21.12.12 - A Invasão

2 Nada é o que parece.


Notas iniciais
Boas notícias pessoinhas, eu consegui escrever o capítulo. Particularmente, eu gostei dele, achei um começo legal, com uma pitadinha básica de comédia e tudo o mais.
O próximo capítulo, acho, vai demorar um pouco, em vista que estou mesmo com muitas provas para lá e para cá, e tá meio complicado, rs'
Não se esqueçam de conferir a imagem do primeiro capitulo gente!
Espero que gostem tanto quanto eu gostei, boa leitura ^^
Não se esqueça de conferir o capítulo dos personagens, houve mudanças no elenco ^^

Imagem do capítulo: Clark Benson e Gwen Parker, respectivamente, andando até a escola.

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Abrir os olhos.

Seria algo tão simples para um ser humano... mas não era. Não hoje, não nesta manhã.

Você já teve aquela sensação sinistra de que algo havia mudado enquanto você dormia? Agora junte isso com uma dor infernal por suas juntas e em sua cabeça. E combine isso com o fato de seus cílios estarem grudado um no outro feito chiclete.

Bem, era assim que eu estava me sentindo.

Chamo-me Gwen Parker, tenho dezessete anos e sou fluente em vietnamita desde pequena. É isso mesmo, vietnamita. Como aprendi a falar tal língua? Bem, segundo minha mãe foi com meu pai, há muito tempo atrás quando ele ainda era vivo.

E eu me lembrava até hoje de como falar, coisa que era até então totalmente misteriosa pra mim.

Tentei abrir os olhos novamente, e sufoquei um grito estridente que se prendeu em minha garganta com garras de aço. Uma dor alucinante percorreu cada fibra, cada célula de meu corpo e eu perdi o ar.

Lutei para recuperá-lo e finalmente abri os olhos, e a fraca luz do sol que entrava pela minha cortina quase me cegou. Era como se eu houvesse ficado há muito tempo no escuro, há muito tempo mesmo, e finalmente estivesse vendo a luz.

Não é uma sensação que recomendo a você.

Fechei as cortinas e mergulhei novamente na escuridão.

Respirando com força, eu tinha a sensação de que estivera respirando por tubos hospitalares durante meses e só agora utilizasse meus pulmões de fato. Estralei praticamente todas as juntas do meu corpo, a maioria das minhas vértebras e o pescoço. Quando tentei fixar os pés no chão, foi como se eu estivesse andando em uma espécie de gelatina.

Acredite, não é nada legal cair feito um saco de batatas num carpete de madeira.

Praguejei em vietnamita e tentei me levantar, segurando fracamente na cabeceira da cama e me perguntando por onde diabos andava Bessie, minha Beagle de estimação.

Quando finalmente consegui me firmar em pé, tudo girou a minha volta e eu tive que me sentar na cama para não cair novamente.

Fiquei um tempo sentada, talvez dez minutos, talvez menos, para que a tontura parasse e tudo se centralizasse à minha volta. Quando senti que poderia andar calmamente e sem cair, me levantei novamente e suspirei.

Tudo estava parado onde deveria estar, e a única coisa que eu pensei foi: O que raios houve em meu aniversário na noite passada?

Eu sentia como se estivesse de ressaca, o que parecia impossível, levando em conta que o esplendoroso aniversário de dezessete anos que minha mãe arrumara para mim consistia em pizzas e refrigerante. De brinde eu também tive que assistir Guerra nas Estrelas com Clark, meu melhor amigo star treck maníaco.

Quando pensei na noite de meu aniversário, uma dor de cabeça forte me atingiu. E uma certeza incógnita se apoderou de meu corpo: Algo aqui esta errado. Muito, muito errado.

Observei meu quarto e meu próprio reflexo no espelho empoeirado ao lado de minha escrivaninha, tão empoeirada quanto. Eu estava mais... alta e... forte do que pensei que estaria. Meus cabelos dourados estavam brilhantes e sedosos e, mesmo na imersa escuridão em que eu me encontrava, pude notar o brilho intenso em meus olhos azuis.

