Notas iniciais
Esse capítulo vai pro Samuel José, meu fã numero um ;p'
Fláviaa, eu irei deixar claro que amo seus comentário, e leio eles com extrema felicidade, então não pare de comentar!
Gente, eu acho que vou parar de responder alguns comentários por um tempo, e se eu responder vai soar bem vago.... Não me xinguem, mas é porque eu tô tentando controlar minha língua aqui pra não enviar spoilers pra vocês!
Boa leitura e me digam o que acharam da profecia (:
Ouve mudanças no elenco, vejam lá ^^

imagem do capítulo: Gwen e Josh. Hm... será que Clark irá se sentir ameaçado pelo Ariano alto e forte?

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Eu e Josh seguimos Clark até o andar de baixo. Viramos para a esquerda e adentramos na cozinha da casa. Para falar a verdade, eu não sabia onde começava a cozinha e terminava a pilha de louças sujas e de odor... diferente.

Clark nos levou até o quintal traseiro da casa. Que não era muito grande e parecia estar sugando todo o ar dos meus pulmões. Havia um pé de alguma coisa encostado a um canto, mas estava repleto de neve. Percebi também que estava nevando novamente, pois flocos de neve estavam caindo e encharcando meu cabelo.

Com frio, estremeci e gemi algo incompreensível. Percebi que o frio que eu sentia não tinha absolutamente nada haver com a neve, mas sim com o pequeno escritório que via à minha frente.

O escritório era fechado, mas parecia haver uma espécie de acondicionado tão gelado lá dentro, que me fazia sentir que estava na Sibéria. Havia duas longas mesas de madeira fria e escura, ambas repletas de diagnósticos médicos, aparelhos eletrônicos, binóculos, três telescópios, microscópios, alguns vidros com flúor azul e uma caixa metálica em formato de U com panos esfarrapados dentro dela.

Estremeci outra vez e rangi os dentes.

– Tudo bem Gwen? – Perguntou Josh.

Assenti.

– Estou ó-ó-ó-ótima! – Sorri e rangi os dentes novamente.

Clark retirou sua blusa e a colocou em cima de mim. Ele olhou de relance para Josh e disse:

– Gwen tem o péssimo hábito de achar que vai atrapalhar se pedir alguma coisa. Tipo uma blusa. – Ele piscou. – Ela está com frrrrrrrio. – E estremeceu, passando as mãos nos braços, que tremiam descontroladamente.

Josh revirou os olhos e tirou a jaqueta de couro do corpo. Ele pegou a blusa de Clark e a entregou para ele enquanto ajeitava meu cabelo para o lado e vestia sua jaqueta extremamente quente, cheirosa e confortável em mim.

– Você... não está com frio? – Perguntei, admirando Josh por ele ainda não estar tremendo. E vala lembrar que ele estava só de regata.

Josh deu de ombros e fez que não com um gesto de cabeça. Clark bufou ao vestir sua blusa novamente.

– Por aqui, andem logo. – E seguiu para a esquerda, onde tinha uma porta de madeira semiaberta.

– Obrigada. – Agradeci a Josh. – Tem certeza de que não quer ela de volta?

Ele sorriu e afagou minhas bochechas por um segundo.

– Eu não sinto frio, Gwen. É estranho, mas nunca senti. – Ele mordeu o lábio. – Deve ser coisa de Ariano.

Acenei afirmando com a cabeça.

– Provavelmente. Ouvi falar que seu planeta era... hm... totalmente de gelo. Só existia inverno lá. – Soltei uma risadinha nervosa. – Mas não consigo entender como você pode ser tão quente.

Josh sorriu.

– Deve ser porque eu estou afastado a muito tempo de lá, e aqui é mais quente que lá... se é que “lá” existe ainda.

Soltei um risinho fraco, pois Josh não havia entendido meu modo de dizer “quente”. E não, não era quente por causa do sol. Era outra coisa...

– Ainda existe. – Me aproximei de Josh e coloquei minha mão fria em seu peito quente. Eu podia sentir as batidas de seu coração entrar no mesmo ritmo que as minhas. Respirei seu aroma delicioso de baunilha e o olhei nos olhos, hipnotizada por um momento. Estávamos próximos demais... Então me afastei bruscamente e sorri, desculpando-me. – Você não sente? Você não sente Ário dentro de si?

