2 Edição:Distritos Olimpianos
2 Banho De Sangue
Notas iniciais
Agora é o desafio do banho de sangue, torcem por mim, pois tem como eu morrer nele D:
Se alguém me atacar, eu duelo com ela depois haha' Sem mais demandas!
Boa Leitura ^_^
Vesti a jaqueta azul forte, por debaixo usava uma camisa preta de gola v simples. Calcei as botas, confortáveis e resistentes. Olhei para Audrey com uma expressão de súplica.
Suas últimas palavras antes que o vidro envolvesse o prato, foram:
-Boa sorte! Nós nos veremos em breve! – apenas assenti. Então o vidro se fechou e o prato subiu.
" O coração de cada jogador bate mais forte a cada segundo. Estão na arena. E é neste instante que um aerodeslizador percorre o céu, jogando para cada tributo suas armas e suprimentos já conquistados. Os Deuses consideram a entrega das armas antes do começo dos Jogos algo justo, o que faz com que todos sejam iguais. O Banho de Sangue ocorrerá no Teatro de Epidauro, famoso na Grécia Antiga.
Os tributos foram distribuídos a partir da sua nota no treinamento. "
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Chuviscava fracamente e meus cabelos começavam a ficar molhados! O céu estava parcialmente nublado!
Perfeito.
Em minha mão esquerda estava a lança, em uma posição vertical, presa bem firme. Na mão direita detinha 5 facas bem pontiagudas e afiadas, e em minhas costas uma mochila que continha 5 maçãs e uma lanterna. Coloquei a lança também em minhas costas em posição diagonal, bem segura sobre as alças da mochila. Coloquei 4 facas presas em meu cinto e deixei apenas uma bem firme em minha mão.
Analisei minha situação; faltavam 30 segundos para o gongo soar e os pratos serem liberados, antes que explodíssemos.
Estava longe da entrada da Cornucópia. O que deve ter lá dentro? Pensei. Minha meio-irmã estava de frente, ela conseguiria entrar rapidamente, sem preocupações! Havia mais alguns semideuses em minha linha de visão. Meus 'aliados' estavam longe de mim, acho que eles não haviam levado a sério a proposta da aliança.
Ok, eu estava sozinho.
Faltavam 20 segundos agora. Percebi que a filha de Ares estava ansiosa, ela remexia no prato a todo instante. Ela estava muito próxima de mim, definitivamente viria na minha direção. Eu teria que estar preparado. Muitos tributos, que estavam para trás, mais longe da cornucópia ainda, estavam aflitos! Assim como eu!
10 segundos... 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1.
O gongo soou.
A correria foi geral, para todos os lados! O filho de Hermes correu na direção da Caroline, deveria ser uma aliança. Observei também um grupo de 4 pessoas se unindo, e entrando na Cornucópia, de todos só consegui identificar a filha de Ares, era estranho ela não ter vindo em minha direção.
Comecei a correr como se minha vida dependesse daquilo, e no caso dependia mesmo. A todo o momento olhava para trás, por sobre o ombro, tomando toda a atenção que a situação exigia. Quando estava a 10 metros da entrada da Cornucópia, o esperado aconteceu.
A filha de Hefesto veio defronte a mim com uma lança, preparada e confiante em atravessar o meu corpo com aquilo, e então por puro reflexo olhei para trás; o filho de Deméter estava com flecha no arco, apontando diretamente para mim. Eu estava encurralado, então ele soltou a flecha e Isabelle lançou a lança, ambos ao mesmo tempo. Joguei-me no chão, para o lado esquerdo e a lança passou reto por mim, a flecha passou raspando sobre meu ombro. Olhei para cima, atônito e percebi que a flecha do filho de Deméter atravessara o estômago da filha de Hefesto e ela caira morta no chão.
Ótimo. Menos um.
Olhei para trás para observar se não havia mais nenhuma flecha apontada em minha direção com a intenção de me matar e me senti aliviado ao constatar que por ora, não havia mais ameaças. O filho de Deméter travava uma dura batalha com o filho de Atena, enquanto observava a luta, uma fisgada percorreu meu ombro machucado, ardia terrivelmente.
Não havia outra escolha a não ser prosseguir, e foi o que fiz, ao fazê-lo, no entanto, levei outro susto. Havia outro filho de Hefesto, ao que parecia eles queriam mesmo me matar.
Lancei a faca que estava em minha mão e ele desviou facilmente, com a mão esquerda peguei outra faca e lancei novamente em sua direção, com sorte consegui cortar sua bochecha esquerda, porém aparentemente indiferente ao ferimento, ele avançou em minha direção com sua espada. Tive de me deitar no ar no melhor estilo Matrix, para evitar grandes estragos, mas mesmo assim a espada cortou meu peito, rasgando metade da minha camiseta e felizmente não me ferindo mortalmente.
Quando voltei a me erguer, lancei minha faca que cravou em sua testa. Era apenas mais um morto. Recolhi minhas facas e recoloco-as no cinto, mantendo uma na minha mão direita.