Tudo bem, admito que estar um pouco mais alta que o normal, se sentir mais forte do que o normal ou até mesmo saber que há algo fora do normal é um pouco estranho, mas minha mente ficou extremamente agradecida com a ideia de que todas essas mudanças haviam ocorrido porque eu havia ficado mais velha.

Calcei as pantufas de estampa de Via Láctea (dadas por Clark, é claro, de presente de aniversário) e sai de meu quarto, enfrentando a luz cegante que me atingiu no exato momento em que abri a porta.

Peguei um par de óculos de sol que jazia na estante de livros de meu “tio” Carson e os coloquei. Ficaram um pouco grandes e deixavam minhas orelhas mais abertas, como orelhas de abano, mas fiquei agradecida pela escuridão que eles me proporcionavam.

Digo “tio” Carson, porque ele não é realmente meu tio. É só um amigo de minha mãe, e que sempre a ajudou a cuidar de mim. Uma vez ele me contara que eu havia desaparecido quando tinha apenas um ano, e voltara com três. Quando eu era mais nova, lembro-me de tio Carson tentando “arrancar” alguma coisa de mim sobre aquele meu sumiço de dois anos, mais eu simplesmente não conseguia me lembrar.

Curiosamente, a sensação estranha que eu sentia nesse momento me parecia imensamente familiar. E eu tinha quase certeza de que, quando eu retornara de meu chá de sumiço com três anos, eu tivera a mesma sensação. Talvez em um grau mais baixo, mas era a mesma sensação.

Desci as escadas que me levariam até a cozinha e o cheiro de rosquinhas salpicadas de canela e sal – especialidade de minha mãe nos seus dias de garçonete – quase me fez vomitar.

Certo, isso sim era estranho.

Eu amava rosquinhas, principalmente essas rosquinhas. Como o cheiro delas estava fazendo com que meu estomago virasse uma massa colossal? Foi então que percebi que tudo, absolutamente tudo naquela casa estava me causando ânsias frenéticas.

– Bom dia, flor do dia! Vejo que adorou meus óculos, hein? – Disse tio Carson, alegre. Eu não me lembrava dele ter dormido em casa de ontem para hoje. E mais, ele estava parecendo muito à vontade para alguém que só dormia em casa uma vez por ano, ou menos.

– Hã... Bom dia. – Murmurei, sentando-me ao seu lado e olhando para o café da manhã com uma careta.

Minha mãe afagou meus cabelos e sorriu, beijando-me a testa. Ela colocou duas rosquinhas em meu prato e outras duas no prato de Carson. E então ela... ela o beijou.

Eu devo ter soltado um palavrão bem feio em vietnamita, porque Carson se afastou de minha mãe e me olhou de cara feia.

– O que foi que disse Gwen?

– Desde... – Tentei me lembrar das palavras certas em inglês para dizer exatamente o que eu queria dizer. Sim, antes que você se pergunte, eu ainda tinha extrema dificuldade com essa língua. E não faço a mínima ideia do motivo. Engoli em seco, em parte para que o vomito ficasse dentro de meu estômago, em parte porque eu ainda não achara as palavras certas para dizer. – Desde quando vocês dois estão... hã... namorando?

Não era uma pergunta assim tão estranha. Afinal, na noite de meu aniversário os dois nem estavam trocando palavras direito, e então, de repente, estavam se beijando no café da manhã? Eu tinha direito a respostas.

Para a minha surpresa, mamãe e Carson me olharam como se eu tivesse acabado de dizer: Ei, olhem para mim, sou um macaco com cabeça de alce!

Fiquei apenas olhando para eles. Eu tinha total direito de saber.

Minha mãe sorriu e revirou os olhos, Carson ainda me olhava como se eu fosse um macaco com cabeça de alce.

– Filha, você está bem? Teve algum pesadelo ou coisa do tipo? – Mamãe se sentou de frente para mim e Carson e começou a se servir de rosquinhas e suco de laranja. – Eu e Carson estamos juntos há três meses, se lembra? Foi até você que insistiu para que ele me pedisse em casamento. E isso foi na semana passada!

