2017

15 O dia seguinte


Giulia

Acordei com o barulho da porta batendo e levantei assustada olhando ao redor, pisquei algumas vezes me acostumando com a claridade e encontrei João apagado no sofá, eu ri ele ainda estava pelado. Uma mão ficou sobre a minha perna, olhei para o dono da mão e vi que era um cara, bonito, mas algo no sofá ao seu lado me vez sorrir, Tais dormia em cima do Allef, eles estavam até bonitinhos. Levantei com cuidado para não acordar o rapaz ao meu lado que eu não sabia se conhecia e fui até a cozinha, tinha uma garota dormindo sobre o balcão e o um garoto dormindo pendurado na porta do banheiro, como? Eu não sei. Bocejei pegando uma garrafa de água na geladeira e me servindo, olhei para a piscina que estava cheia de roupas, latinhas, copos entre outras coisas que eu não estava afim de descobrir o que era. Minha cabeça latejava, eu estava com vontade de morrer. Fui até área de lazer e olhei em volta, pessoas dormiam por todos os lados e o rosto de Andressa era conhecido, ri sem humor. Subi as escadas na intenção de tomar um banho e voltar para cama, fui em direção ao meu quarto e estava trancado, droga. Não sei onde coloquei a chave, fui tentando abrir todas as portas até conseguir entrar na da Andressa, fui para o banheiro e usei algumas roupas dela. Deitei em sua cama e apaguei.

Rogerton

O sol me acordou, sol dos infernos, merece levar uns socos no cu para ficar esperto. Levantei e percebi que estava sem camisa, por que toda vez que vou dormir acordo sem roupas ou com roupas que não são minhas? Espreguicei-me e olhei ao meu redor me levantando, eu estava na telha? Como vim parar na telha? Melhor, como vou descer da telha? Tentei ir pelas beiradas até alcançar a janela, entrei sem fazer barulho e encontrei a ruiva sobre a cama agarrada a um dos Stiflers. Sai andando na ponta do pé, girei a chave e abri a porta saindo e a fechando novamente, assim que me virei deixei escapar um grito do fundo da garganta.

— AI CARALHO! VOCÊ É MALUCA OU O QUE? QUE PORRA É ESSA? QUER ME MATAR? – Gritei, era Andressa que estava parecendo uma bruxa loira com uma blusa enorme.

— Some da minha frente. To de mal humor. – Falou me empurrando abrindo sua porta e a batendo logo em seguida. Dei poucos passos até ouvi a porta abrindo novamente, me virei e vi Andressa fechando a porta e Giulia sentada no chão meio dormindo e meio acordada, fui até ela e a peguei no colo, a porta de seu quarto estava fechada então eu a levei até o meu, a deitei na cama e sai, descendo as escadas. Tinha gente no chão, nos sofás, e lá fora na piscina, ri e neguei com a cabeça quando vi Allef e Tais dormindo agarrados. Uma loira estava carregando seus saltos, passou por mim e sorrio tímida fechando a porta. Cocei a cabeça me lembrando dela.

Flash Back ON

Todos gritavam entusiasmados enquanto a loira tirava sua roupa em cima do balcão.

Flash Back OFF

— Rogerton. – Uma voz chamou meu nome o que me tirou da viagem as lembranças. Procurei o dono da voz que era o João. – Traz uma toalha, um short ou qualquer coisa que eu me possa cobrir? – Perguntou tampando suas partes com uma mão e com a outra coçava o olho que estava inchado de sono, tirei minha calça e joguei pra ele ficando somente de cueca Box e indo em direção a cozinha beber um pouco de água. João veio logo atrás, o branquelo era tão magro que quando eu olhei para ele a minha calça ficou larga nele. Eu ri.

— Água? – Ofereci enchendo um copo e ele assentiu, dei pra ele e enchi a garrafa novamente colocando de volta na geladeira que estava vazia, vamos precisar ir no mercado de novo.

— Nossa mano, sê é loko. Minha cabeça ta doendo. Não conseguia nem colocar um pé na frente do outro, sem falar que eu acho que tem alguma coisa no meu rabo. – Falou coçando a bunda e eu fiz cara de nojo.

— Cuidado, alguém pode ter perdido um pinto na sua bunda. – Falei rindo e ele fez uma careta, colocando o copo sobre a pia e indo a direção as escadas.

— Vou ver se a Bia tem um comprimido. – Falou e eu assenti.

— Ela vai ficar brava. – Falei rindo de lado e ele parou no meio da escada e me olhou interrogativo. – Ela estava com visita no quarto. – Sorri malicioso.

— Agora que eu vou mesmo. – Falou subindo o resto da escada, ouvi uns resmungos e me virei vendo Tais se remexendo sobre o peito de Allef, fui até o banheiro e tinha um menino dormindo pendurado sobre a porta, Quem dorme pendurado sobre uma porta? Arregalei os olhos assustado. Ele tem que ta dormindo! Falei e o desci dali o cutucando, ele acordou assustado.

— Por favor, não me coloca lá de novo! – Falou o rapaz assustado e eu sorri aliviado.

— Tudo bem. – Falei o ajudando a levantar, ficamos nos encarando por uns minutos. – Vai embora. – Falei e ele meio que correu saindo fora dali, peguei uma bermuda atrás da porta e chequei se achava dinheiro no bolso das centenas de shorts e calças atrás da porta, achei e fui até a padaria comprar nosso café da manhã.

Allef

Senti meus pulmões serem esmagados e acordei com falta de ar me erguendo e empurrando o que parecia um peso enorme para o lado, respirei fundo e olhei para o lado encontrando Tais passando a mão na cabeça irritada.

— Tais amor, acorda... Ta me machucando. – Ela falou irônica e eu ri.

— Desculpa, machucou? – Perguntei me sentando no sofá.

— Eu só cai enquanto dormia no chão... Minha cabeça quicou e eu cai sobre o meu braço. O que você acha? – Falou e eu ri a puxando e ela levantou sentando sobre meu colo.

— A noite anterior foi linda. – Falei malicioso e ela sorriu maliciosa me beijando.

— Quantos quartos tem aqui mesmo? – Ouvi a voz daquele Stifler e me separei da Tais.

— Hm... – A voz de Bia me fez revirar os olhos. – Em torno de uns 10. – Respondeu rindo.

— Então me explica. – Falou cruzando os braços sorrindo de canto. – Por que esses dois não vão para um quarto? – Ele perguntou e Bia se apoio em seu ombro rindo, revirei os olhos e senti Tais saindo de meu colo.

— Estou surpresa. – Ela disse encarando Tais e eu fui em sua direção.

— Eu também. – Sorri fazendo voz de mulher e erguendo a perna esquerda.

— Com o que? – Ela fez uma careta.

— Sei lá... Você aqui em baixo só com uma camiseta maior que eu, ele sem camiseta e você sarrando nele. – Fiz careta e a encarei. – Pelo amor de Deus, desencosta desse palhaço. – Reclamei empurrando a mão que se apoiava em seu ombro. Ela revirou os olhos.

— Vou deixar você com o esquentadinho. – Stifler disse e roubou um selinho dela.

— Vai voltar? – Indagou Bia sorrindo e ele gritou “Sim” o que me fez gargalhar.

— Você acha mesmo né? – Questionei rindo, parece que a mulherada gosta de se iludir. – Falei cruzando os braços e ela ficou me encarando.

— Não gosto dele. – Falou marrenta cruzando os braços, mas eu a conhecia.

— Aham, sei. – Desviei dela subindo as escadas.

— Não gosto... Ouviu?! – Gritou novamente e eu subi as escadas a ignorando.

–--x---

Bia

Estávamos no final do café da manhã quando algumas batidas na porta fez todos levantarem para ir abrir, menos eu e o Allef, que se encarou e rio. Logo Tais abriu, e uma certa voz conhecida fez com que eu erguesse a cabeça para olhá-lo.

— Vocês são todos muito lerdos, não vão arrumar isso aqui não? – Indagou Stifler e eu sorri quando seu olhar parou sobre mim, desviei o olhar e olhei em volta, não havia mais chão, apenas copos, latas, garrafas quebradas e inteiras e muito sutiã pra tudo que era lado.

— E não é que ele voltou? – Allef disse e eu ri mostrando a língua.

— Vamos lá gente. – Andressa gritou descendo as escadas apenas com uma blusa enorme masculina, ela usava duas luvas amarelas e segurava um monte de sacos enormes de lixos pretos vazios. – Esquadrão limpeza delicias. – Disse e eu ri me levantando, passei o olho pela cozinha até achar uma vassoura, fui até ela e peguei erguendo ela no ar.

— É isso mesmo, esquadrão limpeza. – Gritei e muitos bufaram e Tais (que cá entre nós estava com um bom humor anormal) ficou super agitada, peguei um saco de lixo que já tinha uma luva dentro e coloquei as luvas, cada saco de lixo continha uma luva, o que era esquisito... – Nossa Andressa, você realmente estava preparada. – Falei rindo.

— Exatamente. – Gritou Giulia colocando suas luvas, comecei a recolher todo o lixo e jogar nas sacolas, Allef, Tais, Giulia e João faziam o mesmo. Andressa estava limpando a piscina, Rogerton lavando a louça e Andrey tava “varrendo” o sofá com uma escovinha de lavar roupa.

— Isso aqui é vomito? – Perguntou a Tais erguendo um vaso de plantas no todos fizeram uma careta.

— Deve ser, lava e coloca no lugar Tais. – O Rogerton gritou, voltei minha atenção a Tais que segurava o vaso pelas beiradas.

— Ah Claro. – Gritou e jogou o vaso inteiro dentro da sacola me fazendo rir. Depois de recolher muitas cuecas, calcinhas, sutiãs, copos, garrafas, jogas objetos vomitados no lixo e achar trilhões de brincos, pulseiras etc... A casa estava “Limpa” Tais e eu fizemos 4 baldes com água, cloro e desinfetante e Allef, João eu e ela começamos a passar pano em tudo.

O cheiro de feijão cozido era extremamente atraente vindo da cozinha, Tais e Allef tentavam cozinhar enquanto eu e Giulia se matávamos para acender o fogo para assar o churrasco, e João e Andressa picava coisas para fazer uma maionese.

— Vai queimar minha mão! – Gritei irritada enquanto Giulia tentava acender o fogo com um isqueiro.

— Ai calma! – Reclamou finalmente conseguindo acender o fogo. Rogerton trouxe a grelha limpa e colocou em cima da churrasqueira sorrindo.

— Olha, elas sabem fazer fogo. – Sorrio irônico e nos dois socamos seu braço.

— Gente, aqui a carne temperada. – Andrey disse colocando o pote em cima da mesa. Uma pontada de dor de cabeça me atingiu.

— Ain, olha o tuim... – Reclamei massageando as têmporas. Giulia começou a despejar as carnes na churrasqueira enquanto eu me se sentei ao lado de Andrey e Rogerton, logo Giulia se sentou ao nosso lado, João e Andressa vieram logo atrás rindo.

— Oi Gente, ta pronto! – Falou colocando o pote com a maionese em cima da mesa e ambos se sentaram ao nosso lado.

— Ai hoje o clima está tão bom gente... – Falei me deitando na cadeira e respirando fundo.

— Verdade... – Alguém concordou. Me assustei com um barulho e abri os olhos para ver Allef e Tais se matando para trazer uma panela enorme de feijão. — A onde está o Stifler? — Perguntou a voz e eu dei de ombros, não fazia ideia.

— Quente, quente, quente! – Tais gritava rapidamente colocando a panela em cima da mesa, ela se sentou cansada ao nosso lado e todos ficamos em silêncio, de repente todos nos passamos a nos encarar uns aos outros.

— Então... – Allef rio cruzando os braços.

— Verdade ou Desafio? – Perguntou Andressa para mim e eu olhei confusa pra ela, sua cara de expectativa me fez morder o lábio, já estou vendo. Fudeu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.