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1 Prólogo
Notas iniciais
Postando aqui um novo projeto, desta vez uma história em um futuro distópico. Venho lendo alguns livros com este tema, e descobri que desde muito tempo antes eu já me interessava pelo tema recorrente de uma pessoa (ou um grupo delas) lutar contra um sistema opressor que as governa em um futuro mais próximo ou mais distante. A gente vê exemplos disso nos livros clássicos "1984", de George Orwell, "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury, além do "Vox", de Christina Dalcher, "O Poder", de Naomi Alderman e "O Conto da Aia" e "Os Testamentos", de Margaret Atwood.
O mais engraçado é que eu já curtia uma dose de distopia e não sabia, graças ao anime Dragon Ball Z, mais precisamente na Saga dos Androides. Ver uma realidade alternativa diferente da linha temporal principal foi algo que me impressionou, tudo isso em torno de um personagem, o Mirai Trunks (Trunks do Futuro), que lutava contra uma realidade devastadora, contra um sistema opressor, e que buscou ajuda para se fortalecer e vencer isso.
Enfim, a partir dessa bagagem eu quero levar adiante este projeto, mas não vou estipular uma periodicidade de postagem de capítulos. Como estou voltando aos poucos de um severo bloqueio criativo, então estou fazendo as coisas sem pressão e sem compromisso, pra voltar a ter prazer em escrever e não ter um novo bloqueio.
Agora, pessoal, sem mais delongas... Vamos à história e boa leitura a todos!
O centro da cidade fervilhava como sempre. Muita gente indo e vindo, para fazer compras, pagar contas, trabalhar, procurar emprego ou qualquer outra coisa que demandasse o deslocamento para lá.
Nas bancas, os jornais e revistas estampavam a notícia do momento. Alguns que paravam para ver atualizações de suas redes sociais em seus smartphones também davam uma espiadinha em algum aplicativo de notícias na web, para checar atualizações da notícia que continuava a repercutir.
Tal notícia chamava mais atenção do que as polêmicas em Brasília ou qualquer outra coisa.
“ONDE ESTÁ MONALISA?” era o mote repetido por repórteres nos aparelhos de TV dos mostruários das lojas.
Não se tratava do famoso quadro de Leonardo Da Vinci. Ele ainda estava no Museu do Louvre, em Paris. Tratava-se de uma jovem que desaparecera há cerca de dois meses sem deixar qualquer rastro, mas seu sumiço levantava uma série de teorias conspiratórias com vários vieses políticos, ideológicos e até ufológicos.
Era uma pergunta que, até o momento, permanecia sem resposta.
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