Engasguei com minha própria saliva.

– O quê?!

Minha mãe fez cara feia para mim.

– Francamente Gwen, não é hora para brincadeiras. Retire esse maldito óculos escuros. E a senhorita já devia estar com o uniforme da escola, não é? É melhor se apressar para não perder sua carona com seu futuro padrasto. – Ela piscou para Carson, e ele lhe sorriu. Um sorriso malicioso que foi retribuído por minha mãe.

– O quê?! – Repeti, incrédula. Escola? Como assim escola? Eu ainda estava de férias! Faltavam, pelas minhas contas, mais duas semanas para as aulas. – O quê?! – Essa última foi só para deixar bem claro que eu estava realmente confusa.

Minha mãe e Carson se olharam novamente. Carson empurrou um copo de suco de laranja para mim e me incentivou a comer uma rosquinha. Eu recusei ambas das coisas e me levantei.

– O quê? Onde pensa que vai? – Perguntou-me Carson. – Coma alguma coisa pelo menos, Gwen. Não esta com fome?

Como resposta, eu vomitei. E foi bem nojento.

E o pior foi o que eu vomitei. Eram... pedaços de uma coisa prateada misturado com pedaços de uma coisa laranja e mais pedaços de uma coisa vermelha, que parecia arenito. Tudo isso englobado por uma gosma branca bastante nojenta.

– Oh, puxa... – Mamãe comentou, levantando-se depressa e começando a limpar minha bagunça com profundo nojo.

Carson me puxou para si e afagou meus cabelos. Olhei calmamente para ele, tentando disfarçar a vergonha que sentia por ter arruinado nosso café da manhã.

– Deve ter sido a pizza e o refrigerante de ontem... – Murmurei. – Combine isso com ficar vendo umas mil vezes o mesmo filme com um garoto que sabe praticamente todas as falas da Princesa Léia e...

– Gwen, tem certeza de que esta bem? Ontem a única coisa que você comeu foi camarão... – Ele olhou rapidamente para meu vomito estranho. – E aquilo ali não se parece em nada com um camarão.

Franzi meus cenho e soltei um “Một mớ hỗn độn!”, que era algo como “Que porcaria!” em inglês, quando um ronco gutural saiu de meu estômago.

Foi quando percebi o quão faminta eu estava. E o mais nojento era que eu sentia uma necessidade de... hã... comer o que eu havia vomitado.

Sim, eu sei o que você esta pensando: Que nojo. Puxa Gwen, você é nojenta. E devo dizer que concordo plenamente com você.

Antes que minha mãe terminasse sua limpeza, eu distrai Carson por um instante e peguei um pedaço considerável daquela coisa que parecia arenito englobado na gosma branca e o coloquei na boca.

Aquilo me deu vontade de vomitar, e eu vomitei, mais desse vez saiu apenas à gosma branca. Muita gosma branca.

Carson me acalmou e me levou para a sala, oferecendo-me um pouco de remédio para ânsias e rosquinhas, aceitei ambos com prazer.

– Bem, pelo visto alguém não vai poder ir para a escola hoje. – Disse minha mãe enquanto vinha ver se eu estava bem.

Você pode dizer que é birra de adolescente, mas o fato é que quando escutei isso, resolvi que precisava ir para a escola. Eu precisava saber o que mais havia mudado, eu precisava tentar entender o que estava acontecendo. E mais, eu precisava falar com Clark.

– Não... – Falei, meio que em transe. – Não. – Repeti, dessa vez mais firme. Comi um pedaço de rosquinha. – Eu vou para a escola sim. – Bebi o suco e me levantei. – Clark vai passar aqui que horas?

Minha mãe e seu amigo colorido se entreolharam de novo. Certo, aquilo já estava me irritando.

– Ele não passa mais aqui, minha querida. Agora quem a leva é Oliver. – Minha mãe apontou para Carson.

– Não, obrigada. – Falei, indo até o telefone e discando o número de meu melhor amigo. – Eu quero ir com ele hoje.