Antes de adentrar a Cornucópia faço uma rápida sondagem ao meu redor e ao olhar para trás, percebo que o filho de Deméter ainda lutava contra o de Atena e o filho de Ares lutava bravamente com um de Poseidon. Havia quatro vivos que ainda não passaram de lá. Deixando tudo para trás, finalmente entro na Cornucópia.
Vazio. Perfeito!
O mais perfeito ainda era que havia uma única mochila com o n° 9 estampado nela. As coisas poderiam estar piores. Quando pensei em pegar a mochila, um leão apareceu cercando a mesma. Havia cinco metros de distância entre nós e as facas não iriam abater um leão.
- Hora de usar você belezinha! – exclamo austero, e em seguida tiro a lança das costas e fico em posição de defesa.
O leão veio em uma velocidade incrível, como se eu houvesse feito um convite formal para que ele atacasse.
Um bestante!
Arremessei minha lança ferozmente, ela trespassou por sua boca e varou o peito. Ele caiu e eu suspirei aliviado.
- Agora a mochila é minha — quando dei um passo em sua direção, entretanto, uma voz ressoou atrás de mim:
- Errado. A mochila é minha! – Era o filho de Ares.
Quando me virei em defesa, a espada dele já estava no ar vindo em minha direção, dei uma virada brusca em anteparo, mas ele ainda conseguiu cortar parte do meu ombro. Quando fica de frente a ele novamente tentei arremessar a faca em sua direção, porém ele atacou novamente com a espada, ele iria me trucidar. Então um chicote pairou no ar enrolando o pescoço do filho de Ares, olhei mais avante; Lucas o filho de Afrodite estava com a arma segurando o filho de Ares com sua força, este urrava soltando palavrões e maldições.
- LEONARDO! — O grito repentino me assustou. A filha de Afrodite apareceu e veio correndo em minha direção com duas mochilas nas costas, e um machado em suas mãos. Ela chegou me alcançou e pegou nos meus braços, me chacoalhando.
- Por que não veio na nossa direção? E a aliança? — analisei todo o ocorrido e ainda raciocinando, indaguei.
- Éramos aliados?
- Eu estava falando sério, quando podíamos nos aliar!
Antes sequer que eu respondesse, mais um tributo adentrou a Cornucópia. O filho de Deméter. Olhei em sua direção e então apenas digo para Marina:
- Ajude o Lucas.
Corri de fronte a ele com 4 facas na mão, ele ajoelhou e lançou a primeira flecha, eu consegui desviar e lancei minha faca, ele consegue desviar também. Parei por um momento e ele aproveitou para lançar a segunda flecha. Rapidamente rolei para o lado e lancei mais duas facas.
Uma ele desviou e a outra acertou sem ombro direito. Com grande esforço ele lançou a sua penúltima flecha, em um ato desesperado, porém desvio com facilidade.
Me aproximei dele e em fração de segundos, arqueio o meu corpo e lhe dou uma cabeçada, ainda lutando ele cai a alguns metros de mim.
Corri até ele e chutei o arco da sua mão. Então joguei em cima dele e este me desfere um soco, com o impacto meus dentes rangem. Caio para trás, mas me levanto novamente, desta vez ele está vindo pra cima de mim com um machado em suas mãos. Chutei sua barriga e felizmente ele caiu, lancei-me novamente sobre ele. Coloquei cada um dos meus joelhos em cima de cada um dos seus braços e comecei a percorrer com a faca desde seus cabelos até seu pescoço.
- Quer que eu enfie essa faca aonde? Lucas? – indaguei perversamente, o suor escorria por seu pescoço, mesmo assim ele me respondeu calmamente.
- Aonde você quiser! E apenas desejo a sua morte. Você não vai ganhar esses jogos, e muito menos vai voltar vivo!
- Palavras belas!
Soltei um riso e comecei a pressionar meu braço sobre seu pescoço, ele começou a dar sinais de que sufocava, até não suportando mais, cravo a faca em seu coração! O filho de Deméter estava morto.
Arranquei a faca de seu corpo e quando me viro a cena não é a mais agradável. Marina estava caída a 3 metros de mim com a mão em seu estômago, a respiração falha e sua espada jogada longe, mas o machado ainda persistia firme em suas mãos.
O filho de Ares estava com um dos braços prensado no pescoço de Lucas Dourado. E a espada estava em seus pés. Eles eram meus parceiros, não poderia simplesmente abandoná-los. Eles seriam úteis para mim.
Analisei minha situação; a lança estava longe, cravada no leão, e possuía apenas uma faca. Eu tinha que dar um jeito de acabar com aquilo.
Então o filho de Ares virou-se para mim.
- Um movimento brusco, e eu quebro o pescoço dele! – avisou entredentes.
- É mesmo?
- Tudo que eu sei fazer é matar!
- Use a inteligência também! Ela é eficaz, sabia? – tentei distraí-lo.
- O que vocês quis dizer com isso? – rosnou de volta.