Por sorte, na hora em que Josh abriu a boca para dizer alguma coisa, Clark apareceu novamente. Seu cenho estava franzido em uma careta horrível e ele parecia estar cada vez mais sem paciência.

– O que ainda estão fazendo ai?

Josh deu de ombros e colocou as mãos nos bolsos dos Jeans, balançando as pernas de um lado para o outro.

– Ligando para casa. – Ele piscou.

Rapidamente me lembrei do filme “E.T” e comecei a rir. Clark, por outro lado, fechou ainda mais a cara.

– Querem entrar logo, por favor?

Paramos de rir e seguimos Clark para dentro do outro recinto. Esse, para a minha sorte, estava um pouco mais quente que o normal.

Havia uma mesa minúscula para uma só pessoa no centro da sala, que era muito pequena também. Ela era toda vermelha, como naquelas salas que revelam fotos antigas. Havia, sim, algumas fotos antigas de Josh bebê penduradas com pregadores de plástico em um varal de nylon.

O Dr. Orson estava sentado na cadeira enquanto olhava abismado para uma folha de papel amarelada, antiga e razoavelmente amassada.

– É a carta dos meus pais... – Josh murmurou. Então pigarreou e chamou a atenção de Orson. – Pai... hã, quer dizer, Dr. Orson, eu sei de absolutamente tudo agora. Eu me lembrei. – Ele respirou fundo. – Eu não sou humano.

Dr. Orson tirou os olhos da carta e olhou para o “filho”. Os olhos brilhantes, eufóricos.

– Eu já sabia disso.

– Já? – Josh estava surpreso.

Orson assentiu.

– Quando você deu os primeiros sinais de... hã... estranheza, comecei a fazer testes e a estudar seu sangue e seus hábitos. Muitos deles eram comuns aos meus olhos, mas havia outros.

– Outros? Que outros?

Aproximei-me de Clark e engoli em seco, assim como ele. Estávamos realmente nos intrometendo na vida do garoto mais popular do colégio... Quem faria isso? Ninguém faria isso! Alienígenas fariam isso!

Sorri com meu próprio pensamento e esperei pela resposta de Orson.

– Bom... – Ele olhou na direção em que estavam eu e meu melhor amigo. – Tem certeza? – Perguntou a Josh.

Josh me fitou por segundos eternos antes de voltar-se para o doutor e responder.

– Absoluta.

– Certo. – Dr. Orson concordou. – Bem, digamos que quando era mais novo você tinha certas... tendências a incendiar coisas. – Como nos mantivemos calados, Orson continuou – Quando ficava nervoso, ansioso ou até mesmo feliz demais, queimava todos os materiais inflamáveis ao seu redor. Uma vez, quando tinha cinco anos e meio, o encontrei em meio às chamas da nossa lareira.

– Sério? – Perguntou Josh, ainda mais surpreso que antes.

Orson sorriu e acariciou a mão do extraterrestre que adotara como filho.

– Sério. – Ele assentiu. – Você sempre foi suscetível ao fogo, e acho que é por essa razão que o frio não consegue atingi-lo.

Josh assentiu lentamente com a cabeça e coçou o queixo.

– Acho que tem razão...

Clark pigarreou e se aproximou do doutor enquanto me puxava pela mão.

– Anh... senhor? Você também devia mostrar a eles, afinal... – Clark lançou um olhar significativo para mim e outro para Josh.

Orson suspirou.

– Sim... O fogo. – Então semicerrou os olhos para Clark. – Acha que pode ser ele?

– Tenho certeza absoluta de que é, senhor. – Clark respondeu com a cara emburrada.

Dr. Orson pediu para que nos amontoássemos ao seu redor, de modo que pudéssemos ter a visão clara do papiro que segurava. Quando o fizemos, Clark aproximou o rosto da folha e suspirou, dizendo:

– Để tiết lộ! – “Revele-se”, em vietnamita. Quando ele o fez, o papiro pegou fogo... literalmente falando. Porém, não era como o fogo comum... era um fogo denso. Denso e branco, quase que de um branco cegante.

Clark e Orson rapidamente se afastaram do papiro em chamas e fecharam os olhos com força. Josh e eu, diferentemente, nos aproximamos ainda mais do objeto que pegava fogo e aprimoramos ainda mais a visão. Meus olhos ardiam, mas minha curiosidade era muito maior que esse mero incômodo visual.

