Notas iniciais
Nem preciso dizer que é a minha primeira fic né? Por isso ( e porque eu não escrevo bem ) ela não esta muito boa. Bom fazer o que né?

"Falar sem aspas, amar sem interrogação, sonhar com reticências, viver sem ponto final."

~ Charles Chaplin

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Até mesmo com um clima irritantemente quente, mesmo sendo de noite. E com um cenário arquitetonicamente bonito. O internato não me parecia uma boa ideia. Tudo bem que eu fui expulsa de muitas e muitas escolas, mas todas elas eram escolas, ou seja, você não precisa ter que aguentar os piolhen... alunos 24 horas por dia durante quase a semana toda. Sem contar que é muito mais difícil de ser expulsa. É, a minha mãe com certeza pensou nisso ao me mandar para cá.

Quando eu era pequena. Quando eu era menor, porque, convenhamos, eu só tenho 1,67 não sou alta. Eu odiava ser a novata. Sempre mudando de colégio e nunca conhecendo ninguém e quando finalmente você conhece alguém bom o suficiente para chamar de amigo ou amiga você se muda e nunca mais volta. Com o passar do tempo você aprende a não ligar e agora eu adoro me mudar. Conhecer vários lugares do pais e do mundo e em cada um deles poder ser uma pessoa diferente contanto que não demore mais de 2 meses para ser expulsa está tudo bem.

O imenso internato a minha frente se chama Half- Blood. Ele, de acordo com a minha mãe, é um dos internatos mais rígidos do pais. Vamos ver se é mesmo.

O motorista retirou as minhas três malas e minha mochila do porta-malas. Não que eu fosse, sei la uma garota mimada e chatinha, mas eu não estava afim de ter que lavar roupa ou algo do tipo. — ta legal, eu posso estar exagerando quando digo lavar roupa, mas as únicas poucas referencias que eu tenho sobre internatos rígidos são mais ou menos essas e é como dizemé melhor prevenir do que remediarou algo assim nunca fui muito boa com ditados populares e tal.

As pessoas do lado de fora estavam tão felizes quanto eu por estar começando o ano indo para o Half-Blood. Comecei a andar com a minha bolça e uma das malas e a mochila em quanto o motorista me seguia com o restante. O problema é que eu estava tão perdida quanto ele. Minhas pernas já estavam cansadas de andar quando eu finalmente achei uma porta com uma plaquinha escrito SECRETARIA.

Deixei o carinha — que eu ainda não sabia o nome — do lado de fora da sala com as minhas malas e entrei na sala somente com a minha bolça e uma pasta com alguns documentos, meu histórico escolar — muito longo, por sinal — e minha matricula e coisas do tipo.

La dentro estava tão cheio quando o resto do internato. E eu percebi que alguns alunos — provavelmente veteranos que já estudam aqui há algum tempo — estavam ajudando os funcionários à atender todo mundo.

Eu estava tão ocupada ( e atrapalhada) conferindo os meus dados naquela pasta que nem notei quando um garoto. Ou melhor O Garoto, porqueHoly Shit(Puta Merda) que garoto bonito. Ele era, mais ou menos, um palmo e meio maior do que eu — o que não é muito incomum, já que eu não sou alta — De modo que eu tive que olhar para cima. Seus olhos negros como o petróleo me encaram divertidos e seu cabelo igualmente preto caia suavemente sobre a testa. Seus lábios estavam curvados em um sorriso de tirar o folego. Quando eu finalmente parei de encarar o garoto, minha mente ainda um pouco lesa processou o motivo daquele sorriso eu percebi que devia estar o encarando por um longo tempo igual uma sonsa. Eu sou demais.

– Posso ajudar? — ele perguntou

– Ãnh...? — eu perguntei de volta ainda meio sonsa.

– Estou meio que sendo obrigado a ajudar os novos alunos. E você é nova aqui, certo? — ele disse

– É, tipo isso — respondi — Sabe aonde é que eu vou ficar?