Carson deu de ombros quando mamãe começou a protestar.

– Não, esta bem, eu precisava mesmo chegar mais cedo na delegacia... problemas com um matador de aluguel.

– Puxa... – Exclamou minha mãe, seguindo com seu noivo para a cozinha.

Clark atendeu no terceiro toque.

– Alô Terráquea! – Disse ele. Aquela sua voz me reconfortava. Era ao mesmo tempo grave e suave, sem falar no seu maravilhoso sotaque britânico. Eu amava sotaques britânicos.

E não, ok? Não estou e nem nunca fui apaixonada por Clark. Certo, ele era alto, forte, tinhas os olhos mais lindos que eu já vira na minha vida e cantava extremamente bem. Mas éramos melhores amigos desde os cinco anos, eu só poderia vê-lo como um irmãozinho.

– Oi. – Murmurei. – Escute, preciso pegar carona com você hoje. Carson vai... hã... eu não sei o que ele vai fazer.

Clark soltou uma risadinha do outro lado.

– Isso é reconfortante, Gwen. Certo, eu passo ai daqui a dez minutos e... vamos andando?

– Seria ótimo.

Clark desligou e eu subi correndo para meu quarto, tropecei em Bessie e ela me encharcou de baba de cachorro.

– Bessie, não! – Ouvi minha mãe gritando, desesperada. – Ah, Deus... ela vai mordê-la ou... Hã? – Minha mãe parecia surpresa.

Eu só não entendia muito bem o por quê.

Rindo, retirei Bessie de cima de mim e afaguei suas orelhas.

Minha mãe realmente me olhava como se eu fosse um macaco com cabeça de alce. Ou então ela olhava para Bessie. Eu não consegui definir.

– Como...? Desde o dia seguinte ao seu aniversário... ela começou a odiá-la e agora, do nada, resolve gostar de você? – Minha mãe franziu o cenho ao analisar as feições dóceis de Bessie. – Ela até parece que... que estava com saudades!

Balancei a cabeça para aquela maluquice toda e me levantei. Deixei minha mãe olhando de boca aberta para Bessie e continuei o caminho até meu quarto.

Peguei o uniforme do colégio Margareth Thatcher e me troquei rapidamente. Prendi o cabelo com uma fita vermelha e calcei as meias e os tênis. Em menos de cinco minutos, eu já estava pronta.

Escovei meus dentes rapidamente e me despedi de mamãe e Carson.

Enquanto esperava por Clark, rezei para que eu tivesse todo o material escolar guardado no armário. Eu também praguejava o tempo todo por causa do frio. Noite passada, eram fim das férias de verão e havia um calor gostoso e pleno no ar, no dia seguinte era neve para todos os lados.

Eu precisava mesmo saber o que estava acontecendo.

Coloquei os fones no ouvido e esperei.

Uma figura alta, meio desengonçada, se arrastou em minha direção. O vento frio fez o cabelo volumoso e cacheado de Clark se espetar para todos os lados, deixando-o com um semblante engraçado. Seus olhos azul esverdeados estavam ternos e ele usava um moletom do Chewbacca que me fez rir.

– Que foi? – Ele perguntou ao me cumprimentar como um star trek maníaco faria. Levantando a mão direita na altura da cabeça, afastando os quatros dedos e dobrando o dedão.

Repeti seu gesto para ele.

– Nada não... eu só... – Franzi o cenho para o sentimento que eu estava sentindo ao olhar para meu melhor amigo. – Só estava com saudades.

Clark apenas revirou os olhos e me ofereceu o braço, que aceitei com prazer.

Seguimos em um silêncio profundo até a escola. Enquanto passávamos por uma alameda de árvores congeladas, pigarreei.

Clark olhou para mim.

– Hã... Não se importa de eu lhe fazer uma pergunta estranha?

Ele deu de ombros.

– Claro que não, Gwe. Pode fazer.

Respirei fundo, para acalmar meus nervos.

– Que dia é hoje?

Clark me agraciou com aquele seu maravilhoso sorriso torto.

– Dia sete. – Respondeu ele.