Lentamente, as chamas foram tomando formas cada vez mais definidas. Pude distinguir uma mulher cabelos lisos que iam até sua cintura, depois vi um homem idêntico a Josh, mas um tanto quanto maior que ele e muito mais forte. Em seguida, avistei uma pequena forma nos braços da mulher. Ao ver o modo de como ela embalava aquela criatura extremamente pequena, entendi de quem se tratava. A imagem me mostrava um Josh bebê sendo colocado numa cápsula para ser enviado ao planeta Terra.

Quando a mulher abriu a boca para começar a dizer algo, eu fiquei meio zonza. Sua voz era a coisa mais linda que eu já ouvira em toda a minha vida... Sua voz me relaxou e fez eu me sentir tão segura, que por um momento até esqueci que o fim estava próximo.

– Shh... – A mulher fez para o bebê, que esperneava como se estivesse sendo torturado. Então ela lhe beijou a testa e apertou suas bochechas rosadas. O homem a abraçou por trás e lhe presenteou com um beijo leve na curvatura do pescoço. – Josh, quando ver isso, sei que já estaremos mortos, mas há coisas das quais você precisa saber... Coisas das quais compreenderá quando a hora for chegada.

Pode-se ouvir um barulho imenso de bombas atacando o local onde o casal estava. Pude distinguir gritos em vietnamita. Alguns diziam “segurem-se!”, “força, força!”, enquanto outros diziam “ataquem!”, “matem!”.

A mulher enxugou uma lágrima prateada que lhe escorreu dos olhos e olhou diretamente para nós. Ela passou o bebê para os braços do marido e suspirou. No segundo que se seguiu a isso, seus olhos estavam revirando nas órbitas e ela tremia como se estivesse tendo uma espécie sinistra de convulsão.

– A escolhida partirá numa jornada solitária,

Buscando proteger o grandioso planeta.

Protegerá a pátria amada,

Com a força de um cometa.

Do fogo ao ar, irá ajudar,

Da água a terra, um tesouro encontrar.

O alfa se consumira em guerra,

E, ao cair da noite, a tirania se desfalecerá.

Ouviu-se um estrondo e a imagem desapareceu, assim como o papiro. Depois de alguns segundos em profundo estado de choque, arrisquei uma olhada para Josh e o vi espalhando as cinzas do papiro penosamente.

Aproximei-me dele e pousei uma de minhas mãos em seu ombro.

– Você esta bem?

Ele se afastou de mim e respirou fundo. Então passou as mãos pelo rosto e as colocou nos bolsos da calça Jeans. Ele evitou me olhar nos olhos quando voltou a falar, mas sua voz estava abafada e rouca, como se ele estivesse fazendo uma força hercúlea para não chorar.

– Hm... certo. Vocês viram também? – Perguntou olhando para Clark e Orson.

Ambos assentiram negativamente com suas cabeças.

– Parece que os olhos dos Terráqueos são sensíveis demais para essas coisas. – Disse Orson enquanto Clark se aproximava de mim e me abraçava. – O que foi que você viu? Nós só pudemos escutar a profecia.

Desvencilhei-me bruscamente de Clark.

– Uma profecia? Ninguém me disse que havia uma profecia!

– Bom, os Arianos também eram conhecidos como os “descendentes” do titã Prometeu, que, de acordo com a mitologia grega, fazia muitas das profecias que diziam a respeito dos heróis gregos. – Clark disse. – E pelo visto a mãe de Josh era uma descendente muito próxima, pois ela fez essa profecia na hora. Ou seja, não tinha como os Plêiades saberem de alguma coisa.

O olhei espantada.

– O quê? – Então ele deu de ombros. – Aquele livro de Shawus vem me ajudando a entender você e esse seu novo mundo.

Não pude evitar um sorriso.

– Parabéns. – Murmurei.

Orson sorriu para Clark e lhe passou um cartão dourado com as iniciais O.S — MUFON.

– Você é muito bom em ufologia, meu jovem. Ai esta o endereço de onde trabalho. Você se daria muito bem como estagiário por lá, garoto.

Os olhos de Clark brilhavam intensamente, mas Josh olhava para a cena com profundo horror enquanto eu fazia força para permanecer séria. Coisa que estava exigindo muito esforço da minha parte.

– É sério isso? – Perguntou Josh quando Clark terminou de marcar um encontro na MUFON de Nova York e guardou seu cartão no bolso da blusa. – A Terra esta prestes a ser destruída, a única pista que temos para saber como ajudá-la é a droga de uma profecia e você está lhe entregando um cartão?!

