Notas iniciais
Desculpa pela demora dessa história, mas é que ando lendo uns livros e sempre esquecendo de postar novos capítulos aqui. Mas vou compensar, de algum jeito o/

Estávamos sentados na frente do Lago Verde [batizamos ele assim: Curt e eu], na frente da fogueira e Carlos estava prestes a começar a contar histórias de como era tudo antes.

“Na minha época, quando tinha uns 15, 16 anos, no ano 2011, lembro da minha menina. Adriana, ela era Punk. O que é punk? Bem, punks eram criaturas revoltadas com seu estilo de vida, geralmente agressivos e blábláblá. Mentira. Punks estavam aí para fazer o melhor para todos, eles eram como posso dizer? Para mim, qualquer punk era quase um anjo enviado para sacudir as vidas daqueles que o cercam. Essa é a minha forma poética de falar sobre eles. A minha opinião em, crianças! Ela tinha os cabelos azuis quando a conheci, mas não era todo, eram as pontas. Era meio maluquinha, tinha cara de criança mas tinha uns 15 anos. Era esperta demais e se fingia de boba, era inteligente pra caralho, estava sempre a me corrigir. Era engraçado. Aqui nesse lugar, eu a pedi em namoro. Lembro que ela começou a chorar, alegando que seu coração pertencia a outro e que isso iria fritar com os miolos dela, mas que ela me adorava de um jeito muito especial e que iria adorar namorar comigo, mas não sabia se aceitava:

- Aceite. Te farei feliz como nenhum outro fará. Esse garoto não merece suas lágrimas. Nenhum garoto merece.

- Jimmy, não sei o que dizer. Sério

- Você gosta dele?

- Eu o amo.

- Então... Ele te ama também?

Ela se sentou, sentei logo em seguida ao seu lado.

- Eu não sei.

- Ele quer você ao lado dele, quer segurar sua mão, quer te fazer sorrir o tempo todo, ele agüenta você corrigindo-o tempo todo, ele sabe das suas manias? Ele realmente quer você como eu quero?

Ela riu e me olhou carinhosamente. Um beijo magnífico que me atiçou todinho! Lembro do gosto que tinha...”

- Carlos, por que ela tinha te chamado de Jimmy? – Perguntou Joanna

- Ela tinha essa mania, dizia que eu tinha cara de Jimmy, alías, Santo Jimmy. Ela era fã de Punk, como eu disse e tinha uma banda, “Green Day” acho, que tinha uma música com esse nome, ela dizia que a música era a minha cara.

“Ali, depois do beijo, ela aceitou meu pedido, mas disse que tinha medo de estragar a nossa mágica amizade e queria que se a gente terminasse que continuássemos amigos, loucos como éramos. Concordei sem hesitar. Ela me enlouquecia, me fazia me sentir um homem. Um cara feliz. Fazia de tudo pra estar perto dela, mas ela estava sempre ocupada com os irmãos, mas sempre dávamos um jeito. Então, ela fugiu de casa e nunca mais a vi. Desde que isso tinha acontecido, eu sempre voltava aqui com uma garrafa de qualquer coisa e ficava lembrando dos nossos momentos e ouvindo as músicas que ela gostava.”

- Que horror Carlos! – Exclamei.

- É, mas nunca tive notícias dela e ela foi a única que me deixava daquele jeito. A única garota que amei. – Ele se levantou e abriu a porta malas do carro. Tirou de lá uma coisa que ele chamava de violão e que eu nunca soube como se usava. – Agora criancinhas, que tal uma cantiga de acampamento?

- O que? Acampamento? É um grupo? – Perguntou Curt

- Não pessoa, é um modo de falar, só isso.

Carlos começou a deslizar os dedos nas cordas do violão e a fazer sons que alegravam meus ouvidos, começou a cantar e ficamos todos ouvindo sua suave e linda música,sobre uma garota que o deixou para ir atrás de um pedaço dela que havia perdido no meio do caminho da vida dela.