2 Edição:Distritos Olimpianos
3 1° Dia - Arena
Notas iniciais
Eu passei vivo no banho de sangue, e fiquei em 3° lugar * clap, clap, clap*, mas a linda da filha de Ares me atacou no banho de sangue dela, e teremos que duelar. Eu estou desesperado, pois ela escreve muito bem. Mas vamos lá. Eu dedico o capítulo a minha beta Carolline ( LINDA ), pois ela aponta os meus erros, arruma, e me ajuda no vocábulo e tempos verbais. E a meus único dois leitores. A Bela com seus reviews estonteantes, e a Dri, que me deu alertada no pultimo capítulo. E a propósito, a personagem que eu luto, a filha de Ares é representada pela Bonnie ( Gina *O* ). Então imaginem ai. Sem mais demandas. Boa leitura ^_^
Sonhei que estava correndo por entre as árvores, mas não sabia exatamente onde me localizava; se haveria de ser na arena, ou não. Corria desesperadamente em busca de algo, que a qual, eu não sabia o que era. Transpirava muito e limpava com as mãos o líquido que saía pelos meus poros e escorria pelos meus cabelos e pescoço.
O mais intrigante era o meu choro, principalmente pelo fato de que eu nunca chorava. As lágrimas escorriam teimosamente pela minha face.
Parei de correr, quando encarei um grande par de olhos azuis. Era Zeus.
- Você? — indaguei.
- Olá filho! – havia um sorriso bondoso em seu rosto.
- O que quer? – perguntei diretamente.
- Vim lhe dar um aviso.
- Então diga — pedi secamente.
- Não se apegue muito aos seus aliados e nem a ninguém. Está me entendendo? – sua voz era séria.
- Vai me dizer o motivo?
- Apenas compreenda Leonardo. Só um sairá vivo. Esteja mais atento e pense exclusivamente em você.
- Mas eu penso!
- Ótimo. É um bom começo – respondeu tão seco quanto eu havia sido. Por vezes meu pai era rude, eu havia herdado muito bem aquela característica dele.
- Mais alguma coisa? — Perguntei agora educadamente, não era bom irritá-lo.
- Você terá complicações – complementou com um olhar penetrante. Assustei-me.
- Que tipo de complicações? — Pergunto atônito.
- Um tributo difícil de matar, tenha cuidado – finalizou e antes sequer que eu respondesse, voltei em plena consciência.
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Acordei embebido pelo suor. Marina ainda estava encostada em mim e ainda exalava seu perfume maravilhoso. Que sonho foi aquele? Pensei.
Desencostei-me da filha de Afrodite e a recostei na árvore que outrora havíamos pegado no sono. Ela ressonava minimamente. Olhei ao meu redor e instantaneamente fiquei assustado. Onde estava o Lucas?.
- Lucas? — Chamei em um murmúrio. Ninguém respondeu.
Onde esse garoto se enfiou?. Andei alguns metros à frente, passando por entre as árvores.
- Lucas? — chamo novamente. Nenhuma resposta. Quando penso em voltar para avisar Marina, ele aparece.
- Pega! — ele gritou e apontou para um esquilo que passou por entre minhas pernas. Apanho uma faca e quando avisto o animal que galgava por uma árvore, arremesso a arma que acerta em cheio o alvo.
- E o nosso café da manhã está capturado! – Declara Lucas animado.
- Você é louco? — indago alteradamente, um pouco surpreso na verdade.
- Por quê? — ele pergunta confuso.
- Você sai não avisa para ninguém, some deixando Marina e eu desprotegidos. E quando eu acordo me dá um susto desses?! – minhas palavras saíram aos gritos.
- Desculpe-me — ele disse abaixando a cabeça, entretanto antes sequer que eu respondesse, Marina apareceu e intrometeu-se na conversa:
- Seus idiotas! Falem baixo! Querem morrer? — Ela sussurrou, mas sua voz estava alterada. Ela tinha razão.
- Essa hora já devem ter escutado nossas vozes, e provavelmente nos localizado — ela acrescentou irada.
- Foi um erro Marina! Não irá se repetir — digo.
- Só queria arrumar o nosso café da manhã — explica Lucas desapontado. Ignorei-o.
- Cautela Leonardo. E Lucas... Tenta avisar da próxima vez! O Léo tem razão.
Voltei para meu canto, onde havia pegado no sono. Sim, eu estava extremamente irritado. Fora o que havia ocorrido pela manhã, outro motivo era o fato da mochila que meus aliados e eu pegamos na cornucópia, estarem vazias. Sem absolutamente nada dentro. Juntando tudo... Tínhamos apenas 15 maçãs, e 3 lanternas. Outros tributos deviam estar cheios de suprimentos. Era deplorável!
Arrumamos nossas coisas — que eram poucas e fomos embora do nosso esconderijo, pois já havíamos dado muita bandeira com os gritos. Andamos um pouco e o sol já estava quase ao pico. Aparentemente eram umas onze da manhã, fazia um calor escaldante. Chegamos perto de um riacho, o qual era rodeado por árvores. Era a mesma água que corria da cachoeira, de quando adentramos a porta de n°4 na Cornucópia.
- Vamos ter nossa refeição aqui — informei decidido. Lucas assentiu, Marina pareceu se incomodar um pouco.
A filha de Afrodite acendeu uma pequena fogueira, enquanto eu e Lucas limpávamos os três esquilos. Ele aparentava estar sentido, talvez eu tivesse sido muito rude. Dane-se. Vou seguir o conselho do meu pai, pensei.
Assamos os esquilos em compridos gravetos. Lucas recolheu algumas ervas para comermos também. Fizemos uma oferenda a Zeus e Afrodite, logo em seguida cada um tirou uma maçã da mochila e complementou com o esquilo e as ervas. Deliciamos-nos com a água do riacho – era água doce e estava refrescante. Depois ficamos encostados nas pedras.
Aparentava ser uma ou duas horas da tarde, e o canhão não havia soado ainda, entretanto uma coisa estava me deixando em alerta. Uma sensação de que estávamos sendo observados. Repentinamente avistei um emaranhado de cabelos ruivos entre as árvores a nossa frente.
- Pessoal voltem ao nosso esconderijo – falei levantando-me.
- Por quê? — Os dois perguntaram em uníssono.
- Façam o que eu estou pedindo, por favor – não havia tempo a perder.
- Entendi — Marina me olhou, entendendo o que se passava e confirmou com o seu olhar. Ela também havia percebido.
- Qualquer coisa, nós voltamos — ela disse.
- Creio eu que não vai precisar!
- Gente eu to aqui – chamou Lucas ironicamente.
- Vamos Lucas, no caminho lhe explico — Marina disse calmamente. Lucas hesitou, mas logo assentiu.
- Levem minha mochila — entrego a minha para eles.
Eles obedeceram e saíram do riacho. Marina olhou para trás preocupada, mas ela tinha de confiar em mim. Então me viro, e retiro a lança das costas depositando firmemente em minhas mãos. Observo o local onde vi os cabelos cor fogo. Eu estava certo, não demorou muito e a garota ruiva saiu por detrás das árvores onde estava escondida.
Era a filha de Ares.
- Olá garotão! – saudou com um sorriso no rosto, enquanto rodava sua espada no ar, com a mão.
- Olá! — respondi a altura, com a lança firme na minha mão direita. — Perdeu alguma coisa aqui?
- Ah! Não! Na verdade, estava procurando uma coisa, mas acabei de encontrar.
- Estava é? — arqueio uma de minhas sobrancelhas.
- Sim! O dia estava um tédio! Sem emoção alguma. Então ouvi alguns gritos sabe?
- Gritos? – perguntei inocentemente, mas já sabia que ela não cairia naquela ladainha. Droga! Marina tinha razão.
- Sim, e resolvi checar. Meus aliados acharam perigoso, mas eu disse que logo voltaria... Com carne fresca! – agora eu entendia sobre o que meu pai me alertara. Solto uma gargalhada, só para aliviar a tensão.
- Achei que queria me matar logo!
- Eu quero desde a primeira vez que te vi no desfile!
- É mesmo? E porque não me matou no banho de sangue?
- Eu iria decepar sua cabeça, quando o vi do meu lado, mas... Minha aliança irritou-me para que pegássemos o que havia dentro da cornucópia, e fossemos embora logo.
- E agora você me encontrou?
- Sim... E não vou deixar o momento escapar! Vamos estrear a arena — como ela gostava de se vangloriar!
- Olha... Nunca foi do meu feitio lutar com mulheres, mas aqui vale-tudo e você é a garota, a qual eu quero lutar primeiro.
- Ótimo! – sorriu perigosamente.
- Acho que alguns tributos devem saber os seus devidos lugares.
- Oh meu Deus! Que superior — ela preparou-se para atacar e eu preparei-me para usar a lança.
- E eu vou mostrar o seu lugar! — provoquei.
- O seu... Já está guardado no exílio.
- Você vai antes.
- Eu vou vencer — ela disse confiante.
- Que o melhor vença! – rebati já ansioso para acabar com a luta verbal.
Ela avançou com a espada em sua mão direita. Fiquei em posição de defesa enquanto tentava analisar o estilo de luta dela, mas ela conseguiu me distrair rapidamente.
Tão rapidamente quanto possível, ela passou a espada para a mão esquerda enquanto que com a direita lançou uma faca em minha direção. Consegui rebater a faca com minha lança, porém ela arremessou outra faca em seguida com uma agilidade invejável. Consegui rebatê-la outra vez e em seguida quando noto que ela se aproximou o suficiente, invisto a lança contra ela, a tempo ela bloqueia com a ponta de sua espada.
A filha de Ares me lançou um olhar fuzilante e logo cortou o ar com sua espada; fiz o mesmo com a lança. Ela poderia ser rápida, mas eu era mais atento.
O movimento continuou a se repetir nos minutos subsequentes até que as armas pararam no ar. As duas em forma diagonal, um pressionando a arma contra o outro, porém desta vez Rachel foi esperta. Ela chutou a minha perna esquerda e eu caí por sobre um joelho. O seu olhar foi ainda mais desafiador, desviei os olhos e ela chutou a outra perna. Fiquei de joelhos a sua frente.
- Desista filho de Zeus! Eu quero desfigurar esse seu rostinho logo.
Apoiando-me no chão deslizei minha perna direita, e acertei sua canela. Ela recuou, pega de surpresa e eu aproveitei-me para investir com a lança contra ela. Por alguma intervenção divina ela consegue bloquear com sua espada rapidamente. Pensei em me levantar, mas como que prevendo meu movimento, ela partiu para o ataque, cortando pela direita.
Recuei um pouco atrasado e a espada cortou diagonalmente a minha camiseta, transpassando minha pele. Ela correu ao meu redor e eu pulei para a direita. Ela ficou momentaneamente desorientada e eu aproveitei para arremessar minha faca. Ela abaixou-se e a faca cortou a parte desnuda da nuca. Praguejei em grego.
Então ela virou-se bruscamente para o meu lado, lançando-se contra mim. Tive sorte. Cravei uma de minhas facas na sua perna direita bem a tempo, porém ela não se intimidou. Ela deixou a espada na horizontal sobre minha garganta, aproximando-se do meu rosto, olhou no fundo dos meus olhos, e disse:
- Logo depois de decepar a sua cabeça... Eu irei decepar a cabeça da sua meio-irmã também! — seu olhar chamuscava, me deixando um pouco intimidado.
- Por que está falando dela?
- Não gosto dos filhos de Zeus! Por isso vou matar os dois – tentei não prestar muita atenção ao que ela dizia.
Meu braço esquerdo estava preso em sua perna esquerda. Já o meu direito estava livre.
- É mesmo? Ela é forte! Creio eu, que não conseguirá matá-la — falei tentando distraí-la.
Estiquei a mão e toquei a lança. O suor escorria pela minha testa.
- Eu vou matá-la de forma bem sangrenta, assim como você — puxo a lança.
A ponta tocou no lado direito do estômago dela. Ela gritou curvando-se e eu dei uma joelhada em seu abdômen, ela caiu para o lado e eu puxei minha lança. Quando fui transpassa-la, até que a lança fincasse no chão, na intenção de matá-la, ela bateu a espada contra minha arma e a mesma voou longe.
- Não tão rápido — ela disse tirando de sua perna a segunda faca que eu havia cravado nela.
Eu possuía 3 facas, ela também. Minha lança estava longe, e ela tinha a espada, havia uma desvantagem.