– Josh, calma. – Murmurei.

Fitamos-nos por alguns segundos enquanto Clark e Orson prendiam suas respirações. As mãos de Josh tinham um brilho alaranjado fluorescente enquanto as minhas pareciam estar tremendo violentamente, mas estavam totalmente paradas.

Concentrei-me em passar tranquilidade para o Ariano em minha frente. Vi o brilho alaranjado de suas mãos e olhos ir diminuindo de intensidade lentamente até estarem totalmente verdes novamente.

– Calma. – Sussurrei para que apenas ele pudesse ouvir.

Josh respirou fundo e assentiu quase que imperceptivelmente em minha direção.

Então nos viramos para os Terráqueos assustados que nos olhavam com admiração.

– Isso foi... – Clark começou. – Simplesmente uau! – Suspirou.

Sorri, dando de ombros enquanto Dr. Orson via se seu “filho” estava realmente bem. Eu entendia perfeitamente a preocupação dele, afinal, a maioria dos materiais daquela sala eram inflamáveis. E ninguém ali queria virar quibe, obrigada.

– Então acham que a escolhida sou eu? – Perguntei. Orson, Clark e Josh me olharam como se dissessem “dããã”, então sorri. – É, certo. Entendi.

– O problema, querida, é que essa não é a profecia toda... – Dizia Dr. Orson.

– Ah, tem mais? Que maravilha! – Bufei.

– Eu passei dezessete anos estudando esse papiro e o povo do planeta Ário, — Continuou ele, se aproximando das cinzas que antes fora um papiro profético. – de modo que tenho absoluta certeza de que há mais coisas.

– E levando em consideração o fato de que o planeta Ário foi totalmente destruído... Ou o restante da profecia se perdeu para sempre ou...

– Kratos e os Reptilianos também sabem sobre ela. – Terminei.

Clark engoliu em seco, confirmando.

– Pelo menos eles nunca irão saber sobre a primeira parte. Ou seja, estarão invadindo a Terra sem nem sequer saberem que isso também esta incluído na profecia. – Continuou Clark.

Coloquei minhas mãos na curvatura da cintura e semicerrei meus olhos para Clark e Dr. Orson. Senti Josh fazendo a mesma coisa enquanto se postava ao meu lado.

– Por um acaso vocês já decifraram a profecia? – Perguntei.

Clark sorriu, assim como Orson.

– Temos o talento. – Piscou Clark para mim, fazendo-me corar.

– Eu estudei muitas das profecias feitas pelos Arianos, inclusive a famosa profecia Maia sobre o fim do mundo em 2012.

– Espere... – Josh começou a compreender a mesma coisa que eu.

Orson assentiu.

– Exatamente. A profecia Maia do fim dos tempos diz claramente que o mundo irá sucumbir, que a água irá tomar conta de tudo, certo? – Assentimos. – Bom, antigamente, os extraterrestres, principalmente os Plêiades, os Grays e os Arianos, viviam em constante com o povo Terráqueo. Os Grays e os Reptilianos eram os vilões... eles eram realmente odiados por todo o mundo por aqui. Os Plêiades e os Arianos eram conhecidos como “deuses do espaço”.

Dr. Orson esperou que fizéssemos algum comentário, porém permanecemos quietos. Até Clark parecia estar prestando atenção. Pelo visto ele ainda não havia cogitado juntar os pedaços do quebra-cabeça daquele modo. Mas o garoto descobrira sobre a verdade hoje, assim como Josh, então eu lhe daria um desconto dessa vez.

–Todas... todas essas mitologias – Continuou Orson. – tanto a grega, como a maia ou até mesmo a egípcia. Todas elas se basearam nos extraterrestres, mas basicamente nos Plêiades e Arianos. No Egito, por exemplo, foram os seus descendentes – Ele apontou para mim – que os ajudaram a construir aquelas maravilhosas pirâmides.

– Meu tatatatatatatatatatatatatatará-avô ajudou a construir as pirâmides do Egito? Aquelas pirâmides? – Perguntei, surpresa.

