1921
12 Capítulo 12
1922
Esme POV
A princípio eu achei que minhas regras estavam suspensas porque eu acabara de perder um filho, eu esperava que agora que já se passaram seis meses voltasse. Será que eu já estou grávida? Estou tão feliz! Mal posso disfarçar minha alegria. É claro que Carlisle e Edward perceberam.
Os dias passam e eu já deveria sentir nosso filho se mexer dentro de mim. Então Carlisle percebe meu abatimento:
– O que foi querida?
– Ela pensa que deveria estar grávida.
– Edward, eu pedi para ESME não para você. – Carlisle intervém, exasperado com a impertinência do filho.
Eu digo cabisbaixa:
– Ele está certo. Será que eu não posso mais ter filhos porque Charles me bateu tanto? Aliás, penso que por causa das surras dele nosso filho morreu, pobrezinho...
– Esme. Não há nada errado com você. Nós não podemos ter filhos devido ao que somos.
– Nós não podemos porque?
– Não podemos porque somos vampiros, querida. Estamos congelados.
– Você quer dizer que nós nunca teremos um filho nosso?
– Infelizmente não. Deus sabe como eu também queria.
– Podemos adotar? – pergunto. Meus olhos se iluminam com a fugaz ideia. Fico cheia de esperança.
– Claro que podemos. Mas uma criança humana seria muito arriscado, para nós e para ele ou ela.
Olho para Edward:
– Ele é seu filho?
– Não como você pensa. O transformei porque a mãe dele me pediu quando estava morrendo. Essa é a única maneira que podemos ter ‘filhos’. Transformando-os.
– Ela pediu?
– Sim. Eu sempre relutei em trazer mais alguém para essa vida que levamos. Apenas aceitei porque ela estava em seu leito de morte e me pediu para que salvasse seu filho da única maneira que só eu podia. Nunca entendi o que levou uma mãe a pedir tal destino para o filho, mas talvez ela esperasse que ele se tornasse um anjo. Ela faria tudo para não deixar nem ver o filho morrer... pena que não somos exatamente anjos.
– Nós não somos condenados – Edward parece que leu um pensamento não verbalizado de Carlisle. – Não somos anjos mas não fazemos mal para as pessoas como alguns de nossa espécie.
– Tudo bem.
– Tudo bem, Esme. De verdade?
– Sim. Apenas Edward como nosso filho está bom.
– Obrigado ‘mamãe’ – Edward me chama, e eu teria chorado se ainda pudesse.
O abraço. Carlisle nos abraça também.
...................................fim (ou começo)............................................
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