Não que isso tenha ajudado muito, é claro.

– Não... Que dia, mês e ano é esse?

Eu começava a duvidar que realmente fosse uma espécie de macaco com cabeça de Alce.

– Hã... – Clark pensou por um instante, coçando suas orelhas avermelhadas pelo frio. – Dia sete, do mês doze, do ano de dois mil e doze. Sexta-feira. – Ele colocou o indicador esquerdo na boca por um segundo e o retirou, colocando-o de frente para o vento. – Aproximadamente -5ºC... previsão para nevasca para o natal...

– Clark! – Sorri, batendo de leve em seu braço. Mais eu começava a pensar seriamente em minha vida. O ano ainda era o mesmo do qual eu lembrava, mas o dia e o mês. Eu fizera dezessete no dia vinte e sete de julho... Estaquei e quase fiz meu melhor amigo atropelar uma velha senhora que atravessava a rua. – Foram praticamente cinco meses.

– Anh? – Perguntou Clark, visivelmente confuso.

Revirei meus olhos. Droga! Eu não deveria ter falado isso alto.

Por sorte, eu fui salva pelo gongo. E esse gongo se chamava: Sinal para a entrada.

– Ah, droga... – Murmurei ao vê-lo. Ao vê-lo com ela, quando eu e Clark adentramos em nossa sala de aula – que, só para constar, havia mudado de lugar, e eu descobrira que teríamos prova de aritmética também. Bem, eu nunca fora boa em matemática, imagine agora fazer uma prova com cinco meses de estudo jogados no lixo? – e nos sentamos em nossos devidos lugares. É claro que Clark teve que me mostrar onde eu me sentava, e ele ainda me fez o enorme favor de pegar meus materiais.

Enfim, voltando o assunto de “vê-lo com ela e sentir que meu coração se despedaçara em milhões de pedaçinhos”, quem eu via era Josh. Josh Stuart, o garoto mais popular da escola inteira. E Samantha Sullivan, a maior bis... hã... a mais popular da escola também.

Eu guardava para mim mesma uma paixão avassaladora por Josh desde meus dez anos, e guardava um ódio na mesma intensidade por Samantha em tempo igual.

Eu meio que soubera, por intermédio de Clark – que era simplesmente apaixonado por Samantha desde quando se entendia por gente. Eles haviam sido melhores amigos até eu aparecer... e pegar a amizade de Clark só para mim. Acho que era por isso que Samantha me fuzilava com o olhar de cinco em cinco minutos desde que eu me mudara para Nova York. – que Samantha e Josh estavam saindo muito durante as férias, mais nunca imaginei que em algum dia eles poderiam namorar.

Pelo visto muita coisa havia mudado no tempo em que... hum... estive fora.

Descobri que Josh se sentava na minha frente agora, e Samantha lá do outro lado da sala. Hum, pensei, isso é bom, pelo menos não preciso ficar aturando aquela chata durante as aulas também.

Porém, quando olhei para os olhos verdes de Josh... aquele seu cabelo loiro como o meu... eu senti algo.

Ah, provavelmente você esta pensando: Oh, puxa, você sentiu seu coração dar uma volta olímpica dentro de seu peito, achou que perdeu o ar e todas as suas ideias se embaralharam na sua cabeça.

Mais não. Não foi nada disse que eu senti.

Eu senti como se o conhecesse.

Ah, cara, que coisa estúpida. É claro que eu o conhecia, eu estudara com ele desde o fundamental, mas não foi nesse sentido que eu quis dizer. Era algo mais... intenso. Era quase como se fosse um reconhecimento.

E, assim como a certeza de que havia algo de errado, eu senti que Josh... Josh estava envolvido com isso, de alguma forma, ele realmente estava envolvido com isso.

Foi quando percebi que eu o encarava de uma maneira bem estranha, e que Clark ria de mim com seus olhos claros.

Josh me olhava também, como se ele estivesse sentindo exatamente a mesma emoção que tomara conta de meu corpo. Respirei fundo e fingi estar escrevendo algo no caderno.



Notas finais
E então? ^^