– Hum... Vou ter que ver a sua ficha. Qual o seu nome? — ele perguntou se direcionando a um computador e eu fui atras dele. Qual é? Não é todo dia que agente encontra garotos

bonitos como ele e que ainda estão disposto a te ajudar.

– Thalia. — disse meio desconfortável. Eu odiava. Com todas as letras o meu sobrenome.

– Sobrenome? — ele perguntou digitando no computador.

– G-Grace — disse meio insegura. — E o seu? — perguntei. Eu queria saber o nome do garoto.

– Nico. Nico Di Ângelo. Prazer — ele disse serio estendendo a mão. Tive que sorrir.

– Muito prazer Sr. Di Ângelo — ele fez uma careta e quando eu pronunciei o "Sr. Di Ângelo". Mas sorrio logo em seguida se virando para analisar a minha ficha.

– Aqui, seu horário e suas chave — ele disse depois de imprimir uma folha e pegar uma chave com o numero 212 marcado e outra com o numero 503. — O horário vai estar valendo a partir de terça. Quando as aulas vão começar de verdade. Amanhã terá as apresentações e tour e coisas do tipo. O seu armário é o 503. E o seu quarto é o 212, que fica no bloco C1.

Eu estava mais confusa com esse negocio de bloco numero e letra do que não sei o que e pela a expressão que eu fiz ele provavelmente entendeu tudo.

– Quer que eu eu te leve até la — ele perguntou

– Considerando o fato de que eu não entendi metade do que você disse. Quero sim — eu disse aliviada. Não que ele tivesse dito as informações muito rápido. E ele nem precisou, porque se o tivesse feito eu ficaria ainda mais perdida.

– Vamos lá então. — ele disse sorrindo para mim.

Em quanto nós andávamos e levamos as minhas malas até o quarto. Amos conversado sobre sobre tudo e eu descobri varias coisas sobre ele como por exemplo: Que ele estuda aqui há dois anos. Joga no time de Soccer* (uma especie de futebol bem menos violenta em que se usa os pés) do Half-Blood. Que já morou na Itália e por isso fala um pouco de Italiano. Essa parte foi bem engraçada porque eu também sei falar Italiano, mas ele não precisa saber e por isso tentei falar as coisas comoPepperoni eSpaguetticom um péssimo sotaque Italiano, resultando em muitas risadas. O gosto musical dele era bem parecido com o meu e estávamos conversando sobre isso quando chegamos na porta do quarto 212.

– Chegamos. Ele disse. Até amanha e não se esqueça que o café da manha é só das 7 as 8:45. Te vejo amanhã na cantina? — ele perguntou. E foi ai que eu percebi uma coisa.

– Ta, mas... Aonde é o refeitório? — Ele sorriu e caramba acho que meu coração deu um mortal.

– Melhor assim, amanhã eu passo aqui as 7:30 e te mostro — ele disse

– Hum... Serio? Tão cedo? — eu disse. Já era muito sacrifício ter que acordar antes do meio dia. Agora acordar antes das 7:30? Só pode estar brincando

– É eu também não acordaria. As 8:00? — ele perguntou

– 8:15- eu disse

– O.k até amanha, Lia — ele disse me dando um beijo na bochecha. E eu? Eu fiquei parada igual uma lesada olhando ele sumir pelos corredores iluminados somente pelas

lampadas.

Entrei quarto e antes de mais nada me joguei na cama forrada com lençóis, travesseiros e uma colcha branca. Eu precisava de um pouco mais de tempo antes de começar a

arrumar as minhas coisas.

É esses dois meses vão ser longos.



Notas finais
* Soccer é como eles chamam o nosso futebol. O que acharam? Muito ruim? Devo continuar ou ela esta mais que horrível? Alguma sugestão?Por Favor comentem para mim saber se eu posso continuar. Thanks