– Exato. – Respondeu o doutor, sorrindo em minha direção. Josh e Clark me olhavam boquiabertos. Orson resolveu continuar. – Bom, como os Grays e os Reptilianos estavam abduzindo gente para fazer estudos muito cruéis, os Plêiades resolveram conversar com o líder dos Grays da época, para tentar amenizar as coisas. Como já sabem, isso não deu nada certo e apenas causou guerra.

– Continue, estamos adorando. – Disse Clark quando Orson fez uma pausa.

– O povo Maia foi o mais atingido. Em minhas pesquisas, não consegui achar um numero concreto de mortes e “desaparecimentos” da época. Vários outros historiadores têm histórias alternativas para a criação da profecia Maia, porém todas levam a uma mesma resposta: Eles criaram a profecia pois tudo para eles estava ruim, então suas profecias começaram a profetizar o fim dos tempos. Os ufólogos tem uma teoria diferente, é claro. – Ele fez uma pausa breve, mas logo tomou a palavra novamente. – Para nós, os Arianos realmente viram sobre o futuro de 2012. Eles sabiam que dia 21 do 12 de 2012 seria o dia do juízo final para o planeta Terra, porque sabiam que os Grays logo se rebelariam contra o mesmo.

Orson juntou as cinzas do papiro em uma mão e as jogou em uma lixeira próxima.

– Para não causar tanto pânico, eles traduziram a profecia em uma linguagem que os Terráqueos pudessem compreender sem causar muito prejuízo aos extraterrestres presentes no planeta Terra.

– Então, basicamente, o senhor está dizendo que a profecia Maia é a mesma profecia que ouvimos há pouco? – Clark perguntou.

– Basicamente... é isso mesmo. – Orson assentiu. Então lançou um olhar ansioso para mim e Josh. – Desconfio que o líder dos Grays e Reptilianos já tenha pensado nisso, jovens, então sugiro que quando forem lutar contra ele... – Orson fez um sinal claro de “morte” com o indicador passando lentamente pelo pescoço.

– Hm... – Eu fiz.

– E se tentarmos... sabe? – Josh olhou-me, esperançoso. – Descobrir o restante da profecia por nós mesmos?

– Temos um planeta de sete bilhões de pessoas para salvar primeiro. – Resmunguei.

Orson pareceu se lembrar de alguma coisa e sussurrou algo para Clark, que assentiu e saiu correndo da sala sem mais nem menos.

Josh olhou para seu “pai”, e eu segui seu exemplo. Mantive minhas sobrancelhas arqueadas até que ele falasse.

– É só uma ideia. Caso eu esteja certo, Clark poderá dizer a vocês aonde os Grays irão “atracar” a nave deles aqui na Terra. Se eu estiver certo, vocês poderão estar um passo a frente. Poderão esperar para atacar!

Bufei.

– Mas, pelo o que eu entendi, ainda temos que encontrar o ar, a terra e a água. – Suspirei. – O que são eles?

Orson deu de ombros.

– Repita a profecia para mim novamente, querida.

Suspirei, eu já estava ficando cansada daquela doideira toda.

– A escolhida partirá numa jornada solitária...

– Significa que você será a única que poderá salvar a Terra. – Orson traduziu enquanto escrevia alguma coisa num caderninho de bolso.

– Me diga algo novo. – Murmurei. Josh resfolegou e se sentou ao lado do pai Terráqueo. – Buscando proteger o amado planeta.

– Certo, acho que todos entenderam o que significa, não?

Assenti, assim como Josh, e continuei.

– Protegerá a pátria amada, com a força de um cometa. – Franzi o cenho. – Não entendi essa última parte.

– Significa que seu poder terá a mesma força de um cometa. O que, pela minha experiência, é um poder quase indestrutível.

– Ah, ok. – Balancei a cabeça para clarear a mente e prossegui. – Do fogo ao ar, irá ajudar. Da água a terra, um tesouro encontrar.

– Hmmm... – Orson olhou para Josh. – Acho que são extraterrestres. Extraterrestres que conseguem controlar elementos... assim como Josh.

Josh assentiu.

– Então acha que o “fogo” sou eu.

– Provavelmente é.

Pigarreei.

– E quanto aos outros três? Quer dizer que eu terei de ir atrás de alienígenas do ar, terra e água pelo mundo todo em apenas dois dias?

Orson sorriu sem humor algum.

– Sinto muito, mas não há como achá-los de outra maneira, certo?

Mordi o lábio.

Havia outra maneira.

Havia alguém.

Shawus.


Notas finais
aguardem por mistérios (: