2 Temporada: Escolhas Futuras
13 Obrigado por me entender
Notas iniciais
Capítulo 12
Olhei aqueles olhos pretos, gélidos e com um brilho perigosamente maldoso. Sua boca abria e fechava em choque após ouvir tudo sobre o jogo que ele pensava ser um sonho, Tom é bonito tenho que admitir, Sonserina combina com ele, na verdade nunca deixou de combinar. Ele me pediu desculpas por tudo, falou que o jogo o deixou desesperado, ele disse que o jogo não afeta somente as peças mas o estrago maior é no jogador, o jogo corrompe seu lado bom, o jogador que vence passa de nível... Existem 21 níveis, o numero 21 é contra o próprio criador. Isso me chocou muito, quero dizer além de tudo, o jogo é uma competição para quem vai ganhar do criador...o Homem que criou o jogo mais cruel por motivos não conhecidos.
No momento que encarei Dumbledore quis matar ele e acabar com tudo isso mas sabe se lá oque poderia ser mudado, se vou jogar então vou jogar limpo mas utilizar recursos ao meu favor. Dumbledore falou com o diretor e eu vou ficar na Sonserina e obviamente ele não sabe que eu sei do jogo.
Tom tem sido uma ótima companhia para mim, ele é bem engraçado e por incrível que pareça sorridente...bem sério as vezes e maldoso quando ele acha necessário. Mudo mais uma página do grande livro que eu peguei em uma prateleira qualquer em algum corredor da biblioteca, não consigo manter minha atenção presa no livro, minha cabeça fica processando aquele sorriso idiota do Anthony.
– Seu livro está de cabeça para baixo — Tom aparece me despertando.
Ele senta na minha frente e me olha preocupado.
– Não me olha assim, estou preocupada — Falo fechando o livro e encarando aquela íris negra.
– Não devia...tem que pensar em sí mesma alguma vez na vida — Ele diz se apoiando na cadeira e inclinando para trás fazendo a cadeira ficar apoiada sobre duas pernas.
– Eles precisam de mim — Digo revirando os olhos mas olhando para ele.
– Você precisa de sí mesma também — Ele diz convencido.
Não que ele esteja errado, ele tem razão em partes, eu preciso parar de pensar nos outros e me colocar em primeiro lugar, ninguém faz oque eu faço, as pessoas tiram proveito de pessoas como eu, pessoas que querem o bem de todos quando não se pode fazer todos felizes.
– oque sugere? — Pergunto vendo ele abrir um sorriso de lado.
– Nada muito grandioso...vamos começar por hoje a noite na torre da astronomia — Ele diz pensativa mas no fim me olha convencido de que é exatamente oque eu preciso.
– Okay Tom — Reviro os olhos mas acabo sorrindo no final.
– Agora vamos comer — Ele diz levantando e me olhando como se pedisse para mim acompanhar.
– Você é muito mandão — Falo me levantando e caminhando ao seu lado por entre as prateleiras até a grande porta de saída.
– Consequências do jogo — Ele diz dando de ombros e virando o corredor.
– Você simplesmente aceita? — Pergunto confusa.
– Oque eu posso fazer? É isso que eu me tornei — Ele diz como se tudo fosse óbvio de mais.
– Parece que com você eu perco a razão — Bufo em resposta.
– Você não perde a razão, você enxerga ela — Ele diz entrando ao meu lado no salão principal.
Conversas e risadas invadem meus ouvidos, cada um absorto no seu próprio grupo, já me peguei pensando...todos eles são reais? Ou são apenas prototicos do jogo? Será que cada um deles já foi peça? Será que isso é real?
Sento na mesa da Sonserina ao lado de Tom e mais uma garota ruiva que particularmente irrita muito mas as vezes é legal, ela é "amiga" do Tom, digamos que eles preferem tatear o terreno antes de pisar.
– Atrasados — Thalia diz colocando uma mecha do seu comprido e liso cabelo para trás da pequena orelha.
– Estamos aqui isso é oque importa — Tom fala se servindo de arroz.
– Oque tá pegando? — Ela pergunta me olhando com uma das sombrancelhas erguidas e o lábios levemente apertados.
– Ela acha que tudo é responsabilidade dela — Tom diz sarcástico.
– Se continuar assim você só vai se foder — Thalia diz sacudindo a cabeça em negação.
– Eu já disse isso a ela — Tom fala.
– Eu ainda estou aqui — Digo chamando a atenção dos dois.
– Entenda uma coisa, aprenda com os erros dos outros ou sofra aprendendo com os seus — Tom diz sério.
– Eu sei que penso de mais nos outros... É que eu sempre fui super protetora — Me defendo.
– Não mesmo — Thalia diz rindo.
– Como assim? — Pergunto confusa.
– Você não era super protetora, você era racional — Thalia diz séria me encarando com os olhos caramelo claro.
– Você nem me conhecia — Digo.
– Você não se lembra mesmo — Ela diz pensativa.
– Do que está falando? — Pergunto confusa.
– Não cabe a mim dizer — Ela diz por fim.
Oque exatamente eu não lembro? Até onde eu sei sempre fui super protetora com todos, eu não lembro de Thalia nem de nada que não seja desses dois jogos...será que eu joguei em outros jogos e não sei? Afinal quando vou parar de me surpreender com esse jogo que eu desconheço muitas das regras.
– Acho que já está na hora...nós dois vamos para torre da Astronomia e não temos previsão para voltar — Tom anuncia em um sussurro e levanta.
Me despeço da Thalia com um aceno e sigo Tom para fora do barulho, para fora do salão comunal.
Pov Rose
Dênis cai morto aos pés do irmãos mais velhos, seus olhos sem vidas observam o céu nublado da tarde, Collin agarra chorando o corpo do irmão, que ele mesmo matou. Para mim não é chocante, vi meu melhor amigo ser torturado por um psicopata enquanto eu chorava. Observo ainda a cena a minha frente, meu pai descobriu o movimento e mandou eu e Collin para lá, para infelicidade dele o próprio irmão era uma peça, foi um pequeno duelo no qual me mantive afastada.
– Oque fazemos? — Collin pergunta se recuperando mas não da aparência.
– Temos que deixar ele, para que o jogador venha buscar o corpo — Falo engolindo em seco.
– Me tira daqui — Ele pede com lágrimas.
Seguro seu braço e em questão de minutos me vejo na sede das peças pretas, meu pai me abraça.
– Como foi? — Ele pergunta.
– Eliminamos uma peça — Digo me afastando dele e subindo depressa os degraus da escada.
Me tranco no quarto e permito deixar as lágrimas descerem, por um tempo eu imaginei Filipe no lugar de Dênis, eu vi meu melhor amigo. Levo a mão por baixo da camisa até o estomago onde posso sentir a grande cicatriz que ganhei por causa de uma brincadeira de mal gosto de alguns Grifinorios, entre eles a que mais odeio é Isabella, o que não guardo tanto ressentimento é Fred Weasley.
Pov Hermione
O céu era lindo a noite, as estrelas se exprimiam de uma forma linda, a Lua estava cheia.
– É lindo — Falo me sentando ao lado de Tom.
– Sei disso, por isso trouxe você aqui — Tom diz olhando as estralas.
– Quem diria que eu estaria aqui com Tom Riddle — Digo rindo.
– Já pedi desculpa — Ele diz sério.
– Não foi isso que eu quis dizer — Digo olhando ele.
– Eu fiz mau a tanta gente — Ele diz.
– Você estava desesperado — Falo colando uma das minhas mãos em seu ombro.
– Obrigado — ele diz.
– Pelo oque? — Pergunto confusa.
– Por não ter medo do que eu fiz antes — Ele diz com um olhar agradecido.
– Você só é mal se quiser — Digo olhando no fundo dos olhos dele.
– Você é tão boa — Ele diz em um sussurro — Quando o mundo tirar isso de você... Vai destruir tudo — Ele completa desviando o olhar para as estralas.
– Obrigada por me entender — Digo voltando a olhar as estrelas.
Olho para Tom pelo canto do olho e consigo através da escuridão captar um sorriso, não um sorriso de lado mas um sorriso sincero, um sorriso lindo e tenho certeza de que gostei.
Fale com o autor