Instagram. Há uma caloura minha, Thaís H., que nasceu em 06/06/2004. E tenho uma veterana, Ana Giulia, que nasceu em 06/06/2001. A gente riu muito quando descobrimos que a coincidência bate até com o ano.
Passei o dia escrevendo, jogando Big Farm e Paciência e assistindo o BruninZor. Pedi uma marmita no almoço por não ter nada para cozinhar. Recebi uma solicitação de seguir da Vitória, uma menina com quem estudei no ensino fundamental e que éramos muito amigas. Lembro que eu chamava ela de Derrotinha porque o nome dela era Vitória e ela me chamava de Frajinha porque eu tinha cortado minha franja errado (evento canônico na vida de toda garota adolescente)
Comi uns pedaços do meu novo bolo favorito que tinha feito ontem, bolo pega-marido. Tomei um banho premium enquanto escutava uma playlist de Crepúsculo e resolvi assistir o filme também. Inspirada pela nova idade, criei coragem para começar a segunda temporada de Demon Slayer e assistir meu querido Rengoku morrer de forma heroica.
Amanhã preciso lavar o banheiro, ir a escola terminar de medir/pesar as crianças e a noite vou trabalhar no playground.
Estou muito feliz com a mudança repentina e surpreendente da minha vida. As coisas não aconteceram da maneira com que eu gostaria, mas depois de passar por tudo, acredito que foi melhor assim. De fato as coisas acontecem no tempo de Deus.
Não citei antes, mas tive alguns dates. O único que rendeu replay foi o do G., mas ele é útil apenas para eu beijar e me sentir desejada. Não me satisfaz, termina em 5 minutos e não tem segunda rodada. Bem hétero médio. Acho que ontem foi a colação de grau dele.
Teve também o doido do Thiago. O date todo foi legal, mas ele passou o DIA INTEIRO na minha casa e eu fiquei mais de 18 horas sem dormir porque o querido se adonou na minha cama. Fiquei tão traumatizada que quando ele foi embora no fim do dia, chorei de exaustão e pavor por pensar que o cara ficaria ali pra sempre. Me pediu desculpas pelo Instagram mas eu só bloqueei. Poderia ter rolado algo a mais se ele não tivesse montado acampamento na minha sala e me feito perder aula mesmo eu insistindo várias vezes para ele ir embora.
O que eu mais gostei mas quem estragou fui eu, foi com o Italo. Fui dormir na casa dele e depois do bem bom me deu uma vontade de chorar do nada (?). Ele percebeu eu ficou preocupado, eu tentei disfarçar mas não colou. Ele fez tudo muito bem e sinceramente, não sei porque o choro. Ele até brincou que se eu chorasse seria top 3 piores experiencias pós sexo. O que de fato é verdade porque, por mais que passamos a madrugada toda conversando sobre tudo, filosofando sobre a vida e tals. Ele me tratou muito bem até eu voltar pra casa e então nunca mais me respondeu. Fiquei morrendo de vergonha e eu mesma deixei de seguir e tirei ele do meu insta.
O foda é que já encontrei ele várias vezes na faculdade e eu me sinto mal em ser apenas olhada de relance. Mas a culpa é tecnicamente minha também.
Enfim. Meu horóscopo dessa semana disse que eu teria uma reviravolta de 180º na minha vida amorosa. Vamos ver o que irá rolar.
Espero que ano que vem as coisas estejam iguais ou até melhores, se possível. Eu só tenho a agradecer por tudo o que aconteceu.
Até meus 24 anos.
Eu aprendi qual é o valor de um sonho alcançar
Eu entendi que, o caminho, pedras terá
Eu vi em campo aberto se erguer construção
E foi com muitas pedras e foi com muitas mãos
Eu vi o meu limite vir diante de mim
Eu enfrentei batalhas que eu não venci
Mas o troféu não é de quem não fracassou
Eu tive muitas quedas, mas não fiquei no chão
E ao olhar pra trás, tudo que passou
Venho agradecer quem comigo estava
Ergo minhas mãos pra reconhecer
E hoje eu sou quem eu sou
Pois Sua mão me acompanhava
Mas eu sei, não é o fim, é só o começo da jornada
Eu abro o meu coração pra minha nova história
Só o Começo – Vocal Livre
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