- Você já poderia tê-lo matado, mas está perdendo seu tempo, e eu já fiz movimentos bruscos! Não seja lerdo! – informei.
- Então faça ALGO! — Ele gritou, em fração de segundos arremessei a minha faca, que acertou a sua mão.
Lucas deu uma cotovelada e se desvencilhou dele, eu corri diretamente para o leão em busca de resgatar minha lança. Passei pela Marina e lhe avisei novamente.
- Ajuda ele! — ela se levantou obedientemente e foi ajudá-lo.
Corri até o leão morto com a lança atravessada em seu corpo. Peguei na ponta e comecei a puxar cuidadosamente, mas ao mesmo tempo tentando ser rápido. Depois que a tirei por completo, me virei e analisei a cena à frente, que por sinal era bizarra.
Os filhos de Afrodite lutavam como se estivessem dançando. Eles tinham uma sincronia que distraíra o filho de Ares, porém ele não se intimidava.
Eu não podia arremessar a lança, não poderia correr o risco de acertar um dos meus aliados.
Observei o filho de Ares receber dois chutes no peito e Marina pegar seu machado, Lucas retirou seu arco e já colocara uma flecha. Ele tentou correr com a espada na mão e Lucas enterrou a flecha em seu peito. Ele arquejou, mas continuou andando.
Marina desferiu então uma machadada em seu ombro e seu braço deslocou, ele veio então na minha direção, cada vez mais próximo. Então ele gritou, com suas ultimas forças:
- Vocês estão todos mor... — Antes que ele terminasse a frase, a lança cravou em seu peito e ele caiu morto para frente.
Ofegante, Lucas volta-se para mim.
- Filhos de Ares! Não é nada fácil, detê-los – diz ele exausto.
- Vocês foram ótimos! – motivei-os.
Então o som dos canhões começou a disparar. Enquanto pegávamos as coisas no chão eu contei.
- 10 mortos no 1° dia! – sussurrei por fim. Eles apenas me encararam soturnos.
Optei por não abrir as mochilas que pegamos.
- Vocês sabem quantos leões tinham?
- Dois! A sua meio-irmã matou o outro — Marina respondeu instantaneamente.
- Ah! Ela estava sozinha? – indaguei.
- Com o filho de Hermes! Pegaram 3 mochilas. Eu e o Lucas ficamos na vigia mesmo.
- Entendi!
- É melhor sairmos daqui! Aquela aliança de 4 pode voltar! — dessa vez Lucas avisou, então perguntei, quando terminamos de ajeitar as coisas nas mochilas e as armas.
- Quem são eles?
- Filha de Atena, Ares, Dionísio e o filho de Hades – nossa, era uma aliança grande poderosa. Marina acrescentou:
- A filha de Hades, a Angela... Aliou-se com uma caçadora! — então analisei os fatos.
- A filha de Poseidon a filha de Apolo, estão sozinhas... – falei franzindo o cenho.
- A filha de Deméter também — Marina acrescentou novamente.
Chegamos ao fim do teatro Epidauro, onde se encontrava quatro portas.
- Qual porta? – indagou Lucas. Elas estavam enumeradas de 1 á 4.
- Vamos na de n° 4. Intuição feminina! – Marina disse. Ergui os olhos, preocupado.
- Espero que seja confiável! – observei.
Adentramos a porta de n° 4 e nos deparamos com um riacho imenso onde caia uma água cristalina. Havia morros a vista... Então Marina disse maravilhada:
- " A arena da segunda edição dos Distritos Olimpianos terá como base a Grécia Antiga!"
Ela tinha razão. A arena estava 'foda' aquele ano. Descemos uma trilha e chegamos a outra cercada por árvores!
Ótimo! Pensei sarcástico.
- Melhor ficarmos aqui — falei decidido. Lucas e Marina assentiram.
Não tínhamos sacos de dormir, e muito menos uma cabana. Ficamos encostados nas árvores, por falta de opção. O dia caiu, e logo a noite fria nos cobria como um manto sepulcral. Lucas dormiu.
Marina estava do meu lado... Ela estava esplêndida, mesmo depois da batalha, notei que ela também tremia de frio, então fui um pouco amigável.
- Quer que eu te esquente? — ela olhou-me desconfiada.
- O.K. Apenas isso! — acentuou estreitando os olhos.
Eu passei meus braços em volta do seu pescoço, concordando. Marina se aconchegou em mim e não demorou em adormecer, por outro lado eu não consegui dormir. E é claro, alguém teria que ficar de guarda.
Fiquei impressionado por eles terem me esperado e terem me ajudado. Éramos uma ótima aliança. Soltei um riso satisfeito, mas daquele momento em diante, eu me tornei além de aliado, amigo dos dois. Havia coisas que não se poderia fazer junto sem acabar gostando um do outro, e participar dos jogos vorazes e enfrentar desafios mortais era uma dessas coisas.
Notas finais
E espero voltar em breve, com mais um capítulo!
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