Ela voltou-se para mim, erguendo uma mão e eu desferi um chute na mesma. A ponta do meu sapato tocou o cabo da espada, mas sem grandes efeitos, e ela continuou avançando até que sem conseguir me defender a tempo, me desferiu um soco.
Ela era forte, eu tinha que admitir, fui jogado longe. Bati as costas em uma parede de pedra. Mal tive tempo para respirar e ela já estava sobre mim novamente, ela nem pensou em voltar a pegar a espada, curvou-se sobre meu corpo e desferiu um soco no meu estômago. Que dor.
Ela pressionou seu antebraço no meu pescoço e com o outro arrancou uma faca de sabe-se lá onde. Não tendo nenhuma grande ideia para me defender, grudei as minha mãos em seus cabelos e puxei com força. Ela esquivou-se e investiu com a faca, virei a cabeça para o lado com dificuldade e faca bateu e se partiu em atrito com a rocha. Sem dar-me oportunidade de sair daquela situação, puxou outra faca e fez o mesmo de segundos atrás. Um corte abriu-se em minha orelha que logo começou a sangrar e a doer terrivelmente.
Quando ela pensou em pegar a sua última faca que restava, eu lhe dei uma cabeçada que nem eu achava provável conseguir; o calor do momento, pensei.
Apanho a faca que havia caído em detrimento ao meu ataque inusitado e invisto com tudo, visando seu rosto. A faca se enterrou em seu olho e ela recuou bruscamente, gritando ao mesmo tempo em que soltava uma lamúria desesperada. Tremendo ela arrancou a faca e a jogou para longe, infelizmente para ela, seu movimento imprudente e desesperado lhe custou a sua pupila verde que foi arrancado de sua cavidade e lançado para longe, junto com a faca.
Ela estava a minha frente. A filha de Ares com um de seus olhos arrancados. Em uma última tentativa ela tenta chegar até sua espada. Não querendo perder a vantagem, arremesso a minha penúltima faca, ela se jogou no chão a faca passou por cima. Para minha fúria, Rachel consegue recuperar sua arma.
- Maldita! – praguejei com toda minha ira.
Pensei em correr para pegar a minha lança, mas percebi que não havia tempo. Corri até ela, resgatando uma das facas lançadas no chão, mas quando a alcancei para dar a facada que exterminaria sua vida, ela me desferiu uma cotovelada no rosto. Cuspi sangue pela boca e cambaleei.
Ela se recompôs nesse breve intervalo em que parei aturdido e me desferiu mais um soco. Fui jogado para longe, bati com a cabeça em uma das rochas projetadas no riacho, a água gelada aliviou os ferimentos, porém senti minha visão se turvar e pensei que fosse desmaiar.
Aproveitando-se de que eu ainda estava desnorteado, ela salta em minha direção de forma assustadoramente habilidosa para alguém ferido. A espada estava em uma forma de mergulho junto ao seu corpo. Ela estava confiante de que aquilo atravessaria o meu estômago. Reunindo todas as forças restantes, me viro para o lado e a correnteza me ajuda a deslocar o meu corpo e eu me levanto.
Escutei Rachel praguejar em grego, virei-me para encará-la atônito, pois a sua espada estava fincada na pedra onde outrora eu havia batido a cabeça. A espada não queria se desgrudar. Ela usava muito força, e a espada não saia.
- Que azar! — provoquei perversamente.
Aproveitei e parti em sua direção, com o punho fechado, desferi um soco em sua fronte.
- TOMA SUA DESGRAÇADA! – gritei destemidamente.
Corri até a minha lança e percebi que ela se levantava, logo em seguida correndo em minha direção. Como uma forma de atrasá-la me virei e arremessei uma pedra em sua direção, ela levanta a sua mão em forma de defesa, mas a pedra era pesada e se chocou violentamente contra sua palma, quebrando ou deslocando alguns dedos. Ela gritou. Finalmente consegui alcançar minha lança, soltei em voz alta:
- Vamos belezinha! Ajude-me, você é a minha salvação – em seguida voltei minha atenção para Rachel.
Ela corria até a mim, de alguma forma havia conseguido recuperar uma de suas facas. Concentrei-me no ataque, reunindo todas as forças que felizmente, ainda teimavam em me abandonar.
Fulminei-a com os olhos. Ela arremessou a faca, e eu lancei a lança. Ambos ao mesmo tempo. Dei um passo para trás por causa da força do lançamento, ela continuava correndo em minha direção. Minha lança a alcançou antes que ela me alcançasse, enterrando-se profundamente em seu crânio, transpassando pele, carne e músculos. O líquido rubro e viscoso começou a escorrer. Rachel estava de olhos bem abertos, parada, estática. Por fim ela caiu de joelhos e quase que em câmera lenta, chocou-se de bruços contra o chão.
O canhão não havia soado ainda, caminhei em passos largos em sua direção, aproximando-me o suficiente para arrancar minha lança de sua cabeça, um último arquejo se fez ouvir de Rachel.
BUM! O canhão soou. Um sorriso tomou conta do meu rosto.
- Esse é o seu lugar, filha de Ares! Entendeu agora? Aos meus pés! Mas espera... É tarde demais... Está cega e morta – provoquei não conseguindo me conter, uma onda de satisfação, alivio e alegria tomava conta de meu corpo.
Caí de joelhos e ofeguei exausto. Rachel havia sido uma boa inimiga, a princípio eu achei que ela sobreviveria mais na arena, felizmente eu havia conseguido matá-la no segundo dia.
Ao constatar que não havia mais perigo, voltei a me levantar e guardei minha lança ensanguentada em minhas costas, presa a jaqueta. Recolhi minhas facas e me desapontei ao constatar que as facas de Rachel estavam quebradas pelo impacto da batalha.
Virei-me para ir embora e deparei-me com meus aliados, olhando atônitos; eles olharam para o corpo da filha de Ares morta ao chão. Então eu disse:
- Parece que nessa edição dos jogos o distrito 2 não terá um filho de Ares vencedor — eles riram.
- Filhos de Ares... Não é nada fácil detê-los — disse Lucas. E nós três rimos novamente, felizes por termos conseguido passar por aquele obstáculo.
- Então realmente havia alguém nos observando? — Marina perguntou enquanto saíamos do riacho, ao avistar que o aerodeslizador vinha resgatar o corpo de Rachel.
- Sim! Ela ouviu os gritos. Você tinha razão Marina.
- Cautela da próxima vez — ela pediu calmamente.
- O que andaram fazendo nesse meio-tempo? — perguntei aos dois.
- Cacei três aves. Limpamos e assamos rapidamente, por causa da fumaça da fogueira. Estão embrulhadas na mochila — Lucas aponta para uma das mochilas vazias que havíamos pegado na Cornucópia.
- Ótimo! Vocês são prestativos, e fortes. E... Lucas sua mira é perfeita para caçar – ele assentiu concordando em seguida sorriu satisfeito.
O local que acabamos nos abrigando era um pouco mais longe que o anterior; iríamos ter mais cautela dali por diante. O dia extinguiu-se rapidamente e logo o sol se pôs preguiçosamente ao oeste. Antes de jantarmos as aves, fizemos mais uma oferenda, porém desta vez agradeci a Zeus mentalmente. Foi a primeira vez que ele havia entrado em contato comigo e me orientado. Mesmo sendo através de sonhos.
O manto sepulcral nos cobriu novamente naquela noite, com o seu frio desafiador. Fiquei de guarda novamente, mas desta vez mantenho-me distante de Marina. Mesmo que parecesse tentador a ideia de esquentá-la, confortá-la. Deveria ser um truque da filha da deusa do amor.
Subi até a copa de uma árvore e comecei a observar o local de cima. Satisfeito por não avistar nenhum tributo.
Brinquei com a lanterna, tomando cuidado para que aquela brincadeira inocente não nos entregasse. Deixei meus pensamentos vagarem e constatei que para alguns tributos aquele segundo dia dos jogos, fora um tédio. Para mim, no entanto, havia sido pura adrenalina. Os telespectadores tiveram um grande espetáculo. Deveria ter sido emocionante, se não houvesse sido tão mortalmente perigoso.
O hino começou a tocar e logo consegui ver o rosto da filha de Ares.
- Que menina linda – falei em um sussurro após observar melhor, mas logo pensei comigo mesmo e cheguei a uma conclusão: Um rostinho bonito, pode ser cruel!
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